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Laws of Cape Verde

Legislative Decree No. 2/93 declaring specific areas as appropriate for tourism

Made 1992-02-01 · Text as of 2026-10-01

Public law and official guidance, published as research. Not legal, tax or financial advice.

research.laws.repealedOn

About this law

Language
Portuguese
Kind
Act
Organisation
European Union
Country
Cape Verde
Subjects
Land and soil, Wild species and ecosystems
Keywords
land-use planning, coastal zone management, tourism

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  1. 26 I SERIE - N!! 2 -SUP. AO «B. O.» DE CABO VERDE - 16 DE JULHO DE 1992 Artigo :l9° (Auto de noticin) Toda a autoridade que receber dem.incias ou levan tar auto de noticia, nos termos da lei, relativamente a crimes referidos neste diploma envia-los-ao imediata mente a procuradciria regional ou sub-regional compe tente. Artigo 40" (Listn de substencins) 0 Govemo aprovara a lista de substencias e mani pula~6es autorizadas para o tratamento e confec~fio de generos alimenticios. (Regulamentn~iio) 0 presente diploma sera regulamentado pelo Go verno. Artigo 42'' (Revoga~iiol E revogado o Decreto n2 107/90, de 8 de Dezembro, bem como toda a legisla~ao contrriria ao presente di ploma. Artigo43° (Ent1·ada em vigor) 0 presente diploma entra em vigor 90 dias npos a sua publicafiio. Visto e aprovado em Conselho de Ministros. Carlos Veiga - Jorge Carlos Fonseca - Eurico Monteiro - Jose Tomas Veiga -Antdnio Gualberto do Rosario - Manuel Cha.ntre - Te6filo Figueiredo Manuel Faustino - Rui Figueiredo Soares - Ledo Lopes -Alfredo Teixeira. Promulgado em de de 1992. Publique-se. 0 Presidente da Republica, interino, AMfLCAR FER NANDES SPENCER LOPES. I SERIE - N~ 2 - B.O. DA REPUBLICA DE CABO VERDE - 1 DE FEVEREIRO DE 1993 13 Dccreto-Leg-islativo n 2 2/93 de l de Feverei.ro Uma das preocupa,;oes fundamentais da politica tu ristica nacional e a de dotar o Pais de infra-estruturas turisticas que integrem uma oferta de qualidade, o que pressupoe a defini~ao de uma politica de solos que per mita ao Estado, em tempo, dispor oportunamente dos terrenos necesstirios a realiza,;ao de pianos de desen volvi mento turistico e preservar e valorizar as condi c;oes naturais, v.g. as praias, as belezas naturais e o clima, que contribuem em muito para que o nosso tu risrno seja urn produto de alto nivel. Com o presente diploma, instituem-se zonas turisti cas especiais que abrangem areas dotadas de especiais aptidoes para o turismo existente nas diversas ilhas e estabelecem-se, em linhas gerais, as formas de apro priac;i.'io de solos <las mesmas zonas e as modalidades da sua cedencia aos promotores turisticos. Constituinclo as zonas turisticas a base inicial do de senvolvirnento turistico nacional e um bem escasso e fnigil sob o ponto de vista do meio ambiente e paisagis tico, atribui-se a sua gestao a aclministra~ao indirecta ao Estado, que, para levar a cabo a sua missao, nao prescinclira da colabora~ao dos municipios e de outras enticlacles ptiblicas e privadas. · N estes tennos, Ao abrigo cla autoriza~ao legislativa concedida pela Lei n2 54/IV/92, de 28 de Setembro, No uso da faculda<le confericla pela alinea b), do n9 2 do artigo 2162 cla Constitui~ao, o Governo decreta o se guinte: CAPiTULO I Zonas turisticas especiais · SEC\-.-\O I Disposi,;:oes gerais Artigo lQ Zonas turisticas especiais Com vista a valoriza~ao e protec~ao dos recurses na turais que constituirao a base do desenvolvimento tu ristico do Pais, as areas identificadas como possuidores de especial apticlao para o turismo, serao declaradas como zonas turfsticas especiais. Artigo Z' Tipos de Zonas turisticas especiais As zonas turfsticas especiais classificam-se em: a) Zona de Desenvolvimento Turistico Integral, abreviaclamente designacla por ZDTI; b) Zona de Reserva e Protec~ao Turfstica, abre viadamente designada por ZRPT. 14 I SERIE - N'.! 2 - B.O. DA REPUBLICA DE C.!~BO VERDE - 1 DE F8VEREIRO DE 1993 Artigo :l" Gestao e udministrac;ao A gestao e administra,;ao dns zonas turisticas espe ciais compete ao Estado. SEC<;:Ao II Zonas de Dcsenvolvimento Turislic,) Integ1:al Dcfinic;,io Constituem Zonas de Desenvolvirnento Turistico In tegral as areas que, por possuirem excelentes concli ,;oes geogr.:ificas e valores paisngisticos, tern especial aptidao para o turismo e sejarn cleclaraclos como tais pelo Governo. Arligo ;"5° Declm·ac;,io As ZDTI serao declnrndas por dc-creto regulamentnr, competindo ao ministerio respo11s:.1vel pelo turisrno u organiza,;ao dos processos de cleclarac;uo e a sua apre senta,;ao ao Governo clepois de ouvidas as respectivas Camara Municipais. Artigo G" Efeitos A declara,;ao de uma area coma Zona de Desenvolvi mento Turistico Integral cletermina: a) A sujei,;ao a declaracao de utilidade ptiblica da expropriac;:.10 de toclos 6s terrenos situa dos na dita zona, mesmo quando forern de ti tularida<le municipal, bem coma dos edificios ai existentes; b) A proibi,;ao absoluta cle qualquer actividade extractiva na totaliclnde dos terrenos, costas e praias da mesma, nomeadamente a extrac ,;ao de areia, cascalho e outros inertes. c) A proibi,;ao cle qualquer intervelll;iio urbnnis tica sem previa autorizac;ao do Instituto Na cional do Turismo. Artigo 7" Uso e ocupa,;:iio do solo 1. 0 uso e ocupa,;ao do solo clas ZDTI far-se-ao de acordo com os respectivos pianos de or'denamento tu rfstico. 2. Sem prejufzo do disposto no ntimero anterior, po derao ser realizadas as obrns infraestruturais e as constru,;oes necessarias para a promocao e desenvolvi mento turfstico do Pais 3. Poderao ainda realizar-se nas ZDTl as obras p(1 blicas das infra-estruturas cle transportes e cornunica ,;oes ou outras exigidas pelo interesse gem! ou 11ecess:.1 rias para a promo,;ao e desenvolvirnento turislico do Pais, mediante autoriza,;ao expressa clo lnstituto N n cional de Turismo. ,1. Nas ZDTl 11iio poclen10 ser erigiclas construc;oes de alturn total superior a tres pisos, medida em cada ponto clo terreno, salvo autorizar;:.10 do Governo. 5. 0 uso e ocupac;iio do solo permitidos dentro <las ZDTl tenio sempre como limite a obrigatoriedade de preservar a qualiclnde cla paisagem em que as referidas inf'ra-estruturns e construr;oes se viio situar, as quais clever.lo aclaptar-se e integn1r-se perfeitamente na quela paisagern. ..\rtigo 8" Ccstii.o e administra'rii.o 1. A gestiio e n nclministrac;ao cbs ZDTI pertencem exclusivamente ao Estado, sem prejufzo da competen cin municipal no que cliz respeito a presta,;ao de servi r;os urbanos. 2. As competencins referidns na alinea anterior serao concretizadas e exc-rcidas ntraves do Instituto Nacional cle Turismo que deven1 compartilh,1-las corn outros or ganismos L"entrais do Estaclo corn responsabilidade es pecifica sobre o patrim6nio natural. 3. Nas ZDTI, cornpetem no Instituto Nacional de Tu risrno a aquisi,;:.fo, gestao, aclministra,;ao e aliena,;ao do solo, a elaborn,;ao e execu,;iio dos Pianos de Ordena me11to Turfstico, a nprovn,;uo e execu,;ao dos Projectos cle Orclennmento Detalhado, a aprova~ao dos projectos de obras e eclifica,;ao e o acornpnnhamento e fiscaliza c;iio dos mesmos, bern como outras materias constantes dos respecti vos Estatutos. 4. 0 lnstitulo Nacional de Turismo procurara a m~\ximn L"olaborac;iio das entidac!es municipais, as quais cleven1o ser informndos e ouvidos sobre as actua ~·6es rebtivas aos tenenos situados nos concelhos res pectivos. SEC:<;:Ao III Zona;; de Hescn·u c Protcci;ii.o Turistica . .\rt.igo 9" 1. Constituem Zonas de Reserva e Protec,;ao Turis ti<.:a: a) As areas contfguas as ZDTI e 0 dotadas de alto valor natural e paisagfstico e cuja preserva ~ao seja necess.:iria para assegurar a compe titividacle do produto . turfstico de Cabo Verde, a curto e meclio prnzo; b) As outras areas que, possuinclo tambem alto valor natural e paisagfstico, deverao manter se em reserva para serern posteriorrnente cleclaraclas ZD'l'I; :2. A declnrn~iio de areas como Zonas de Reserva e Protecr;,lo Turisticu compete ao Governo. J SERIE - N~ 2 - B.O. DA JrnPUBLlCf\ DE CABO VERDE - 1 DE FEVEREIRO DE 1993 15 .-\rtigo l()" Deelar~u;:,io As ZRPT seriio declaradas µor decrcto regularnentar, comµetindo ao ministerio resµonsjvel µelo turismo a organizar;ao dos processos de declarnr;,io e a sua apre sentar;iio ao Governo, deµois de ouvidas ,h resµectiv,ts Camaras Municipais. .'\.rtigo 11" Efeitos A declarar;ao de uma area como Zona de Rescrva e Protecr;ao Turistica determina como efeito autornMico a proibip'io absoluta de qualquer ac.:tiviclade extractiva na totalidade dos terrenos, costas e praias cla mesrna, nomeaclamente a extracr;iio de areia, c:ascalho e outros inertes. 1. 0 uso e ocupapi.o do solo clas ZR.PT !'6.r-se-lio de acordo com os resµectivos µla11os de orclenarne11to tu rfstico. 2. Ficam, contudo, expressamente µroibiclos nas ZRPT toclo o uso e ocupar;; fo, clistintos dos seus ,H:tuais uso e ocupar;ao agropecu{irios, que alterem ou µossam alterar fisicamente a paisagem etas rnesrnas, ou que causem c!ano, clirecta ou inclirectarnente ou que impli quem amear;a para os valores naturnis e ambientais clas ditas zonas ou prejuizo dos mesmos. 3. Nao poderao ser realizados em qualquer lugar cbs ZRPT movimentos de terras, extracr;oes de areia, cas calho e outros inertes, instalar;oes de qualquer tipo, nem edificar;oes ou alterar;ao clas mesmas de qualquer natureza, salvo autorizar;ao expressa do Governo. 4. Nas ZRPT poderao realizar-se as obras publicas das infraestruturas de transportes e cornunicar;oes re queridas pelo interesse gerul ou necessririas para a promor;ao e desenvolvimento turisticos do Pais que te nham sido objecto de autorizar;ao exµressa do Instituto Nacional de Turisrno. 5. Com caracter excepcional, poderao ser realizadas nos lugares das ZRP'I' actualmente povoados, e so mente junto aos edificios ja existentes, as obras de :2. As cornpetencias refericlas no ntimero anterior serao connetizadas e exercidas atraves do Instituto Nacio11al de Turismo que podeni. compartilha-las com outros organismos centrais do Estado com responsabili clacle especffica sobre o p .. 1trim6nio natural. 3. Nas ZRPT, compete ao Instituto Nacional de Tu risrno a vigirmc-ia cla integridade natural e paisagistica c!estas zonas, sern µrejuizo das actua<;6es de outros or gan ismos da Adrninistra~;lo Central e Local com res µonsabiliclacle esµecifica sobre o µatrim6nio natural. CAP!TULO II Planeamento das ZDTI .-\rtigo 14u Plano de onlcnamento turistico 1. Cada ZDTI clisponi de um Plano de Ordenamento Turi'stico elaboraclo pelo Instituto Nacional de Tu risrno. :2. 0 Plano de Orde11arnento Turistico de cada ZDTI clever,i f'ormular as seguintes determinar;oes: u) l~squema viririo: bJ Defi11i~·,10 de ;;irea paisagfsticas, de protecr;ao e de implant,1~,10 turistica; c) Ddinii,:Jo clas ,ireas de arborizar;c'io e das espe cies de rirvores a plantar; d1 Esquernas cle redes de servi<;os e de espa<;os li vres: e) Equip:~me11tos sociais e de lazer previsiveis; /) - Progrnnrn geral da Zona e criteria gerais de de senvol vi men to; g) Normas gerais para a execu~ao e desenvolvi mento da Zona. 3. As termina<;6es refericlas no nt.imero anterior cons tarao obrigatoriamente de uma mem6ria de fins e ob jectivos, de planos a escala 1/2.000, de esquemas e de outros docume11tos que sejam necessurios. 4. Os Planas de Ordenamento Turistico sao aprova clos pelo rnembro do Governo que tutela o sector do tu nsmo. Art.igo 159 construr;ao, beneficiar;ao OU demolir;ao para USO exclu- . ! . '· ., Projectos de ordenamento detalhado sivo agro-pecuario e de habitar;ao rural que sejam ne- . ·:• , ;,,, -;~•' .. ,,: .... '. -c., , ,. ,,-::,. . . , . cessarias para a manutenr;ao cla dita comunidade 1. As areas de irnpl~nta~ao de usos tunsticos nas l cl d t · b - t · ·a.:a1t·u··ra' <la ZDTI, bem como os tenenos das mesmas ocupados por rura es e que ms o ras nao aumen em , ·· . • t · • • d l d - · · ' - · · · - · ' 'u · 'ifliaf-?:Jequ,1pa men 0 "S!)CIUIS e . e azer,-po erao pormenonza: edifi~ar;ao J a existente : nao ponham em ca 5~ .... ·• ".! •'~>:::~e,frn.ProJectos de Ordenamento Detalhado, por mew monia estet:ca e a~1b1ent al e, qu e., A~ ... 7.~~~~\!;1-f~.~- e, d osqhais;.:a:esca1a 1/500, se podera efectuar o ordena muros extenores seJam fe1tos e,,acab ~~o.,s ~0~..,-' mento dos volumes.edificaveis· reajustar e cornpletar riais tradicionais. . -i',' .· ·';''.l :•l~\/;I!. ~-,-,.-. .. · . os1~.s1stem~s·'viano's,"zonas·de a 1 rb01iza~ao e espar;os Ii '). ···: ·:~·::1rttp . . '·tt,,~,.,,,,,>,',?lvres;.e:coinpletar as redes de servir;os. ,Artigo'I:39 · 1 .<;:·.~.}~~~:i.:~-~:·: •~:·.:::;:·::(·/~ ~;~~:.,::. f· --~~-·~::,. -~ .. , . •·:· '' ,: .''.'.'';t::1(';"~~:ft~t~-t~ ,·hf? . 2. O.s .~rojectos de Ordenamento Detalhado nurna · - .. , .. Gesmoe Ad~1.ru~tn1~a~;~.;,?4t~;.,~\~-•e-.·, ZDTI serao elaborados pelo promo tor e aprovados pelos ,,.:o. ,,i .-~ .. r ,,.t;:~ti,•~:;-,',,,3,,·.1-}WYI.Jll!J",..,"P.!I:\ ;.l!i-lr ..... -,· :, - -"'Instituto Nacional de Turismo que no acto de aprova •J: 1. A gesUi.o e administi:iwao .. da,~pR,IT;pertencem ex- fiio, assinalarri os prazos previ~tos para a execur;ao das clusivamente no Estado. obras, <las edific-ar;oes e clas plantnr;oes de arvores. 16 , I SERIE - N'.! 2 - B.O. Df\ Ef PUQ!=' lDt\ Q l;~ G.£\1:JO Vli: ROE: - 1 D8 fEVEREIRO DE 1993 ='.. -~=~~: ::....: -=--=:..:...: . - - - . - - . 3. Os projec:tos refericlos 110 11Li11wro anterior pucleriiu ser eL:ibo rac! os pelo Insti lulu c\dC-i u11al de Turis!llo quanc!o assirn for acordado. .-\J"Ligo l(;" Pl'ojcetos de ob1·as e ed ific:1~·:io 1. As infra-estruturas vi,iri:.is e redes de servic,·os cln ZDTI deverao se r executaclas ck h<1rrnunia corn os rcs pectivos projectos de obras. 2. Os edificios hoteleiros , de :.1luj,1mento , de equipn mentos comerciais, suciais ou de lazei· , deverJo se r exe c:utados de harmonia com os respectivos projectos ar quitectonicos de edific:a~iio . 3. Os projectos referidus no s 11C1m e 1·os anteriores s,10 aprovaclos pelo In stituto Nacion al de Turismo. CAPiTULO Ill Apropria9,io, cedencia e prorno<;:"'io e g-estao do solo na ZD'l'l SEC(:Ao I Ap1·opl'ia, ::10 dos tc1·1·cnos .- igo 17" Expropria\,:"io poi· utilidade puulica 1. 0 Instituto Nac:ional de Turisrno poden1 propor ao Governo a expropriap'io por utilidade pt.iblica dos edifi cios, incluindo os dos municipios, ex istentes numn ZDTI. 2. 0 Governo pode atribuir canicter muito urg-ente i.t expropria~ao a que se refere o numero anterior, incle pen den tern en te da veri fica vao dos re::q uisi to s con ticlos na lei geral. .-\1tigo 18" Av::.tlia, ::"io dos IC:tTC:lluS A avaliapfo dos predios objeeto de e:xµrop ri ,1,,:iu ser,1 efectuada em fun~ao da naturezn n.istica uu urba nu dos mesmos, inclependentemente clas expectncivas cria das pela cleclaravao de ZDTI ou motivaclas peln crini;:,io de infra-estruturas e servivos ni\o custeados pelo ex propriado. .-\rligo 19" Pagamento da;; indemniza<;:oes As indemnizaf6es por exproprinp:10 por utilidade pt.i blica sao pagas em dinheiro ou pela entrega de terre nos urbanos para usos complernentarcs do. ZDTI, atra ves da constituifiiO a favor dos expropriaclos de clireitos de superficie, ou ainda, pela cedencin de outros lt!t-re nos fora da zona. Cedcneia e p1·0 J11U(,'<IO de LclTCllOS Arligo 20° Cc•dencia 1. Corn o firn c\ e fome11t,1r a exern~5o e eclifica~ao das ZD'l'I, o lnstiluto Nncional cle Turismo podera ceder terre no cbs rnescnas <.!Ill proprieclacle plena ou ceder o c\ireito a utilizil\':10 dos clitos terrenos mediante a cons Lituii;,io clo clireito cle supcc rficie ao promotor. :2. A alie1rn\·iiu ou cessiiu nos termos do mi.mero ante rior deveni ef'ectuur-se upos verificaviio previa quer da experienc ia do promotor quer cla sua c,1pacidade tec nica e su~1s garantias financeirns, bem como a aceita ~{i.o do cornpromisso previo de cumprir as obriga~6es le g:1is que !he, sej,1n1 imµo s tas clentro dos prazos marca du;;. .-\rtigo:21° 1. Du ,,viso que for exptidido para nliena~iio ou cessao clas ZDTI c:onstur,lo as earacteristicas gerais da zona, ou sector da mesma, e o seu aproveitnrnento, os corn prornissos ger,1is cla prornoc,:; "i o e os incentivos fi scais e financeiros. :2. 0 11<10 curnprimento cbs obriga~oes da promoviio clctcrmin:1ni a reversiio dos terrenos a titularidacle do Insliluto Nncion.1I do Turismo e a perda por parte do pru1notor das quantias enlregues a tftulo de paga rmmlo e dos investi rnenlos realizados. .-\rl igo :22" Ccd,,ncia de lotes com fins especiais Os lotes destinados a habita~ao individual isolada, loj,is, bares, oficinas cle reµnra~ao ou instalav6es analo gas poderiio ser cecl iclos pelos promotores sem qualquer f'orrnnlidnde previa, cle venclo, contuclo , o cessionario as surnir exµrcssnrnente a ubriga~,'io de contribuir propor ciunnlrnente para as cle spesas de conserva~ao da ZDTI em que os clitos lutes estiverem situados. Oln·iga, :,,e;; do promotor Constiluem obriga~oes du Promotur que vier a actuar numa ZD'l'I ns seguintes: a) Elabora~iio, se for o caso, do projecto de Orde narnen to Deta lhnclo do sector da ZDTI sabre o qua] pretencle actuar a apresentafa.O do mesmo ao Instituto Nncional de Turismo; bJ Elaoornp"io dos projectos de obras e de edifica Fio respectivos e apresentaffiO dos mesmos no lnstituto nacional de Turismo para apro vnci'io· I SERIE: - N~ 2 - B.O. Ll:\Jll•:PL.:GLIC.-\ [ )L•: CABO VERDE - 1 DE: FEVEREIRO DE 1993 17 c:J Execui;:ao clas obras d11 rl'cle vi,i ria e da rec!e de saneamento, fornecinwnto de ;ig1.ta potcivel e de electriciclacle, clL,µur,1v,io das :1gu;1s rcsi cluais e ceclencia grntuit:1 clas mesnws µara rega na agricultura, e ilurnin,l9Ja pLiblic:a do sector da ZDTI sabre o qu;.1] actua; cl) Execui;:ao dos trabalhos cb arborizai;:ao do sec tor da ZDTI sabre o qu,1! accua; e) Estabelecimento de previs6es sabre o servii;:o de recalha de lixo no scclor da ZDTI sabre o qual, e, se for o caso, trnt;.1me11to do lixo; /) Construi;:ao <las eclificai;:oes de alojamento tu ristico e de equiparnentos, e clas instnla~oes de lo.zer e <las zonas livres: g) Aclop9ao das mecliclas nccesscirias para garan tir a conserva9Jo e repan.1r;,10 clas obrns cle urbaniza9Jo e das eclificai;:iies e instab~oes por parte cla iniciativa privada e, se for o caso, por parte dos tercc~iros mlquirentes clas mesmas. SEC(:Ao III Gest,,o das ZIJTI Arligo ~-.f' Formas de gest:"iu 1. A gestao das ZDTI pelo lnstituto I\'ac:ional de Tu risrno pocleni ser feita directamente, quer atraves da sua associai;:ao com entidacles privadas nacionais ou es trangeiras, ou, ainda, atraves de ajuclica\·Jo cle conces sao a enticlades privadas nac:ionais ou estrangeirns. 3. A ordern de clemolii;:ifo ou de reposii;:ao e anteci pacb da audic;iio do interessaclo, a fim de este, no prazo de; dez clia::; c:011tados cb notificai;:uo, se pronunciar sabre o conteuclo cla mesrna. Arligo '27° Outras penalidades 1. Todo aquele que extrair ou rnandar extrair areia, c:nscalho ou outros inertes nns zonas turisticas espe c.:iais sern punido com a multa cle 5 a 100 contos. :2. 0 proprieLirio do veiculo que transportar os mate riais ref"ericlos no nurnero anterior sera punido com multa cle 100 a 500 contos, senclo apreendido o respec tivo vefculo ate que a multa se mostre paga. 3. As multas aplicadas nos termos dos numeros ante riores clestinam-se ao Fundo cle Desenvolvimento Tu rfstic:o. 4. As pessoas que clerem parte das infraci;:6es referi clns neste artigo tern clireito a cornparticipar nas mul tas, nos termos a definir em clec:reto regularnentar. ..\ rl i go '2.S" CumpeL(,11ciu para fiscalizar 1. Compete ao Instituto Nacional de Turismo, com a cobborar;iio das autoridades municipais, policiais, f1o reslais e rnarftimas, fiscalizar o cumprimento deste di ploma. 2. 0 lnstituto Nacionnl de Turismo podera solicitar a colnbora9Jo ou auxilio cle outros organismos da Admi nistrac;ao central para a cabal fiscalizai;:5.o e vigilancia <las zonas turisticas especiais. Artigo '29°

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