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Laws of Angola

Presidential Decree No. 27/16 approving the General Plan for Integrated Use of Water Resources (PGUIRH) within the Cubango River Basin

Made 2016-01-21 · Text as of 2026-10-01

Public law and official guidance, published as research. Not legal, tax or financial advice.

About this law

Original title
Decreto Presidencial n. 27/16 - Aprova o Plano de Utilização Integrada dos Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Cubango.
Language
Portuguese
Kind
Regulation
Organisation
Southern African Development Community (SADC)
Country
Angola
Subjects
Fisheries and aquaculture, Water
Keywords
legal proceedings/administrative proceedings, aquaculture, waterworks, inland waters, offences/penalties, navigation, transboundary waters, zoning, capacity building, climate change, policy/planning, basin/catchment/watershed

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  1. ORGAO OFICIAL DA REPUBLICA DE ANGOLA , , DIARI DA REPUBLI A R.p.'~"" "ANGOLA Ter4;a-feira, 26 de J aneiro de 2016 I Serie-N.o 14 Pre4;O deste niimero - Kz : 940,00 ASSINATURAToda a corresponde ncia, qoer o ficial, qcer relativa a anuncio e assinaturas do . Dii rio da Republica . , deve ser dirigida i Impren sa Nacional . E.P., em Luanda, Rua Henrique de Carvalho n." 2, CidaJe Aha, C-a ixa I\lstal 1306, ",,,,,,'.irnprensanacionaI.gov.ao . End. teleg.: • Irnprensa•. o pre<;o de cada linha publicada no s Dii r ios Ana da Republica I.' e 2.' ser ie e de Kz: 75.00 e para As tres series Kz:611 799.SO a 3.' serie Kz: 95.00, acrescido do respectivo A I.' serie Kz: 361 270.00 imposto do selo, dependendo a publica<;ao da A 2.' serie Kz: 18'i lSO.OO 3.' seriededep'is ito previo aefectuar na tesouraria A 3.' serie Kz: ISO 111.00 da Imprensa Nacional · E. P. SUMARIO Presidente da Republica Derreto Presidenrfa l 11.·27116: Aprova 0 Plano de Utiliza.;ilo lnte greda dos Recur sos Htdrico s da Bacia Hidrograflra do Cubango. - Revoga toda a l eg.igla~ilo que contrarie o disposto no presente Diploma, Ministerio da Agricultura Desparho II.· 53/16: Extingue 0 Grupo Ternico de Apoio am; Empre seno s Agro-Peruanos e Florestais. PRESIDENTE DA REPUSUCA Decreto Presldencla l n." 27/16 de 21 dr .raneirc A agua assume-se como um elemento essencial a vida e ao desenvolvimento sustentavel das sociedades, principalmente em zona s carenciadas como a regiao em que se insere a Ba cia Hidrugrafica do Ri o Cub ango; Considerando que a elab oracac do Plano de Utilizacac In tegrada dos Recursos Hidric os da Bacia Hidrografica do Cub ango vai possibilitar a criacao das condicces adequadas a uma melhor gestae dos re cursos hidricos da Bacia d o Cub ango, de um modo sustentavel e equi tativo. reduzindo ao maximo as assimetrias exis tentes e contribuindo, assim, para o desenvolvimento econ6mic o e socia l de Angola; Atendendo 0 disp ost c no artigc 15 .° da Lei n." 6/02, de 21 de Junho, no artigo a." euo n." 1 do artigo 9.° do Decreto Presidencial n." 81114, de 21 de Abril; o Pre sidente da Republica decreta, nos termos da alinea b) do artigo 120.° e do n." 1 do artigo 125.°, ambos da Co nst ituicao da Repub lica de Angola, 0 seguinte : ARTIGO 1.0 (Apron ra o) E apr ovado o P lano de Utilizacao Integrada dos Recursos Hidric os da Bacia Hidrograflca do Cubango. anexo ao presente Decreto Pre sidencial e que dele eparte integrante . ARTIGO 2.0 (Rn'o!1-Hrao) E revogada toda a legislacao que contrarie 0 disp ostc no presente Dip loma . ARTIGO 3.0 (DlhidHS r omtssoe sj As duvidas e omis soes resultantes da interpretaca c e aplicaca c do presente Decreto Presidencia l sao resolvidas pe lo Presidente da Republica. ARTIG04.o (E nn-ada em " i!1-OI") o presc nteDiploua enraemvigom adata da sua publicacao. Apreciado e mReuniao Conj un ta da Comiss acBco nc mica e da Com issao para a Economia Real do Conselho de Ministros, em Luanda, aos 14 de Outubro de 2015 . Publique-se . Luanda, aos 19 de N ovembro de 2015. o Presidente da Republic a, JOSE EDUARDO OOS S.<\.."ITOs. PGUIRH -PLANO GERALDE UIIUZA<;AO INIEGRADADOS RECURSOS HlDRICOS DA BACIA IDDROGRAFlCADO CUBANGO 1. Apresentacso Os recurs os hidricos que sao posst veis mobi lizar numa bacia hidrografica sao as aguas , superficiais e subterraneas , que ai existam e se encontrem dispontveis para os varies tip os de usos. (considerados, correntemente. numa analiserestritiva, com o sendo os de abas tecimento de agua , de rega . de abeber ramento de animais e deproducao de energia hidroelectrica). I SERlE -N.o 14 - DE 26 DE JANEIRO DE 2016 Un idas para 0 Desenvolvime nto , em 2012, quanta ao IDH Indic e de Desenvolvimento Humane' . Angola encontra-se em 148.0 lug ara' . Face a esta situacao de base, imp c e-se actuar de forma activa na diminuicao da pobreza e na promocao do bem -es tar da popula cao, na decorrencia da produc ao de mais bens e services (nom eadament e as exp loracces agncolas e pecua ri as e a produc ao de e nergia) e no aumento da esperanca de v ida (pela drasti ca reduc ao das doencas de origem htdrica), elementos que ferae aumentar progressivament e 0 PIB, bem como o IDH, atraves da indisp ensavel contr ibuicao da ges tae dos recursos hidricos. Decorre, ainda. e em sintonia com os principi os gera is que fi caram atras reproduzidos, qu e a sus tenta bilidade dos recursos hidricos tem como con dicao base a de garantir que, a par dos diversos us os da agua, se assegure a nao existencia de poluic ac excessiva . a preservacao dos ecoss istemas e 0 resguardo da faun a e fl ora. Em sintonia com estes princip ios, no meadamente do cons tante da Lei de Aguas, foi desenvolvido 0 presente PGUIRH, que esta org aniza dc em 4 Pases: Fase 0 -c- Avaliacao Inicial: Fase 1 - Mo nog rafia; Fase 2 - Definicao de Cenarios de Desenvolvime nto e dos Objec tives; Fase 3 - Programa de Medidas e Accces. Sendo 0 present e volume uma breve sintese do que dele consta. Para uma melhor inteligibilidade e leitura, regi ste-se que nem todas as materi as ai abordadas se e ncontram aqui tr atadas, nem a sua apresentacao e feit a pela sequencia que nesses vo lumes cons ta. No estudo de uma zona ainda em desenv olvimento, mas com lUna evo lultao rel ativam ent e ace lera da , como a que se verifica nesta area de Angola, e da maior imp ort iincia e oporh midade efechlar 0 planea mento dos respectivos recursos hidricos, 0 qual tem de ser efec hlado nao so com base mun conhecimen to proflmdo dos mesm os, m as tamb em tend o por base adequados cenarios prospectivos da evo lultao da regiao, no hor izont e de proj ecto em ana lise (nes te caso 2012 a 2030), poi s eles vao condic iona r sign if ica t ivamente a definiltao da evo lultao e localiz altao das necessidades a satisfazer, a esquematizaltao das princip ais infr a- estruturas hidrauli cas a cons truir e, ainda, os principais imp actos que sevao ver ifica r e imp oe contro lar e mitig ar. 'M edida C""'l'",lI tin <Ie riqlleza. "Ir"'-'e1iza<;ilo. e ckl<"'i"ao. esper"' ''i"a <Ie vida. ' latal idade e ", n-os r""t",-.. pin os divel-'os p"i,e, do ~t.llIdo, ,eIldo tIna ma lleiI'" p a<1:onizada de "v"li"<;ao e me dida do bem-est,.- <Ie Ulna popul"'i"ilo,especi"hllente bell1-est,.- i llr,.~il, e usado p",l1 di>tillguir se°P" i, e desel lVolviclo, e111 <Ie,.,nvo lvim", ~o OIJ ,nIxlesel "'olvido, e p ,n medir iilllahlJel~e ° illlp""to de poli tic", ecmGnic'" "" '1u"lidade de vida 'G"boo, Ba,,,,,,,,,, Art;c" do Sill, N" lllibi", Cabo Vel-de, G 'Il", GUille E4l11t",-i"l, emilO, saoTellle ePrillcipe e Qu eni" '00 os p"i,e,d"Arric" Snb,"l;""" COlll lll1li",-e, V"Ie... , do qlJe os <leAllil0la 287 Desta form a. e apes um a inventariacac e carac terizacao dos recursos hidricos (sup erfic iais e subterraneos) existen tes na Bac ia, efec tuou-se a definicac de cenarios de desenvol vime nto e 0 estabelec i me ntc dos objectivos e necessid ades respectivas, para 0 horizont e de proj ecto (2030), tend o sido dada particular atencac a: 1.Inveataiacao das ll'~5es economicasesociais ja comecidas e ao seu imp acto no desenvolvimento da bacia hidrografica; 2. Prcjeccac da evolucac das necessidades e utilizacces de agua para os prcximos anos, a partir da situa cac actua l de procura (2012) e dos cenarios de desenvolvimento: 3. Definicao de objectivos a ating ir n os dominios mais directam ente rela cion ados com 0 consume e da necessid ade de proteccac dos recursos e dominic hidrico, tend o em vista: aJ 0 abas tec imento de agua as popula cces e industria: b) A satisfaca o das necessidades de agua da agriculture; c) A proteccac da natur eza: c/)Aproteccao das populacces e bens contra as situacoes hidrologicas extremas (cheias e secas). 4 . A valorizacao dos recursos htdricos, em parti cular no que se refere a prcduc ao de electricidade, ma s tambempara as actividades de recreio e lazer, pesca e aquacu ltnra . navegacao fluvial, extraccac de inert es e outras util izacc es espec ificas; 5. A monitorizacac e caracterizacao dos recursos do dominio hidrico, nas suas diversas vertentes - factor da maior i mp ortancia. quer para a constituicao de uma mais actua lizada e porm enoriz ada base de dados, quer para 0 dial ogc com os paises de jusant e; 6. As princip ais questces relativa s a partilha de agua com os outros pais es da Bac ia (com 0 Botswana e a Namib ia), nomeadament e, tend o em atencao 0 constante dos munero sos e muito detalh ados estudos de planeam ento int egradc dos recursos hidricos da bacia hidrografica. que vern sendo desenv olvidos, a nivel da Bac ia Hidrcgrafica do Okavango, desde ha longa data - a m aior parte dos qua is interessand o a totalidade da sua area e os princip ais paises eIlvo lvidos. Silo estas as questoes que se apreseIltam, de fOilIla sectorial, nos cap ihilos segu in tes. 2. Obj t ctiYOS t COId tu do o CClltelldoprcren didopara oPGUIRH cia Bacia Hidrogrilfica do Cubango eIIContra -se exteIlsiva e deta lhadameIlte definido no texto seqUeIlte , orga nizado nas 4 Fases seqUeIltes: Fast 1 - Monografia A m OilOgrafia da bacia hidrografi ca consiste basicameIlte no diagnosti co e carac te rizaltao da situaltao ex istente (de refer&lcia) e no invent ario dos princip ais probl eInas. A sua elaboraltao f oi basead a na anal ise e estudo dos seguintes subs istemas: Subs istema hidrol ogico - compreeIlde as varias com pOneIltes do cicio hidrologico, nos SellS aspectos qu antitativos e qua lita tivos , nomeadam ente a precipitaltao, evapotra ns p iraltao, escoamento superficial, infiltraltao e eSCOameIlto subterriineo: 318 mARIo DA REPUBLICA M oxico Huila B OO '",,>0 i-,. ,, H O' \ 0'" " I~ n o. '" '~ l OS. ~ '50 '" .r.a ".' '! ' " i ." , ", cv.s: '" '"." '" '" '" ~, ~, ~~ ~"" <', .-, ".. J"t. "'lo "...."\,"'lrJ,?,J'lr~"'..~<'-}:"J",""~,I....,>\",\\ ,\~,'\\\,\J\ Rundu ~"E m-s -, ....... c "" <, '"~~ m, '"""~ ""•~ "" "',g "9 ....,p ./9 ./,p J',p J,p .',p ...,p .1'9 ..." ...,9 ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~, , , , , , , , , , , , -Figura 3.45 - Medias moven das creccnacoes anuars em perfodos de 20 anos em duas estecees locallzadas no exterior da bacia e uma no limite sui: Moxico (periodo de 1955/2009), Hufla (perfodo de 1955/2002) e Rundu (periodo de 1980/2010 o pr ocedimento aplica dc para analisar tendencies na temp eratura anna l foi seme lhante ao antes aplicadc aprecipi tacao anna l. No en tanto so foram uti lizadas as Bstacces da Huila e Run du devido a pequen a dimensao das amostras das restan tes estacces antes consideradas. Nestas estacces a eerie te mporal de te mperatura anua l aprese nta tuna tendencia com omesmo sinal das observadas a nive! global; em particular, no ultim o quarto de seculo registou-seum aum ento significa tive da temp eratura. Huila Rundu ::::1 Figura 3.46 - Medias movers das temperatu ras anuars em parlodcs cc nsecuttvos de 20 anos de Huila (periodo de regtstcs 1955/2002) e Rundu (perfodo de registos 1980/2010) Relativament e ao escoamento anna l tambem so foram uti lizadas as Estacces da Huila e Run du devi do a pequena dimensao das amostras das restantes estacces antes consideradas. Tendo como base os valores de precipi tacao e temp eratura foram ava liad as as variacces de va lores de escoamento por aplicacac de tun mode!o de balance hidrologico. Os va lores de escoa mento anua l medic obtidos para Hui la mostram a tendenciaj a anter iormente evid enciada para analise de temperaturas e precipita cces anua is medias, para Rundu esta metodologia nac foi conclusiva. 4. Substste ma Ambten tal 4.1. Ecosststema s t er re stres da Bacia Htdrogranca do Rio Cub an go A Bac ia do Cubango e de grande importancia devido a sua bio diversida de. N ela registaram-se 1246 especies de planta s vasc ula res e 668 especies anima is, va lores concordantes com os obtidos para a Bac ia do Cubangc Okavango" . " PelJ C<lll issilo Pennalle,,!e da' Ail' '''' da B Jc iJ H i":"!l,<ifiCJ do Rio OkJ ..1I1ilO em 20 11

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