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佛得角的法律

Decree-Law No. 2/2002 regulating sand extraction activities in marine costal zones and inland waters

颁布于 2002-01-21 · 文本截至 2026-10-01

以研究形式发布的公开法律与官方指引,不构成法律、税务或金融建议。

研究内容本身以英文撰写。标题和标签已翻译,调查结果和引文未翻译。

关于这部法律

原标题
Decreto-lei n.º 2/2002: proibe a extração de areias nas dunas, nas praias, nas águas interiores.
语言
Portuguese
类型
法令
组织
European Union
国家
佛得角
主题
Environment, Land and soil, Sea
关键词
protection of environment, soil conservation/soil improvement, ecosystem conservation, coastal zone management, transport/storage, use restrictions, concession, authorization/permit, maritime zone

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所收录的法律原文,按条款排列。每个条款都有自己的链接。

  1. 42 I SERIE - N° 2 «B. O.» DA REPUBLICA DE CABO VERDE - 21 DE JANEIRO DE 2002 Decreto -Lei n" 2/2002 de 21 de Janeiro Decreto-lei 11°69/97 de 3 de Novembro visou disciplinar a extrac9lio e a explora9ao de areia nas dunas, nas praias c nas aguas interiores. A experiencia de aplica9ao daquele diploma mostrou a necessidade de se alagar aquela disciplina ao mar territorial e a faixacostcira e, pennitiu, ainda, detectar um leque de insuficiencias, designadamente em materia da concessao e processamento das Iicen9as, e da defini9ao de criterios a que se deve observar na extraq:iio c cxplorai;ao de areia. Noutro piano esteve, naturalmente, presente a intcncionalidadc de assegurar uma proporcionada compatibilizai;ao do novo diploma com a Lei de base da politica do ambientc e com o Decreto Legislativo n°14/97, de 1 deJulho. Assim: Ao abrigo do disposto no numero 4 do artigo 38 do Decreto Legislativo n°14/97, No uso da faculdade conferida pela alinea a) do 11°2 do artigo 203° da Constitui9ao, o Govemo decreta o seguinte: CAPJ11JLOI Arligo 1° (Arnbilo d c a[)lica~iio do diploma) 0 presente diploma estabelece a proibii;ao de extraCf1iO de areia nas dunas, nas praias, nas aguas intetiores, na faixa costeira e no mar tenitorial ate uma profundidade de 10 metros, bem como a sua cxploraqao, por um lado, c, por outro, define um conjunto de nomms disciplinadoras de tais actividades, quando elas sejam permitidas. Attigo 2° (Proihi~iio) 1. E proibida a extrac~ao de arcia nas dunas, nas praias, nas aguas interiores, na faixa costcira e no mar ten·itorial ate uma profundidadc de 10 metros. 2 A extraci;ao de areia nas dunas, nas praias, nas aguas intctiores e no mar tenitorial a partir da profundidade de 10 metros, bem como na faixa costeira entre a linha normal da mare-baixa ea te1Tit6rio terrestre, s6 podera ser realizada desde que niio crie situai;oes que possam afectar o cquilibrio ambiental, observando se os criterios definidos no artigo 3°. 3. E igualmcnte proibida a exploragiio de areia extraida em violai;ao ao disposto neste diploma Artigo 3° (C,iterios a quc dc\'c obcdcccr a cxtraci;ao de areia) A cxtracc;ao de areias nas dunas, nas praias e na faixa costeira entre a linha normal da mare-baixa e o territ6rio terrestre e no mar territorial, no ambito de aplicagiio deste diploma, s6 podera ser realizada desde que niio ponha em pc1igo a fauna e flora aquatica. e marginaJ e, nas zonas e nos locais indicados numa lista constante do despacho conjunto dos membros do Govemo responsaveis pclas areas do Ambicnte e da Marinha e Portos. CAPITULO II Licem;as SEC(:AO I Artigo 4° (Prindpio gcral) 1. A extracgao c cxploraf1io de arcia no ambito de aplicagao dcste diploma fica sempre sujeita a prcvia licenga. 2 Compete a Direq:ao-Gcral da Marin ha e Pmtos, tendo cm ateni;iio o disposto nos arligos 2. 0 c 3°, conceder e cmitir as liccn9as referidas no numero anterior. Arligo 5° (Proccssarncnto da conccssiio das licem;as) 1. 0 pedido de liceni;a de extrac9ao e de explorai;ao de arcia no ambito de aplicagiio destc diploma sen"i formulado em reguerimento fundamentado, do qual constara a identidade do requerente, a indica9ao das zonas e dos locais pretendidos, bem cqmo os meios de ac9ao a serem utilizados, no caso de extrac9iio. 2. 0 pedido sen\ dirigido a Direci;ao-Geral da Marinha e Portos e podera ser cntregue na Capitania dos Portos com jurisdii;ao na area. 3. A liccn9a de cxtracgiio de areia prevista no artigo anterior niio podera ser emitida se o interessado niio aprcscntar, com o respectivo rcquerimento, o estudo de impacto ambicntal. 4. A liccni;a de exploragiio de areia prevista no artigo anterior nfto podera ser emitida se o intcressado niio aprcsentar, com o respcctivo requerimento, o pedido de vistoria as unidades de cxplo1w;:ao. Artigo 6° (Prccaridade c condicio1111lisrno das liccn~as) As licengas seriio sempre cmitidas a titulo precario, com a condi9ao expressa de nao prejudicarem os dircitos do Estado ou de tcrcciros c tendo em ateni;ao o disposto nos artigos IO e 2° deste diploma. Artigo 7" (Conteudo das liccn1;as) Das liceni;as constarao, alem de outros julgados necessaiios, os clementos seguintes: a) 0 volume de areia a cxtrair em cada zona ou local indicado; b) 0 respcctivo prazo de validade; c) Os equipamentos e meios de acgao a serem utilizados; d) A taxa a cobrar pela extracgao da arcia: e) 0 pre~o miiximo de Venda de areia ao publico. Artigo 8° (Prazo de ,•alidade das liccm.;as) l. 0 prazo de validade das licenfas nao podcra cm caso algum excedcr I ano. 2 0 prazo de validadc das liceni;as po<leni ser reduzido em qualquer altura, sem que os respectivos litularcs tenham direito a {j ualqucr indemnizai;ao, sempre que sc reconhei;a que o interesse puhlico deva prevalecer sobre o intcresse privado. SERIE - N° 2 «B. O.» DA REPUBLICA DE CABO VERDE - 21 DE JANEIRO DE 2002 43 SE<.:c;:Ao II Transmissibilidadc e cimcclamenlo das liccni;as Artiga 9° (TransmissibiHdade das liccn,;,as) L A titularidade das licenc;as concedidas para a extracc;ao e cxplorm;ao de areia no ambito da aplicac;ao dcste diploma nao podera ser transforida sem previa autorizac;ao da Direcc;ao-Geral da Maria c Portos. 2 Esta 1ransferencia s6 podera ser considerada descle que seja requerida, porum !ado, pclo titular da licenc;a, dcclarando quc dcla desistc, c, par oulro, por quern pretcnda c assim o declare, assumir os direitos e devcres emergenlcs da mcsma durante o respectivo prazo de validadc, devcndo este 1iltimo documcnto scr firmado com a assinatura rcconhecida par notario. 3. Par morlc do titular da liccnc;a, as scus hcrdeiros substitucm-sc-lhc nos direitos c dcvcrcs inercntcs ii mesma, ate final do t·cspcctivo prazo de validadc. Attigo 10" (Cancclamcnto du liccno:;:i) 1. As liccnc;as poderiio, cm qualqucr altura, ser canceladas pela Direc9ao-Geral da Malia e Portos, sempre que se vcrifiquc alguma <las situa96cs scguintes: a) Sc reconhe9a que o interesse ptl.blico deva prcvalccer sobre o intcresse privado; b) Ocorrencia de qualqucr das contra-ordcna95cs indicadas no artigo 16°, indepcndentemenlc das sa1195es aplidtveis. 2. 0 cancelamento das liccn~:as prcvistas neste artigo nao confcrc aos respectivos titularcs dircito a qualqucr indemnizai.ao, ncm prcjudica a responsabilidade quc !hes caiba nos tcrmos do artigo 11" dcste diploma. /\rligo J 1° (Obd1~ui;ocs do~ litul:ircs dus liccnc;as) 1. Os titulares das licenc;as de cxtrac-;ao e de cxplorac;fio de arcia no ambito de aplica9ao destc diploma sao obrigados a ter e a manter um registo de cada acto de alicnac;ao ou fomecimento de arcia, das pessoas au cntidades benefi ciarias, a cmitir as facturas, o recibo de pagamcnto au de quitac;ao e a guia de transporte. 2 0 transporlc da areia deve ser acompanhado da guia de transporte. Artigo l2° (Equi1rnmcntos c mcios de aci;iio) Na extracc;iio de arcia c cm todas as operac;oes com cla rclacionadas, s6 poderiio ser utilizados equipamcntos e meios de acc;ao quc se encontrem discriminados na Iicem;:a emitida, ou que posteriormente tenham sido autorizados pela Direc9ao-Geral da Marinha c Portos, a rcqucrimento do titular da licern;a, devenclo esta autoriza9ao ser considerada para todos as efeitos parte integrante da pr6pria licenc;a. Artigo 13° (Volume de nreia) 1. 0 volume de areia a extrair uao podera exceder o que constar da liccnc;a. 2 0 volume il.! areia extraida e ou vendida devera ser periodicamente indicado a Direq:ao-Geral da Marinha e Portos, quando ta! for CJ' ":; ,ulo nos termos da liccnc;a. 3. 0 titular <la licenc;a nao tera direito a qualquer indemniza9ao sc durante o rcspectivo praz.o de validade, c qualquer que seja o motivo, nao conseguir cxtrair o volume de areia que consta da licen9a. SEcc;:Ao II Taxas e prc-;o de vend11 da arei:i Artigo 14° (I'rindpio gcr:il) A cxttac9ao de areia no ilmbito de aplicac;ao deste diploma fica, em principio, sujcila ao pagamento de uma taxa, co1Tcspondente ao volume global de arcia a extrair. Artiga 15" (Quantitativo lla tuxa c prcc;o de \'cmla) 1. 0 quantitativo da taxa a pagar pcla cmissao da liccn9a de cxtracc;ao e 011 explora9iio de areia sera fixado porpmtaria conjunta dos mcmbros do Govemo responsaveis pelas areas de Finan9as c da Marinha e Porlos. 2. A arcia a ser cxtraida sera vendida pelo titular de licenc;a ao prec;o que for fixado nos tcrmos da portaria conjunta referida no numcro I. 3. A Dircc9ao-Gcral da Marinha e Portos cmitira as guias de pagamento da taxa, devendo proceder ii confercncia da quantidade de arcia extraida pelo titular da liccnr;:a. 4. A taxa ser{1 pago pelo 1 itular da licem;a, atraves do dcp6sito do r~spectivo quantitativo na conta do Tesouro, em name do Estado, junto de uma instiluir;:ao bancaria. 5. Efcc1uado o dep6sito, o titular da licr.n\:a comunicara a Dirccyao-Geral da Marinha c Portos a rcaliza,;;ao do dep6sito mediantc a cntrcga do duplicado da guia com anota(;ao <la institnir;:ao bancaria c do documento comprovativo do dcp6sito. CAPJTULOllI Contra-ordcna,;ocs e penalidadcs Artigo 16° ( Contra-01·dena~oes) Constitucm contra-ordcnar;:oes as disposic;oes deste diploma: a) A extrac9ao de areia sem licen9a ou com licenc;a cujo prazo de validadc caducou; b) A extracc;ao de areia cm zonas ou locais diferentes daqucles para quc scjam validas as liccn9as emitidas; c) A utilizac;ao de meios de acc;ao nao autorizados pela Direcc;ao-Geral da Marinha e Portos; d) A falta de cumprimcnto de qualquer das obriga,;;oes imposta pelo n° 1 do artigo 11 ° dcste diploma; e) 0 transporte de arcia desacompanhado da guia de transporte; f) A venda de areia sem liccnc;a ou com licenc;a cujo prazo de validade caducou; g) A aquisic;ao c a venda de areia extraida scm licen9a ou com licenc;a cujo prazo de validade caducou; lz) A venda de areia acima dos prec;os maximos de vend,.1 ao publico. Artigo 17° (Pcnnlid:idcs) 1. As contra-ordenac;oes a qnc se refere o arligo ,' sujeitas ils seguintes penalidades: 44 I SERIE - N° 2 «B. 0.;> DA REPUBLICA DE CABO VERDE - 21 DE JANEJRO DE 2002 a) As contra-ordenac;oes previstas nas alineas a), b), c), J) e g) do artigo 15" serao punidas com a coima de 30.000$00 a 1.500.000$00; b) As contra-ordcnac;oes prcvislas nas alincas d), e) c h) do artigo I 5° serao punidas com a coima de 10.000$00 a l .000.000$00; 2. Accssoriamcnte, poderao scr aprcendidos e removidos. por conta c risco do infractor, todos os. equipamcntos c meios de acr;:ao utilizados na extracc;ao e no transportc de arcia, bcm como a pr6pria arcia cxtraida em violar;:ao ao disposto nestc diploma. SEC<;Ao I Arrigo J 8" (PrOCC'SSu) 1. 0 proccssamento das contrn-ordenai;ocs c a aplica9ao das coimas c sanr;:oes accss6rias cabcrao a Dirccr;:ao-Gcral da Marinha c Po110s, mediante qucixa, paiticipar;:ao ou denuncia de qualquer pessoa ou autoridadc com jurisdit;ao nas areas de extracc;ao e 011 de explorai;ao de arcia, designadamente a Policia Marltima, da Polfcia de Ordem Publica e da Guarda Costeira. 2. As autoridades quc tomarcm conhecimcnto de infraci;:oes prcvistas neste diploma deverao lcvantar auto de noticias. 3. Sao competentes para a instaurac;ao do proccsso relativo as infraci;:ocs ao prcscnte diploma as autoridades de polfcia de ordem publica, as autoridades maritimas com jurisdii;:ao na area c a guarda costeira. 4. Da dccisao de aplicar;:ao de coima cabe recurso nos termo da lei geral, dcvendo o infractor prcstar cam;:ao de valor con-espondente il coima. SECc;:Ao II Arligo 1\1° (Policinm,:,nto c fiscalizai;iio dos Jocais de cxlrac,;iio c on de cxplorai;iio de arcin) As zonas c os locais de extraci;:ao e ou de explora9ao de areia no iimbito de aplicai;ao deste diploma ficam sujeitos a policia e fiscaliza9ao de todas as autoridades com jurisdii;:ao nos mcsmos, obrigando-sc os titulares das licenr;:as a facultar o acesso aos agentes dessas auto1idades, de modo a que estes possam exercer as suas func;oes com eficiencia. Artigo 20° (Rcvogac;iio) E revogado o Decreto-lei 11°69/97, de 3 de Novembre. Artigu 21° (Entrada cm vigor-) 0 presentc diploma entra imediatamcntc cm vigor. Vista c aprovado cm Conselho de Ministros, Jose Maria Pereira Neves - Carlos Duarte Burgo - Maria Madalena Brito Neres : Jorge Linia Lopes. Promulgado em 9 de Janeiro 2002. Pubiique-se 0 Pt<'sidentc da Republica, PEDRO VERONA RODRIGUES PIRES. Reforcndado cm 11 de Janeiro 2002. 0 Primeiro Ministro, Jose Maria Pereira Nel'es. MlNISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS, COOPERA\'.AO E DAS COMUNIDADES E SECRETARIA DE ESTADO DA REFORMA DO ESTADO ADMINISTRA<;AO PUBLICA E PODER LOCAL

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