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Laws of Cape Verde

Resolution No. 60/2018 approving the Strategy for Agro-silvopastoral and Environmental Development in the Maio Island

Made 2018-06-22 · Text as of 2026-10-01

Public law and official guidance, published as research. Not legal, tax or financial advice.

About this law

Original title
Resolução n. 60/2018 - Aprova a Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental da Ilha do Maio.
Language
Portuguese
Kind
Regulation
Organisation
European Union
Country
Cape Verde
Subjects
Agricultural and rural development, Livestock, Environment, Food and nutrition, Forestry, Water
Keywords
agricultural development, policy/planning, classification/declassification, agro-forestry, youth, pastoralism, social impact assessment, sustainable development, animal production, animal health, environmental planning, ecosystem conservation, food security, forest management/forest conservation, forestry protection measures, grazing, water resources management

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  1. I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 1125 CHEFIA DO GOVERNO –––––– Secretaria Geral Retificação Por ter saído de forma inexata a Resolução nº 60/2018, que aprova a Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental do Ilha do Maio, publicada no ������� ��� � n.º 42, I Série de 22 de junho de 2018, junto remetemos a ��������� ���� � �� ���������������� ������ ���������� �� �� Resolução nº 60/2018 de 22 de junho Sumário: Aprova a Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental do Ilha do Maio. O Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS), no horizonte 2017 -2021 propõe alcançar, de entre os resultados, a redução das assimetrias e desenvolver de forma integrada todo o território nacional. Neste contexto, urge desenvolver na lha do Maio estratégias e ações que potenciem o seu desenvolvimento no setor agrário, pesqueiro e na preservação ambiental e sua valorização no domínio do turismo. Com efeito, a ilha possui extensas zonas arborizadas com acácia, o que contribui fortemente para a conservação do solo e da água (luta contra a pobreza), bem como para o desenvolvimento da produção silvopastoril, isto é, o desenvolvimento da pecuária (em especial a ovinicultura e caprinicultura) e a produção de carvão. É de salientar, que o Maio é uma das ilhas mais áridas do país, com escassas reservas de água subterrâneas, onde se impõe encontrar soluções tecnológicas inovadoras para a mobilização da água, como a dessalinização, e para a irrigação. De realçar ainda que a ilha possui um vasto património ambiental e cultural bem como, um interesse cada vez maior para o desenvolvimento da agricultura. Estes aspetos integram a estratégia da candidatura da ilha para o património mundial da biosfera. Fica, assim, evidente a necessidade da elaboração de uma estratégia de planeamento do sistema agrosilvopastoril e do setor ambiental na ilha do Maio, de forma participativa, com ������������� �� ���������������������������� �� ���������� endógenas e vantagens comparativas, visando o seu desenvolvimento económico e social. A mencionada estratégia visa indicar os caminhos de desenvolvimento agrosilvopastoril e ambiental, sustentáveis e convergentes com o setor do turismo. Neste contexto e mediante forte envolvimento do Departamento Governamental responsável pela área da Agricultura e Ambiente, da Câmara Municipal local, da população e de outros parceiros institucionais, foi desencadeado um processo de elaboração da “Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental do Ilha do Maio”, que culminou com uma sessão de discussão e validação das propostas pelas partes. Impõe-se, na sequência, aprovar, ao abrigo da presente Resolução, a referenciada Estratégia. Assim, Nos termos do n.º 2 do artigo 265.º da Constituição, o Governo aprova a seguinte Resolução. Artigo 1.º Aprovação É aprovada a Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental da Ilha do Maio, cujo resumo executivo encontra-se em anexo à presente Resolução, da qual faz parte integrante. Artigo 2.º Entrada em vigor A presente Resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Aprovada em Conselho de Ministros no dia 20 de junho de 2018. O Primeiro-Ministro, ���� ������� �� ��� ������ � ���� ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO AGROSILVOPASTORIL E AMBIENTAL PARA A ILHA DO MAIO I. ENQUADRAMENTO Em Cabo Verde, a exiguidade de terras aráveis para a prática da agricultura, associada à escassez de água e de recursos naturais, tornam o desenvolvimento agrosilvopastoril e ambiental um desafio que exige tomadas de decisões estratégicas, inteligentes e duráveis. O último recenseamento geral da agricultura (RGA, 2015) registou, a nível nacional, um total de 45.399 explorações agrícolas e uma população agrícola ativa de 92.322 pessoas, correspondente a 17,6% da população total. A ilha do Maio é a que possui maior potencialidade agrícola dentre as ilhas rasas e, está entre as com maior �� �� ������ �� ������� �� ��� Segundo os dados do RGA (2015), na ilha do Maio cerca de 830 agregados familiares vivem da atividade agrícola. A maioria das explorações agrícolas, particularmente as ����� ��������� ���������� ��������� ���������!�� ��� potencial vocacionada para a agricultura é muito superior à atualmente explorada. A ilha do Maio é conhecida pela sua forte potencialidade pecuária, praticada desde o seu povoamento, tendo-se revelado como um setor importante para a população local. A silvicultura desempenha um papel relevante na �� �� �� �������� �� ���������������� ������ � � ��� de conservação do solo, da água e �� ��� �� ������!������ ������������ ��� ���� �� ��� ��� � ������� ��� ������"����� arborizadas com acácia (�������� ������� ), contribuindo fortemente para a valorização da paisagem, outrora árida e agreste, bem como para o desenvolvimento da produção silvopastoril e satisfação das necessidades energéticas. Em ano médio, os recursos hídricos subterrâneos situam se entre 12,8 e 17,7 mm, o que requer uma exploração de forma controlada. A aposta na exploração de água dessalinizada para a rega é hoje uma emergência nas ilhas rasas e particularmente, na ilha do Maio, onde as reservas subterrâneas são escassas. A Ilha do Maio prepara para se candidatar à Reserva da Biosfera da UNESCO, com uma rede de áreas protegidas de cerca de 36 mil hectares, dos quais 7,5 mil são terrestres e cerca de 28 mil são marinhos. A proposta da ilha à Reserva da Biosfera tem uma rede constituída por 7 áreas protegidas: a Reserva Marinha das Casas Velhas; a Reserva Natural da Lagoa Cimidor; a Reserva Natural da Praia do Morro; o Parque Natural do Norte da Ilha do Maio; a Paisagem Protegida de Barreiro e Figueira; a Paisagem Protegida de Monte Penoso e Monte Branco e a Paisagem Protegida das Salinas do Porto Inglês. Portanto, a ilha 1126 I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 possui um património ambiental e cultural riquíssimo, contudo, a conservação destes recursos requer estratégias que integram o conhecimento da sua biodiversidade e ���#� � ���������������������� ���������� �� �������� soluções inovadoras para os problemas ambientais e o estabelecimento de parcerias para implementar as ações de forma integrada. Recentemente, o Governo (IX legislatura) desenvolveu o seu Programa Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS), para um período de 5 anos (2017-2021), visando alcançar um conjunto de resultados que permitam reduzir as assimetrias e desenvolver de forma integrada todo o território nacional. Nesta base, o Governo tem como prioridade criar nas ilhas menos desenvolvidas, como é o caso da ilha do Maio, atividades económicas que contribuam para criar um efeito multiplicador no desenvolvimento local e fomentar sinergias que produzam resultados globais, de modo a gerar mudanças duradouras nas esferas socioeconómicas. Ora, o Ministério da Agricultura e Ambiente visando, o planeamento e o crescimento económico do setor agrário na ilha do Maio, elabora o presente documento - Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental (EDASP&A), sob a coordenação do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), através de uma equipa técnica especializada constituída pela Doutora Ângela Moreno, a Eng.ª Nora Silva e o Eng.º Adriano Furtado. A elaboração do presente documento contou ainda com a contribuição de todos os serviços do MAA e de outros ministérios públicos, privados, ONG, associações de agricultores, carvoeiros, criadores, cooperativas, sociedade civil e a Câmara Municipal do Maio. A presente Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril ��!����� ����� ������������ ���������� �� ��$��� � ��� �"�� (2018 a 2024) que inclui o Plano de intervenção imediata e a médio-longo prazo (2024 a 2030), apresentados numa Matriz de � ���� �� � (Anexo I da EDASP&A). A elaboração desta estratégia tem como propósito, perante ��� � ��� '� �������� �� �������� � ��� � �������������� *��������� �� � ������ ����������� ���������� ��� ����� assegurar a sustentabilidade das respostas. Face aos múltiplos desafios do setor agrário e da sociedade � ����� nomeadamente, a pobreza, a emigração e as secas cíclicas que afetam severamente a pecuária e a agricultura, o Governo de Cabo Verde pretende, no horizonte 2018-2030, dotar o sistema agrosilvopastoril e ambiental da Ilha do Maio, de uma estratégia de desenvolvimento integrado, capaz de dinamizar a economia e melhorar o rendimento das famílias rurais e agrícolas. A visão estratégica do desenvolvimento da ilha do Maio, ��������������������������� �����������+���� �"������� respeita os princípios de subsidiariedade, inclusão social e rendimento económico das famílias. Por isso, a Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental foi desenhada �� ���� ��� ���� �������� ����� ��� ������ � � ������ �� ����� �� ��<�� ������ �� ����������� �������ídricos, permitindo assim, registar ganhos duráveis não apenas nestes setores, mas também noutros setores nomeadamente, na pesca, no turismo e na segurança alimentar. Portanto, a implementação dos programas e políticas do �� � ��� � �����=����� ������ ������������ �� ���������� própria ilha, suas potencialidades endógenas e vantagens comparativas económicas. A consolidação e a sustentabilidade dos ganhos previstos obrigam, o seguimento e avaliação deste instrumento estratégico, com base na análise prévia das politicas públicas para os setores de agricutura, água, pecuária, silvicultuta e ambiente, conforme previstas no PEDS(2017-2021) e nos objetivos de desenvolvimento sutentavel- ODS(2030). A materialização desta estratégia depende dos investimentos provenientes dos governos, central e local, dos setores privados e de todos os seus parceiros. Este documento estratégico pretende ser um guião orientador que permite, agregar, orientar, gerir e afetar todos os programas e projetos, em curso ou planeados, com origem em iniciativas públicas ou privadas, nacionais ou internacionais, referentes ao desenvolvimento do sistema agrosilvopastoril e ambiental da Ilha do Maio. Portanto, esta estratégia é integradora e harmoniza as ������� � �������� �"� ���������� � =��������� ����� desenvolvimento económico sólido da ilha do Maio. II. VISÃO Fomentar o sistema económico da ilha do Maio de modo a produzir um efeito multiplicador no desenvolvimento regional e capaz de gerar mudanças duradouras nos sistemas agrosilvopastoril, ambiental e socioeconómico das famílias. III. MISSÃO >� �� ����� � ��� '� �������� �� �������� � ��� � ��� na ilha do Maio, A Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental tem como missão, solucionar as necessidades atuais e emergentes e assegurar a sustentabilidade das respostas, de modo a: ?�Indicar caminhos de desenvolvimento agrosilvopastoril e ambiental, sustentáveis, que permitam o incremento das potencialidades locais, contribuindo para reforçar a atratividade desta ilha e elevar a sua importância agro-económica e ambiental, a nível local, nacional e internacional; ?�Responder adequadamente as necessidades atuais e futuras do setor agrário, cujo desenvolvimento se prevê associado intimamente ao turismo. IV. OBJETIVO GERAL Estabelecer uma estratégia de curto, médio e longo prazo, de modo a criar capacidades necessárias para produzir dados económicos e sociais inclusivos, relevantes para o aumento do rendimento e do bem-estar das populações da ilha do Maio. V. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ?�Melhorar o estado atual do sistema agrosilvopastoril e ambiental da ilha do Maio, de modo a atender as suas necessidades, no domínio de produção agropecuária, silvopastoril e ambiental. ?�Melhorar de forma sustentável a produtividade, qualidade de produção, transformação e mercado, através de estratégias de criação e disseminação de oportunidades promotoras da economia local. VI. RESULTADOS ESPERADOS (2018/2030) ?�Progresso da ilha em direção ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e do PEDS; ?�Melhorias da economia local e da ilha, ligadas à agricultura, pecuária, silvicultura, ambiente, turismo, transportes e mercados, dinamizam o desenvolvimento do setor privado; ?�Território da rede de áreas protegidas do Maio, com cerca de 36 mil hectares, dos quais 7,5 mil são terrestres e 28 mil marinhos, candidato aprovado como reserva de Biosfera da UNESCO. I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 1127 ?�Implementação do Plano de Intervenção Imediata (PI) na ilha do Maio, priorizando as ações pertinentes, solucionam os problemas mais inquietantes nos setores pecuário, agrícola, silvícola e recursos hídricos; ?�Apropriação do documento dinâmico de planeamento a médio-longo prazo (Matriz do � ���� �� �), fornece um � ���� conceitual para orientar o crescimento e o desenvolvimento futuro da ilha; ?�!� � �� � ����� ���� ������������"������������������ melhoram as práticas agropecuárias e apostam nas atividades geradoras de rendimento; ?�ONG, privados e públicos engajados, em torno do desenvolvimento sustentável da ilha do Maio, adotam as práticas de conservação do ambiente e o desenvolvimento do turismo local; ?�Silvopastoralismo transformado numa atividade económica, integrado num turismo sustentável, gerando empregos permanentes; ?�Agricultura moderna aposta na produção de hortícolas e frutícolas em estufas, com recurso a água dessalinizada; ?�Maio, uma ilha agrosilvopastoril de referência a nível �� �������� ��������� �� ����������� � �=���� �� para o aumento do PIB agrícola nacional. VII. EIXOS ESTRATÉGICOS DE DESENVOLVIMENTO AGROSILVOPASTORIL E AMBIENTAL PARA A ILHA DO MAIO !��������������� �� �����������=��=���� ���� ���� ��� impactos sociais, ambientais e económicos, permitiram ����� ��� ���������� � ��� ����� ���������=��=���� �� agrosilvopastoril e ambiental da ilha do Maio: i) Silvopastoralismo; ii) Pecuária iii) Agricultura iv) Recursos Hídricos v) Ambiente e Turismo; vi) Segurança Alimentar e Nutricional vii) Promoção de Atividades Económicas viii) Fomento da Indústria Extrativa Para cada um dos oito eixos estratégicos apresentam-se �����+� �=������� ���� �=��� ������� �������������������� principais ações. As soluções para responder a cada um dos �������� ������@�������� �"����� ���� �� �. A mesma �� �"�������������� �� � �� ������������� ���������� de soluções, indicadores, metas, ganhos e o resultado ������ � ���� �� ����������� ������� ������������� 7.1. EIXO I. Silvopastoralismo Objetivo estratégico até 2030: Desenvolver de forma ��� �� �=������� � � ������ �� ������������������ ������� Componente.I.1. Floresta & pastoralismo Desafio: ������� � � � ������� ����� � ����� � �� ���������� ������ ��. Principais ações: ?�Valorização dos recursos silvopastoris; ?�J�� ������ ������� �������������� �� ��K ?�*���� ���� ��������� ����#� ���� ������� �� ���� Componente I.2. Floresta, exploração de carvão e ambiente Desafio: � ��!��� � �"���� #$� �� � ��$� ��� ����� �� ��% ��& � ' �������(��� � %�� ��� �� ����������) Principais ações: ?�Substituição dos fornos de carvão tradicionais por fornos melhorados; ?�>�������� �������� � �"������������� ������� �� ��� para produção de carvão; ?�Controlo da poluição associada a esta atividade económica e sequestro de carbono (adotando técnicas e tecnologias que permitem a redução da emissão e armazenamento do CO2 na atmosfera). Componente I.3. Floresta & conservação de solo e água Desafio: *���� � �� ���������� ������ ��. Desafio: ���� ��+���& � �"���� #$� %������(�� � ������ � ��� � �+����� � �� ���������� �. Principais ações: ?�Conservação de solos e água e correção torrencial; ?�Q ������� ������� ��� ���� �� ��������� � ������ de espécies envelhecidas; ?� W������� ��������� � � ����� ��� ��������� ��� �� �� ���� Componente I.4. Floresta & alimentação animal Desafio: ����% � �� �!����� � ��� � �� � � �� %����� ' ���� ��� � %���$� �������� � � �������#$� �� ��� � �������%� � ���� ���� ��%� � � � �� ������ #$� ��� � % � ���� ) Principais ações: ?�Introdução de espécies forrageiras resistentes à seca; ?�Y��� �"�������� � � ������ �� ���� ������ � �� �=�� à alimentação animal; ?�Promoção de espécies forrageiras mais palatáveis e de alto valor nutricional; ?�Y��� �"�������� � � ������ �� ���� ������������ �� e/ou aditivo à ração animal. 7.2. EIXO II. Pecuária Objetivo estratégico até 2030: Desenvolver e melhorar a pecuária familiar. Componente: Fomento do setor pecuário Desafio: � ��!��� � ����(�� ! ���� � ��� ����� �� � �� ��������' �� !��� % � ���� � ������ � ���������� �� � � ���������� ����,���� � � ! ���� �) Principais ações: ?�Valorização da produção através do melhoramento genético do efetivo pecuário; ?�Melhoramento do maneio animal nas condições locais; ?�Promoção do pastoreio controlado e contingentação animal; 1128 I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 ?� Valorização da cadeia pecuária (carne, leite e subprodutos); ?�Controlo e monitorização permanentes da saúde animal particularmente, bovinos, caprinos e suínos; ?�Cadastro e registo animal; ?�Criação de um banco de dados com registos de diagnósticos da saúde animal, tratamento, natalidade, óbito e suas respetivas causas; ?�Formação e sensibilização dos criadores, visando uma pecuária geradora de rendimentos. 7.3. EIXO III. Agricultura Objetivo estratégico até 2030: Transformar a agricultura de subsistência numa agricultura familiar competitiva Componente III.1 Condições de produção Desafio: -����� � ���������� �� � %�������� ' ������ ���.�� ��� � �#�� ������,%����' ��� ���� / �� ������$� ��� ������ ��������� �������' ��������' ����������� � �������(���) Principais ações: ?�Valorização da produção hortofrutícola através de introdução de espécies e variedades melhoradas e adaptas; ?�Promoção de boas práticas agrícolas de sequeiro e regadio, agricultura protegida em estufas e hidroponia; ?�Controlo e monitorização permanente de pragas e doenças, particularmente na agricultura de sequeiro; ?�Formação e sensibilização de agricultores, visando uma agricultura moderna e geradora de rendimentos. Componente III.2. Produção, qualidade e mercado Desafio: -%��% � � ��� �� ��������' ���� � ������������ �� � � "���& � �� �����#$� ��� ���� ���) Principais ações: ?�Valorização da cadeia de valor de produtos hortofrutícolas locais (nichos de mercados); ?�Adoção de espécies hortofrutícolas locais com alto valor comercial e nutricional; ?� Fomento da organização dos agricultores em associações e cooperativas; ?�> ��������������������Z � �� ����[����� ��� ��� hortofrutícolas e acesso aos mercados locais, nacionais e turísticos; ?� Fomento da conservação e transformação dos produtos agrícolas. Componente III.3. Agricultura & uso de água Desafio: 0 � ���� ������� +���� �� � %�������� �� ��% ��� � � �����#1�� ��� ��' ���� ���� ����� ��� ���& �� ���� � �������� 2�������) Principais ações: ?� Recuperação de terras aráveis infestadas por > �������+����� �K ?�Promoção de práticas agrícolas de conservação e fertilidade de solos agrícolas; ?�\�������� ��������������� � �� � �K ?�Melhoria da produtividade física e económica de água; ?�Formação e sensibilização dos regantes e usuários da água na agricultura. 7.4. EIXO IV. Recursos hídricos Objetivo estratégico até 2030: Criar nova geração de instrumentos de ordenamento e planeamento dos recursos hídricos, através da concretização do Plano Nacional da ]����������>���������J�� �������^� ���� �� �� �� ��� Componente IV.1. Gestão de água para rega Desafio: 3���������� #1�� ������,%�� � � ���� ��� �' ������� ��� %���$� ����,��� � �+���� ������ �������(��� ��� �������� 2������� � %�������� ) Principais ações: ?�Práticas de gestão integrada da exploração dos recursos hídricos na agricultura; ?�> �������������������� � '����������� � ������� de novas fontes alternativas de água para rega (águas residuais tratadas e água dessalinizada); ?�Aposta na energia alternativa para bombagem de água para rega; ?�*����� ���������� �@� ������������ � �� � �K ?�Monitorização da água explorada para rega em termos de qualidade e quantidade. Componente IV.2. Estruturas e custos de água para rega Desafio: 0 � ���� ����4��� � ���(�� � ������+��#$� (%� � � %�������� ' �� 5� ���� �� � 5� ��� �� ��5� � �) Principais ações: ?�Controlo de perdas de água no armazenamento, distribuição e aplicação; ?�*���� �������������������������� ����#� �� ������� e em função de culturas praticadas; ?�Formação contínua dos usuários de água; ?�Normas e leis de uso e aplicação de água na rega; ?�Controlo da área regada versus disponibilidade de água e exigências das culturas; ?�Harmonização de tarifas de água para rega e outros ������ ��� �� ���� 7.5. EIXO V. Ambiente e turismo Objetivo estratégico até 2030: Reforçar a articulação entre o turismo e o ambiente, visando criar e promover a sustentabilidade do setor. Componente V.1. Turismo & recursos naturais Desafio: 3������� � � ������� �� ����� ��� �� ���������� �� ������� +���� ��' ������� #$� � � ����& #$� ��� �������� � ��� �� ���,%����) I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 1129 Principais ações: ?� Dinamização da economia da ilha, através da integração dos recursos naturais endógenos como ofertas turísticas; ?�Promoção do turismo associado à conservação e valorização dos recursos naturais; ?�Cumprimento dos principais objetivos da Reserva da Biosfera, integrando as três funções (conservação, desenvolvimento e apoio logístico) de forma a contribuir para o reforço da candidatura da ilha do Maio como Reserva da Biosfera da UNESCO. Componente V.2. Turismo & recursos marinhos Desafio: ������� � � �5����+��� ����� ����� �� �������� � ������� #$�6� ����& #$� ��� �������� � ���2��) Principais ações: ?�Implementação de medidas de gestão sustentável dos recursos marinhos associados ao turismo; ?�Valorização dos recursos marinhos através da sua inclusão no roteiro turístico da ilha; ?�Fomento de práticas de mergulho / pesca, visando a sua integração no desenvolvimento do turismo. Componente V.3. Turismo & biodiversidade Desafio: 3�� ��& � � �������' ���� ��� � +���������� �� ���� �� �!��� �������� ) Principais ações: ?� Implementação de práticas de conservação da biodiversidade integradas nas atividades turísticas; ?�> ���������� � �������=� ��� ����� ���� �=��� ��� a gestão das reservas naturais; ?�Aposta no turismo sustentável do ponto de vista ambiental, social e cultural. 7.6. EIXO VI. Segurança alimentar e nutricional Objetivo estratégico até 2030: Reforçar a segurança alimentar e nutricional das famílias. Desafio: 0 � ���� ��%�� �# ������ � � ��������� �' ���� ��� � 5� ��� �� � 5� ���� �� ��� �������� %����� � � ���5������) Principais ações: ?�Adoção de produtos agrícolas e piscatórios locais com alto valor nutricional; ?� Formação e sensibilização dos consumidores, produtores e pescadores; ?�Fomento de cooperativas e associações, visando a promoção de um mercado virado para culturas com alto valor nutricional; ?�Promoção da qualidade e salubridade de alimentos agropecuários; ?�Melhoria no acesso aos alimentos sobretudo nas zonas mais vulneráveis em termos de segurança alimentar e nutricional. 7.7. EIXO VII. Promoção de atividades económicas Objetivo estratégico até 2030: promover uma produção interna com base nas matrizes da nossa cultura, destacando a cultura, a agricultura, a pecuária, as pescas e a indústria ligeira de exportação. Componente VII.1. Salinas Desafio: ��� � �"���� #$� �� � ��� � ��� ����� �� ���������� � �������� ����� ����(���) Principais ações: ?�Aposta na transformação, comercialização, transporte e mercado do sal. ?�Melhoria da qualidade do sal e adição de valor acrescentado ao produto; ?�Integração das salinas no complexo turístico, como uma oferta turística especializada. Componente VII.2 Turismo rural Desafio: �������� � ��������������� � � ������� ��� �� !��� ����%�(.� � ��� ������� �������(���) Principais ações: ?�Integração de recursos naturais e ambientais no turismo rural; ?�Promoção de recursos naturais locais como pontos de atração turística; ?�Formação e sensibilização das comunidades rurais como partes integrantes do turismo; ?�Promoção de recursos agrosilvopastoris como ofertas turísticas; ?�Valorização de produtos agroalimentares endógenos como mais-valia para o turismo. Componente VII.3. Exploração de carvão Desafio: ������� � � ���� �� �� � ��$�' ���� ���.� ��� ����� �� %�� ��� �� ����������) Principais ações: ?�Adequação do sistema agrosilvopastoril e ambiental ��������������� � ����������������*���� ?�8��� #$� � �����+���& #$� ��� ���������� �� � ��$� 9� ��������:; ?�8������ �� ������ ��� � � ����� #1��' ��� ��� �����#$� �� �� ���� �� �� � ��$�; ?������#$� � � ��� �� � ��� �� � ��$� 9��������' �����#$�' ����#$�' ��+ � %��' ������� #$� � ������� ��& #$�:; ?����2��� �� ����� �� ���� ���; ?�3�������� #$� ��� �������� ����� ��� �� � ��$�) Componente VII.4. Produção de queijo. Desafio: � ��!��� � �����#$� �� 5����� ��� ����� �� %�� ��� �� ���������� � ����� � �� ���� �� ���������) Principais ações: ?� Promoção de práticas de produção de queijo e cumprimento das regras sanitárias estabelecidas; ?� Melhoria da qualidade de produção do queijo artesanal e semi-industrial; ?�Fomento de cooperativas e associações, visando a promoção de um mercado de queijo; 1130 I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 ?�Formação e sensibilização dos produtores de queijo; ?� Promoção de um mercado de queijo com maior valor agregado, virado para o mercado nacional e turístico. Componente VII.5. Produtos e derivados pecuários Desafio: ��� � �"���� #$� ����(�� ��� ����� �� ���������� � �������� ����� ����(���) Principais ações: ?�Promoção de práticas de produção animal orientada para produção de leite e carne; ?�*���� ������������������ � �� ��������� ��� ��� pecuários (carne e seus derivados); ?�Aposta na conservação e transformação artesanal e semi-industrial de carne e seus derivados; ?�Fomento de cooperativas e associações, visando a promoção do mercado pecuário; ?�Formação e sensibilização de criadores e produtores pecuários; ?� Promoção de um mercado de carne com maior valor agregado virado para o mercado nacional e turístico. Componente VII.6. Exploração agrícola e mercado Desafio: V ����& � � <������ �� ������� �� �������� 2������� � � ��2 �� � �� �� ���� �� � ���� � � ���������) Principais ações: ?� Promoção de uma empresa logística de produtos agropecuários e dinamização do centro pós-colheita; ?�Promoção de práticas de produção agrícola orientada para o mercado; ?�*���� ������������������ � �� ��������� ��� ��� hortícolas, frutícolas e seus derivados; ?�Aposta na conservação e transformação artesanal e semi-industrial de produtos agrícolas e seus derivados; ?�Fomento de cooperativas e associações, visando a promoção de um mercado de derivados agrícolas; ?�Formação e sensibilização de agricultores e produtores; ?� Promoção de hortofrutícolas com maior valor acrescentado orientadas para o mercado nacional e turístico. 7.8. EIXO VIII. Fomento da indústria extrativa Objetivo estratégico até 2030: Fomentar o crescimento e o emprego e, dinamizar a indústria transformadora nacional, reforçando a sua competitividade e elevando o seu peso economia nacional. Desafio: ������� � ���=���� �"�� ��� ' ���� ���. �� ����� �� �������(��� � ����(���) Principais ações: ?�Promoção de uma empresa logística de extração e comercialização de pedra, argila, gesso e cal; ?�Dinamização dos centros de cerâmica e sua inclusão no pacote turístico; ?�Controlo da qualidade ambiental e dos recursos naturais nas zonas de extração; ?�Formação e sensibilização de exploradores de inertes. VIII. DURAÇÃO E CONDIÇÕES DE IMPLEMENTAÇÃO No documento, EDASP&A, foram identificadas intervenções tanto imediatas como de curto prazo (ANEXO II) e de longo prazo (ANEXO I), planeadas para atender os �������� ���������� ����������� � ��� ���� ���� ������� documento. As intervenções imediatas serão executadas no período 2018/2019, as de curto prazo no período 2018/2024, e as de longo prazo no período 2024/2030. A curto prazo (2018/2024) serão implementados Planos de Ação I (2018/2021) e Plano de Ação II (2021/2024). O Plano de Ação I, inclui o Plano de intervenção imediata (2018/2019) e ao Plano de ação II (2021/2024) dá continuidade às ações iniciadas em 2018. O Plano de Ação é implementado e atualizado anualmente (Figura 1), tendo como base a Matriz de � ���� �� �. Os restantes Planos de Ação (2024/2028 e 2028/2030) serão elaborados detalhadamente numa fase posterior, onde podem ser devidamente ajustados às necessidades ���� �� ����������� ���������=��`� �������������� A dinâmica de implementação, dos quatro Planos de Ação da Matriz de � ���� �� �' é apresentada na Figura 1. A política da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril ��!����� �����=��������<������� � ������#� ������� �"� dos recursos, mas também, estreitar a cooperação com os doadores nacionais e internacionais. Igualmente, é preciso reforçar a ligação entre os diferentes atores que incluem: (i) o setor público – os governos central e local; (ii) o setor privado, agricultores, produtores, criadores e fornecedores de serviços; (iii) a sociedade civil, ONG, organizações comunitárias, universidades; (iv) a população em geral; e (v) todos os parceiros de desenvolvimento. A dinâmica de implementação da EDASP&A é apresentada na Figura 1 a seguir. � �������� � �� ���������� � ������ � ������� �� � ������� ��������� ���� ����� ����!� ���������"�#�$%������ "�����#� AB����B���C� ���������"�#�$%������ �&���AB����B�B�C� ���������"�#�$%������ �&���AB�B��B�B�C� ��������� ���� ����' ����!� ���������"�#�$%������ �&���AB�B��B�BDC� ���������"�#�$%������ �&���AB�BD�B�B�C� ���������"�#�$%������ �&���AB�B��B�BEC� ���������"�#�$%������ �&���AB�BE�B�B�C� ��������� ���� ����� ��(�!� ���������"�#�$%������ �&���AB�B��B�B�C� ���������"�#�$%������ �&���AB�B��B� �C� ���������"�#�$%������ "�����#� AB�B��B�BBC� ���������"�#�$%������ �&���AB�BB�B�B � ���������"�#�$%������ �&���AB�B �B�B�C� ��������� ���� ����� ���'!� �) *� � ��"*��+ �*,-�� ���+����+ �� �) *� � ��"*��+ �*,-�� �.� "��)�*�����+ �� Figura 1: 3��>��� �� ��������� #$� � ?��� ��%� �� 3�������������� -%�������� ������ � -�+���� � O MAA, como instituição que tutela a implementação da EDASP&A, deve assegurar todo o mecanismo de seguimento e avaliação dos Planos de Ação. Neste contexto, o sistema ��������� �����������������=�� ��� � ����� �� ����������� estratégias e os projetos articulados previamente. Para este fim, um sistema de seguimento e avaliação será estabelecido para assegurar que as atividades previstas sejam implementadas com eficiência e eficácia. Este ��� ������=���� � ������� ����� �������� ������� �� ��� de forma a garantir o processo de financiamento e a afetação equitativa dos recursos. 1 l 1 1 l 1 1~ =~ I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 1131 IX. PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO Para a implementação de cada um dos eixos e programas previstos no documento estratégico, deve haver uma organização institucional, pautada por uma excelente articulação e planeamento. Um dos importantes princípios para implementação desta estratégia é a integração entre o planeamento e a gestão, considerando a participação social (agricultores, criadores, privados, públicos, população em geral, governo local etc.) desde o inicio até à fase de avaliação dos impactos. A articulação entre o planeamento e a gestão, para a implementação da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental, visa uma gestão democrática, tanto na formulação como na execução das políticas públicas para o desenvolvimento da ilha do Maio. As principais localidades de intervenção e os números de ações previstas por localidade apresentam-se na Figura 2 a seguir. Como referido no capítulo anterior, cada Plano de Ação dá orientações de intervenções anuais, o que permite rever as ações em curso e planeadas bem como melhorar ���� �`� ��������� � ��������� � =������������������ ���� atenção às zonas com maior necessidade de ações de desenvolvimento agrosilvopastoril e ambiental, conforme mapeadas na Figura 2 e no Anexo III da EDASP&A. Figura 2: Número �� ��������#1�� %�������� ������ � �+���� �� ������� � 9@ABC6@A@D: ��� ��� ��� ��' �� >�+��� �� ?3-��E-) 9.1. Papel dos principais atores A implementação da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental, depende de uma articulação �� ��� ������ �"��� �������� � ��������� �� ����k�������� conta que algumas das atividades previstas no Plano de Ação I (2018-2021) já estão em curso, há necessidade de ��������# ����� ����� ������ �� �������� �� ��������� de atualizar e socializar a Matriz de � ���� �� �, que é o documento orientador da estratégia. As parcerias público-privadas, cooperativas, associações e a sociedade civil desempenham um papel importante na implementação desta estratégia, O papel do ����� �=+���� consiste no fornecimento de bens e serviços, bem como na criação de condições que permitem os pequenos e médios agricultores/produtores exercerem as suas atividades num ambiente competitivo. O ����� ���� �� constitui a categoria mais importante no desenvolvimento da economia. Inclui agricultores e produtores, comerciantes, transformadores de pequenas unidades agropecuárias e industriais e fornecedores de serviços. A transformação da agricultura só será possível com a expansão de outros setores, com o aumento e a melhoria dos serviços (mercados, transporte, armazenamento, indústria agroalimentar, crédito, etc.). Isto aumentará as oportunidades de negócio e emprego no setor privado. Para tal, o setor privado deve ser capacitado (empoderado), de modo a adquirir habilidades e consolidar a sua participação nos processos de formulação das políticas e implementação dos programas. A estrutura de implementação da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental para a ilha do Maio apresenta-se na Figura 3. Todos os serviços públicos e privados, indicados no esquema a seguir devem cooperar para a concretização dos objetivos e metas traçados na referida Estratégica. Figura 3: ?������� �� ��������� #$� � ?��� ��%� �� 3�������������� -%�������� ������ � -�+���� � � � ��2 �� � ��) 9.2. Componentes constituintes da estrutura e as articulações necessárias a) Comité de Pilotagem A implementação deste documento estratégico deve ser superiormente tutelada pelo Ministério que tutela a agricultura e ambiente (MAA), o que implica eventualmente, a nomeação de um ������ �� ����� %�� (CP). O comité de Pilotagem será liderado pelo Ministro da Agricultura e Ambiente. O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) trabalhará em estreita articulação com os Ministérios de Transporte e Turismo (MTT), Economia Marítima (MEM), Família e Inclusão Social (MFIS) e das Finanças (MF). Fará parte ainda, do presente comité, as seguintes entidades ou instituições: ?�Direção Nacional do Ambiente (DNA) ?�Direção Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP) ?�Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) ?�Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) ?�Direção Geral de Orçamento Planeamento e Gestão (DGPOG) ?�Câmara Municipal do Maio (CMM) ?�Organizações não governamentais (ONG) ?�Operadores privados (OP) Grau de intervenção necessária: D <30baixo; 30-40 médio; ---40-50 alto >50 muito alto o "" u, (\1 e GI 'E o o u GI "O ~ :::i ; t; w ... Estrutura ele lmplementaçllo da EDASP&A Anoc.iaçõn CQfrtunl1.irl.» de .... MM .. MTT Mi!:11 1132 I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 b) Unidade de Coordenação Regional A nível regional (ilha), deve ser constituída uma unidade de coordenação. O Ministro que tutela deve nomear um coordenador regional, neste caso, o(a) delegado (a) do MAA na ilha do Maio, o(a) qual deve trabalhar em estreita colaboração com a Câmara Municipal e a Unidade de Coordenação Municipal e, responder perante o Comité de Pilotagem. c) Unidade de Coordenação Municipal A Unidade de Coordenação Municipal deve estar em contato permanente com as organizações de base, Comités de Concertação Local e de Gestão dos Programas e Projetos. Todas as propostas de intervenção para desenvolvimento local emergem do Comité de Concertação Local e do Comité de Gestão dos Programas e Projetos. Os programas e projetos serão efetivamente executados com a participação efetiva das comunidades locais desde a sua formulação, execução até a avaliação dos resultados ������ � ���� d) Comité de Concertação Local Fará parte do Comité de Concertação Local, os técnicos e extensionistas do MAA e as associações comunitárias de base (agricultores, criadores e produtores). e) Comité de Gestão dos Programas e Projetos Do Comité de Gestão dos Programas e Projetos farão parte, os técnicos e extensionistas do MAA, as microempresas, ���� � �=�������� ������� ��������� � �=���� �� ���� �� ��� ��������� �� ��������� �+� ������ ���� ��� Além das instituições acima referidas, a sociedade civil, as instituições internacionais, as universidades, os parceiros nacionais e internacionais têm um papel crucial no desenvolvimento do capital humano e social, ����� ������������� �� ��������� �+� ������ �� �������� EDASP&A. Estes parceiros desempenham um papel importante na consolidação dos eixos da EDASP&A, bem como no coo-financiamento dos programas e projetos. Portanto, este documento estratégico será efetivamente executado, desde que seja devidamente apropriado e implementado em colaboração com os vários parceiros. A sua implementação obriga a adoção de alguns princípios básicos a saber: ?�Agregação das ações; ?�Convergência racional e equilibrada dos orçamentos; ?�Intencionalidade das ações / atividades; ?�Comprometimento institucional; ?�w� � ����� ��� ���������� ����� ��K ?�Prestação de contas; ?�Coordenação presente, participativa e atenta; ?�Comunicação entre os parceiros; ?�Restituição dos resultados. X. SEGUIMENTO E AVALIAÇÃO O seguimento & avaliação deve ser anual, a fim de permitir rever e atualizar, sempre que necessário, a presente Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental, tendo como foco a transformação do sistema agrosilvopastoril e ambiental, num sistema economicamente rentável e viável na ilha. A socialização dos resultados da avaliação e implementação do documento estratégico é um processo contínuo de aprendizagem, que promove o desenvolvimento e a integração das ações na ilha, de forma a minimizar as assimetrias existentes. Todos os projetos e programas do sistema agrosilvopastoril e ambiental, programados ou a serem executados na ilha do Maio, devem ser articulados previamente e concertados com o Comité de Pilotagem. Cabe a este Comité, a competência de aprovar, integrar e harmonizar todas as ações que concorrem para o desenvolvimento agrário da ilha do Maio. O ������ �� ������� #$� *�%��� � deve criar uma base de dados de todos os projetos relativos ao setor agropecuário e ambiental em curso ou programados para a ilha do Maio. As informações constadas na base de dados são fundamentais para a tomada de decisão, o planeamento a curto, médio e longo prazo, bem como a monitorização e avaliação dos resultados. Cabe ao ������ �� ������� #$� ������� �, zelar pela integração das ações propostas, de forma a atender as necessidades municipais do setor agrário, priorizando as intervenções de cariz imediato, de curto e longo prazo, previstas no Plano de Ação e na Matriz de � ���� �� � da EDASP&A. Todas as ações desenvolvidas a nível local devem concorrer para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e do Programa Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS). O Comité de Coordenação Municipal ainda, deve estar próximo das comunidades locais, para garantir que as propostas consolidadas a nível local sejam, em tempo útil, levadas ao conhecimento do ������ �� ������� #$� *�%��� �) Este por sua vez, deve levar tais propostas ao conhecimento do Comité de Pilotagem, o qual deve as �=���� ����������� ������ �������� �� ���� ����� �� � O ������ �� ����� %�� deve reunir semestralmente, podendo reunir em períodos excecionais se necessário. O ������ �� ������� #$� *�%��� � deve reunir trimestralmente, podendo reunir, em períodos mais curtos desde que a coordenação assim entender. O ������ �� ������� #$� ������� � deve reunir mensalmente, para fazer o balanço dos programas e projetos em curso e possíveis ajustes necessários. O Comité de ������� #$� F�� � e o ������ �� 0���$� ��� ���%� � � � ��������, devem reunir mensalmente, para reportar o andamento das atividades e a implementação dos projetos no terreno, bem como propor ao ������ ������� � alterações ou melhorias em benefício de toda a comunidade. I SÉRIE — NO 43 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 28 DE JUNHO DE 2018 1133 XI. ORÇAMENTO Para implementação da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental, são necessários recursos ���� �� ���Zy��� ��{���|��� ��}[����� ������ � �������� }�#��������� �� ��$ ?�Fase A: Intervenção Imediata (2018/2021) ?�Fase B: Continuidade da Fase A Intervenção de curto prazo (2021/2024), ?�Fase C: Continuidade da Fase B, Intervenção de médio prazo (2024/2028) ?�Fase D: Continuidade da fase C, Intervenção de longo prazo (2028/2030) G� ��� BH �# ����� � � ��������� #$� ?3-��E � � ��2 �� � �� �� D ! ��� � ��� ��"� ���� ��%���) Principais Eixo estratégico Orçamento Imediato e de curto prazo Orçamento Estimado Médio e longo prazo Orçamento por Eixo e Total 2018/2030 FASE A Total (ECV) 2018/2021 FASE B Total (ECV) 2021/2024 FASE C Total (ECV) 2024/2028 FASE D Total (ECV) 2028/2030 E i x o 1 : SILVOPASTORALISMO 38 650 000 30 920 000 25 766 667 12 883 333 108 220 000 Eixo 2: PECUÁRIA 51 800 000 41 440 000 34 533 333 17 266 667 145 040 000 Eixo 3: AGRICULTURA 45 500 000 36 400 000 30 333 333 15 166 667 127 400 000 Eixo 4: RECURSOS HÍDRICOS 101 563 035 81 250 428 67 708 690 33 854 345 284 376 498 Eixo 5: AMBIENTE E TURISMO 43 884 670 35 107 736 29 256 447 14 628 223 122 877 076 Eixo 6: SEGURANÇA A L I M E N T A R E NUTRICIONAL 10 200 000 8 160 000 6 800 000 3 400 000 28 560 000 Eixo 7: PROMOÇÃO DE ATIVIDADES ECONOMIAS 61 210 000 48 968 000 40 806 667 20 403 333 171 388 000 Eixo 8: FOMENTO DA INDÚSTRIA EXTRATIVA 9 000 000 7 200 000 6 000 000 3 000 000 25 200 000 Seguimento e Avaliação 8 000 000 6 400 000 5 333 333 2 666 667 22 400 000 TOTALGERAL (ECV) 369 807 705 295 846 164 246 538 470 123 269 235 1 035 461 574 � 8 98�888�888 :8�888�888 �8�888�888 ;8�888�888 <88�888�888 <98�888�888 ����<����� � �� ���� ����9��� ��� � ����=�� � ������ ����:�� �� � ����� �� � ����>�� ��� �� � ��� ��� �������� �� � � ��� �� � ���� ��� � � �������� � � �� � �� �� � � � � �� � ����;��� � �� �� ������� � � �� �� �������� ���� !"#�"$%� ��& ?�'��$%��(�� ?$"��� ��)�?� ����@��?*�(���98<;�+�98=8A � � �� �� "#���@ � A�989;+98=8 � � �� �� "#��@ � A��989:+989; � � �� �� "#��@ � A�989<+989: � � � �� "#�@ � A��98<;+989< Figura 4: 3�����+��#$� �� ��# ����� � ��������� #$� � ?3-��E- ��� ��"� ���� ��%��� �� @ABC @AIA XII. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental permite avaliar a situação atual da agricultura, �� �� �������=� �� � ���������� �������� �� � ����� �������� oportunidades de desenvolvimento, bem como apresentar propostas de políticas públicas, que possam contribuir para a ampliação dos sistemas produtivos na ilha. w��� ��������������*�������� ������������� �� ��� para o desenvolvimento agrosilvopastoril e ambiental, que podem auxiliar no crescimento económico da ilha como um todo. Diante deste cenário, é necessário ter em conta um conjunto de iniciativas para incrementar as atividades agrosilvopastoris e ambientais. Entre estas iniciativas incluem, os investimentos na inovação e difusão de tecnologias, adoção de práticas agropecuárias sustentáveis, como alternativas aos sistemas tradicionais de produção, melhoria de infraestruturas logísticas, alargamento do acesso ao crédito rural, entre outras. Neste sentido, o grande desafio da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental para a ilha do Maio passa pela promoção gradual dos sistemas produtivos, com vista a suplantar as limitações a médio, � ����������� �"���|�"��� ����� ������������� ��������� agricultura e pecuária familiar num sistema de produção ���� ������� ��� ��� ���� �����~������ `� ��� � �� ��� insumos e crédito. Ao mesmo tempo, são necessários investimentos para melhorar a assistência técnica e reforçar a investigação e transferência de tecnologias. *�������������� � �=��������� ���� ���������������� de infraestruturas, particularmente as de logística (organização, gestão, armazenamento e transporte), para o bom funcionamento das atividades agro-económicas. A base produtiva da ilha está centralizada em pequenas explorações agrícolas e pecuárias, familiares, pequenas unidades agroalimentares e industriais. Por isso, é fundamental a participação de todas as partes interessadas para indução do processo de transformação, apostando na inovação e modernização do setor agrário na ilha. Para tal é preciso apostar em programas e ações estruturantes para o desenvolvimento da ilha do Maio, nos próximos anos (2018-2030), conforme indicados na Matriz de � ���� �� � da Estratégia de Desenvolvimento Agrosilvopastoril e Ambiental. As mudanças geradas pela implementação bem-sucedida da referida estratégia são necessárias, para produzir os resultados esperados no mundo rural e em toda a ilha do Maio. Tais resultados serão alcançados a partir da implementação de políticas públicas voltadas para o fortalecimento da silvicultura, ambiente, agricultura, pecuária familiar, segurança alimentar e nutricional, turismo e ambiente. As famílias rurais devem estar organizadas em cooperativas e associações, que são meios apropriados para o alcance da sustentabilidade social, económica e ambiental. É necessário um sistema dinâmico de assistência técnica e transferência de tecnologias, com � �� ��� ��� � �������������� �� ��� � ���������� ���� prática metodologias participativas, desde a conceção até à aplicação de tecnologias, capazes de transformar cada agricultor, criador, associação e cooperativa, em agentes de mudança-chave, valorizando seus conhecimentos e ����� ������������������� ����� ���@��=������� �� ��� O Primeiro-Ministro, ���� ������� �� ��� ������ � ���� Secretária-geral do Governo, na Praia, aos 26 de junho de 2018. — A Secretária-Geral do Governo, ?����� 0��# ���� ��������

Resolution No. 60/2018 approving the Strategy for Agro-silvopastoral and Environmental Development in the Maio Island · Nelum