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قوانين ساو تومي وبرينسيبي

Decree-Law No. 24/75 establishing certain private farms as agricultural public firms

صدر في 1975-09-30 · النص بتاريخ 2026-10-01

القانون العام والإرشادات الرسمية منشورة بوصفها أبحاثاً. ليست مشورة قانونية أو ضريبية أو مالية.

البحث نفسه مكتوب بالإنجليزية. العناوين والوسوم مترجمة؛ أما النتائج والاقتباسات فغير مترجمة.

عن هذا القانون

اللغة
Portuguese
النوع
لائحة
المنظمة
European Union
الدولة
ساو تومي وبرينسيبي
الموضوعات
Agricultural and rural development
الكلمات المفتاحية
agricultural development

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النص

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  1. Deci:eto-Lei n.0 24{'15 do 80 de Setemhro DurantG cinco seculos o nosso povo -viveu sob a do l mina.i;ao do regime colonial. portugues que nos ii.ltimos a.nos assumiu o caracter de uma dita.dura. fascista que suprimiu os direitos ma.is elementares do homem. Ao longo da. sua. hist6ria. o nosso novo foi vitima de ?Pr~s~a? e ,d: expAl~r~9ao desenfreacila., Ia.n9ado a fome, a m1sena e a 1gnorari"c1&. A nossa cultura e as nossa.s tradii;,oes, a nossa pr6pria persona.lidade de povo africauo, todos os a.tributos que ca.racterizam. a nossa identida.de, fora.m. pouco a pouco absorvidos, atraves da imposi9ao de um. sistema. de va. lores que simboliza.va.m a opressao e que contribuira.m para. a nossa alienai;a.o total. Mergulhado no ma.is pro fundo obscurantiamo, o nosso povo foi ·subi:uetido ao novo estilo de' vida e· uma. nova maoeira de pensa.r, votado ~ condi9ao de um ser sutimisso que devie.:e.ceit&r sem discutir toda,s ··2.s rela.i;Bes mjustas de regiw.o opressor. Com ofoito, os gr11ndcs fotifundios, surgirfl.m .coIT,10 conseqnenci2, da P,propri2,9ao e do se..que da.s m.elhores terr2.s onde foi impost& e. monoculture, do• c2,c2,u ·que serviu de base e,o estabelecimento,de i.un regime econ6 1niao que; por .um lado, }mpossibilitou o desenvol vfoJ.ento das nossa,s' potoncialide,des· e' o. co:ntrolo das nos~s ri quezr.s nr,ciom',is. e, por outro, l&do, tentou impedir a todcul ·custo.'a. fo·rme.~io~·de ·u:w.e."'conscienci2t naoion2.L A sociedade coloniz.l form.ou-se e consolidou-se, por te.nto a cust& dos grandes sacriffoios do nosso povo. Q1:1&ndo nos ane-s 60 o vei'ito dii liberd,;,de soprava em direc9ao do continente 2.fricr,no, o povc· dq S. Tome e Principe to~ou:?unscien,~t%a:~a -~u-~-- ??~div ii:o, o rg~ni~ou ~~~-~ f~z OAV:1;'..~ sua. vo~,que f~11~,?,.v2, a hgmda.9ao nne ilia.ta -,ao ·:,;-egim~ c.olonml ~8SC!Sta. ""portugnes, condi~ao ipdisP,e;n.savel p2.ie; a ·constr'ti9ao ,· c],, · um~ vidt"'.. ~fo p2,z e de µrqgiesso. Q~ M9,".?~~P:~?}e }:i~~tt~~,~? Al{~1i;+oP;·6.' e I\incipe; ~~~),. · <:Ie~1?!Wr .F,t~,~~-~:i;ibe ., das ,leg1tirri:2.s ,r,~pir~ goes · do ,nosso povo, sua--vangue.rda. rcvoluc10uana na. 1ui;a'~pell!' · de~t'r1-.1i9aci 'do ' colopiaiisrri.o e' de to dos OS seus vestigio·~,' desde ha ciuitd tempo·que contestou a leo-iti mida.de·do sistema jnridico de propried;:.de d:;, terrt re sultante da. pratica do regime colonial que concedeu ina.is de dois tergos do sol? cultivr.do ~, u m punlrndo de ex:plo radores que se const,tufram ew~ soo1edades e companhi11s agricolas, a.bra.ngendo um.r, superffoie de QS mii hectares.\ ~ ne.:3ta. medida. que na fose actual a Ref orma. Agriria,\ ·se 1mpoe como factor determmante e dcc1sivo na nossal luta pela reoonstrw;ao n&cional. Para. alem da abo1i9ao deste privilegio que se wrnc.l incompativel com a. necessidade do desenvolviment~ ~a eco1: omia 1:aciona.1, a Re!onna. Agraria. visa a trans•\ forma<;ao radical das rela9oes de. produ9ao ate entfw'• existentes para dar lugar a. cria1i10 de urn homem. novo n1:1,~a sociedade nova baseada no progresso e na justic;a social. Tomou-se portanto imperiosa. a aplica9ao de uma. politica agraria susceptivel de modµic'1r as estrutura.s caducis e de incrementar a produ9ao agricola medianf:e o. e!Ilpre&o de um.a tecnica moderna .e de equipament:o ma1s efiornntes e -a.deguados, de forma a permitir a me Ihorie. das condi95es. de vida, das massas trabalhadoras. Nestes term.os, o Governq da Republica Democratica de S. T9me e Pr,incipe determina : A;rtigo 1.0 Sao considera.das de utilidade publica e nac10ne.hzadas as em.presas agrfoofas aba,ixo mencio na.das: · · · Sociydade Agricofa Y~l~ Flor, 'Limitida · Coniparnhia Agricola, 1J1t}amarma•:~: ' ., (So~iedzde Agricola. Terras,cl.e'Monte'Cafe. S.A'.R-.L: 9p~panhia JJh~ cJ.o J?r~?ip.e,):l'.A.R.L~ ' Soq~efu.de Agricola Porto Reale.Bela. Vista Ro9a· Porto Alegre . ' , ' Comp1mhia Agricola, das Neves Co16nia Ac;ore&ne., Limitada Sociedade Agricola Sundy . .. Com.panhia dais Roge.s Ple.te2.u e Milagrost>,, S.A.R.L:' Roi;ia Prai2. da.s Conch;;,,s e Pla.nca.s ,Boa Entra.de,, Lirnita.dt>, RoQa. Angra Toldo Roc;:2, Rioejrn, Funda Sociedide de Agricultura de S. ·Tome e Principe Sr,ntarem Cant&nhede Ro9r, Vigogo R99a~ Q-r~nj~ -e Soledade Ro9a.·vna· :fvtoirr& Ro9t>. Diogo Nunes e.Le,rangeiras Ro9i, Ilheu da.s Rols.s Ro9a.s Podrofuz. e Rib.eim P2tlm2. C ••, •., '-'. .,,;'!,. Ro9r, Pacien.012, , § unico. Os',n.1.eios de produgao, de transformava,o, de· condicionanJ.<qnto, ,de estoca-gem e. ~odos os ontros bep.s pertenceil.tes' as empresas ~Cima menciona.das sao iguo.1 ment~ naciona1izadas. Art:,2:0 Este' ·Decreto-Lii .:entra 'imediatarnente ~m ..,-igoril · Vi!l- to-,.&iftP!I>Kf,d(!, em .Conselho.de· tliriistros err -30\fo Setem.bro de.,19-75. O Prime1ro-Jlfiniiitro; MWstro · d;os Neg6cios Estran°, geircis :· diDefos!!, Na,cfona.l, ]f!gu e~ Trovoada.-:--- 0 'A f!-\ nistro dz, ' Ooorden2,9ao EconomlC8 ·e de. Coopera9ao,1 Leonel Jvlario )de Alva. - 0 Ministrci ·da EdmJa9aole" Culture. Popular, Alda da Gral}(t do Espirito Santo. 1 :: O M:inis tro .da, Sau.de e dos Assunt~s · Sooiais, Dar S.; Dias da Graga. - 0 Ministro da Just1~, Manuel Q'I(, :: 're.smcr, dos Santo's' Costa: - 0 Ministro do Tra.balho, Joi'; de Ah-~ Torr es. : 0 ~finis':f;ro da. I~forma9a~, Jose fr i,, O olmistro do Eqmpamento Somal. e Amb1enta, h u ti Xavier Daniel Dias. -0 Ministro da Adm.inistrarf ' Intern&, Daniel Lima dos Santos Daio. Pron.'..ul~r,tlo err. 30 de Set.em.bro de 1975. Publique-se. O President~ da Republic~, 11:u.NUEL PINTO DA CosTf

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