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Laws of Portugal

Decree-Law No. 39/2009 implementing Regulation (EC) No. 396/2005 of the European Parliament and of the Council on maximum residue levels of pesticides in or on food and feed of plant and animal origin and amending Council Directive 91/414/EEC

Made 2009-02-10 · Text as of 2026-10-01

Public law and official guidance, published as research. Not legal, tax or financial advice.

About this law

Original title
Decreto-Lei n.º 39/2009: Assegura a execução e garante o cumprimento, na ordem jurídica interna, das obrigações decorrentes do Regulamento (CE) n.º 396/2005, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Fevereiro, relativo aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal.
Language
Portuguese
Kind
Act
Organisation
European Union
Country
Portugal
Subjects
Livestock, Food and nutrition
Keywords
MRL-maximum residue limit, animal feed/feedstuffs, inspection, pesticides, food safety and quality

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Text

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  1. Artigo 1.º Objecto O presente decreto-lei assegura a execução e garante o cumprimento, na ordem jurídica interna, das obrigações decorrentes do Regulamento (CE) n.º 396/2005, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Fevereiro, relativo aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal, a seguir designado por Regulamento (CE) n.º 396/2005.

  2. Artigo 2.º Autoridades competentes 1 - A Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) é a autoridade competente para a recepção, avaliação, transmissão e coordenação no âmbito dos pedidos de fixação, alteração ou supressão dos limites máximos de resíduos, nos termos previstos, respectivamente, nos artigos 6.º a 25.º e 38.º a 42.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005. 2 - No âmbito dos controlos oficiais de resíduos de pesticidas, relatórios e sanções, nos termos dos artigos 26.º a 34.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005, são entidades competentes: a) O Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP), enquanto serviço responsável pela coordenação do Plano Nacional de Controlo Plurianual Integrado e, em particular, do controlo oficial dos géneros alimentícios destinados a uma alimentação especial; b) A DGADR, enquanto serviço responsável por elaborar e promover a execução do Programa Oficial de Controlo de Resíduos de Pesticidas em Produtos de Origem Vegetal, nas suas componentes nacional e comunitária, bem como por promover a elaboração do relatório anual do controlo de resíduos de pesticidas em produtos de origem vegetal; c) A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), enquanto serviço responsável pela execução, em articulação com a DGADR, do Programa Oficial de Controlo de Resíduos de Pesticidas em Produtos de Origem Vegetal, bem como pelas Versão à data de 29-1-2021 Pág. 3 de 8 ASSEGURA A EXECUÇÃO E GARANTE O CUMPRIMENTO, NA ORDEM JURÍDICA INTERNA, DAS OBRIGAÇÕES DECORRENTES DO REGULAMENTO (CE) N.º 396/2005, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 23 DE FEVEREIRO, RELATIVO AOS LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS DE PESTICIDAS NO INTERIOR E À SUPERFÍCIE DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS, DE ORIGEM VEGETAL OU ANIMAL LEGISLAÇÃO CONSOLIDADA respectivas acções de fiscalização e instrução de processos contra-ordenacionais; d) A ASAE, na execução, em articulação com a Direcção-Geral de Veterinária (DGV), do Plano Nacional de Controlo de Resíduos; e) A DGV, enquanto serviço responsável pelo controlo dos produtos de origem animal e dos alimentos para animais, incluindo o controlo de resíduos de pesticidas nos produtos de origem animal e nos alimentos para animais, estes últimos na acepção do n.º 4 do artigo 3.º do Regulamento (CE) n.º 178/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de Janeiro.

  3. Artigo 3.º Laboratórios nacionais de referência Os laboratórios nacionais de referência no domínio das análises de resíduos de pesticidas em produtos de origem vegetal e em produtos de origem animal são, respectivamente, o Laboratório de Resíduos de Pesticidas (LRP) e o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV) do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, I. P.

  4. Artigo 4.º Métodos de amostragem e de análise Os métodos de colheita de amostras e os métodos de análise necessários ao controlo dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal, são os fixados a nível comunitário, nomeadamente através da: a) Directiva n.º 2002/63/CE, da Comissão, de 11 de Julho, que estabelece métodos de amostragem para o controlo oficial de resíduos de pesticidas no interior e à superfície de produtos de origem vegetal e animal, transposta para a ordem jurídica interna pelo Decreto-Lei n.º 144/2003, de 2 de Julho, na parte respeitante aos produtos agrícolas de origem vegetal, e pelo Decreto-Lei n.º 288/2003, de 14 de Novembro, na parte respeitante aos géneros alimentícios de origem animal; b) Directiva n.º 76/371/CEE, da Comissão, de 1 de Março, que fixa as formas de recolha comunitárias de amostras para o controlo oficial de alimentos para animais, harmonizada pela «NP 3256 - Alimentos para Animais: Colheita de Amostras».

  5. Artigo 5.º Pedidos relativos a LMR Os pedidos relativos a limites máximos de resíduos, previstos nos artigos 6.º e 7.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005, são efectuados à DGADR mediante entrega dos respectivos processos técnicos, de acordo com as formalidades e os requisitos técnicos por ela definidos, e ficam sujeitos ao pagamento de taxas em conformidade com o regime estabelecido pelo artigo 7.º

  6. Artigo 6.º Autorizações especiais As autorizações especiais previstas nos n.os 3 e 4 do artigo 18.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005 são concedidas por despacho dos directores-gerais de Agricultura e Desenvolvimento Rural e de Veterinária, no quadro das suas competências. Versão à data de 29-1-2021 Pág. 4 de 8 ASSEGURA A EXECUÇÃO E GARANTE O CUMPRIMENTO, NA ORDEM JURÍDICA INTERNA, DAS OBRIGAÇÕES DECORRENTES DO REGULAMENTO (CE) N.º 396/2005, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 23 DE FEVEREIRO, RELATIVO AOS LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS DE PESTICIDAS NO INTERIOR E À SUPERFÍCIE DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS, DE ORIGEM VEGETAL OU ANIMAL LEGISLAÇÃO CONSOLIDADA

  7. Artigo 7.º Taxas Pelos serviços prestados inerentes aos pedidos relativos a limites máximos de resíduos, previstos no artigo 42.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005, são devidas taxas de montante e regime a fixar por portaria do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.

  8. Artigo 8.º Contra-ordenações (em vigor a partir de: 2021-07-27) 1 - Constitui contraordenação económica grave, punível nos termos do Regime Jurídico das Contraordenações Económicas (RJCE), a colocação no mercado, a circulação de qualquer remessa, a título oneroso ou gratuito, dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal, que contenham níveis de resíduos de substâncias ativas de produtos fitofarmacêuticos superiores aos estabelecidos nos termos do artigo 18.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005. 2 - Constitui contraordenação económica grave, punível nos termos do RJCE, a transformação e ou a mistura para efeitos de diluição dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal, que contenham níveis de resíduos de substâncias ativas de produtos fitofarmacêuticos superiores aos estabelecidos nos termos do n.º 1 do artigo 18.º, em violação do artigo 19.º, ambos do Regulamento (CE) n.º 396/2005. 3 - (Revogado.) 4 - A tentativa e a negligência são puníveis nos termos do RJCE. Alterações Alterado pelo/a Artigo 96.º do/a Decreto-Lei n.º 9/2021 - Diário da República n.º 20/2021, Série I de 2021-01-29, em vigor a partir de 2021-07-28

  9. Artigo 9.º Sanções acessórias Em função da gravidade da infracção e da culpa do agente, podem ser aplicadas, simultaneamente com as coimas, as seguintes sanções acessórias: a) Perda de objectos pertencentes ao agente; b) Interdição do exercício de profissões ou actividades cujo exercício dependa de título público ou de autorização ou homologação de autoridade pública; c) Privação do direito a subsídio ou benefício outorgado por entidades ou serviços públicos; d) Privação do direito de participar em feiras ou mercados; e) Encerramento de estabelecimento cujo funcionamento esteja sujeito a autorização ou licença de autoridade administrativa; f) Suspensão de autorizações, licenças e alvarás.

  10. Artigo 10.º Versão à data de 29-1-2021 Pág. 5 de 8 ASSEGURA A EXECUÇÃO E GARANTE O CUMPRIMENTO, NA ORDEM JURÍDICA INTERNA, DAS OBRIGAÇÕES DECORRENTES DO REGULAMENTO (CE) N.º 396/2005, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 23 DE FEVEREIRO, RELATIVO AOS LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS DE PESTICIDAS NO INTERIOR E À SUPERFÍCIE DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS, DE ORIGEM VEGETAL OU ANIMAL LEGISLAÇÃO CONSOLIDADA Fiscalização, instrução e decisão (em vigor a partir de: 2021-07-27) 1 - Sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades, compete à DGV e à ASAE assegurar a fiscalização do cumprimento no disposto no presente decreto-lei. 2 - No que respeita aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios de origem animal e dos alimentos para animais, compete à DGV fiscalizar e instruir os processos de contra-ordenação, competindo ao director-geral de Veterinária a aplicação das respectivas coimas e sanções acessórias. 3 - No que respeita aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios de origem vegetal, compete à ASAE fiscalizar e instruir os processos de contraordenação, competindo ao inspetor-geral da ASAE a aplicação das respetivas coimas e sanções acessórias. 4 - Os autos de notícia levantados por outras entidades são remetidos para os serviços com competência instrutória referidos nos n.os 2 e 3. 5 - O produto das coimas aplicadas pela prática das contraordenações económicas previstas no presente decreto-lei é repartido nos termos do RJCE. 6 - (Revogado.) Alterações Alterado pelo/a Artigo 96.º do/a Decreto-Lei n.º 9/2021 - Diário da República n.º 20/2021, Série I de 2021-01-29, em vigor a partir de 2021-07-28

  11. Artigo 11.º Regiões Autónomas 1 - O presente decreto-lei aplica-se às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sendo as competências por ele cometidas exercidas nas Regiões Autónomas pelos respectivos órgãos de governo próprio, sem prejuízo das adaptações que venham a ser introduzidas através de diploma regional adequado. 2 - O disposto no número anterior, não prejudica o exercício das competências atribuídas a nível nacional aos organismos oficiais referidos no artigo 2.º 3 - O produto das coimas cobradas nas Regiões Autónomas constitui receita própria destas.

  12. Artigo 12.º Norma revogatória Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, são revogados os seguintes diplomas: a) Decreto-Lei n.º 27/2000, de 3 de Março; b) Decreto-Lei n.º 21/2001, de 30 de Janeiro; c) Decreto-Lei n.º 215/2001, de 2 de Agosto; d) Decreto-Lei n.º 256/2001, de 22 de Setembro; e) Decreto-Lei n.º 31/2002, de 19 de Fevereiro; f) Decreto-Lei n.º 245/2002, de 8 de Novembro; g) Decreto-Lei n.º 68/2003, de 8 de Abril; Versão à data de 29-1-2021 Pág. 6 de 8 ASSEGURA A EXECUÇÃO E GARANTE O CUMPRIMENTO, NA ORDEM JURÍDICA INTERNA, DAS OBRIGAÇÕES DECORRENTES DO REGULAMENTO (CE) N.º 396/2005, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 23 DE FEVEREIRO, RELATIVO AOS LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS DE PESTICIDAS NO INTERIOR E À SUPERFÍCIE DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS, DE ORIGEM VEGETAL OU ANIMAL LEGISLAÇÃO CONSOLIDADA h) Decreto-Lei n.º 156/2003, de 18 de Julho; i) Decreto-Lei n.º 144/2003, de 2 de Julho; j) Decreto-Lei n.º 300/2003, de 4 de Dezembro; l) Decreto-Lei n.º 51/2004, de 10 de Março; m) Decreto-Lei n.º 116/2004, de 18 de Maio; n) Decreto-Lei n.º 182/2004, de 29 de Julho; o) Decreto-Lei n.º 205/2004, de 19 de Agosto; p) Decreto-Lei n.º 196/2005, de 7 de Novembro; q) Decreto-Lei n.º 32/2006, de 15 de Fevereiro; r) Decreto-Lei n.º 86/2006, de 23 de Maio; s) Decreto-Lei n.º 123/2006, de 28 de Junho; t) Decreto-Lei n.º 233/2006, de 29 de Novembro; u) Decreto-Lei n.º 189/2007, de 11 de Maio; v) Decreto-Lei n.º 235/2007, de 19 de Junho; x) Decreto-Lei n.º 337/2007, de 11 de Outubro; z) Decreto-Lei n.º 373/2007, de 6 de Novembro; aa) Decreto-Lei n.º 98/2008, de 12 de Junho; bb) Decreto-Lei n.º 202/2008, de 9 de Outubro; cc) Portaria n.º 488/90, de 29 de Junho; dd) Portaria n.º 491/90, de 30 de Junho; ee) Portaria n.º 492/90, de 30 de Junho; ff) Portaria n.º 360/93, de 30 de Março; gg) Portaria n.º 48/94, de 18 de Janeiro; hh) Portaria n.º 127/94, de 1 de Março; ii) Portaria n.º 625/96, de 4 de Novembro; jj) Portaria n.º 649/96, de 12 de Novembro; ll) Portaria n.º 49/97, de 18 de Janeiro; mm) Portaria n.º 102/97, de 14 de Fevereiro; nn) Portaria n.º 1101/99, de 21 de Dezembro; oo) Portaria n.º 1077/2000, de 8 de Novembro.

  13. Artigo 13.º Norma transitória 1 - Em cumprimento do disposto no artigo 49.º do Regulamento (CE) n.º 396/2005, a legislação referida no artigo anterior permanece aplicável aos produtos agrícolas legalmente produzidos, importados ou transformados, desde que tratados com produtos fitofarmacêuticos antes de 1 de Setembro de 2008 e desde que salvaguardada a segurança para o consumidor. 2 - Até que seja alterada a Directiva n.º 2002/63/CE, da Comissão, de 11 de Julho, a que se refere o artigo 4.º, e se proceda à respectiva transposição: a) Mantém-se em vigor o disposto nos artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 144/2003, de 2 de Julho, relativos aos métodos de colheita de amostras e aos métodos de análise para controlo de resíduos de pesticidas nos produtos agrícolas de origem Versão à data de 29-1-2021 Pág. 7 de 8 ASSEGURA A EXECUÇÃO E GARANTE O CUMPRIMENTO, NA ORDEM JURÍDICA INTERNA, DAS OBRIGAÇÕES DECORRENTES DO REGULAMENTO (CE) N.º 396/2005, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 23 DE FEVEREIRO, RELATIVO AOS LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS DE PESTICIDAS NO INTERIOR E À SUPERFÍCIE DOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS, DE ORIGEM VEGETAL OU ANIMAL LEGISLAÇÃO CONSOLIDADA vegetal; b) Mantém-se em vigor o Decreto-Lei n.º 288/2003, de 14 de Novembro, que estabelece métodos de amostragem de produtos de origem animal com vista à determinação de teores de resíduos de pesticidas.

  14. Artigo 14.º Remissões Todas as referências feitas para os diplomas que agora se revogam consideram-se efectuadas para o Regulamento (CE) n.º 396/2005 e para o presente decreto-lei.

  15. Artigo 15.º Entrada em vigor O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Versão à data de 29-1-2021 Pág. 8 de 8

Decree-Law No. 39/2009 implementing Regulation (EC) No. 396/2005 of the European Parliament and of the Council on maximum residue levels of pesticides in or on food and feed of plant and animal origin and amending Council Directive 91/414/EEC · Nelum