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Laws of Portugal

Decree No. 15/2015 establishing the criteria for the classification and reclassification of soil, as well as the criteria for qualification and the categories of rustic soil and urban soil according to the prevalent use, applicable to the whole national territory

Made 2015-08-19 · Text as of 2026-10-01

Public law and official guidance, published as research. Not legal, tax or financial advice.

About this law

Original title
Decreto Regulamentar n. 15/2015 - Estabelece os critérios de classificação e reclassificação do solo, bem como os critérios de qualificação e as categorias do solo rústico e do solo urbano em função do uso dominante, aplicáveis a todo o território nacional.
Language
Portuguese
Kind
Regulation
Country
Portugal
Subjects
Environment, Land and soil
Keywords
land-use planning, legal proceedings/administrative proceedings, environmental planning, soil conservation/soil improvement, soil rehabilitation, policy/planning, agricultural land, urban land, classification/declassification

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  1. Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 6137 b) Alterar o n.º 8 do artigo 85.º, o n.º 3 do artigo 95.º e o artigo 112.º do RJUE, no sentido de atribuir aos tribunais administrativos a competência para conceder a autori zação judicial para a execução de obras de urbanização por terceiros e para conceder mandado para entrada em domicílio de pessoa que não dê o seu consentimento, no qual se desenvolvam atividades sujeitas a fiscalização por parte de funcionários municipais; c) Alterar os artigos 12.º, 16.º e 19.º da Lei de Participa ção Procedimental e de Ação Popular, prevendo que a ação popular administrativa pode revestir qualquer das formas previstas no CPTA, revendo o estatuto do Ministério Pú blico nas ações populares para efeitos de legitimidade ativa e dos poderes de representação e de intervenção processual que lhe são conferidos por lei, e revendo -se o regime dos efeitos das sentenças transitadas em julgado proferidas no âmbito de processo que tenham por objeto a defesa de interesses individuais homogéneos; d) Alterar o artigo 15.º do Regime Jurídico da Tutela Administrativa, prevendo que as ações para declaração de perda de mandato ou de dissolução de órgãos autárquicos ou entidades equiparadas têm carácter urgente e seguem os termos do processo do contencioso eleitoral previsto no CPTA; e) Alterar os artigos 14.º, 23.º e 31.º da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, prevendo, designada mente: i) Que quando não seja dada integral satisfação ao pe dido de reutilização, o interessado pode apresentar queixa à CADA ou requerer ao tribunal administrativo competente a intimação da entidade requerida, nos termos previstos naquele diploma e no CPTA; ii) Que a CADA pode delegar no presidente poderes para apreciar e decidir queixas sobre questões que já te nham sido apreciadas pela CADA de modo uniforme e reiterado; f) Alterar o artigo 14.º da Lei de Acesso à Informação sobre Ambiente, prevendo que no caso de não ser dada integral satisfação ao seu pedido de acesso, o interessado pode apresentar queixa à CADA ou requerer ao tribu nal administrativo competente a intimação da entidade requerida, nos termos previstos na Lei de Acesso aos Documentos Administrativos e no CPTA, dando -se a possibilidade de os terceiros lesados pela divulgação da informação também poderem recorrer aos meios de tutela previstos na lei. Artigo 5.º Duração A presente autorização legislativa tem a duração de 180 dias. Aprovada em 22 de julho de 2015. A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção A. Esteves. Promulgada em 13 de agosto de 2015. Publique -se. O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. Referendada em 17 de agosto de 2015. Pelo Primeiro -Ministro, Paulo Sacadura Cabral Portas, Vice -Primeiro -Ministro. MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E ENERGIA Decreto Regulamentar n.º 15/2015 de 19 de agosto A aprovação da lei de bases da política pública de so los, de ordenamento do território e de urbanismo, através da Lei n.º 31/2014, de 30 de maio e, na sua sequência, a revisão do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial (RJIGT), aprovada pelo Decreto -Lei n.º 80/2015, de 14 de maio operou uma profunda reforma no modelo de classificação do solo, eliminando a categoria operativa de solo urbanizável. Agora o solo urbano corresponde ao que está total ou parcialmente urbanizado ou edificado e, como tal, afeto em plano territorial à urbanização ou edificação. Por sua vez, o solo rústico corresponde àquele que, pela sua reconhecida aptidão, se destine, nomeadamente ao aproveitamento agrícola, pecuário, florestal, à conservação e valorização de recursos naturais, à exploração de recursos geológicos ou de recursos energéticos, assim como o que se destina a espaços naturais, culturais, de turismo e recreio, e aquele que não seja classificado como urbano. Para a reclassificação do solo rústico em solo urbano exige -se a demonstração da sustentabilidade económica e financeira da transformação do solo rústico em urbano, através de indicadores demográficos e dos níveis de oferta e procura do solo urbano. De facto, em nome do princípio da sustentabilidade do solo, a reclassificação do solo como urbano é limitada ao indispensável, e deve ser sustentável dos pontos de vista económico e financeiro, traduzindo uma opção de planea mento que deve ser objeto de contratualização, fixando -se o prazo para a execução da operação urbanística, os encargos a suportar e a redistribuição de benefícios e encargos. O novo RJIGT estabelece, no seu artigo 74.º, que a definição dos usos dominantes, bem como das categorias relativas ao solo urbano e rústico, obedece a critérios uni formes, aplicáveis a todo o território nacional, a estabelecer por decreto regulamentar. É neste contexto que se cumpre o objetivo de estabele cer os critérios a observar pelos municípios, comunidades intermunicipais e associações de municípios no âmbito dos procedimentos de elaboração, alteração e revisão dos planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal, assim se permitindo que, num domínio de elevada com plexidade técnica, possam aqueles planos dispor de uma base harmonizada de critérios. O presente decreto regulamentar trata, num primeiro momento, os critérios a observar na classificação do solo, assente na diferenciação entre as classes de solo rústico e de solo urbano. Quanto à qualificação do solo, define -se, de acordo com os princípios fundamentais da compatibilidade de usos, da graduação, da preferência de usos e da estabilidade, o conceito de utilização dominante de uma categoria de solo como a afetação funcional prevalecente que lhe é atribuída pelo plano territorial de âmbito intermunicipal e municipal. Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das Re giões Autónomas e a Associação Nacional de Municípios Portugueses. Assim: Nos termos da alínea c) do artigo 199.º da Constitui ção e ao abrigo do n.º 4 do artigo 72.º, do n.º 4 do ar 6138 Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 tigo 74.º e da alínea b) do n.º 1 do artigo 203.º do Decreto Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, o Governo decreta o seguinte: CAPÍTULO I Disposições gerais Artigo 1.º Objeto O presente decreto regulamentar estabelece os critérios de classificação e reclassificação do solo, bem como os critérios de qualificação e as categorias do solo rústico e do solo urbano em função do uso dominante, aplicáveis a todo o território nacional. Artigo 2.º Âmbito 1 — Os critérios referidos no artigo anterior aplicam se aos procedimentos de elaboração, alteração e revi são dos planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal. 2 — Os critérios a que se referem o artigo e o número anterior são desenvolvidos no âmbito regional pelos pro gramas regionais, de acordo com o seu âmbito material nos termos do previsto no regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial. Artigo 3.º Regime de uso do solo O regime de uso do solo é estabelecido nos planos ter ritoriais de âmbito intermunicipal e municipal através da classificação e da qualificação do solo, de acordo com a expressão territorial da estratégia de desenvolvimento local, o quadro estratégico definido no programa regional e as leis respeitantes ao ordenamento do território e ao urbanismo. Artigo 4.º Condicionantes Nas áreas abrangidas por servidões administrativas e restrições de utilidade pública, os respetivos regimes pre valecem sobre as demais disposições dos regimes de uso do solo das categorias em que se integram. CAPÍTULO II Classificação do solo Artigo 5.º Conceito 1 — A classificação do solo traduz uma opção de pla neamento territorial que determina o destino básico do solo, assentando na distinção fundamental entre a classe de solo rústico e a classe de solo urbano. 2 — A classificação e a reclassificação do solo são es tabelecidas em plano territorial de âmbito intermunicipal ou municipal, nos termos do disposto no presente decreto regulamentar e no regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial. Artigo 6.º Classificação do solo como rústico 1 — A classificação do solo como rústico visa prote ger o solo como recurso natural escasso e não renovável, salvaguardar as áreas com reconhecida aptidão para usos agrícolas, pecuários e florestais, afetas à exploração de recursos geológicos e energéticos ou à conservação da natureza e da biodiversidade e enquadrar adequadamente outras ocupações e usos incompatíveis com a integração em espaço urbano ou que não confiram o estatuto de solo urbano. 2 — A classificação do solo como rústico obedece à verificação de um dos seguintes critérios: a) Reconhecida aptidão para aproveitamento agrícola, pecuário ou florestal; b) Reconhecida potencialidade para a exploração de recursos geológicos e energéticos; c) Conservação, valorização ou exploração de recursos e valores naturais, culturais ou paisagísticos, que justifiquem ou beneficiem de um estatuto de proteção, conservação ou valorização incompatível com o processo de urbanização e edificação; d) Prevenção e minimização de riscos naturais ou an trópicos ou de outros fatores de perturbação ambiental, de segurança ou de saúde públicas, incompatíveis com a integração em solo urbano; e) Afetação a espaços culturais, de turismo, de recreio ou de lazer que não seja classificado como solo urbano, ainda que ocupado por infraestruturas; f) Localização de equipamentos, infraestruturas e siste mas indispensáveis à defesa nacional, segurança e proteção civil, incompatíveis com a integração em solo urbano; g) Afetação a infraestruturas, equipamentos ou outros tipos de ocupação humana que não confiram o estatuto de solo urbano; h) Afetação a atividades industriais ligadas ao aprovei tamento de produtos agrícolas, pecuários e florestais, ou à exploração de recursos geológicos e energéticos; i) Os solos que não sejam classificados como solo urbano, ainda que não preencham nenhum dos critérios anteriores. Artigo 7.º Classificação do solo como urbano 1 — A classificação do solo como urbano visa a susten tabilidade e a valorização das áreas urbanas, no respeito pelos imperativos de economia do solo e dos demais re cursos territoriais. 2 — O solo urbano compreende: a) O solo total ou parcialmente urbanizado ou edificado e, como tal, afeto em plano intermunicipal ou municipal à urbanização e à edificação; b) Os solos urbanos afetos à estrutura ecológica neces sários ao equilíbrio do sistema urbano. 3 — A classificação do solo como urbano observa, cumulativamente, os seguintes critérios: a) Inserção no modelo de organização do sistema urbano municipal ou intermunicipal; b) Existência de aglomerados de edifícios, população e atividades geradoras de fluxos significativos de população, bens e informação; Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 6139 c) Existência de infraestruturas urbanas e de prestação dos serviços associados, compreendendo, no mínimo, os sistemas de transportes públicos, de abastecimento de água e saneamento, de distribuição de energia e de telecomu nicações, ou garantia da sua provisão, no horizonte do plano territorial, mediante inscrição no respetivo programa de execução e as consequentes inscrições nos planos de atividades e nos orçamentos municipais; d) Garantia de acesso da população residente aos equi pamentos de utilização coletiva que satisfaçam as suas necessidades coletivas fundamentais; e) Necessidade de garantir a coerência dos aglome rados urbanos existentes e a contenção da fragmentação territorial. 4 — Na aplicação dos critérios referidos nas alíneas c) e d) do número anterior devem ser adotadas soluções apro priadas às características e funções específicas de cada espaço urbano. 5 — Com base nos critérios fixados no presente artigo devem ser delimitadas as áreas de solo urbano, que cor respondem aos perímetros urbanos. Artigo 8.º Reclassificação para solo urbano 1 — A reclassificação do solo rústico para solo ur bano tem caráter excecional, sendo limitada aos casos de inexistência de áreas urbanas disponíveis para os usos e funções pretendidas face à dinâmica demográfica e à indispensabilidade de qualificação urbanística e desde que comprovadamente necessárias ao desenvolvimento económico e social. 2 — A reclassificação do solo rústico para solo urbano concretiza -se através da elaboração, alteração ou revisão de plano de pormenor com efeitos registais acompanhado de contrato de urbanização, de acordo com os critérios estabelecidos no presente artigo. 3 — O contrato de urbanização referido no número anterior fixa, por via contratual, os encargos urbanísticos das operações necessárias à execução do plano de por menor, o respetivo prazo, as condições de redistribuição de benefícios e encargos, considerando todos os custos urbanísticos e todos os interessados envolvidos. 4 — A reclassificação do solo rústico para solo urbano obedece ao disposto no artigo anterior e ainda aos seguintes critérios complementares: a) Fundamentação na avaliação da dinâmica urbanística e da execução dos planos territoriais de âmbito intermu nicipal e municipal em vigor, suportada em indicadores de monitorização da execução física da urbanização e da edificação, em indicadores da dinâmica do mercado imo biliário e na quantificação dos compromissos urbanísticos válidos e eficazes; b) Avaliação do grau de aproveitamento do solo urbano, nomeadamente quanto à disponibilidade de áreas suscetí veis de reabilitação e regeneração ou de áreas suscetíveis de maior densificação e consolidação urbana, suportada em indicadores demonstrativos da situação, devendo o aproveitamento das mesmas prevalecer sobre o acréscimo do solo urbano; c) Aferição da indispensabilidade de estruturação do aglomerado urbano, resultante de fatores de mudança da organização do território ou da necessidade de integração de solo a afetar à estrutura ecológica municipal necessária ao equilíbrio do aglomerado urbano; d) Compatibilização com os programas territoriais, de signadamente com os regimes de salvaguarda de recursos e valores naturais e proteção de riscos. 5 — A reclassificação do solo rústico para solo urbano depende ainda da demonstração da viabilidade económico financeira da solução contemplada no plano de pormenor, que para além do disposto no n.º 3 do artigo 72.º do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, deve conter, nomeadamente, as seguintes matérias: a) Estimativa do impacto da solução apresentada no plano de pormenor sobre o sistema de infraestruturas ur banas e territoriais existente, acompanhada da previsão dos encargos necessários ao seu reforço ou execução, bem como dos encargos com a respetiva manutenção; b) Estimativa de todos os custos associados à execução das infraestruturas, equipamentos, espaços verdes e outros espaços exteriores de utilização coletiva, previstos no plano de pormenor, respetivos prazos de execução e sua distri buição pelos sujeitos responsáveis pelo financiamento da sua execução; c) Estimativa da capacidade de investimento público relativa às propostas do plano de pormenor, a médio e a longo prazo, tendo em conta os custos da sua execução referidos nas alíneas anteriores. Artigo 9.º Reclassificação para solo urbano para a execução de infraestruturas e equipamentos de utilização coletiva 1 — A reclassificação do solo por iniciativa das enti dades da administração pública, que se destine exclusi vamente à execução de infraestruturas e equipamentos de utilização coletiva tem caráter excecional e é limitada aos casos de inexistência de áreas urbanas disponíveis e comprovadamente necessárias ao desenvolvimento eco nómico e social, traduzindo uma opção de planeamento sustentável em termos ambientais, patrimoniais, econó micos e sociais. 2 — A reclassificação do solo rústico para solo urbano prevista no número anterior processa -se através de procedi mentos de elaboração, de revisão ou de alteração de plano territorial, no qual é fixado o prazo de execução. 3 — Para efeitos do disposto no presente artigo, sempre que seja a entidade responsável pela execução da infra estrutura ou equipamento, o município deve garantir os meios técnicos e financeiros necessários à execução do plano, devidamente inscritos nos planos de atividades e nos orçamentos municipais. Artigo 10.º Caducidade da classificação de solo urbano 1 — Findo o prazo previsto para a execução do plano, a não realização das operações urbanísticas previstas nos termos dos artigos 8.º e 9.º, determina, automaticamente, a caducidade, total ou parcial, da classificação como solo urbano, sem prejuízo das faculdades urbanísticas adquiri das mediante título urbanístico, nos termos da lei. 2 — A situação prevista no número anterior determina para a câmara municipal a obrigação de iniciar o proce dimento de alteração ou revisão do plano, no prazo de 60 dias, a contar da data em que a aquela classificação caducou. 6140 Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 Artigo 11.º Reclassificação para solo rústico A reclassificação do solo urbano como solo rústico pode ser feita a todo o tempo, em resultado da aprova ção de plano territorial que a determine, devendo a área objeto de reclassificação obedecer aos critérios previstos no artigo 6.º CAPÍTULO III Qualificação do solo SECÇÃO I Disposições gerais Artigo 12.º Conceito 1 — A qualificação do solo é uma opção de planea mento territorial que estabelece, com respeito pela sua classificação, o conteúdo do seu aproveitamento tendo por referência as potencialidades de desenvolvimento do território, fundamentadas na análise dos recursos e valores presentes e na previsão dos usos e das atividades do solo adequados à concretização da estratégia de desenvolvi mento local e do correspondente modelo de organização do território municipal. 2 — A qualificação do solo processa -se em plano ter ritorial, através da sua integração nas várias categorias e subcategorias do solo rústico e do solo urbano, definidas nos termos do presente decreto regulamentar. 3 — As regras de ocupação, transformação e utilização do solo estabelecidas pelo plano territorial para cada ca tegoria e subcategoria, estabelecem o aproveitamento do solo em função do uso dominante da categoria em que se integra, privilegiando este uso, interditando as utilizações que o prejudiquem ou comprometam, e estimulando uti lizações complementares e compatíveis que favorecem a multifuncionalidade do uso do solo. 4 — O aproveitamento do solo estabelecido em função do uso dominante da respetiva categoria, em solo rústico ou em solo urbano, deve obedecer aos seguintes princípios fundamentais: a) Princípio da compatibilidade de usos, garantindo a separação de usos incompatíveis e favorecendo a coexis tência de usos compatíveis e complementares, a multifun cionalidade e a integração e flexibilidade de utilizações adequadas a cada uso do solo, contribuindo para uma maior diversidade e sustentabilidade territoriais; b) Princípio da graduação, garantindo que, nas áreas onde convirjam interesses públicos entre si incompatíveis, sejam privilegiados aqueles cuja prossecução determine o mais adequado uso do solo, de acordo com critérios ambientais, económicos, sociais, culturais e paisagísticos, sem prejuízo de ser dada prioridade à prossecução dos interesses respeitantes à defesa nacional, à segurança, à saúde pública, à proteção civil e à prevenção e minimi zação de riscos; c) Princípio da preferência de usos, acautelando a prefe rência de usos indispensáveis que, pela sua natureza, não possam ter localização alternativa; d) Princípio da estabilidade, consagrando critérios de qualificação do solo que representem um referencial está vel no período de vigência do plano territorial. Artigo 13.º Estrutura ecológica municipal 1 — A estrutura ecológica municipal é constituída pelo conjunto de áreas que, em virtude das suas características biofísicas, culturais ou paisagísticas, da sua continuidade ecológica e do seu ordenamento, têm por função principal contribuir para o equilíbrio ecológico e para a proteção, conservação e valorização ambiental e paisagística dos espaços rústicos e urbanos. 2 — A estrutura ecológica municipal é identificada e delimitada nos planos diretores intermunicipais ou muni cipais, em coerência com a estrutura regional de proteção e valorização ambiental definida nos programas regionais, e com as orientações contidas nos programas setoriais e especiais que contribuam para os objetivos definidos no número anterior. 3 — A estrutura ecológica municipal identificada e delimitada é desenvolvida e concretizada nos planos de urbanização e de pormenor. 4 — A estrutura ecológica municipal incide nas diver sas categorias de solo rústico e de solo urbano com um regime de uso do solo adequado às suas características e utilizações, não constituindo uma categoria de uso do solo autónoma. Artigo 14.º Espaços -canal 1 — Os espaços -canal correspondem às áreas de solo afetas às infraestruturas territoriais ou urbanas de desenvol vimento linear, incluindo as áreas técnicas complementares que lhes são adjacentes e as áreas em torno das infraestru turas destinadas a assegurar a sua proteção e o seu correto funcionamento ou, caso ainda não exista a infraestrutura, as áreas necessárias à sua execução. 2 — Os espaços -canal devem ser qualificados nas di versas categorias de solo rústico e de solo urbano, não constituindo uma categoria de uso do solo autónoma. 3 — Aos espaços -canal que incidam sobre prédios par ticulares são aplicáveis as disposições previstas no regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial para a reserva de solo. Artigo 15.º Equipamentos Os equipamentos de utilização coletiva destinados à sa tisfação das necessidades coletivas dos cidadãos podem ser admitidos em espaços afetos a equipamentos, assim como noutras categorias de solo urbano, salvo se manifestamente incompatíveis com os usos admitidos. SECÇÃO II Qualificação do solo rústico Artigo 16.º Critérios de qualificação de solo rústico 1 — A qualificação do solo rústico regula o seu aprovei tamento sustentável e processa -se através da integração em Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 6141 categorias previstas no artigo seguinte e em subcategorias a delimitar e a regulamentar nos planos territoriais de âm bito intermunicipal e municipal com base nos seguintes critérios: a) Compatibilidade com as opções dos programas re gionais e intermunicipais, designadamente no respeitante: (i) à estrutura regional de proteção e valorização ambien tal; (ii) ao ordenamento agrícola; (iii) ao ordenamento florestal; (iv) ao ordenamento dos recursos geológicos; (v) aos padrões de povoamento e edificabilidade e (vi) ao desenvolvimento de atividades económicas admitidas em espaço rústico; b) Compatibilidade com as opções dos programas sec toriais com incidência no território municipal; c) Compatibilidade com os programas especiais e com os regimes jurídicos de proteção, conservação e valorização dos recursos naturais; d) Salvaguarda e aproveitamento das áreas afetas a usos agrícolas e florestais, à conservação e exploração de recursos geológicos, à produção e exploração de recursos energéticos, e à conservação de recursos e valores naturais, ambientais, culturais e paisagísticos, bem como à preven ção e minimização de riscos naturais ou antrópicos; e) Aproveitamento multifuncional do solo rústico com acolhimento de atividades que contribuam para a sua diver sificação e dinamização económica e social, promovendo a integração de utilizações compatíveis e salvaguardando a sustentabilidade ambiental e paisagística, bem como a biodiversidade desses espaços; f) Enquadramento de equipamentos, estruturas, infra estruturas e sistemas que não impliquem a classificação do solo como urbano. 2 — A edificação em solo rústico só pode ser admitida pelos planos territoriais de âmbito intermunicipal ou mu nicipal como excecional e limitada aos usos e ações com patíveis com os respetivos critérios de classificação e de qualificação constantes no presente decreto regulamentar, em coerência com o definido no Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território, aprovado pela Lei n.º 58/2007, de 4 de setembro, e com as orientações dos programas regionais. 3 — Consideram -se incompatíveis com a classifica ção e qualificação do solo rústico, designadamente, os seguintes usos: a) As novas instalações de comércio, serviços e indús tria que não estejam diretamente ligados às utilizações agrícolas, pecuárias, aquícolas, piscícolas, florestais ou de exploração de recursos energéticos ou geológicos; b) As novas construções para habitação, salvo nas si tuações admitidas pelos planos territoriais de âmbito in termunicipal ou municipal, de acordo com o estabelecido nas orientações dos programas regionais; c) Os empreendimentos turísticos, salvo nas formas e tipologias admitidas em solo rústico, de acordo com as orientações estabelecidas nos programas regionais. Artigo 17.º Categorias de solo rústico 1 — A qualificação do solo rústico processa -se com base nas categorias seguintes: a) Espaços agrícolas; b) Espaços florestais; c) Espaços de exploração de recursos energéticos e geológicos; d) Espaços de atividades industriais diretamente ligadas às utilizações referidas nas alíneas anteriores; e) Espaços naturais e paisagísticos; f) Outras categorias de solo rústico: i) Espaços culturais; ii) Espaços de ocupação turística; iii) Espaço destinado a equipamentos, infraestruturas e outras estruturas ou ocupações; iv) Aglomerados rurais; v) Áreas de edificação dispersa. 2 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal podem proceder à desagregação das categorias referidas no número anterior em subcategorias adequadas à estratégia de desenvolvimento local e ao modelo de organização espacial do território municipal. 3 — Na categoria de aglomerados rurais, não são apli cáveis as incompatibilidades previstas no n.º 3 do artigo anterior. Artigo 18.º Espaços agrícolas 1 — O uso dominante dos espaços agrícolas é o que decorre das potencialidades e das limitações para o desen volvimento das atividades agrícolas e pecuárias com base no aproveitamento do solo e dos demais recursos e das condições biofísicas que garantem a sua fertilidade. 2 — Os regimes de uso do solo aplicáveis a estes espa ços devem promover a compatibilização do aproveitamento agrícola e pecuário com as outras funções que o solo, em articulação com o ciclo hidrológico terrestre e o clima, desempenha no suporte aos processos biofísicos vitais para a conservação da natureza e da biodiversidade. 3 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal podem autonomizar, como subcategorias do solo rústico afeto a utilizações agrícolas, os espaços: a) Espaços agrícolas de produção, que correspondem a espaços com elevada capacidade de uso e aptidão agrícola. b) Outros espaços agrícolas, que correspondem a espa ços de uso dominante agrícola. 4 — Podem desenvolver -se nestes espaços outras ati vidades ou utilizações compatíveis com o uso dominante, designadamente de aproveitamento de recursos geológicos e energéticos e atividades agroindustriais, turísticas, de la zer e culturais, conforme regulamentação a estabelecer nos planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal. Artigo 19.º Espaços florestais 1 — O uso dominante dos espaços florestais é o que decorre das potencialidades para o desenvolvimento flo restal, com base no mais adequado aproveitamento do solo vivo e dos demais recursos e das condições biofísicas que garantem a sua fertilidade. 2 — Os regimes de uso do solo aplicáveis a estes espa ços devem promover a estabilidade do uso florestal, garan tindo a perenidade das atividades florestais a longo prazo, a adequada infraestruturação do território e a valorização e defesa dos recursos, salvaguardando a compatibilização do 6142 Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 aproveitamento florestal com as outras funções que o solo vivo, em articulação com o ciclo hidrológico terrestre e o clima, desempenha no suporte a processos biofísicos vitais para o desenvolvimento de atividades humanas e para a conservação da natureza e da biodiversidade. 3 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal podem autonomizar como subcategorias do solo rústico afeto a espaço florestal: a) Os espaços florestais de produção; b) Os espaços florestais de proteção do solo e água ou de conservação, designadamente os integrados em áreas classificadas de conservação da natureza e da biodiver sidade; c) Os espaços ocupados por sistemas silvopastoris ou espaços mistos de uso silvícola com agrícola alternado e funcionalmente complementares; d) Os espaços florestais com funções predominantes de recreio e valorização da paisagem. 4 — O uso do solo das subcategorias do espaço florestal referidas no número anterior deve ser regulamentado nos termos do previsto na legislação relativa ao ordenamento florestal e nos programas setoriais e especiais respeitantes às respetivas atividades e utilizações. 5 — Podem desenvolver -se nestes espaços outras ati vidades ou utilizações compatíveis com o uso dominante e a necessidade da sua estabilização, designadamente de aproveitamento de recursos geológicos e energéticos e atividades agroindustriais, turísticas, de lazer e culturais, conforme regulamentação a estabelecer nos planos territo riais de âmbito intermunicipal e municipal, a qual deve ter em consideração a avaliação do risco de incêndio. Artigo 20.º Espaços de exploração de recursos energéticos e geológicos 1 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal devem delimitar e regulamentar como categoria específica de solo rústico as áreas afetas à exploração de recursos energéticos e geológicos. 2 — A regulamentação desta categoria de uso do solo deve assegurar a minimização dos impactes ambientais e a compatibilização de utilizações e atividades na fase de exploração dos recursos energéticos e geológicos, e a recuperação paisagística após o término dessa atividade. 3 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal devem também regulamentar a localização das atividades de transformação industrial primária de recursos geológicos. Artigo 21.º Espaços naturais e paisagísticos 1 — Devem ser qualificadas como espaços naturais as áreas com maior valor natural e as zonas sujeitas a regimes de salvaguarda mais exigentes, como tal identificadas nos programas das áreas protegidas ou no programa sectorial da Rede Natura 2000, bem como as áreas de reconhecido interesse natural e paisagístico, desde que em qualquer dos casos o seu uso dominante não seja agrícola, florestal ou de exploração de recursos geológicos. 2 — Devem também ser qualificadas como espaços naturais as zonas húmidas e as áreas naturais descobertas ou com vegetação esparsa, incluindo praias, arribas, dunas ou afloramentos rochosos. Artigo 22.º Espaços de atividades industriais Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e mu nicipal podem definir a categoria e subcategorias de solo rústico correspondentes aos espaços de instalação de ativi dades industriais diretamente ligadas ao aproveitamento de produtos agrícolas, pecuários e florestais, ou à exploração de recursos geológicos e energéticos. Artigo 23.º Outras categorias de solo rústico 1 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal podem definir outras categorias do solo rústico destinadas a infraestruturas ou a outros tipos de ocupação humana, como as referidas no artigo 17.º, que não impli quem a classificação como solo urbano, designadamente permitindo usos múltiplos em atividades compatíveis com espaços agrícolas, florestais ou naturais. 2 — Em função do modelo de organização territorial e das opções de cada município, e em conformidade com as orientações dos programas territoriais existentes e legisla ção aplicável, podem ser definidas as seguintes categorias de solo rústico: a) Espaço cultural, correspondendo a áreas de patrimó nio histórico, arquitetónico, arqueológico e paisagístico, sendo o regime de uso do solo determinado pelos valores a proteger, conservar e valorizar; b) Espaço de ocupação turística, nas formas e tipologias admitidas em solo rural e de acordo com as orientações dos programas regionais; c) Espaço destinado a equipamentos, infraestruturas e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rústico que justifiquem a constituição de uma catego ria ou subcategoria de solo com um regime de uso próprio; d) Aglomerados rurais, correspondendo a áreas edifica das, com utilização predominantemente habitacional e de apoio a atividades localizadas em solo rústico, dispondo de infraestruturas e de serviços de proximidade, mas para os quais não se adeque a classificação de solo urbano, seja pelos direitos e deveres daqui decorrentes, seja pela sua fundamentação na estratégia do plano territorial de âmbito intermunicipal ou municipal, devendo ser delimitados no plano diretor municipal ou intermunicipal e regulamentados com um regime de uso do solo que garanta a sua qualifi cação como espaços de articulação de funções habitacio nais e de desenvolvimento rural e a sua infraestruturação com recurso a soluções apropriadas às suas características; e) Áreas de edificação dispersa, correspondendo a espaços existentes, com características híbridas e uma ocupação de carácter urbano -rural, devendo ser objeto de um regime de uso do solo que garanta a sua contenção e o seu ordenamento e infraestruturação numa ótica de sustentabilidade, com recurso a soluções apropriadas às suas características. SECÇÃO III Qualificação do solo urbano Artigo 24.º Critérios de qualificação de solo urbano 1 — A qualificação do solo urbano respeita às finali dades do processo de urbanização e de edificação e aos Diário da República, 1.ª série — N.º 161 — 19 de agosto de 2015 6143 princípios da multifuncionalidade e complementaridade de usos e de utilizações dos espaços urbanos, da compatibili zação de usos, do equilíbrio ambiental, da salvaguarda e valorização dos valores culturais e paisagísticos. 2 — A qualificação do solo urbano processa -se através da sua integração em categorias e subcategorias de uso do solo a definir e a regulamentar nos planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal, com base no uso dominante e em características morfotipológicas de orga nização do espaço urbano. Artigo 25.º Categorias de solo urbano 1 — A qualificação do solo urbano realiza -se através da delimitação das seguintes categorias: a) Espaços centrais, correspondendo a áreas urbanas de usos mistos que integram funções habitacionais e uma concentração diversificada de atividades terciárias, de sempenhando, pelas suas características, funções de cen tralidade; b) Espaços habitacionais, correspondendo a áreas que se destinam preferencialmente ao uso habitacional, po dendo acolher outras utilizações compatíveis com o uso habitacional; c) Espaços de atividades económicas, correspondendo a áreas que se destinam preferencialmente ao acolhimento de atividades económicas com especiais necessidades de afetação e organização do espaço urbano, nomeadamente atividades industriais, de armazenagem e logística, co mércio e serviços; d) Espaços verdes, correspondendo a áreas com funções de equilíbrio ambiental, de valorização paisagística e de acolhimento de atividades ao ar livre de recreio, lazer, desporto e cultura, coincidindo no todo ou em parte com a estrutura ecológica municipal; e) Espaços urbanos de baixa densidade, correspon dendo a áreas periurbanas, parcialmente urbanizadas e edificadas, apresentando fragmentação e características híbridas de uma ocupação de caráter urbano -rural, com a permanência de usos agrícolas entrecruzados com usos urbanos e existência de equipamentos e infraestrutu ras, às quais o plano territorial atribui funções urbanas prevalecentes e que são objeto de um regime de uso do solo que garanta o seu ordenamento urbano numa ótica de sustentabilidade e flexibilidade de utilização, bem como a sua infraestruturação com recurso a soluções apropriadas. f) Espaços de uso especial, correspondentes a áreas destinadas a: i) Espaços de equipamentos; ii) Espaços de infraestruturas estruturantes; iii) Espaços turísticos. 2 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal estabelecem, para cada categoria ou sub categoria de solo urbano, a devida regulamentação em termos de: a) Compatibilização, complementaridade e integração de usos; b) Edificabilidade e morfotipologia; c) Dotação de espaços públicos, espaços exteriores de utilização coletiva, espaços verdes, infraestruturas urbanas e equipamentos de utilização coletiva. 3 — Os planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal podem proceder à desagregação das categorias de uso do solo em subcategorias adequadas à estratégia de desenvolvimento local e ao modelo de organização espacial do território municipal. CAPÍTULO IV Disposições finais e transitórias Artigo 26.º Disposição transitória 1 — O presente decreto regulamentar aplica -se imedia tamente aos procedimentos de elaboração, alteração ou revisão de planos territoriais de âmbito intermunicipal e municipal já iniciados à data da sua entrada em vigor. 2 — É, ainda, aplicável ao regime de classificação de solos o disposto no artigo 82.º da Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, que aprovou a lei de bases da política pública de solos, de ordenamento do território e de urbanismo. Artigo 27.º Regiões Autónomas O presente decreto regulamentar aplica -se às regiões autónomas dos Açores e da Madeira, com as devidas adaptações, nos termos da respetiva autonomia político administrativa, cabendo a sua execução às respetivas administrações autónomas regionais, sem prejuízo das atribuições das entidades de âmbito nacional. Artigo 28.º Norma revogatória É revogado o Decreto Regulamentar n.º 11/2009, de 29 de maio. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 9 de julho de 2015. — Pedro Passos Coelho — Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque — José Pedro Correia de Aguiar -Branco — Anabela Maria Pinto de Miranda Rodrigues — Paula Maria von Hafe Teixeira da Cruz — Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro — António de Magalhães Pires de Lima — Jorge Manuel Lopes Moreira da Silva — Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça. Promulgado em 9 de agosto de 2015. Publique -se. O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. Referendado em 11 de agosto de 2015. O Primeiro -Ministro, Pedro Passos Coelho. Portaria n.º 252/2015 de 19 de agosto A Portaria n.º 949 -A/2006, de 11 de setembro, aprovou as Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão (RTIEBT), nos termos previstos no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 226/2005, de 28 de dezembro. Dada a contínua evolução técnica dos documentos de normalização internacional que estiveram na base das

Decree No. 15/2015 establishing the criteria for the classification and reclassification of soil, as well as the criteria for qualification and the categories of rustic soil and urban soil according to the prevalent use, applicable to the whole national territory · Nelum