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قوانين البرتغال

Resolution of the Council of Ministers No. 24/2013 approving the revision of the National Strategic Plan on Tourism (PENT) for 2013-2015

صدر في 2013-04-16 · النص بتاريخ 2026-10-01

القانون العام والإرشادات الرسمية منشورة بوصفها أبحاثاً. ليست مشورة قانونية أو ضريبية أو مالية.

البحث نفسه مكتوب بالإنجليزية. العناوين والوسوم مترجمة؛ أما النتائج والاقتباسات فغير مترجمة.

عن هذا القانون

العنوان الأصلي
Resolução do Conselho de Ministros n. 24/2013.
اللغة
Portuguese
النوع
لائحة
الدولة
البرتغال
الموضوعات
Environment
الكلمات المفتاحية
institution, tourism, protected area, land commission, land-use planning, legal proceedings/administrative proceedings, governance

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  1. 2170 Dicirio da Republica, 1.° serie —N.° 74-16 de abril de 2013 PRESIDENCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Resolugao do Conselho de Ministros n.° 24/2013 0 XIX Governo Constitucional considera o turismo urn setor prioritario para a estrategia de desenvolvimento do pais. 0 potencial de Portugal, urn dos principais destinos turisticos do mundo, aliado ao impacto do setor na eco nomia nacional, designadamente ao nivel da geracao de riqueza e emprego, concorrem para que sejam necessarias condicOes atrativas ao seu desenvolvimento. Acresce, no atual contexto, o contributo significativo da atividade para o equilibrio da balanca de transaceles correntes, contributo esse que pode e deve ser ampliado. De acordo corn o Programa do XIX Govern° Constitu cional, é prioritario manter atualizado urn quadro de refe rencia para o setor, consubstanciado no Plano Estrategi co Nacional do Turismo (PENT). Este apresenta-se como um instrumento estruturante que, mais do que orientar as po liticas pOblicas, tern a funcao de articular o turismo, numa perspetiva abrangente, corn outras areas da KA° governa tiva (ordenamento do territorio, ambiente, desenvolvimento rural, patrimonio cultural, saitde, desporto, infraestruturas e transporte aereo) e perm itir aos empresarios antecipar as linhas de orientacao do destino, facilitando os processos de decisao associados ao investimento e operacao das empresas. Por outro lado, urge corrigir os erros originados pelo estabelecimento de objetivos irreal istas. No process° de revisao do atual PENT, aprovado pela Resolucao do Conselho de Ministros n.° 53/2007, de 4 de abril, iniciado em 2010, identificou-se tambem a neces sidade de antecipar e incorporar o impacto da evolucao global da economia e decorrentes alteracOes — quantita tivas e qualitativas — do comportamento do consumidor, corn impacto na evolucao da procura turistica ate 2015. Sao, por isso, definidos novos objetivos nacionais para os indicadores de dorm idas e receitas, assim como para cada uma das entidades regionais de turismo, tambem elas sujeitas a urn nova organizacao administrativa. Os novos objetivos nao se I im itam ao ajustamento natural decorrente do impact° da evolucao economica global, mas consideram uma atuacao proativa dos agentes do setor, nomeadamente publicos, ao nivel da hierarquizacao de produtos priori tarios e mercados emissores para cada regiao e, princi palmente, uma nova forma de responder as alteractes do perfil e motivacao do consumidor na selecao do destino, na procura de informacao e na reserva e comportamento ao longo da sua estada. Assim, dá-se enfase a marca «Destino Portugal» como agregadora das varias ofertas, contribuindo tambem para reforcar a identidade nacional e a coesao do territ6rio. Neste contexto, importa reforcar as ideias chave associa das a proposta de valor do Destino Portugal: clima e luz, historia, cultura e tradicao, hospitalidade e diversidade. A nova visa° tern como eixo central a sustentabilidade de Portugal enquanto destino turistico, a par da qualidade do servico, da competitividade da oferta e da criacao de conteiglos autenticos e experiencias genuinas de acordo corn as tendencias identificadas na procura. A este nivel importa destacar a necessidade de aprofundar os meca nistnos de conhecimento do consum idor para, de forma eficaz, dotar Portugal de instrumentos que aproximem o destino ao potencial turista, aumentando a correlacao entre o investimento em promocao e o namero de turistas, dorrnidas e receitas geradas. As empresas da cadeia de valor do turismo, em particular as agencias de viagem, as empresas de animacao turistica, as companhias de transporte e as unidades de alojamento e restauracao, tern vindo a ser desafiadas a consolidar a sua competitividade pela adaptacao ou mesmo redefinicao do seu modelo de negOcio. Acrescem, entre outros fatores corn impact° na operacao, a acelerada evolucao das tecnologias de informacao e a necessidade da sua corn preensao no sentido da modemizacao empresarial. Sao por isso des tacados os temas da capacitacao das empresas e do apoio ao investimento, a qualificacao dos recursos humanos e os programas de promocao e venda para a colocacao dos setts produtos nos mercados. Em paralelo, o Govern° deu prioridade a tematica da acessibilidade aerea, fundamental para a competitividade do destino. Neste context°, foram apresentadas, na reuniao do Con selho de Ministros de 10 de janeiro de 2013, as linhas gerais da revisao do PENT para o desenvolvimento do turismo no periodo 2013-2015, consubstanciadas em do cument° que esteve sob consulta pUblica, nos portais do Governo e do Turismo de Portugal I.P.. Em sequencia, e apes analise de todos os contributos recebidos, consolida-se agora o processo de revisao do PENT, definindo-se 8 programas e 40 projetos de imple mentacao, identificando-se a respetiva fundamentacao, as atividades, as entidades envolvidas e os princi pais i ndica dores associados a monitorizacao do seu sucesso. Na prossecucao de uma efetiva prestacao de contas e responsabilizacao das politicas adotadas, avaliando de forma sistematica os seus impactos em termos economicos, sociais e no territerio (designadamente no que respeita a execticao dos 8 programas e 40 projetos de implementa cao), sera° desenvolvidos mecanismos de monitorizacao da atividade, nomeadamente corn recurso a rede de investiga dores nacionais e as entidades produtoras de c,onhecimento, cujos resultados sera° posteriormente divulgados. For outro lado, este setor comporta uma transversal idade invulgar que, se nao for devidamente acompanhada por corretos mecanismos de coordenacao, pode prejudicar a definicao e execucao de uma estrategia consequente para o setor do turismo. Assim, no ambito do presente diploma, o Governo cria a Corn issao de Orientacao Estrategica para o Turismo (COET), a qual é presidida pelo Primeiro-Ministro e corn posta, a titulo permanente, pelo membro do govern° res ponsavel pela area do turismo, pelos restantes membros do governo cujas competencias sectoriais tern influencia direta ou indireta na area do turismo. Nesta materia, tam bern foram ouvidos os governos das Regioes Autonomas dos Acores e da Madeira. Atraves desta Comissao, que reunira periodicamente, assegurada a relevancia estrategica do setor do turismo, garantindo que as varias politicas publicas que corn ele interferem se coordenam numa estrategia que potencie essa relevancia. Assim: Nos termos da alinea g) do artigo 199. 0 da Constituicao, o Conselho de Ministros resolve: 1 - Aprovar a revisao do Plano Estrategico Nacional do Turismo (PENT) para 2013-2015, que constitui o anexo I a presente resolucao, da qual faz parte integrante. 2 - Determinar que o Turismo de Portugal, I.P., 6 a entidade competente para implementar o presente Plano e promover a articulacao entre todas as entidades ptblicas corn vista a sua concretizacao. Diario do Repriblica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2171 3 - Criar a Comissao de Orientacao Estrategica para o Turismo (COET), que é constituida pelos seguintes ele mentos: a) Primeiro-Ministro, que preside; b) Ministro de Estado e das Financas; c) Min istro de Estado e dos Neg6cios Estrangeiros; d) Ministro da Administracao Interna; e) Ministro da Economia e do Emprego; Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Terri torio; • Ministro da Safide; h) Ministro da Educacao e Ciancia; Membros dos Govemos regionais dos Acores e da Madeira responsaveis pela area do turismo. 4- Estabelecer que a COET é uma estrutura de reflexao que tern como objetivos: a) Conferir a acao govemativa uma orientacao estra tegica de carater global para o setor do turismo tendo em conta a sua importancia para a economia nacional; b) Criar mecanismos de coordenacao interdepartamental para a melhor definicao e execucao da estrategia para o setor do turismo. 5- Determinar que podem ainda participar nas reuni6es da COET, por indicacao do Prime iro-Ministro, representan tes de outras entidades ou personal idades de reconhecido m6rito do setor do turismo. 6 - Estabelecer que compete ao Primeiro-Ministro a convocacao das reun ides do COET, a coordenacao das materias a submeter a sua apreciacao e a elaboracao da agenda das respetivas reunides, sob proposta do Ministro da Economia e do Emprego. 7 - No ambito da COET, o Ministro da Economia e do Emprego substitui o Primeiro-Ministro nas suas au sancias. 8- Determ inar que o Turismo de Portugal a ssegura o apoio tdcnico necessario ao born funcionamento da COET, compe tindo-lhe, nom eadamente, secretariar as respetivas reunides. 9- Determinar que a assuncao de compromissos para a execucao das medidas do Plano Estrat6gico Nacional para o Turismo a desenvolver no periodo 2013-2015 depende da existancia de fundos disponiveis por parte das entidades pUbl ic as competentes. 10 - Revogar a Resolucao do Conselho de Ministros n.° 53/2007, de 4 de abril. Presidancia do Conselho de Ministros, 27 de marco de 2013. —O Primeiro-Miriistro, Pedro Passos Coelho. ANEXO I Plano Estrategico Nacional do Turismo Revisao do piano de desenvolvimento do turismo no horizonte de 2015 Introducao 0 Plano Estratdgico Nacional do Turismo (PENT), apro vado pela Resolucao do Conselho de Ministros n.° 53/2007, de 4 de abril, que foi desenvolvido para o horizonte temporal 2006-2015, e adotado pelos agentes do setor, preve a revisao periOdica dos seus objetivos, politicas e in iciativas, no sen tido de melhorar a resposta a evolucao do contexto global e do setor turf stico. A presente revisao dos objetivos do PENT decorre da necessidade de o adaptar as mudancas estrat6gi cas aprovadas pelo Programa do XIX Govern°, bem como de o adapt& ao periodo de instabilidade nos mercados finan ceiros e crescimento economic° bastante moderado da eco nomia europeia, principal emissora de turistas para Portugal. A realidade demonstrou que a definicao dos objeti vos feitos na aprovacao do PENT em 2007 ilk) foi rea lista, uma vez que os resultados ficaram muito aquem do esperado. Importa referir que as receitas turisticas fi caram 21,5% aquem do objetivo; o nUmero de hospedes intemacionais situou-se 13% abaixo dos objetivos, corn menos 1,1 milhoes de turistas; e o turismo interno ficou 44 mil hospedes e 515 mil dorm idas abaixo do objetivo. A instabilidade econornica e financeira da Europa —que gera mais de 85% das dormidas internacionais em Portu gal — e a evolucao do PIB, emprego e rendimento dispo nivel, aconselha, tam betn, maior prudancia na projecdo dos fluxos turisticos. A evolucao dos canais de inforrnacao e distribuicao, a proliferacao de novos destinos ou a alteracao do paradigma de operacao das companhias a6reas, tamb6m alteraram os habitos de consumo e o comportamento do consumidor/ turista na selecao, preparacao e real izacao da sua viagem. As empresas do setor, tais como os operadores turisticos, as agencias de viagem, as companhias de transporte, as uni dades de alojamento ou restauracao, entre outras, tam vindo a ser desafiadas nos Ultimos anos (desafio que se mantera nos proximos anos) a consolidar a sua competitividade pelo ajustamento, ou mesmo pela redefinicao do seu model° de negocio. Acrescem, entre outros fatores corn impacto na sua operacao, a acelerada evol ucao das tecnologias de informacao e a necessidade da sua compreensao no sentido da modernizacao empresarial. E, assim, num ambiente de importarttes alteracOes de estrategia e de contexto que é apresentado o documento de enquadramento para o setor. Tendo como horizonte tempo ral o periodo 2013-2015, esta revisao considera o passado recente da estrategia de desenvolvimento turistico nacional, assint como tern subjacentes as prioridades e iniciativas definidas numa visa° de longo prazo para o setor. A revisao do PENT decorre tam bern da auscultacao dos diversos agentes, privados e p6blicos, incluindo entidades regionais de turismo, autarquias, associacoes sectoriais, empresarios de toda a cadeia de valor ou instituicoes de ensino, entre outros contributos. Foi no 'ambito desta aus cultacao, na qual reconheceram melhorias e criticaram politicas e iniciativas sobre mercados emissores e produtos turisticos, evolucao da oferta, acessibilidades, organizacao e competencias das entidades regionais de turismo, qualifi cacao das empresas e recursos humanos, politica de eventos ou promocao turistica de Portugal e dos seus destinos, que o Turismo de Portugal, I.P., elaborou a revisao do PENT para 2015. Em anteprojeto foram ouvidos as Entidades Regio nais de Turismo e a Confederacao do Turismo Portuguas. 0 processo de analise e reflexdo global encontra-se disponivel para consulta no portal do Turismo de Portugal (www.turismodeportugal.pt ). CAPiTULO I 0 impacto das alteracoes de contexto no turismo em Portugal I. Alteracoes economicas A instabilidade economica e financeira da Europa — que gem mais de 85% das dormidas internacionais em Portu 2172 Dicirio da Reptiblica, I. seri e - N.° 74-16 de abril de 2013 gal - e a evolucao do PIB, emprego e rendimento disponivel, aconselha major prudencia na projecao dos fluxos turisticos. No curto prazo destacam-se: a) Na Europa, maiores niveis de crescimento dos paises escandinavos, como a Noruega e a Suecia, e dos paises do leste, corn destaque para a Russia, Polonia, Hungria e RepUbl ica Checa; b) No continente americano, maiores niveis de cresci mento para o Brasil, EUA e Canada; e c) Na Asia, manutencao da China corn elevado cres cimento. 2. Perfil do consumidor/turista 2.1 Decorrente das alteracoes estruturais da procura, mas tambem infl uenciada pela conjuntura recente, verifica-se uma alteracao do perftl do consumidor corn as seguintes caracteristicas: a) Prioridade para o consumo no perimetro casa, familia, estabilidade e ambiente; b) Racionalizacao do consumo, contendo os <<excessos> dos ultimos anos, e pressao dos precos pela procura sobre a oferta, mais diversificada e em maior quantidade; c) Major escrutinio e prudencia no moment() da compra ao nivel da relacao qualidade/preco percebida; d) Aumento da preferencia por marcas brancas e maior dificuldade de fidelizacao; e) Resistencia de paises, empresas e, principal mente, particulares, ao endividamento. 2.20 PENT pressupoe e incentiva as empresas do setor a: a) Aprofundar o conhecimento do consumidor e da concorrencia; b) Acelerar o processo de inovacao e diferenciacao de produtos e servicos, incluindo a certificacao dos mes mos; c) Repensar o modelo de negocio, antecipando as com petencias necessarias e libertando recursos para comu nicar corn o consumidor no momento e local de decisao de compra e simplificar processos e apostar em ativos estrategicos. A evolucao dos consumidores, das suas preferencias e padroes de consumo, sAo determinantes na orientacao do desenvolvimento turistico do territorio. A presente revisao considera tambem a crescente segmentac.Ao da procura, destacando-se a geracao milenio - dependente de tecno logias de informacao e que influencia outras geracoes - e o crescente mercado senior, que procura tranquil idade, conforto e estabilidade, nao obstante a disponibilidade para testar novas experiencias. 3. Modelos de negocio e tecnologias de informacao A revolucao das tecnologias de informacao e comuni cacao, onde se destacam fenomenos como as redes sociais ou a proliferacao de aplicacoes moveis, esti a transformar a atividade turistica ao nivel do relacionamento entre os atores do negocio: produtores de servicos, distribuicao e clientes. A capacidade de escrutinio e o poder negocial do turista obrigam ao dominio das tecnologias de informacao no sentido do seu conhecimento, sob risco da perda de visibilidade e relacionamento corn o mercado. E assim nuclear - esforco acrescido para as empresas e sobretudo para as PME - dispor das ferramentas e de conhecimento que permitam atuar neste novo context°, desenvolvendo estrategias de comunicacao e de distribui cab que respondam aos desafios. Um dos fatores decisivos passa pela capacidade de diferenciacao da oferta, evitando a dependencia de urn mlmero reduzido de canais de distribuicao, centrados em estrategias de preco e que, por vezes, contribuem para uma forte erosao da margem das empresas. E assim fundamen tal trabalhar em cooperacao, a escala do destino, obtendo massa critica e sinergias que concretizem a proposta de valor e capitalizem a marca oDestino Portugal». Em suma, a concorrencia entre destinos e empresas cres ceu a medida das oportunidades de visibilidade e alcance das suas ofertas nas redes digitais e da sua capacidade para apli cacao de tecnologia de informacao aos processos de negocio. 4. Concorrencia: destinos tradicionais e emergentes A emergencia, proliferacao e consolidacao de novos concorrentes, paralelamente a agressividade promocional e comercial de alguns dos tradicionais, é urn facto que importa ter subjacente a estrategia de desenvolvimento de Portugal. A este nivel, importa destacar que: a) As motivacOes lazer - onde se destaca o sol e mar predominam para os turistas que procuram o Mediterraneo, e perdem estruturalmente quota de mercado ao nivel global, observando-se forte dependencia do mercado britanico e germani co; e b)No periodo 2006-2011, a Turquia, seguida de Marro cos e Croacia, obtiveram o melhor desempenho ao nivel de entradas de turistas na bacia do Mediterraneo, situacao que penal iza a competitividade e sustentabilidade das empresas em destinos tradicionais como Portugal, Espanha ou Franca. Evolucao da entrada de turistas estrangeiros nos principals destinos concorrentes de Portugal 2006-2011 pm: GAGER] DF.STINOS :007 2'.'‘; 2009 2' , I , 2011 CAGR NO6-11 Espanha 58.004 57.666 57 192 52.178 52.677 56.694 0,5% Turquia 19.820 23.341 26.337 27.077 28.632 31.456 9,7% Grecia 16.039 16.154 15.047 14.051 15.007 16.427 0,5% Croacia 7.988 8.559 8.665 8.694 9.111 9.927 4,4% Egito 9.083 11.091 12.835 12.536 14.731 9.845 1,6% Marrocos 6.558 7.408 7.879 8.341 9.288 9.342 7,3% Bulgaria 7.499 7.726 8.533 7.873 8.374 8.713 3,0% Tunisia 6.550 6.762 7.050 6.901 6.903 4.784 -6,1% Fontes: IET-Instituto de EstudiosTuristieos, Turkey Statistical Institute, Hellenic Statistical Authority, Central Agency for Public Mobilization and Statistics Arab, Croation Bureau of Statistics, Observatoire du Tourisme-Statistiquessur le Tourisme au Maroc, Institute National de la Statistique, National Statistical Institute Republic of Bulgaria Diario da Repziblica, 1.° serie — N.° 74— 16 de abril de 2013 2173 A outro nivel, a competitividade do preco de destinos de longa di stancia (ex. Caraibas), o posicionamento «ino v,ador» e suportaklo por fortes investimentos (ex. Emirados Arabes Unidos), ou a capacidade de,criar oferta corn custos de producao mais reduzidos (ex. Asia), contribuem para a urgencia de acelerar o processo de reengenharia de pro duto dos destinos tradicionais, no sentido da inovacao e qualidade de servico e oferta de experiencias singulares, dando resposta a uma concorrencia que é hoje, efetiva mente, global. CAPITULO «Destino Portugal» - visAo e proposta de valor 1. Visa() do «Destino Portugal»: a) Portugal deve ser urn dos destinos na Europa corn crescimento mais alinhado corn os principios do desenvol vimento sustentavel, alavancado numa proposta de valor su portada em caracteristicas distintivas e inovadoras do pals; b)0 turismo deve desenvolver-se corn base na qualidade do servico e cornpetitividade da oferta, tendo como motor a criacao de conteados autenticos e experienciasgenuinas, na excelencia ambiental e urbanistica, na fonnacao dos recursos humanos e na dinamica e modernizacao empre sarial e das entidades pablicas; c)A importancia do turismo naeconomiadeveser crescente, con stituindo-se como urn dos motores do desenvolvimento social, economic° e ambiental a nivel regional e nacional. 2. «Destino Portugal» - proposta de valor, valores essenciais e ativacAo da marca Portugal deve ser apresentado na sua multiplicidade, sendo que a proposta a apresentar aos turistas a partir dos valores essenciais do «Destino Portugal» assenta nos seguintes elementos: a) Clima eluz; b) Histeria, cultura, tradicao e mar; c) Hospitalidade; d) Diversidade concentrada; e) Seguranca; j) Paisagem e patrimonio natural. Os agentes ativos da transmissao desses valores sac) os agentes do setor e os portugueses em geral. CAPiTULO 111 Objetivos estrategicos ate 2015 1. Metas quantitativas para 2013-2015 Os novos objetivos decorrem do cenario macroecono mic°, tendo sido definidas novas metas para 2013-2015, de acordo corn duas hip6teses: a)Aprime ira (atendencia)decorre excl us ivamentedo com portamento das variaveis macroeconomicas dos mercados emissores, tido introduzindo fatores de mudanca proativos; b) Na segunda (melhoria do desempenho) os objetivos aliam a situacao economica de cada mercado corn o obje tivo de, em 2015, melhorar o desempenho e a ocupacao dos empreendimentos, traduzido pelo aumento do flamer° de dorm idas, e reforcar a entrada de receitas turisticas no pats. Ao nivel das dorm idas, o objetivo d crescer a uma media anual de 3,1% no periodo 2011-2015, inferior ao aumento medio registado nos dois altimos anos, mas superior ao crescimento perspetivado pela tendencia (1,3%), sendo a procura externa o principal motor do crescimento (3,7% no periodo 2011-2015), prosseguindo a divers i ficacao da procura. Em relacao as receitas, base da rentabilidade e sustentabilidade das empresas, e num ceriario de financia mento limitado, o objetivo d crescer 6,3% ao ano no mesmo period°. Ou seja, aumentar o consumo medio do turista em Portugal, s6 possivel corn a qualificacao e inovacao da oferta das experiencias vividas. 0 saldo da balanca turistica, em linha corn a aposta macroeconomica de aumento das «exportacOes» e se tores corn elevado nivel de incorporacao nacional, evo luira a uma taxa de crescimento medio anual de 9,5% ate 2015. IDDICADORES CAGR 11-16[%] *Abode de Tendencia ; Domidas , B a1anca ithistic a Estrangelr08 TOTAL Recedes Despeses Sado 2,54% 1,27% 5,28% 1,14% 8,50% 1 3,73% 3,08% 6,26% 0, 22% 9,51% Fontes: [NE e Banco de Portugal - analise Turismo de Portugal Projetaram-se, nesta base, a evolucao das dormidas globais e de estrangeiros por regiao: Timdarieia Objetivo NUTS II CAGR 11-15 (%1 CAGR 11-15 MI Dorm itlas globais Norte 2.0% 375% Centro 1.3% 2,9% Lisboa . . . . . ......... . . 1 ,9% 3.2% Alentejo O. I% 2,4% Algarve . . . . ...... ... . . 1.5% 2,9% Acores . . .. . ...... ... . . 0,6% 3,4% Madeira -0,7% 1,0% Dorm idas de estrangeiros Norte 4,9% 6,1% Centro 4,9% 6,1% Lisboa 2,8% - 3,9% Alentejo 6,8% 8;1% Algarve 2,4% 3,6% Acores 4,8% 6,0% Madeira -0,1% 1,1% Fonte: 1NE - anidise Turismo de Portugal 2. Trinomio produto, mercados emissores e destinos Todos os produtos definidos no PENT continuam vá lidos, reforcando a importancia da estabilidade da oferta na percecao externa do destino. a) Introduziu-se major segmentacao no turismo de natu reza, nautico e de saade, assim como nos circuitos turisticos religiosos e culturais onde o Turismo Religioso assume urn papel estrategico. No quadro do produto conjuntos turisticos (resorts) integrados assume-se como prioritario o escoamento das unidades existentes no dominio do tu rismo residencial; e Valorizaram-se os recursos naturais, paisagisticos e culturais, no sentido do enriquecimento do produto e da promo* das respetivas atividades. 2174 Diário da Reptiblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 2.1 Destacarn-se as apostas nos seguintes 10 produtos: a) Valorizar o sol e mar, melhorando as condicOes dos recursos, equipamentos, servicos e envolvente paisagistica dos principals clusters, e assegurar a integracao corn outras ofertas complementares que en riquecam a proposta de valor. Esta subjacente a resistencia do produto A situacao eco nom ica, prevendo-se a manutencao do seu crescimento nos proximos anos. E o produto de major volume na Europa, tendo a Alemanha e o Reino Unido como principais em is sores, sendo um forte indutor da sazonalidade de alguns destinos, pois concentra 85% da procura na epoca alta. Os principais mercados emissores de sol e mar a nivel eu ropeu sao a Alemanha, Reino Unido, Escandinavia, Rtissia, Franca, Ho landa, Itáliae Austria (75% do mercado europeu). Sendo Espanha o principal destino concorrente de Por tugal, foram identificados os seguintes fatores de compe titividade de Portugal para este produto: i) Elevado rthmero de praias de qualidade, galardoadas com Bandeira Azul; it) Beleza das praias, de areia branca; iii) Miner° de horas de sol durante todo o ano: iv) Reconhecimento do Algarve corno destmo de sol e mar; v) Hospitalidade e seguranca. b) Reforcar os circuitos turisticos religiosos e culturais, segmentando-os para as vertentes general ista e tematica, as sim como individual izar os prime iros (Turismo Religioso). Ao individualizar o Turismo Religioso, conferindo-lhe um papel estrategico, estamos simultaneamente a valor izar a visita a edificios e/ou locals religiosos motivada pela vontade de descoberta destes espacos numa perspetiva cultural e, sobretudo, as peregrinacees de culto mariano (corn destaque para Fatima), o Cam inho Portugues Central de Santiago e ainda as judiarias. Nas outras tematicas incluem-se os diversos nichos de mercado que se individual izam e que estao fortemente rela cionados corn o territerio regional, pennitindo colocar em valor o relevante espolio existente ao nivel do patrimonio classificado pela UNESCO, patrimonio artistico, m ilitar, cientifico, industrial, etc.. Importa, igualmente, formatar itinerarios que valorizern e integrem este patrimonioe incenti vara criacao de experi encias de turismo rural que qualifiquem e diversifiquem as ofertas. Os circuitos turisticos religiosos e culturais tern sido afe tados pela crise internacional, existindo contudo indicios de retoma. E um produto resistente, perspetivando-se urn crescimento medio anual de 4% nos proximos anos. Os principais mercados emissores de circuitos turisticos religiosos e culturais a nivel europeu sao a Franca, Italia, Escandinavia,Alemanha, Rassia, Reino Unido e Espanha (62% do mercado europeu), mercados de relevancia estrate gica no desenvolvimento do produto em Portugal, a par de outros paises fora do continente europeu corn destaque para o Brasil e os EUA, a que se juntam os pa ises do leste europeu. Sendo Espanha, Franca e Itália os principais destinos concorrentes de Portugal, foram identificados os seguintes fatores de competitividade de Portugal para este produto: i) Patrimonio e rotas rel igiosas como Braga (Born Jesus de Braga, Sameiro, Sao Bento daPortaAberta), Guimaraes (San tuario deNo ssaSenh ora da Penha), Porto, L isboa, as judiarias; it) Fatima, local de peregrinacao do culto mariano; iii) Vasto e diverso patrimonio historic° e cultural; iv)Cultura popular e tradicedas genuinas; v) Diversidade cultural e paisagistica a curta distancia; vi) Alojamento em meio rural de qualidade e variado; vii) Hospital idade. c) Dinamizar as estadias de curta duracao em cidade, integrando recursos culturais, propostas de itinerarios e oferta de experiencias, incluindo eventos, que promovam a atratividade das cidades e zonas envolventes. As estadias de curtaduracao em cidade sao importantes im pulsionadores de viagens na Europa, resultado da preferencia por viagens curtas e frequentes, assim como da proliferacao de rotas de baixo custo. 0 crescimento anual de 2% a 3% da 61timaclecada devera reforcar-se para 5% a 6% nos prOximos anos. E urn produto que pode contribuir para alargar a pro cura turistica para fora do perimetro estrito da cidade, poten eland° atracees turisticas e empresas de zonas envolventes. Os principais mercados emissores de estadias de curta duracao a nivel europeu sao a Alemanha, Reino Unido, Escandinavia, Espanha, Holanda, Russia, Italia e Franca (71% do mercado europeu). Foram identificados os seguintes fatores de competiti vidade de Portugal (Lisboa e Porto) para este produto: 1) Boas acessibilidales e seguranca; ii) Acervo patrimonial universal traduzido no dese nho dos bairros hist6ricos, nos elementos decorativos dos monumentos, nas colecOes dos museus, nos ingredientes da gastronomia, na mirsica, na vanguarda de tendencias contemporaneas; iii)Diversidade e variedade de °Noes de visitacao a curta distancia que incluem a experi'encia em areas protegidas; iv) Hospitalidade e tolerancia; v) Luminosidade (Lisboa) e clima ameno; vi) Reconhecimento e projecao internacional de Lisboa como destino para estadias de curta duracao. d) Desenvolver o turismo de negocios qualificando infraestruturas e estruturas de suporte, no reforco da cap tacao proativa de eventos e no desenvolvimento criativo de ofertas que contribuam para proporcionar experiencias memoraveis aos participantes. Subjacente a estrategia esta a segmentacao por tipologia de reuniao, niffnero de participantes, objetivo ou promotor. Verifica-se urn ailment° do numero total de participantes nas reunides associativas por via do aumento do namero de reuniOes e nao da sua climensao media. E—REUSIOES INTERNACIONAAr REUNIDES COFtPORATIVAS REUNIOES ASSOCIATIVAS Reunlaes Congnassos a convencaes Vinci% do in centi yo Foiras co corposicbos Departamento da propria amp mat !wetly° Associacao/ organism° governmental ou nao Entre 20e SO pediSiPsotes Tem lugor om hotels o Gen hos de congrestos Proceasodeoeciaorokdivomento alado 0 d ratio° pock sor repolido • Hatklualmente rdlo ullrepatoarnos SOS palcipentes mos For vozoordogan 2.000 o 3.020 au mei s • Tom lug *rem °onto s do consromoo • 0 pro...a° d 0 dmisoo d Ions° o oo nide. • 0 p rocooso do proparacdo o prolonged° • R8904846 corn intervaterog dor. moo d alarm vai so akonando Portugal, em particular Lisboa, mantern uma posicao de destaque nas reunibes internacionais de carater associativo (Portugal é 10. 0 destino mundial e Lisboa a 10.' cidade da Europa). Os principais mercados emissores de turismo de nego cios a nivel europeu sao, no mercado corporativo, o Reino Diana da Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2175 Unido, Alemanha, Franca, Italia, Benelux e Escandinavia, igualmente importantes par o desenvolvimento do pro duto em Portugal. Fora da Europa, o mercado dos EUA assume importancia estrategica para o desenvolvimento do produto, a par do Brasil. Sendo Barcelona, Madrid e Istambul al gumas das cidades concorrentes de Lisboa, foram identificados os seguintes fatores de competitividade de Portugal para este produto: i) Clima ameno e hospitalidade; ii) Seguranca; in) Infraestruturas modemas e servicos de qualidade; iv)Flexibilidade dos profissionais; v)Capacidade de organ izacao de grandes eventos com reconhecimento muito favoravel junto dos participantes e dos media intemacionais; vi)Boa relacao qualidade/preco; vii)Boa localizacao do aeroporto na cidade; viii) Diversidade e variedade de °Noes de visitacao a curta distancia; ix)Reconhecimento e projecao internacional de Lisboa como destino de turismo de neg6cios. e) Incentivar a promocao do Algarve como destino de golfe de classe mundial e dar major visibilidade a area de influencia de Lisboa. Em bora assum indo a dim ensao relativa do mercado, importa destacar o gasto medio do turista, a contribuicao para atenuar a sazonafidade dominante e a capacidade para valorizar a imagem global do destino. Regista-se urn crescimento anual de 12% a 15% na Ultima decada, valor que se podera situar nos 10% no futuro pr6ximo. Os principais mercados emissores de golfe a nivel eu ropeu sao o Reino Unido, Alemanha, Suecia, Franca, Ho 'arida e Espanha (85% do mercado europeu). Sendo Espanha, I rlanda, Franca e Turquia os principais destinos concorrentes, foram identificados os seguintes fatores de competitividade de Portugal para este produto: i) Modalidade desportiva que se pode jogar todo o ano; ii) Campos de golfe com diferentes tracados e niveis de dificuldade; iii)Campos de golfe de assinatura (Robert Trent Jones Jr., Arnold Palmer, Jack Nicklaus, Arthur Hills, Nick Faldo e S. Ballesteros) e de elevada qual idade; iv) Zonas de concentracao de campos de golfe de ele vada qual idade; v)Campos de golfe de competicao, corn provas do cir cuito PGA; vi)Algarve e Lisboa eleitos pela IAGTO Golf Destination of the Year e Golf Resort of the Year (2006, 2007 e 2009). .1) Estruturar a oferta de turismo de natureza, nomea damente atraves da contemplacao e fruicao do meio rural (turismo rural) e tam bem de segmentos mais ativos, como passeios (a pe, de bicicl eta ou a cavalo), de observacao de ayes ou do turismo equestre, melhorando as condicoes de visitacao e a formacao dos recursos h urnanos. Subjacente a estratdgia esta a constatacao de que urn turista de natureza procura a tranquilidade, o repouso e a autenti cidade proporcionada pelo turismo rural e realiza miltiplas atividades no destino, tais como eco resorts, agroturismo e outras atividades de carater cultural e/ou desportivo. Como ni chos de mercado destacam-se os passeios a pd, de bicicleta ou a cavalo, assim como a observacao de ayes. Antecipa-se para este produto urn crescimento anual de 5% nos proximos anos. Os principais mercados emissores de turisrno de natu reza a nivel europeu sao a Alemanha, Reino Unido, Ho landa, Escandinavia, Franca e Italia (91% do mercado europeu). Foram identificados os seguintes fatores de competiti vidade de Portugal para este produto: i) 90% do territ6rio é considerado zona rural e 23% do territerio portugues é formado por Areas Protegidas e Rede Natura 2000, revelador de fortes valores naturais e de biodiversidade ao nivel da fauna, flora e da qualidade paisagistica e am biental; ii) Variedade e qualidade de paisagens e elevada diver sidade de habitats naturais a curta distancia e que se situam para alem das zonas dassificadas - habitats de montanha e floresta, rios e estuarios, sapais, escarpas, montados de sobro, planicies cerealiferas, lagoas e arribas costeiras, pauis, ilhas e ilhas barreira, etc.; iii) EIementos qualificadores do destino — arquipelago dos Acores praticamente inexplorado, raca de cavalos lu sitanos e de garranos no Geres, coudelaria de Alter, ob servacao de mamiferos marinhos, diversidade de ayes, algumas de visualizacao quase exclusiva, levadas e floresta laurissilva da Madeira e paisagens da serra de Sintra e Douro, classificadas como patrimenio mundial natural UNESCO, Reservas da Biosfera dos Acores e Madeira e zonas de elevado valor natural; iv) Riquez.a e diversidade de produtos e oportunidades de lazer, relacionados corn valores enologicos, gastronomicos, historicos e patrimoniais, atividade de lazer incluindo a eine gdtica, diversificados de alta qualidade e a curtas distancias. g) Desenvolver o turismo nautico nos segmentos da nau tica de recreio e do surfing qualificando as infraestruturas para responder a uma procura crescente e dinamizando as atividades conexas. O turismo nautico, muito suscetivel as oscilacOes econo micas, estagnou, sobretudo ao nivel da nautica de recreio. Registou urn crescimento anual de 0,5% nos Ultimos 5 anos, valor inferior aos 9% verificados entre 2000 e 2005, estimando-se urn crescimento futuro de 3% a 4% ao ano. Os pri nci pais mercadosemissores deturismonauti co a n ivel europe usao aAlemanha,Escandi nav ia, Reino Unido, Ho Ian da, Franca, Russia, Italia e Austria (84% do mercado europeu). Sendo Espanha, Franca, Reino Unido e Wanda os principals destinos concorrentes de Portugal foram identificados os se guintes fato res de competiti vi dadedePortugal paraesteproduto: i) Linha de costa corn especial interesse, em funcao da diversidade e valor natural, paisagistico e cultural; ii) Marinas e portos de recreio de qualidasle, em parti cular no Algarve; iii) 800 Km de costa no continente e diversas ilhas capazes de garantir condicoes de szof 365 dias; iv) Ericeira, enquarito 2a reserva mundial de slid; v) Peniche, palco de urn dos mais importantes eventos de surfdo mundo; v) Nazard, corn record mundial de ondas grandes ( tow-in); vi) Figueira da Foz corn a onda (direita) mais comprida do continente europeu; viz) 0 Guincho, corn excelente conjunto de vento e ondas para a pratica do kitesuzf: yin) A baia de Cascais e a de Lagos, corn uns dos me lhores campos de regata do mundo; ix) Condicoes naturais para a pratica de mergulho nos Acores. 2176 Didrio da Reptiblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 h) Consolidar os investimentos e garantir elevados pa drOes de qualidade em novos projetos de turismo residen cial, produto de relevancia estrategica acrescida, clarifi cando incentivos e procedimentos para a instalacao em Portugal de individuos de nacionalidade estrangeira. 0 turismo residencial, seriamente afetado pela situa cao economica atual mantem, no entanto, o interesse pot parte dos europeus para compra de casa ou para desfrutar a reforma no estrangeiro. Estima-se a comercializacao de 100.000 unidades/ano no Sul da Europa. 0 produto é valorizado pela oferta de atividades complementares tais como golfe, prara e restauracao. 0 Reino Unido e a Alemanhasao os principa is mercados da Europa, distinguindo-se dois segmentos: o (1) turis ta-residente, proprietario que utiliza a casa em ferias, fins de semana ou periodos de longa duracao, principalmente no fim da vida ativa; e o (2) investidor, motivado pela valorizacao do investimento ou pelo rendimento associado ao seu arrendamento. Os mercados emissores prioritarios para Portugal sao o Reino Unido, Alemanha, Franca, Holanda, Suecia, Rassia, assim como novos mercados (China, Brasil e Emirados Arabes Unidos). Sendo Espanha o principal destino concorrente de Por tugal, foram identificados os seguintes fatores de compe titi vidade de Portugal para este produto: Vasta oferta de qualidade e divers idade de equipamen tos e servicos complementares, sobretudo no Algarve; it) Alguma oferta de elevada qualidade na area de in fluencia de Lisboa; iii)Destino corn born clima todo o ano e de facil acesso; iv) Portugal integra a lista dos 10 destinos mundiais ma is procurados para compra de casa no estrangeiro (Prime Location, outubro 2011); vi) Regime especial de autorizacao de residencia para atividade de investimento em territerio nacional: vii) Seguranca. Qualificar e classificar a oferta de turismo de satide, corn vista ao desenvolvimento e crescimento deste produto de relevancia estrategica para Portugal, nas componentes medica, termalismo, spa e talassoterapia, estimulando a estruturacao e a promocao conjunta das valencias medica e turistica. 0 objetivo é vocacionar a oferta do produto para os turistas cuja motivacao primaria é a obtencao de benefi cios relacionados corn os cuidados de saade, articulando a valencia medica corn as valencias turisticas que lhe estao direta e indiretamente associadas, desde o termalismo ao lazer e passando pelo bem-estar. Este produto, em termos integrados, tern registado urn crescimento anual signi fi cativo na Europa, entre os 7% a 8% desde 2000, valores que se perspetivam similares ate 2015. Os principals mercados emissores de turismo de saade a nivel europeu sao a Alemanha, Belgica, Italia, Austria, Suica, Reino Unido, Escandinavia e Espanha (81% do mercado europeu), mercados de relevancia estrategica no desenvolvimento do produto em Portugal, a par da Holanda, Franca e EUA, assim como da diaspora e dos paises de lingua portuguesa. Tendo presente as principais caracteristicas da oferta e procura mundial, sobretudo no espaco europeu, foram identificados os seguintes fatores de competitividade de Portugal para este produto: i) Sistema nacional de sairde de qualidade reconhecido internacionalmente, estando Portugal na 12 2 posicao no indice dos sistemas mundiais de saade elaborado pela Organizacao Mundial de Saude; ii) Profissionais corn experiencia internacional e corn diminutas barreiras de comunicacao nos idiomas dos po tenciais mercados emissores para Portugal; iii) Existencia de unidades hospitalares acreditadas por sistemas intemacionais, designadamente pela Joint Com mission International; iv) Abundantes recursos termais e de grande riqueza hidrogeologica, sobretudo no Norte e Centro; v) Marcas de spas (ex. Angsana Spa, BanyanTree, ESPA Spa, la prairie Spa e SixSenses Spa) internacionalmente reconhecidas em unidades hoteleiras de referencia no pals; vi) Extensa linha de costa corn Aguas do oceano atlantic° que sao das mais ricas para a pratica de talassoterapia; vii)Amenas condicees climaticas aolongo do ano, que favorecem a convalescenca e que per si tern efeito tera peutico nalgumas patologias. j) Promover a riqueza e qualidade da gastronomia e vinhos como complemento da experiencia turistica, esti mulando a aplicacao da marca/conceito «Prove Portugal» em produtos, equipamentos e servicos. Subjacente esta a conviccao de que este e urn produto turistico de nicho quando avaliado como motivacao pri maria. Contudo, a major parte dos turistas considera a gastronomia aquando do planeamento e organizacao da viagem, assumindo-se como importante fator de avaliacao. Este prod uto tern registado urn crescimento anual de 5% a 8% desde 2000, valores que se perspetivam poder situar-se nos 8% a 10% nos proximos anos. Os principals mercados emissores de gastronomia e vinhos AO a Espanha, Reino Unido e Franca, embora se trate fundamentalmente de urn produto complementar a outros produtos de procura primaria. Sendo Espanha, Franca e ltália os principals destinos concorrentes de Portugal, foram identificados os seguin tes fatores de competitividade de Portugal para este pro duto: i) Variedade e riqueza da gastronomia nacional, clas sificada como bem imaterial do patrimenio cultural por tugues; ii) Qualidade e diversidade dos vinhos, alguns exclusi vos de Portugal (Porto e Madeira); iii) Docaria tradicional e conventual muito apreciada; iv) Qualidade do peixe e do marisco; v) Crescente qualificacao dos chefes nacionais; vi) Existencia de marcas relevantes (cataplana, pastel de nata, «o melhor peixe do mundo», vinhos do Porto e da Madeira, chefes portugueses). 2.2 Estrategia de desenvolvimento de prod uto e mer cado A estrategia de desenvolvimento de produto tern pot objeto os mercados extemos, situacao que beneficia igual mente o mercado intemo, tend° como premissa a neces sidade de concentracao de esforcos, evitando a dispersao em acOes de reduzido impacto. Assim, a classificacao proposta deterrnina como: [11 Produto consolidado: oferta organizada, procura primaria e objeto de promocao externa; c c spaStalasa DL medico P 0 neuttcs de morel° D surfing D obs. awes W Al C C C spa/Wiese EL medico D 0 nautica de recreio 0 surfing C passelos Di. equestre Debt, ayes Lisboi Li sbo: Me C C spa/Wass. E D name do recrelo E wiring P caseates Gasses. evIshos Tudsmo sande Torismo residendal Turlsme nautice Turismo natureza C C P termas W C spa/ass Etmedico E °auks de recrelo E autfing Opasselos DI equevl, Norte Porto C1 Alt [ A r C Ptermes Et. medico C scaleless E au/fins ()caseates C E D "414 Dt egotist/a Dobs aves C 0 name de recrelo E surfing Ppassetes Dons.aves P D c P 0 P P P finial Touring reliploso P peregrine. cdes Shon breaks C C P D Golfo T Estadlas de Tudsmo cone nesocies duracao em cidade Circuit*, turisticos reagleses a cultural. Sot o mar C D D P inclul Towing religiose Montreal* P C P C D garve (regiao) I (cidade/ ideira (regiao) (cldade) nt ro nt e) o ores Diario da Republica, 1.° serie -N.° 74- 16 de abril de 2013 2177 [D] Produto em desenvolvimento: oferta em estru turacao, procura primaria e objeto de promocao ex terna; [C] Produto complementar: valoriza e enriquece a oferta e corresponde a satisfacao de uma motivacao secundaria de viagem; [E] Produto emergente: requer estruturacao para atuacao no medio prazo. Com base nos conceitos anteriores, foi desenvolvida uma matriz de produtos vs. destinos, que preside a revisao do PENT para 2015. Fonte: Analiso Turismo do Portugal Os mercados emissores prioritarios tern como uma das suas referencias o seu comportamento ao nivel da dimensao, da quota de mercado em Portugal e da taxa de crescimento verificada. Mercados emissores (dormidas*) 2011 (-) [#m. Quota; CAGR] MERCADOSEMISSORES Dumudas Quota CAGR 2006-11 Espanha 3.470 8;8% - 1,7% Reino Unido 6.268 15,8% -2,9% Alernanha 3.388 8,6% -2,6% Franca 1.929 4,9% 9,2% Brasil 1.023 2,6% 17,2% Paises 13aixos 2.003 5,1% 2,2% Italia. 922 2,3% -0,7% Suecia 412 1,0% -5,7% Dinamarca 362 0,9% -5,9% Finlandia 382 1,0% 0,6% Noruega 291 0,7% -5,0% BUA 613 1,5% -0,4% Irlanda 865 2 2% -2 2% Penetreclo F' ern ergente !P compierrenter0 P em desenvorvimento P Pconsoiidada MERCADOS EMISSORES Dormidas Quota CAGR 20(6- 11 Belgiea .... . 568 1,4% 0,4% Japao 115 0,3% -4,3% Suica 386 1,0% 3,4% Russia . 397 1,0% 21,2% Polonia 434 1,1% 21,0% Canada .... . ......... . 255 0,6% -2,6% Austria 290 0,7% -2,2% Portugal .... ...... 13.499 34,1% 1,8% (4') India empreendimentos turisiieos. aeni TH/TER, e outros (**) Dados proviserios, disponiveis a data de elaboraoSo da analise (maio-Junho 2012), Fonte: INE Tambem como orientacao devem integrar a carteira de mercados prioritarios os que tern urn major racio receita por turista, os que tern segmentos ainda nao explorados, os que sao representativos em termos de diaspora e outros mercados emergentcs. Assim, é possivel, para a globalidade do Destino Por tugal, posicionar os mercados emissores de acordo corn a sua atual penetracao e crescimento perspetivado. Ate Franca Brasil Boma IS Z3. Polonia Russia Ill Escandinavta Italia o Irlanda EUA 0 utros ■"7) 2 Roves me rcado s V EAU, Asia, America forte e la tine I - Mercados do crescimento - retorco global do quota de mercado II - Mercados de crescimento - reforco do quota de mercado e alargamentof dtversificacao de abordagem a novos segmentos .. Ill - Mercados de diversfficacito - prospectio e aproveitamento pontual de oportunidades em tuncao do Wncamento de novas acessthilidades IV - Mercados de consolidacao - revrtalizacao dos rnercados corn a aposta nos segmentos mats dinamices e em sogmentos pouco explorados 1 V - Mercado, de consolidayao - desenvolvimento dos mercados corn recurso a programas de fidelizacao 0 promogoes especiais IV Remo Unido Alernanha Helen da V Portugal e Espanha Fonte: Anahse Turismo de Portugal 2178 Diario da Reptiblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 A estrategia de abordagem assenta nos seguintes objetivos: DinamizacAo dos mercados de crescimento (alto crescimento) globalmente para os mercados de baixa penetracAo e junto dos segmentos mais dinamicos nos mercados corn elevada penetracAo (Grupos I e II); ii) Revitalizacao dos mercados de consolidacao (alta penetracao e baixo crescimento) no sentido de manter a quota de mercado (Grupos IV e V); e Desenvolvimento de abordagens seletivas nos mercados de diversificacAo (baixa penetracAo), em funcao das oportunidades, nomeadamente ao nivel do lancamento de novas acessibilidades (Grupos III). Portugal e Espanha devem ser alvo de uma abordagem particular: por um lado, o mercado interno importante para uma base estavel de ocupacao, incluindo em termos sazonais, e geracao de receitas; e, por outro lado, Espanha face A proximidade e elasticidade de resposta. Desenvolver o mercado !Memo: Desenvolver as realtdades do mercado espanhol: • Promover a variedade de opooes e pontos de interesse a visitor em lode o pais • Elaborar e disponibilizar programas de ferias de duracdes vanadas a direccionad as a drferentes seg mentos de mercado • Polenciar a mensegern de Portugal enquanto pale ainda corn vast° a interessante patrimenio natural. hisiorico a aquitetonico par descobrir peters maid entes • Potenciar a genuoidade. autenticidade e variedade regional dos habeas. gastronomia e outras manufestac6es cukurais pare enriquecer a proposta devalor dos ferias • Desenv olver propostas especkicas disecronadasd caplach de turistas no epoca baixa • Desenv elver programas de ev onion regionals ao to ngo da made r parte do ono. de made a estimular a visits dos diverges regiaes ern epees b °iv° • Desenv Over sistemas de CRAA quo assegurem a contato permanents com o mercado irtemo • Desenv otter programas de fidelizacao e promoct es especiais qua cadvem a permanents Meng& do mereado interne) Fonte: Analise Turismo de Portugal • Aprof under o conhecimento do mercado espanhol, segmentando.o a entendendo as pref ergricias d e cads segment° • D esenvo her programas de ferias d ireccioned os aced. segment° • Fomenter a adagio de prop° sten esp ecificas pare on feriad o e "pontes" espanho is e p turnover-tan • Explorer as lig noes histono.cutturais dos doispaises pare ennquecer a experdincia da visite • Di/alga:a calenderio de eventos (culturais, gastronernicos,...) em Espanha, em particular no Space haixa, pare atenuar a sazonalidade • Irdensificar as noes de promogAo direta junto de entudades ligadas a pro dotes especfficos — clubes de enOlo g o s,. p romoto re s de ev onto s pare em pre s as • Ref orgar a comunicag5o em lingua castelhana 0 segmento das Comunidades Portuguesas merece uma referenda particular. Estima-se que a populacAo total de portugueses e lusodescendentes residentes no estrangeiro ultrapasse largamente 5 milhees de pessoas, sendo razoavel esti mar que anualmente sejam realizadas cerca de 1 milhAo de viagens de portugueses e lusodescendentes residentes no estrangeiro para Portugal, destacando-se a Franca, Suica, EUA, Brasil e Canada como os princi pais mercados emissores. Pode ilustrar-se. em sintesc. a relacao de Portugal corn os mercados emissores de acordo corn o seguinte racional . POR RE I E SP ALE HOL FRA BRA POI RIJS ESC ITA IRI. EUA BEL SLII AUS CAN ... OUT PORTUGAL • • . . . . . . . ' 0 HO * 41111 1 • I 0 I • I • • H H • H HP 1 I • Legenda: do maior steel de esforco • • • pare o manor steel de esforgo • (tedium em linha) Bola escura — mar. co nsolid ado s: Bola clara — mar. desenvolvimento Fonte: Analise Turismo de Portugal Como visao de conjunto anterior A analise por regi5o, importa destacar os seguintes seis conjuntos de indicadores para o Destino Portugal: 0 As receitas turisticas e os proveitos dos empreendimentos. Se entre 2006 e 2011,0 crescimento medio anual das receitas turisticas foi de 4,1%, os proveitos dos empreendimentos apenas aumentaram a um ritmo anual de 1,9%, decorrente da pressAo do turista sobre uma oferta crescente; Receitas turIsticas e Proveitos globais (*) 2006-2011 [ME; CAGR] Anos C 1ndicadomx AGR 2006-11 2006 I "Rio ; I 2008 I 2009 I 2010 I 2011 (") Receitas turisticas I 6.672 7.393 I 7.440 I 6.908 I 7.611 I 8.146 I 4,1% Proveitos globais 1.741 I 1.944 1.965 1.764 1.808 1.910 1,9% (*)Inclui empreendimentos turistieos, sem TIVTER, c outros. (**) Dados proviserios. disponiveis a data de elaboracko do analese (maiolunho 2012) Fontes: BdP e INE Diario da Repziblica, 1.° serie -N.° 74- 16 de abril de 2013 2179 ii) 0 rultnero de hospedes e dormidas autnentou a utna taxa anual de 2,6% e 1%, respetivamente, tendo diminu ido por essa via a estada media, tendencia que importa inverter. De realcar o crescimento an ual de 1,8% das dormidas de nacionais (quota de mercado de 34%) e de 0,7% das dorm idas de estrangeiros (quota de mercado de 66%); Hospedes (*) e Dormidas (*) 2006-2011 [#M; CAGRI Anos Indicadores CARO 00 2007 I 2008 2u09 2010 I 2011 2006-11 (**) H6spedes ..... . 12,4 13,4 13,5 12,9 13,5 14,0 2,6% Nacionais 5,9 6,3 6,3 6,4 6,7 6,6 2,4% Estrangeiros .. . . 6,5 7,0 7,1 6,5 6,8 7,4 2,7% Dorrnidas 37,6 39,7 39,2 36.5 37.4 39,6 1,0% Nacionais .... 12,4 13,0 13,0 13,2 13,8 13,5 1,8% Estrangeiros .... . . 25,2 26,8 26,2 23,2 23,6 26,1 0,7% (*) tuhii empremoimatos turisticus, sem TH/TER, c outros. (**) Dados provikrios, disponiveis a data de elaboractio da análiac (maio-junho 2012) Fonte:1NE iii)Em 2011, a nacionalidade das dormidas em empre endimentos turisticos encontrava-se dividida em 34% mer cado nacional, 38% conjunto do Reino Unido, Espanha, Alemanha e Franca, 19% conj unto de Italia, Escandinavia, Holanda, EUA, Brasil, Irlanda, Belgica e Japao e 9% de outros mercados; Dorm idas (*) por grupos de mercados 2006-2011 [ #M, Quota, CAGR] Anos Mercadus CAGR 2006 2007 I 2008 I 20092010 I 2011 2006-11 Total das Dormidas Portugal 10 nivel mercados es trategicos (Reino 37,6 33% 39,7 33% 39,2 33% 36,5 36% 37,4 37% 39,6 34% 1,0% 1,8% Unido, Espa nha, Alemanha e Franca) 41% 41% 40% 38% 37% 38% 0,7% 2° nivel mercados de desenvolviinento (Italia, Escandinii via, Holanda, EUA, Brasil, Irlanda, Bel gica e Japao) 19% 19% 19% 18% 19% 19% 0,7% Anus CAGR Mercados 7011 2006-11 2006 2007 2008 2009 2010 I - (**) 3° nivel mercados de diversificacao (Suica, Canada, Aus tria, Polonia, Russia e outros) 6% 7% 8% 7% 8% 9% 7,8% (0) Inclui emprcendimentos turiktcos, kon T11/TER, e outros. (**) Dados provisorios, disponivcis a data de claboracfio da anatise (maro-junho 2012.) Fonte:INE Dormidas (*) por mercados externos classificados por niveis 2006-2011 [#M] Anna Metcados 2006 1 2011 (44) 10 nivel mercados estrategjcos R. Unido 7,3 6,3 Espanha 3.2 1 3,5 Alemanha 3,9 3,4 Franca 1,2 1,9 20 nivel mercados de desenvolvimento [thirst 1,0 0,9 Escandinfivia 1,8 1,4 Holanda 1,8 2,0 EUA 0,6 0,6 Brasil 0,5 1,0 Irlanda 1,0 0,9 Belgica 0,6 0,6 Japao 0,1 0,1 30 nivel mercados de diver ificacio Suica 0.3 0.4 Canada 0,3 0,3 Austria 0,3 0,3 Polonia 0,2 0,4 Rassia .... . ...... ... ....... .. 0,2 0,4 °taros ..... ...... .... .. ...... 1.1 1,7 (0) Inchn empreendimentos turisticvs, sem TIVIT,R, e outros. (**) Dados provisOrios, dispaniveis a data de claboractto do analise (maio-junho 2012) Fonte:INE iv)A quota de mercado de Portugal a partir dos seus prin cipals mercados emissores apresenta-se relativamente esta vel sendo, em 2011, de 10,1% em Espanha, 2,4% em Franca, 1,9% no Re ino Unido, 1,5% na Ho landa e 1,0% naA !email ha; v)As taxas de ocupacao quarto e o RevPar tern vindo a registar um decrescimo no periodo, estabelecendo-se nos 52% e nos 33E, respetivamente, em 2011; Taxas de ocupacao quarto (*)e RevPar(*) 2006 - 2011 [Tx; €: CAGRJ Indicadorcs Ana( CAM 20064 I CAGR 2008-11 2006 2007 2008 2009 2010 2 I Taxas de ocupacao quarto 57% 59% 57% 52% 510 " 52% -O. I' p p .52 pp RevPar 33€ 37€ 37€ 32€ P E. 3 3 e -3,8% Inetul hohhs, hotdis-apartamento. pousadas e outros. Dados proviktios,divoniveis a data de elaboracao do analise (maiolunho 2012). Fontes: Turisrno de Portugal eINE 2180 Didrio da Reptiblica, I. serie - N.° 74-16 de abril de 2013 vi) 0 nivel de satisfacao corn as ferias em Portugal 6 elevada (8,5 numa escala de 0 a 10) e, para 40% dos turistas inquiridos, as ferias superaram as expectati vas, sendo ele vada a intencgo de voltar a Portugal nos pr6ximos tres anos. 2.3 Estratkgia de desenvolvimento por regiAo Partindo da anal ise global do Destino Portugal en quanto "chapeu" de desenvolvimento, foi definida para cada uma das regiOes, de acordo corn o ponto de partida e envolvente de mercado, a seguinte estrategia de de senvol vimento: NORTE No periodo 2006 a 2011, registou-se urn aumento de 200.000 dormidas nacionais e 500.000 intemacionais (au mento global de dorm idas de 21% e dos prove itos globais dos empreendimentos turisticos de 23%), que compara corn um aumento de 14% (4.900 camas) do lado da oferta. As taxas de ocupacgo quarto situaram-se nos 47%, corn um RevPar de 26E. Dormidas (*), Proveitos globais (*), Taxas de ocupacao quarto (**)e RevPar (**) 2006-2011 Anus Intheadore,-; 2006 I 2007 I 2(168 I 2009 I 201c. 3,8 4,2 4,3 4,3 4,4 1.6 2,3 2,5 2,4 2,5 2,5 2,5 1,6 1,8 1,8 1,7 1,9 2,1 Proveitos globais [MEI .. 1183,51208,41213,71207,61218,31224,8 Taxas de ocupacilo quarto 49% 50% 49% 50% 48% 47% RevPar 25€ 28E 28E 27E 27E 26€ (*) Inelui emproentimentos turisticou slun TH/1ER, e outros. (**)Inclui hoteit.hoteis-apartamento, pousadas e outios. (***) Dados provisorios,disponiveis a data de claboracao da analise (maio-junho 2012) Fonte:INE Os mercados extemos aumentaram a sua quota de mer cado na regigo (46% das dormidas ern 2011 vs. 40% em 2006), sobretudo os mercados de desenvolvimento Escandinavia, Holanda, EUA, Brasil, Wanda, 13elgica e Japgo) e de diversificacgo (Suica, Canada, Austria, Polonia, Rissia e outros). A sazonalidade estabilizou, concentrando em julho, agosto e setembro 40% da procura internacional e 30% da nacional. Mercados emissores (dormidas*) 2011 (**) pm; Quota; CAGR] MLRCADOSLMISSORES Domodas Quota CAGR 2006-1i Mercados estrategicos: Espanha 579 12,7% 3,3% Reino Unido . .. . .. .. . . .. . 128 2,8% -2,3% Alemanha 150 3,3% 1,8% Franca 270 5.00 . I 3,2% Mercados de desenvolvimento. Brasil 203 4,4% I 9,4% Paises Baixos .. ......... .. 81 1.8% 7,4% Italia 144 3,1% 7,0% Suecia . . ... .. . . ....... .. . .. . 13 0,3% 2.0% Dinamarca . .. .. ......... . .. . 16 0,3% -2.6% Finlandia 8 0,2% 1.9% N41.12CADOS INISSORES Dornudas Quota CAGR 2006.11 Noruega 9 0,2% 0,1% EUA 57 1,2% 3,1% Irlanda 14 0,3% -2,5% Eelgica . . . .. . . . .. . . ...... 58 1,3% 12,9% Japio 23 0,5% -2,0% Mercados de diversificac5o: Suica . .. . . ..... .. . . .. . .. . . 35 0,8% 11,6% Ritssia 36 0,8% 10,2% PolOnia 27 0,6% 8,7% Canada 29 0,6% 6,9% Austria 16 0,4% 5,9% Outros 201 4,4% 9,0% Portugal 2.482 54,2% 1,6% (*) Indui emprcendimentos turistieos, sem TH/111:2., e outros. (**) Dados provisarios, divoniveis a data de elaboraetto da analise (maio-junho 2012). Fonte: INE A estrategia passa por apostar nos mercados em cres cimento (Franca, Brasil, Italia, Holanda e Belgica), ala vancando as operacOes aereas de baixo custo. A conso lidacgo dos mercados de Portugal e Espanha, e neste em especial a vizinha Galiza, deve incidir nas forias de curta duracgo fora da alta estacgo, tirando partido da facilidade de acessos. A regigo Norte deve assim apostar em cinco produtos principais para desenvolver a sua oferta. ESTRATEGIA. I. ,000Sok7 to? j== .9,Ptrirt" - C.4)4P2Plt Emergelds Sem I- Evressio Sol e mar 1111 Tudsmo do sadds Estadras de curia duraodo ern cidade Circudostutisticos taligio so s a cuiturats Gastronomie e vinhoe s, Tudsmo de natursza Golfe Tutismo nautieo Tutismo de negiictos illliSMO residencial III Fonte: Analise Turismo de Portugal Ao nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuaego: i) Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, verifi ca-se a necessidade de colocar os recursos georreferencia dos em valor e desenvolver conteudos e informacgo para o cliente, ben-i como incentivar e diversificar as experien cias, ern particular as que se referem a ligacao do Porto a regigo do Douro e de turismo rural. e colocar o produto no mercado; ii) No turismo de saUde, vertente termas, verifica-se a necessidade de requalificar zonas envolventes, desenvolver servicos especializados, criar conte6dos para disponibil iza cao em canais intemos e extemos e reposicionar o produto termal no mercado. A nivel do bem-estar (spa e talassoterapia), verifica-se a necessidade de desenvolver conteildos para a sua dispo Dormidas [#M] Nacionais Estrangeiros Diana da Republica, 1.° serie -N.° 74- 16 de abril de 2013 2181 nibilizacao em canais especificos, bem como apostar na diversidade de experiencias de spa e talassoterapia; No dominio do turismo medico verifica-se a necessi dade de fazer urn diagnostic° global da articulacao entre servicos medicos e de turismo, bem como proceder a analise da situacAo competitiva nacional e definicAo do model° de negocio que melhor potencie os servicos de turismo. iii) Nas estadias de curta duracao em cidade, deve-se requalificar e valorizar o espaco public°, colocar recur sos georreferenciados em valor e desenvolver conteu dos de informacAo para o cliente, bem como colocar o produto no mercado, promover a cidade e desenvolver ofertas que promovam o prolongamento da estadia, em particular as que se referem a ligacAo do Porto a regiAo do Douro; iv) No turismo de negoeios, verifica-se a necessidade de desenvolver infraestruturas e servicos especializados, prospetar e colocar o produto no mercado; v) No turismo de natureza, na vertente passeios, ye rifica-se a necessidade de desenvolver infraestruturas e servicos especializados, diversificar experiencias de tu rismo rural, criar conteirdos e a sua disponibilizacAo em canais, colocar no mercado o produto dos passeios a pe, de bicicleta ou a cavalo. Na vertente do turismo equestre (cavalo lusitano), ve rifica-se a necessidade de desenvolver servicos a volta da cultura do cavalo e sua disponibilizacAo ao turista; vi) No Ambito da gastronomia e vinhos, verifica-se a necess idade de desenvo lver roteiros enograstronom i cos, densificar atividades, desenvolver conteudos e expe riencias, em particular os relacionados com os vinhos do Douro e Porto. e integrar a oferta em plataformas de promocAo e comercializacAo. 0 produto reune con dicOes para se autonomizar e criar afluencia especifica para a regiao; vii)No golfe, deve estruturar-se a oferta para comple mentar outros produtos de motivacAo primaria; viii)No turismo nautico (vela e swfing), existe a neces sidade de sensibilizar os servicos de estrangeiros e frontei ras e capitanias para continuar e incrementar a aposta na normalizacao e agilizacao dos procedimentos, desenvolver sistemas de qualidade para as marinas e portos de recreio e divulgar a oferta de surfing. CENTRO No period° 2006 a 2011, registou-se urn aumento de 200.000 dormidas de nacionais e 400.000 internacionais (um aumento global de dorm idas de 17% e dos proveitos globais dos empreendimentos turisticos de 15%), que corn para corn urn aumento de 12% (4.400 camas) do lado da oferta. As taus de ocupacAo quarto situaram-se nos 38%, corn um RevPar de 19e. Dormidas (*), Proveitos globais (*), Taxas de ocupagao quarto (*)e RevParr) 2006-2011 Anus lndicadorcs 7006 I 2007 I 2008 I 2004 I 2010 I 2011 (***) Dormidas [rtM] 3,5 3,9 3,9 3,7 3,9 Nacionais 2,3 2,5 2,5 2,5 2,5 Estrangeiros 1,2 1,4 1,4 1,3 1,3 As Indicados, 2006 I 2007 I 2008 I 7009 I 7010 I 2011 - (***) Proveitos glob= [ME] . 1163,11180,91189,41179,11187,71187,8 Taxas de ocupacao quarto ... 42% 43% 42% 39% 40% 38% RevPar .......... 19E 21€ 21€ 20€ 20€ 19E (5) Mein' empramdinx.mtos tunsticos, scm TH/TER, c outros. (55) Mehl hoteis, hoteis-apartamento, pousadase coitus. (***) Dados provisOrios, disponiveis a data de elahoraclo da analiat (maio-junho 2012). Fonte: INE Os mercados extemos aumentaram a sua representa tividade na regiAo (35% das dormidas em 2006 vs. 38% em 2011), sobretudo devido aos mercados estrategicos (Espanha e Franca) e outros como o Brasil. A sazonali dade manteve-se estavel, corn julho, agosto e setembro a concentrarem 44% da procura internacional e 34% da nacional. Mercados emissores (dormidas *) 2011 (**)[#m; Quota: CAGR] MFIZCADDS t-3411SSORES Dca-nuda , Quota CA611 2006. .n Mercados estrategicos: Espanha 482 11,9% 5,6% Reino Unido 70 1,7% -4,4% Alemanha . .. . . . ... ....... 98 2,4% 3;8% Franca 191 4,7% 5,8% Mercados de desertvolvimento: Brasil 95 2,3% 19,0% Paises Baixos 44 1,1% 2,9% Italia . .. . . ..... .. . ..... . . . . 150 3,7% -1,0% Suecia 19 0,5% 13,0% Dinamarca 9 0,2% -1,0% Finlandia 9 0,2% 15,6% Noruega 9 0,2% 12,1% EUA . . . ....... . ....... . 56 1,4% -0,2% Irlanda 29 0,7% -3,8% Belgica . . .. . . . ....... 28 0,7% 4,7% Japao 11 0,3% -11,1% Mercados de diversifies*: Suica 17 0,4% 6,7% Rassia 21 0,5% 27,0% Pokinia 43 1,1% 16,2% Canada 16 0,4% 6,3% Austria 12 0,3% 5,1% Outros 142 3,5% 15,1% Portugal . . . ...... . . ....... . 2.504 61,7% 1,6% (*) !nein, empretmdimentos unisticos, sent 111/1 ER. e outms. (55) Dados provisarios, divoniveis It data de claboracao da anidise(maio-junho 2012). Fonte: INE A zona circunscrita a urn raio de 100 km a 150 km a partir da cidade do Porto deve assumir uma estrategia de mercados alinhada corn os mercados definidos para a reg iAo Norte. A estrategia de mercados para o interior da regiao Cen tro, em particular para a Serra da Estrela, passa pela manu tericAo da dinamica de crescimento do mercado dos resi dentes em Portugal e a diversificacAo a novos mercados e segmentos, sobretudo lusodescendentes de 2.a e 3. 5 geracAo. A regiAo Centro deve estruturar a oferta de circuitos turisticos religiosos e culturais, de turismo de saUde e de turismo de natureza para promocAo internacional. 4,1 2,5 1,6 2182 Didrio da Repriblica serie -N.° 74-16 de abril de 2013 ESTRATEGIA , PRODUTOS Censeli. dada Desenrol i r imento Comple mentos Emergelas Se:4 i Sol e mar 112 7urismo de saade Estadies d e curia duracae em cidade el V elfCUltOS turisticos rehgeosos e eulturais Sutton° into e rinhos Turismo de nature= V Golfe Turierno nautico ./ T031110 de neat:Kies !aids= residencial El Fonte: Analise Turismo de Portugal A o nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuacao: i) Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, verifi ca-se a necessidade de colocar os recursos georreferencia dos em valor e desenvolver conteudos e informacao para o cliente, bem como incentivar e diversificar as experiencias de turismo rural e colocar o produto no mercado; it) No turismo de sairde suportado na procura termal, verifica-se a necessidade de requal ificar zonas envolventes, desenvolver servicos especial izados, criar conteUdos para disponibilizacAo em canais intemos e externos e reposi cionar o produto termal no mercado. A nivel do bem-estar (spa e talassoterapia), verifica-se a necessidade de desenvolver conteados para a sua dispo nibil izaço em canals especificos, bem como apostar na diversidade de experidncias de spa e talassoterapia. No dominio do turismo mddico verifica-se a necessidade de fazer urn diagnOstico global da articulacAo entre servicos medicos e de turismo, bem como proceder A analise da situacAo competitiva nacional e definicao do modelo de negocio que melhor potencie os servicos de turismo; iii) No turismo de natureza, na vertente passeios, ve rifica-se a necessidade de desenvolver infraestruturas e servicos especial izados, diversificar experidricias de tu rismo rural e criar conteUdos e a sua disponibilizacAo em canais, coloc.ar o produto dos passeios a pe, de bicicleta ou a cavalo no mercado; iv) No Ambito do produto sol e mar, é necessario es truturar ofertas para complementar outras motivacoes de procura primaria; v) No Ambito da gastronomia e vinhos verifica-se a necessidade de densificar atividades, desenvolver conte udos e experiencias e integrar a oferta em plataformas de promocAo e comercializacao; vi) No turismo nautico, verifica-se a necessidade de divulgar a oferta de surfing. LI SBOA No periodo 2006 a 2011 o mercado nacional aumentou 200.000 dormidas e o internacional 700.000 (aumento global de dormidas de 10% e dos proveitos globais dos empreendimentos turisticos de 13%), que compara corn urn aumento de 15% (7.000 camas) do lado da oferta. As taxas de ocupacAo quarto situaram-se nos 61%, corn urn RevPar de 45 E. Dormidas (*), Proveitos globais (*), Taxas de ocupacao quarto (**) e RevPar(**) 2006-2011 Anus Indecadorc 2(JUe I 2007 I 2008 I 2009 I 2010 I (2....02 1 8,2 8,7 8,4 7,9 8,6 9,0 2,4 2,5 2,5 2,4 2,6 2,6 5,8 6,2 5,9 5,5 6,0 6,5 Proveitos globais [ME] . . . . 1497,91577,11570,51492,81525,31561,0 Texas de ocupacao quarto ... 64% 68% 63% 57% 60% 61% RevPar .......... . 45 E 52€ 50 42€ 44€ 45€ lnelui empreendimentos turisticos, sent T1-1/1132, c uutrus. (**)Inclui hoteia hoteis-apartamento, pousadas e outros. (***)Dados provisorios, disponiveis a data dc elahoracolo da analisc (maio-junho 2012). Fonte: INE Mantem-se estavel a representatividade do mercado internacional (cerca de 70% da procura), destacando-se os aumentos de emissores como o Brasil (mais 350 000 dor midas no periodo), a Franca e a Rassia. A sazonalidade manteve-se estavel, concentrando julho, agosto e setembro 35% da procura internacional e 30% da nacional. Mercados emissores (dormidas *) 2011 (**) [ft; Quota; CAGR] MERCADOS EM1SSORES Dorrnidas Quota CAGR2006, 11 Mercados estrategicos: Espanha 1.199 13,3% -2,2% Reino Unido .... .......... . 438 4,8% -1,8% Alemanha 529 5,8% -0,9% Franca 589 6,5% 5,9% Mercados de desenvolvimento: Brasil 644 7,1% 17,3% Paises Baixos 229 2,5% 0,8% Italia 441 4,9% -2,1% Suecia 106 1,2% -2,2% Dinamarca 73 0,8% -5,9% Finlandia 73 0,8% 21,8% Noruega 94 1,0% 0,9% EUA . . . . ....... ... ....... 365 4,0% 0,9% Irlanda 97 1,1% 0,6% Belgica 155 1,7% -0,5% Japao 71 0,8% -4,0% Mercados de diversificacAo: Suica 125 1,4% 0,8% Ressia 153 1,7% 25,9% Polenia 76 0,8% 6,4% Canada 87 1,0% 4,9% Austria 61 0,7% -7,8% Outros 851 9,4% 8,7% Portugal . .. .. .... . . . . .. . .. . . 1587 28,6% L7% (*) Incluo empreomdimentos turistieos, sem Tilf1112., e OLIIMS, (**) Dados provisariox divoniveis 8 data de claborac5o do analise (maio-junho 2012). Fonte: INE A estrategia é de aposta nos mercados em crescimento, corn destaque para o Brasil, a Franca e a Rassia e na revi talizacAo dos mercaclos consolidados, corn a fidel izacAo da Espanha e novo impulso aos setores mais dinamicos da Ale Dortnidas [#M] Nacionais Estrangeiros Diana da Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2183 manha, ltália, Reino Unido e EUA. Tambdm d recomendada a abordagem da regiao, articulada/integrada corn a marca do destino Portugal, a mercados da Asia e Media Oriente. Os principals produtos para a regiao de Lisboa sao as estadias de curta duracao ern cidade, os circuitos turisticos religiosos e cultura is, em particular os que envolvem as pe regrinacbes a Fatima, e o turismo de negocios. Carecem de major desenvolvimento os produtos golfe, nautico (nautica de recreio e stiffing) e turismo residencial, sobretudo no Estoril e no Oeste, a par da natureza (observacao de ayes e turismo equestre) e do turismo de saude. Em termos de comunicacao deve ser colocada em valor a multiplicidade de valores culturais e naturais da regiao, sendo igualmente importante destacar os aspetos de mo dernidade do destino. ESTRAWGIA 80010' copilot, pqifonvoi. Comple. Erne ente Sem Sol emar Tutismo da seeds Estadies de curia &Resin em cid ade v Circuoos turlsticos megiosos e culurais Gastronomia a skims V — TIlliSMO de naturaza Golfe el Tunsmo Mutat* Tunsmo de nee boo s Tudsmo residential Fonte: Analise Turismo de Portugal Ao nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuacao: i)Nas estadias de curta duracao em cidade, deve-se requa lificar e valorizar o espaco pablico, colocar recursos georre ferenciados em valor e desenvolver conte6dos de informacao para o cliente, bem como colocar o produto no mercado e de senvol ver ofertas que promovam o prolongamento da estadia; it) Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, verifi ca-se a necessidade de colocar os recursos georreferencia dos em valor e desenvolver conteitdos e informacao para o cliente, bem como incentivar e diversificar as experiencias e colocar o produto no mercado; in) No turismo de negacios, verifica-se a necessidade de desenvol ver infraestruturas acima das 5 mil pessoas e prospetar e colocar o produto no mercado; iv)No turismo de natureza, na vertente passeios, verifi ca-se a necessidade de desenvolver conteudos e a sua dis ponibilizacao em canals, criar diversidade de experiencias de passeios a pe, de bicicleta ou a cavalo. Na vertente do turismo equestre (cavalo lusitano), ve rifica-se a necessidade de desenvolver servicos e sua dis ponibilizacao ao turista, em particular no que diz respeito a Companhia das Lezirias. No turismo de natureza, na vertente observacao de ayes, verifica-se a necessidade de estruturar in formacao, criar conteados e sua disponibilizacao em canais, espe,cializar o servico/experiencia, e desenvolver boas praticas de sus tentabilidade em toda a cadeia de valor do produto; v) No golfe, verifica-se a necessidade de desenvolver servicos orientados para o cliente, criar conteirdos e sua disponibilizacao em canais e colocar o produto no mercado; vi) No Ambito do turismo nautico, verifica-se a necessi dade de sensibilizar os servicos de estrangeiros e fronteira e capitanias para continuar e incrementar a aposta na nor malizacao e agilizacao dos procedimentos, desenvolver sistemas de qualidade nas marinas e portos de recreio, promover a oferta das marinas e portos de recreio em funcao dos postos de amarracao disponiveis, sensibilizar os municipios para a qualidade e boas condicdes de acesso as praias e condicOes minimas para as instalacOes das escolas de surfing, e divulgar os eventos internacionais e promover a oferta de suding; vii) No turismo residencial, verifica-se a necessidade de disponibilizar na Internet informacao sistematizada e orientada para o cliente e colocar o produto no mercado; viii) No Ambito do produto sol e mar verifica-se a ne cessidade de estruturar ofertas para complementar outras motivacOes de procura primaria; vii) No ambito da gastronomia e vinhos, verifica-se a necessidade de densificar atividades, desenvolver conte 6dos e experiencias e integrar a oferta em plataformas de promocao e comercializacao; viii)No turismo de sailde, verifica-se a necessidade de desenvolver canter:1(1os e assegurar sua disponibilizacao em canais, bem como apostar na diversidade de experiencias de spa e talassoterapia. No dominio do turismo mddico verifica-se a necessidade de fazer urn diagnostico global da articulacao entre servicos medicos e de turismo, bem como proceder a analise da situacao competitiva nacional e definicao do modelo de negocio que melhor potencie as servicos de turismo. ALENTEJO No period° 2006 a 2011, registou-se urn aumento de 200.000 dormidas nacionais e um aumento de 70.000 dor midas do mercado internacional (aumento global de dormi das de 20% e dos proveitos globais dos empreendimentos turisticos de 31%), que compara corn urn aumento de 39% (3.600 camas) do lado da oferta. As taxas de ocupacao quarto situaram-se nos 42%, corn urn RevPar de 24 E. Dormidas (*), Proveitos globais Taxas de ocupacao quarto ("*)e RevPar("*) 2006-2011 Anus Indicadurc , 2006 2007 2008 I 7011 2009 I 2010 Donnidas [#Is4] 1,0 I 1,1 I 1,1 I 1,1 I 1,2 I 1,2 Nacionais .... ... 0,7 0,8 0,8 0,8 0,9 0,9 Estrangeiros 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 Provenos globais [ME] . . . . 48,3 59,3 56,9 57,6 59,5 63,2 Taxes de oc-upacao quarto 41% 44% 44% 42% 41% 42% RevPar 25 E 27 E 26€ 25 E 24 E 24€ (9) Ineltn anpretmdimentos turisticos, sem TWIT.12, e OUU0S. (**)1rElui hotels, hutdis-apartamento, puusoslas e outros. (***)Dadus provisOrius, dispunivels a data de elaboracio da andhse (maio-junho 2012) Fonte: INE Em 2011, os grupos de mercados mantinham quotas si milares face a 2006, registando-se crescimentos da procura a partir do Brasil, de Espanha e de Franca. A sazonalidade manteve-se estavel, com julho, agosto e setembro pr6ximos dos 40% da procura internacional e nacional. 2184 Diário da Reptiblica, I. serie - N.° 74-16 de abril de 2013 Mercados emissores (dormidas *) 2011 (*") pm; Quota; CAGR] MERCADOS EMISSORES Donnidls (),, , ta 2006.11 Mercados estrategicos: Espanha . . . .. .. ..... 88 7,1 0/a 4,8% Reino Unido 27 2,2% 5,4% Alemanha 27 2,2% -2,1% Franca 34 2,8% 8,6% Mercados de desenvolvimento Brasil 24 1,9% 20,2% Paises Baixos .. . .. . . .... /4 1,9% -0,8% Italia 16 1,3% - I .2% Suede 4 0,4% I1.2% Dinamorca . . 4 0,3% (),()% Finlandia 2 0,2% 5,5% 0,2% 2,0% EUA 16 1,3% 1,5% Irlanda 4 0,3% 16,8% Belgica 13 1,1% 11,1% Japtlo 3 0,2% -6,6% Mercados de diversificacao: Suica 7 0,6% 5,1% Russia 2 0,2% 13,5% POMMEL 3 0,3% 8,7% Canada 6 0,5% -0,6% Austria 3 0,2% 6,6% Outros 24 2,0% 10,2% Portugal 904 73,0% 4,8% (*) Inclui empreendimentos turisticos, sent THrl'ER, e outroe (**) Midas proviSerios, disponiveis a data de ulaboractio do analiac (maio-junho 2012). Fonte:INE A estrategi a passa pelos mercados em crescimento, Portugal e Espanha. A abordagem aos outros mercados deve articular-se preferencialmente corn Lisboa, principal porta de entrada na regiao dos mercados intemacionais. corn excecao de Espanha e, em funcao das oportunidades. tambem com o Algarve e o Centro. Do ponto de vista re gional, a especificidade de recursos (lago Alqueva) e/ou de concentracao de oferta de alojamento (Alentejo Litoral) justificam a continuacao de urn trabalho consistente ao nivel da estruturacao dos respetivos produtos. OA lentejo deve apostar nos circuitos turisticos religiosos e culturais com o o produto di nam izador do turismo na regiao. ESTRAVGIA NV,P3Me 1 Corzol, dad° Desenrol vimerto i Semple manta/ El ,„. , "` rge-e I Sem-1 Eapress'ad Sate mar Tatiana de seed e v Esiadiasde curia durecdo em cid ade Ctrcurtos turieticos teligiosos e culurais el Gastronomic' e vinhos 'rename de nalursca el Gaffe INI Tanana neutico El Tensaw de neg ()cies El Twismo residencial IN Fonte: Analise Turismo de Portugal Ao nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuacao: I) Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, verifica-se a necessidade de colocar os recursos (patrimonio histerico, ambiental e paisagistico, gastronomia e vinhos, entm outros) georreferenciados em valor e desenvolver conteitdos e infor macao para o cliente, bem como incentivar e diversificar as experiencias de turismo rural e co locar o produto no mercado; it) No turismo de natureza verifica-se a necessidade de desenvolver conteildos e a sua disponibilizacao em canais. criar diversidade de experiencias de passeios a pe, de bicicleta ou a cavalo. Na vertente do turismo equestre (cavalo lusitano), ye rifica-se a necessidade de desenvolver servicos e sua dis ponibilizacao ao turista, em particular no que diz respeito a Coudelaria de Alter. No turismo de natureza verifica-se ainda a necessidade de diversificar experiencias de turismo rural e cinegetico, criar conteixios e sua dispon ibi I izacao em canals, especial izar o ser vico/experiencia, e desenvolver boas praticas de sustentabil dade em toda a cadeia de valor do produto observacao de ayes; iii)No turismo nautico, verifica-se a necessidade de sen sibilizar os municipios para a qualidade e boas condicOes de acesso as praias, divulgar os eventos intemacionais e promover a oferta de surfing; iv) No ambito do produto sol e mar, verifica-se a ne cessidade de estruturar ofertas para complementar outras motivacoes de procura primaria; v) No ambito do produto gastronomia e vinhos, yeti fica-se a necessidade de desenvolver roteiros enogastro nomicos dens ificar atividades, desenvol ver conteildos e experiencias e integrar a oferta em platafonnas de promo cao e comercializacao. 0 prod uto reime condicoes para se autonomizar e criar afluencia especifica para a regiao; vi)No turismo residencial, verifica-se a necessidade de garantir o acompanhamento dos projetos de investimento em curso na regiao. ALGARVE No periodo 2006 a 2011, registou-se um aumento de 500.000 dormidas nacionais e o decrdscimo de 600.000 in ternacionais (corn um decrescimo global de dormidas de 1,4 % e aumento dos proveitos dos empreendimentos tu risticos de 8%), que compara corn urn aumento de 5% (4.800 camas) do lado da oferta. As taxas de ocupacao quarto situaram-se nos 54%, corn um RevPar de 376. Dormidas (*), Proveitos globais (*), Taxas de ocupacao quarto (**)e RevPar(**) 2006-2011 Anos Indicadores 2005 I 2007 I 2008 I 2009 I 2010 Donnidas [#M] 114,2 114,7 114,3 I 12,9 113,2 114,0 Nacionais 3,3 3,3 3,5 3,6 3,8 3,8 Estrangeiros 10,8 11,4 10,7 9.3 9,4 10,2 Proveitos globais [ME] . . . . 532,0 581,1 581,5 521,8 541,1 573,8 Tans de ocupacao quarto 63% 63% 60% 52% 51% 54% RevPar 38E 41E 41E 37E 37E 37E (C) Iitctui emproendimentos turiteos, sent THITER. e outros. (**)Inclui hottlis, hoteis-apartamento. pousadas e outros. (***) Dadosprovieitios, divonivei; a data de elaboracio da melte: (maio-junho 2012) Fonte: INE Diario da Republica, 1.° serie -N.° 74- 16 de abril de 2013 2185 Os mercados externos perderam representatividade, des tacando-se o Reino Unido (-800.000 dormidas) e o aurnento da procura de Espanha e Franca. Os meses de julho, agosto e setembro concentram 42% da procura internacional e 58% da nacional, numa tendencia de aumento da sazonalidacle. Mercados emissores (dormidas1 2011 (**) Vim; Quota; CAGRI MERCADOS EM1SSORES Donnidas Quota 2C012111 Mercados estrategicos: Espanha 888 6,3% 6,1% Reino Unido 4.234 30,1% -3,5% Alemanha 1.309 9,3% -3,8% Franca 337 2,4% 10,8% Mercados de desenvolvimento: Brasil 34 0,2% 14,7% Paises Baixos 1.345 9,6% 1,7% Italia .... , .. . . . . . .... . . . .. 90 0,6% 2.7% Suecia ..... . .. . . . ... . . . . 116 0,8% -1,8% Dinamarca 88 0,6% -0,6% Finlandia ... .. . . . .... . . . .. 70 0,5% -0,6% Noruega 71 0,5% -7,0% EUA . . . 67 0,5% -4,7% Irlanda 671 4,8% -2,7% Belgica 178 1,3% -1,2% Japtio 4 0,0% 2,9% Mercados de diversiticacao: Suica 103 0,7% 5,6% Rassia 79 0,6% 11,8% PolOnia . . . .. .. ....... .. .. . 155 1,1% 19,3% Canada 88 0,6% -11,3% Austria 59 0,4% 5,5% Outros 244 1,7% 7,6% Portugal 3.813 27,1% 2,7% (*) lnelut empreendnnentos turisneos, sem TH/IFII, e outs's. (**) Dados provisorios, disponiveis a data de etaboraudo da anitlise (inaio-junho 2012): Fonte: 1NE A estrategia passa pela aposta nos mercados em cresci mento, corn destaque para a Franca, a Polonia e a RAssia, e na rev italizacao dos consolidados, corn a fidelizacao de Portugal e Reino Unido/Irlanda e novo impulso aos setores mais dinamicos da Holanda e Alemanha. Para alem do tradicional sol e mar e do golfe. o Algarve deve apostar em mais cinco produtos para atenuar a sazo nalidade e completar a oferta. ESTRATFG1A Consai. PrAkr-P?4 :stata 1 Desenvol ynnento Compie. Tenths Soon Emergent° .. . ,. . • . Eapropk. , Sol e mar el "Nasal° do sande Esiad ras de curls duracdo are cid ads Cacurtosturisticos Dangle see e culturais Gastronornia a , vinhos II Turismo de natureza Golfs III Turisrno abulico v Tunsmo de Imo bolos Turismo residencial Fonte: Analise Turismo de Portugal Ao nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuacao: Ao nivel do produto sol e mar, verifica-se a necessi dade de desenvolver as acessibilidades na media estacao e para novos mercados no verao, enriquecer a experiencia, promover a requalificacao das zonas urbanas e colocar o produto no mercado; ii) No golfe, verifica-se a necessidade de promover a requal ificacao das zonas envolventes, desenvolver conte ("dos e sua disponi bilizacao em canais e colocar o produto no mercado; iii) No turismo residencial, verifica-se a necessidade de lancar mecanismos e instrumentos especificos para a consolidacao da estrutura financeira das empresas, de reforcar a promo* e comercializacao do Algarve como destino de turismo residencial e de disporlibilizar na Inter net informacao sistematizada e orientada para o cliente e de apoio a colocacao do produto no mercado; iv)No turismo de natureza, verifica-se a necessidade de desenvolver conteAdos e sua disponibilizacao em canals, criar diversidade de experiencias de passeios a pe, de bici cleta ou a cavalo, criar conteAdos e sua disponibilizacao em canais, especializar o servico/experiencia, e desenvolver boas praticas de sustentabilidade em toda a cadeia de valor do produto observacao de ayes; v)No turismo nautico, verifica-se a necessidade de sen sibilizar os servicos de estrangeiros e fronteiras e capitanias para continuar e incrementar a aposta na normalizacao e agi I izacao dos procedimentos, promover a oferta das mari nas e portos de recreio em funcao dos postos de arnarracao disponiveis, sensibilizar os municipios para a qualidade e boas condicoes de acesso As praias, divulgar os eventos internacionais e promover a oferta de surfing; vi)No turismo de negocios, verifica-se a necessidade de desenvolver infraestruturas ate 3 mil pessoas e equipamen tos complementares, desenvolver servicos especial izados e prospetar e colocar o produto no mercado; vii) No turismo de saiide, designadamente a nivel do turismo medico, verifica-se a necessidade de desenvolver e reforcar a estruturacAo de ofertas de servicos medicos integrados nos servicos turisticos e promover a sua cob cacao no mercado. Nas vertentes do bem-estar (spa e talassoterapia), ye rifica-se a necessidade de desenvolver conteudos para disponibilizacao em canais e densificar a diversidasle de experiencias colocadas a disposicao dos clientes; viii)Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, veil flea-se a necessidade de colocar os recursos georreferen ciados em valor, desenvolver conteAdos e informacao para o cliente, e incentivar e diversificar as experiencias; ix)No ambito do produto gastronomia e vinhos, verifi ca-se a necessidade de densificar atividades, desenvolver conteAdos e experiencias, nomeadamente corn a integracao de produtos locais na operacao das unidades turisticas, e integrar a oferta em plataformas de promocao e comer cial izacao. ACORES No periodo 2006 a 2011 regista-se uma estagnacao das dorm idas do mercado nacional e o decrescimo de 100.000 donnidas do internacional (decrescimo global de dormidas de 16% e dos proveitos globais dos empreendi mentos turisticos de 10%), que compara corn urn aumento de 6% (500 camas) do lado da oferta. As taxas de ocupacao quarto situaram-se nos 43%, corn urn RevPar de 24 C. 1,0 1,0 1,0 0,5 0,5 0,5 0,5 0.5 0,6 49,2 I 48,9 48,9 43% 43% 43% 25E 26E 24E 2186 Diário da Repriblica, I. serie - N.° 74-16 de abril de 2013 Dormidas ("), Proveitos globais (*), Taxas de ocupacao quarto (**) e RevPar (**) 2006-2011 Anos IndicadonN 2006 I 2007 I 20°8 I 2009 I 2010 I 2011 0.44) Dormidas [IiM] 1,2 1,2 1,1 Nacionais 0,5 0,5 0,5 Estrangeiros ....... 0,7 0,6 0.6 Proveitos globais [MC] 54,2 55,0 54,6 Taxas de ocupacAo quarto 45% 48% I 49% RevPar 28C 29E 27E (*) India empreendimentos turishcos, sem TWrER. e outms: (**) Inclui hoteis, hoters-apartamentra, pousadase outros (***) Dados provisOrlos, disponivets a data de elatvraclio da anahse (maiolunho 2012) Fonte: INE Mantdm-se a representatividade de 45% do mercado na cional, destacando-se os decrescimos da Escandinavia e do Reino Unido e o aumento da procura de Espan ha, A leman ha e Holanda. A sazonalidade aumentou no mercado interna cional, com julho, agosto e setembro a concentrarem 51% da procura, mantendo-se nos 36% no mercado nacional. Mercados emissores (dortnidas ") 2011 (-) [#m; Quota; CAGRJ ME:RC:ADDS EMISSORES :•,1:iIN Q'''''''' 2c0o6AG.Ri t Mercados estrategicos: Espanha . ......... .... ..... 47 4,5% 9,8% Reino Unido 10 2,9% -9,7% Alemanha 89 8,6% 6,0% Franca 17 1.7% -1.1% Mercados de desenvolvimento. Brasil ...... ...... .. . . . . . 3 0,3% 0,0% Paises Baixos ... ... 56 5,4% 11,2% Italia 15 1,5% 10,1% Suecia 57 5,5% -12,3% Dinamarca ... . ....... .... 60 5,8% -15,6% Finlandia 66 6,3% 0,0% Nontega 15 1 ;4% -22,5% EUA 30 2,9% -5,2% Irlanda ...... .. . . .... .. . . 1 0,1% - I Le% Belgica 6 0,6% 13,7% Japao 1 0,1% 5,2% Mercados de diversificacAo: Suica 10 0,9% 3,6% Rassia 5 0,5% 27,2% PolOnia . 2 0,2% 19,9% Canada . 18 1,8% 3.0% Austria 6 0,6% 14,5% Outros ,-, ....:. 2,2% 7,7% Portugal 479 46,3% -1,4% (*) lnelui emprwndimentos turisticos, sam 111/111R, c outros (**) Dados prmisirics, disponiveis a data de &born* da analise (maiu-junho 2012) Foote: INE A estrategia de mercados passapor dinamizar os merca dos de crescimento (Alemanha e Holanda) e por revital izar os mercados de consolidacao (Escandinavia e Portugal). Os mercados de diversificacao so objeto de desenvolvimento em funcao das oportunidades. Os Acores devem enfocar os esforcos de desenvolvi mento nos produtos turismo de natureza, nas suas di versas vertentes. e nos circuitos turisticos religiosos e culturais. ' ESTRAVGIA e mar C0 98011* pg9D uros ....ttillikager PerTol II1 3°1 Camiligt' Emeigenta 55,1:4 , .. . I Tuderno de seacIe ./ Esi ad ias de curia duracia ern Made Cn-cuaosturisticoe rehuiosos e culturais Oastionomie e ' r inhos Teasel° de natureze :Golfe i Truism° allelic° i , 1, Turisrno de neericlo s I Turismo residenciel ... Foote:Analise Turismo de Portugal Ao nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuacao: 0 No turismo de natureza, na vertente passeios, verifi ca-se a necessidade de desenvolver infraestruturas, diver sificar experiencias de turismo rural, criar conteAdos e sua disponibilizacao em canais e colocar o produto passeios a pe, de bicicleta ou a cavalo no mercado. Na vertente observacao de ayes, verifica-se a necessi dade de criar conteAdos e sua disponibilizacao em canais, especializar o servico/ experiencia e desenvolver boas praticas de sustentabilidade em toda a cadeia de valor do produto observacao de ayes. Face a riqueza natural e ambiental dos Acores e ao seu carater distintivo no contexto europeu, deve set promovida uma major segmentacao do produto, incluindo tambem o mergulho, a observacao de mamiferos marinhos, etc.; ii) Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, verifi ca-se a necessidade de colocar os recursos georreferencia dos em valor e desenvolver conteados e informacao para o cliente, incentivar e diversificar as experiencias de turismo rural, em particular as relacionadas corn a contemplacao da natureza, incluindo a observacao de mamiferos marinhos, e colocar o produto no mercado; No turismo nautico, na vertente nautica de recreio, verifica-se que o cliente nauta que se desloca As ilhas integra urn segmento-nicho, cujo conj unto de requisitos e exigencias estas ja dao resposta. Existe necessidade de divulgar a oferta de surfing; iv) No ambito do produto gastronomia e vinhos, verifi ca-se a necessidade de densificar atividades, desenvolver conteados e experiencias e integrar a oferta em plataformas de promocao e comercializacao. MADEIRA No periodo 2006 a 2011, registou-se urn decrescimo de 100.000 dormidas do mercado nacional e de 100.000 dor midas do internacional (urn decrdscimo global de dormidas de 1,8% e dos proveitos globais dos empreendimentos turisticos de 3,8%), que compara corn urn aumento de 1% (400 camas) do lado da oferta. As taxas de ocupacao quarto situaram-se nos 56%, corn urn RevPar de 32E. Diana da Repriblica, 1.° serie -N." -I --16 de abril de 2013 2187 Dormidas ("), Proveitos globais ("), Taxas de ocupacao quarto (*") e RevPar (**) 2006-2011 Anos Indicadores 2006 I 2007 I 2008 I 2009 I 2010 I 2011 (sew) 5,7 6,0 6,2 5,5 5,0 5,6 0,8 0,8 0,8 0,9 0,9 0,7 4,9 5,2 5,4 4,6 4,1 4,8 Proveitos globais [MC] 1262,71281,81297,81255,91226,71252,6 Taxas de ocupactio quarto 62% 64% 64% 58% 54% 56% RevPar 33€ 38E 39C 32C 29C 32C (*) Inclui cmprcendinumtos turisticos, mm TI/TER, c outros, (CC) Inclui hot0is, hoteis-apartarnento,pousadas 0 outrce (***) Dados proNiserios, disponivcis a data do claboracto da analise (maio-junho 2012) Fonte: [NE Portugal (13% da procura em 2011) e o conjunto dos mercados estrategicos e de desenvolvimento registaram quebras no periodo. Franca e Holanda sao os mercados que registam urn crescimento da procura. A sazonalidade regista uma tendencia de aumento corn julho, agosto e setembro a concentrarem 32% da procura internacional e 41% da nacional. Mercados emissores (dormidas *) 2011 (-) [#rn; Quota; CAGR] MERCADOSEMISSORES Dom/tides Quota CAGR 2006.11 Macados estratigicos: Espanha 188 3,4% -4,7% Reino Unido . .. . . .. . . . . 1.340 24,1% -1,3% Alemanha 1.186 21.3°0 -3,3% Franca 491 8.8% 12.9% Mercados de desenvolvimento Brasil 20 0,4% 1.4% Paises Baixos 226 4,1% ". 7 % Italia ...... . . ....... . . 66 1,2% -7,6% Suicia 96 1,7% -11,1% Dinamarca 114 2,0% -2,9% Finlandia 155 2,8% -4,4% Noruega . 90 1,6% -4,7% EUA 22 0,4% -6,6% Irlanda 47 0,9% 0,8% Belgica 130 2,3% -1,9% Japao ...... . .. . . . .. . . .. . 2 0,0% -0,3% Mercados de diversificacAo: Suica . ..... . . . 90 1,6% 1,8% Ritssia 99 1,8% 30,4% Polania ...... .. . . .. . . . . . 128 2,3% 81.9% Canada 10 0,2% 6,9% Austria 132 2,4% -3,8% Outros ....... .. . . .. . . . .. . 203 3,6% 6,7% Portugal ...... . .. ....... .. . . 730 13,1% -2,3% (*) Inchn empreendimentos ttuisticos, scat TH/1TiR, c outros (44) Dados provisgrim, dinponiveis a data de el ahorgao da anilise (maio-junho 2012) Foote: [NE A estrategia de mercados passa por dinamizar os mer cados de crescimento (Franca, Holanda, Polonia, ROssia e RepUblica Checa) e revitalizar os de consolidacao (Reino Unido, Alemanha e Portugal). Os mercados de diversi ficacao sao objeto de desenvolvimento em funcao das oportun idades. A regiao devera continuar a apostar na estruturacao e desenvolvimento dos circuitos turisticos religiosos e culturais e do turismo de natureza para a abordagem aos mercados intemacionais. MGM JTOS Consoi ;dad& Deserwol :iireeNta 1. Corriplo ' Emergente 1 ' . 1 . Sen.' Fxpress§0 o de gouda tar as de curia o em cidade n turiettC0 8 ms e culturais herniae o de netureza o nautico III III u de negocios 111 o residencial I Foote: Analise Turismo de Portugal Ao nivel do produto, destacam-se as seguintes linhas de atuacao: i) Nos circuitos turisticos religiosos e culturais, verifi ca-se a necessidade de colocar os recursos georreferencia dos em valor e desenvolver conteAdos e informacao para o cliente, rever o modelo de eventos procurando alargar o periodo de real izacao em termos de tempo e a sua abran gencia regional, incentivar e diversificar as experiencias, nomeadamente de turismo rural, e colocar o produto no mercado; ii) Na vertente passeios do turismo de natureza, verifi ca-se a necessidade de estruturar a oferta, diversificar ex periencias, nomeadarnente de turismo rural, criar conteados e sua disponibilizacao em canais e de colocar o produto passeios a pe, de bicicleta ou a cavalo no mercado. Face a import& Icia do meio marinho devem ser promo vidas atividades tais como o mergulho, etc.; No ambito do produto sol e mar, em que se destaca o Porto Santo, verifica-se a necessidade de consolidar e desenvolver as operacaes aereas, incluindo as promovidas por operadores turisticos, enriquecer a experiencia corn a multiplicidade de atividades de natureza e bem-estar e capacitar as empresas para a abordagem a novos segmentos de mercalo e cariais de distribuicao; iv) No turismo nautico, na vertente nautica de recreio, verifica-se que o cliente nauta que se desloca As ilhas integra um segmento-nicho, cujo con junto de requisitos e exigencias estas já dao resposta. Existe necessidade de divulgar a oferta de surfing como produto emergente; v) No golfe, verifica-se a necessidade de estruturar a oferta para complementar outros produtos de motivacao primaria; yr) No turismo de saade, verifica-se a necessidade de desenvolver conteUdos e sua disponibilizacao em canais e desenvolver a diversidade de experiencias de spa e talas soterapia complementando a oferta regional; vii) No ambito da gastronomia e vinhos, verifica-se a necessidade de densificar atividades, desenvol ver conte6 Domiidas [ikM] Nacionais Estrangeiros ESTRI ,̀ PROD' Sol e it !Turisro Estadii durac4 Cucultc Castro ethos Ttnisro Golfe Tunsro Tunsro TWISM ■ 2188 Diário da Repriblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 dos e experiencias e integrar a oferta em plataformas de promo* e comercializacao; viii) No turismo residencial, verifica-se a necessidade de acompanhar o desenvolvimento/ escoamento da oferta associada aos projetos de investimento na regiao. Em termos da oferta, é importante implementar politicas de requalificaeao dos empreendimentos turisticos corn infraestruturas e servicos adaptados a sua classificaeao, evitando assim a degradaeao da imagem do Destino Ma deira e da qualidade do servico prestado. 2.4 Estrategia para um desenvolvimento sustentavel A estrategia definida procura a sustentabilidade dos destinos, alavancando efeitos positivos e atenuando os que possam ter impactos negativos nas regiOes e populaces, a varios niveis: i) Da sustentabilidade do desenvolvimento, fomentando o empreendedorismo e o desenvolvimento de ftleiras rela cionadas e potenciando a interacao corn as comunidades locais e as suas atividades produtivas; Da sustentabilidade economica do setor via qualifi cacao dos recursos humanos e do produto; Da aposta na inovacao e desenvolvimento de um modelo de gestao da sazonalidade; iv) Do urbanismo, valorizando a autenticidade, pela conservacao e valorizaeao do patrimonio, e intervindo em areas publicas e exteriores; v) Da sustentabilidade do ambiente, apostando na uti lizaeao racional dos recursos naturals e na valorizacao do patrimonio natural; vi)Das paisagens naturais e culturais, focando na relacao entre o turista e o espaco, regiao e cornunidasles da envoi vencia, contribuindo para a experiencia global da visita. 3. Promo*, de Portugal Subjacente a promocao de Portugal esta a assuncao de que o consumidor é, por um lado, destinatario de um na mero crescente de propostas do mercado mas é, pot outro, mais conhecedor dos seus mecanismos, facto que aumenta a sua proximidade e "capacidade de negociacao e dialogo" corn o destino e suas empresas. E assim central melhorar a acacia da comunicacao e informacao ao mercado, pelo contacto direto e eficaz corn o maior numero de potenciais consumidores, nomeadamente recorrendo a personal idades corn reconhecimento nos mercados e ligaeao a Portugal para que sejam "embaixadores" do turismo de Portugal. A promocao de Portugal assenta, assim, em tres pilares fundamentais: a) Desenvolvimento da promo* e distribuicao na Internet, reforcando a funcionalidade dos portais, nomea damente da sua vertente transacional, potenciando as redes sociais e as plataformas moveis. Desta constatacao decorre a necessidade de existencia de seletividade no investimento ern meios tradicionais; b) Redistribuicao do investimento ern promocao pot mercado e produto, adequando recursos (I) ao potencial de crescimento identificado e (2) ao retorno do investimento promoc lona% e c) Adequacao da variedade de instrumentos de promo eä° a capacidade de conhecimento dos criterios de decisao do consumidor, assim como ao conhecimento sistemati zado das diversas tipologias de segmentacao (por mercado, motivaeao, produto ou subproduto). 4. Recu rsos h u ma nos Procurando dar resposta aos objetivos definidos na visao de desenvolvimento do turismo baseado na qualidade do servile° e competitividade da oferta, a politica de recursos humanos devera passar por: a) Reforco de competencias na vertente do atendimento, servieo, gestao, empreendedorismo e desenvolvimento do negocio; b) Reforco de corn petencias ern areas criticas, corn major organizacao da oferta formativa; c) Proporcionar uma base de formacao comum e trans versal a todos os profissionais do setor; d) Melhor formacao, em particular, em contexto real de trabalho e ern areas profissionais emergentes; e) A largamento da formaeao a outros profissionais que interagem corn o turista; j) Definieao de politicas de educacao e formacao para o turismo. 5. Capacitacao das empresas e apoio ao investimento As empresas turisticas enfrentam importantes desafios, fruto da conjuntura economico-financeira internacional e crescimento alavancado ern divida nos (iltimos anos. Em sintese: a) 0 mode Jo adotado desde 2006 acelerou o crescimento da oferta qualificada, a par do desenvolvimento de aces sibil idades e criacao e apoio de elementos de animacao, incluindo eventos. direcionados a captacao da procura; b) Desde 2008 que a evolueao da procura nao esti em linha corn os objetivos, nao aumentando o nOmero de turistas para responder a nova oferta, orientada para uma procura qualificada, mais dificil e corn maior necessidade de investimento para atrair. Com uma oferta superior a procura, assiste-se a concorrencia pelo preco, com dete rioracao das condicoes de exploraeao e comercializaeao dos empreendimentos; • Paralelamente, os investimentos foram fortemente alavancados no credit° bancario, com servieos de divida exigentes para os meios libertos, ao mesmo tempo que as empresas se apresentam geralmente descapitalizadas, corn estruturas fmanceiras desequilibradas e crescente necessi dade de tesouraria. Pot outro lado, o sistema financeiro e hoje obrigado a reduzir os niveis de alavancagem, sendo mais seletivo na concessao de credito; d) Outra das debilidades estruturais marcantes do tecido empresarial do setor é a excessiva atomizacao e pequena dimensao da maioria das empresas. A escala retira capa cidade de atuar na reducao de custos e de se posicionar de modo mais competitivo na comercializacao da oferta, para alem de dificultar o acesso ao credito ou a captacao de novos investidores. Sao assim definidas as seguintes prioridades no que concerne ao apoio as empresas: a) Apoiar as empresas turisticas no financiamento das suas necessidades, assumindo que a intervene& pablica nao substitui os mecanismos de mercado, mas comple menta e facilita o envolvimento das instituie6es financeiras. Devem assim criar-se condiebes para o afluxo de financia mento as empresas ern condiedes satisfatorias; b) A criacao de um centro de competencias no finan ciamento ao turismo é central no ambito do novo model°. A atuaeao junto das entidades pUblicas envolvidas no apoio ao setor, simplificando processos, divulgando os mecanis Diario da Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2189 mos e desenvolvendo relacOes de parceria que qualifiquem o servico prestado, deve con stituir I inha prioritaria de atua cao no modelo de financiamento; c) Para alem disso, o novo modelo deve considerar a necessidade de se promoverem boas praticas por parte das empresas do setor ao nivel da estruturacao financeira, da adequada capital i zacAo e da alavancagem utilizada; d) Entende-se prioritario dinamizar a cooperacAo entre as empresas, desde as atuacoes mais simples ate aos pro cessos que visem a aquisicAo ou fusAo das mesmas. A coo peracAo entre empresas é fundamental para ultrapassar as dificuldades de escala corn que se deparam e constitui, inclusivamente, solucao para a sobrevivencia de parte do tecido empresarial; e)No piano do financiamento as atividades do turismo, essencial transmitir de forma clara as prioridades de atua cAo, disponibilizando urn quadro de referencia em relacAo ao qual as empresas encontrem solucOes de curto, medio e longo prazo. Neste contexto, é prioritaria a requalificacAo de empreendimentos em detrimento da criacAo de novas camas e a modennzacan dos negocios em linha com os pilares do desenvolvimento sustentavel; f) 0 apoio ao empreendedorismo no contexto do desen volvimento de atividades de animacao turistica assume particular importancia, por se traduzir em servicos que acrescentam valor a oferta, enriquecendo a experiencia do turista e aumentando a sua pennanencia media. 6. A acessibilidade aerea Por ser fundamental para a relacAo entre Portugal e os mercados emissores, importa sistematizar as linhas de orientacAo relacionadas corn o transporte aereo. Entre 2007 e 2011 foi lancado o programa initiative.pt para desenvolvimento das acessibilidades aereas. Foram assinados 34 contratos. para 59 novas operacOes (ate ao verao IATA 2012), envolvendo o Turismo de Portugal, a ANA — Aeroportos de Portugal a ANAM —Aeroportos da Madeira e as Agendas Regionais de PromocAo Turistica. Passageiros desembarcados (voos internacionais) 2006-2011 [#m: CAGRI Anus lndicadoles CARG 2006-11 2036 2007 2008 2009 2010 2011 Passageiros desernbarcados .. . . 9.398 10.536 11.031 10.439 11.269 12.235 5,4% Voo tradicional 5.455 5.823 5.730 5.711 5.977 6.959 5,0% Voo de baixo custo 2.387 3.199 3.984 3.757 4.401 4.479 13,4% Voo fi-etado .. .. . .. .. . . .. . ..... 1.557 1.514 1.317 971 892 797 -12,5% Fonte: ANA Aeroportos Feito este Mango, o programa foi renovado, corn um novo quadro de objetivos e prioridades. • Novas rotas, reg Limes oudevoostretacios,englobando osvariosaeroportosabrangdospela Operackem nova eras e influinciade uma cidade(ex.Orly CDO pare Paris) CRESCER rota gala o eeropo rto • Opera(fo de substituicio Roves Operackies • Entrada de 2° operador em rotas ja servidascomvoosregulareso u fretados ()peter*, ern rota ja operada p era o • Entrada de 3°operador em rotas je servidascomvoosreourelaso utretados, tea° o segment° aeroporto PrOpOStO ainda nin esteja a set oferecido ne iota I — methoriadosniveis ' Rope el°rraroce!smp eta • Coberluro anus' de rotes com operaOl'osezonal aunento do • Ain ento do nailer° de irequencias semanais des rotas em op era cio, ate ao von diario RE FORcAR espacidade I 1 Operacoes Existentes Retorco das 1 operac6espara • SituacEio nSo abrannida oelo programa de °copeck 1redu;=1) do 2aumento des lancamentode SAZO ALM ADE FREOlAtICIAS 11010ts OPERAcoES L ii Nota:* Apenas para aeroportos em que a operacdo de voos fretados é relevante (Faro, Funchal, P. Santo e P. Delgada) Fonte: Turismo de Portugal E assumida a relevancia das ligacties a Portugal no nais, assim como (2) tira partido de operaceles de voos quadro dos fluxos turisticos atuais, embora o programa fretados corn venda de 1 ugares de aviao, na sequencia do tambem (1) de resposta a neces.sidade de desenvolvimento ajustamento de produto que tern sido desenl, olvido por de ligacetes estaveis e regulares de companhias tradicio- esta tipologia de companhias. 2190 Diario da Repriblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 De acordo corn a analise efetuada, as prioridades para os aeroportos nacionais em geral sao: i)Criar vantagens competitivas nos aeroportos nacionais relativamente a aeroportos concorrentes; ii) Melhorar a atratividade dos aeroportos internacionais em Portugal; iii) Manter e potenciar o efeito de aeroporto de distri buicao (hub), bem como promover a implementacao de medidas para integrar os servicos de transporte ferroviario, maritimo e aereo no sistema logistico e de transportes global, nomeadamente melhorando a concorrencia nestes meios de transporte e, proporcionalmente, a qualidade de servico oferecida; iv) Procurar a melhoria continua na relacao corn o cliente, revelando para este Programa Estrategico o seg mento de mercado que se desloca em lazer, sobretudo por motivos de ferias e pela visita a familiares e amigos, proporcionando ao utilizador uma experiencia satisfatoria na relacao corn a infraestrutura e os servicos conexos ao funcionamento dos aeroportos. Individualmente irnporta realcar, para cada urn dos ae roportos, as prioridades estrategicas do piano: i)Aeroporto do Porto: diversificacao de mercados e Holanda), reforco de mercados estrategicos (Reino Unido, Alemanha e Franca) e priorizacao de operacOes tradicionais em nirmero de frequencias e variedade de produtos; Aeroporto de Lisboa: diversificacao de mercados intercontinentais (EUA, Emirados Arabes Unidos e Asia), reforco de rotas em mercados estrategicos (sobretudo Reino Unido e Alemanha) e diversificacao de segmentos em mercados/ rotas operadas; Aeroporto de Faro: I igar Faro corn voos tradi cionais a um aeroporto de distribuicao (hub) europeu (Frankfurt, Madrid, Londres, Paris), con solidar as opera cOes da easyJet para o Reino Unido e expandir a base da Ryanair a mercados a I h-3h de voo, excluindo o Reino Unido, para cidades de 2 e 3' linha e corn operacoes minimas de 2/3 voos semanais e abordagem aos setores de voo superiores a 3h a incidir no segmento hibrido e nas operacoes de voos fretados para novos mercados (PoIonia e Rilssia); iv) Aeroporto de Ponta Delgada: criacao de condiOes para a consolidacao das operacOes existentes e atracao de novos mercados atraves de operacties de voos fretados e aval lack) da liberalizacao do mercado, revisao das obri gacOes de servico prIblico e analise da possibilidade de abertura a companhias de baixo custo; v) Aeroporto do Funchal: di versificacao de mercados (Escandinavia. Suica/ Austria, Leste Europeu), reforco de mercados estrategicos (Reino Unido, Alemanha e Franca) e aumento global da operacao internacional. 7. A organizagio administrativa Os desafios que se colocam a eficacia da governacao prendem-se corn a coordenacao e a prestacao de contas e responsabilizacao das politicas. No que se refere a coordenacao horizontal, a mesma implica o alinhamento entre as diversas politicas do Governo e as prioridades da politica de turismo. Em relacao a coordenacao vertical, a mesma implica a in tegracao de politicas no piano in franacional atraves de parcerias e descentralizacao de competencias, elimi nando a deficiente transposicao para a escala regional da politica nacional de turismo e as dificuldades de mob il izacao dos agentes do setor para a implementacao da estrategia. 0 terceiro desafio é a prestacao de contas e responsabilizacao das politicas, cuja prioridade é ava liar, de forma sistematica, os seus impactos em termos economicos, sociais e no territorio e desenvolver meca nismos de monitorizacao da atividade, nomeadamente aproveitando a rede de investigadores nacionais e em estreita articulacao corn os municipios, o Turismo de Portugal e o INE. Assim, para efeitos de organizacao do planeamento turistico de Portugal continental, o modelo a adotar passa pelo reconhecimento de cinco Areas regionais, correspon dentes As NUTS II. Cumpre ainda realcar o papel que as entidades intermu nicipais poderao vir a assumir. Corn efeito, as Entidades Regionais de Turismo podem, sempre que se justifique, celebrar corn as entidades intermunicipais contratos-pro grama para o desenvolvimento do turismo regional ou sub-regional. Deve evitar-se a duplicacao de entidades corn inter vencao no mesmo territerio, dando particular enfase sua vocacao de gestor de destino e ao papel central no desenvolvimento dos produtos turisticos, corn particular incidencia no mercado interno. A competencia de promo ver Portugal enquanto destino turistico continua a ser do Turismo de Portugal, em estreita concertacao corn o setor privado. Corn base nas boas praticas internacionais, uma es trutura organizativa responsavel pela gestao do destino regional deve estar organizada em tres Areas: direcao, de senvolvimento do destino e marketing e vendas. oiREcAo CAPiT ULO IV Os programas de implementaeao Foram definidos 8 programas de desenvolvimento para o alinhamento da estrategia corn o novo contexto, as novas tendencias e a auscultacao de partes interessadas. Esta visao renovada do turismo em Portugal para o periodo 2013-2015 é materializada em 40 projetos. Para cada projeto sao identificados o fundamento de mercado e as atividades a desenvolver. , nteddos e Experiencias 0 que Autos Estrategicos Inteligencia de Met fenda isticos Plataformas Canals de Distribuic Como Qualificacac Empret Diario da Republica, 1. 0 serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2191 Para quern Onde I. Programa de Promocdo e Venda Pretende afirmar Portugal como destino turistico de eleicao no mercado das viagens e turismo e nas opcoes de compra dos turistas, atraves dos seguintes projetos: a) Ancorar a comunicactio nas pessoas e no proposito do Destino Portugal: i) Fundamento: As novas tendencias exigem que marcas e empresas alterem a forma de ver o mercado. A integracao do prop6sito do Destino Portugal — a hospital idade — por parte dos agentes é fundamental para atribuir urn sentido comum a comunicacao e inspirar "experiencias" (intera cOes) consistentes corn a proposta de valor. 0 desenvolvi mento de conteados e narrativas é basilar na comunicacao corn as pessoas. Atividades: • Fomentar o marketing movido por valores, enfati zando emocOes e focado nas pessoas; • Desenvolver in iciativas de difusao do prop6sito e da proposta de valor do Destino Portugal e divulgar casos de sucesso que fomentem a generalizacao de boas praticas na sua apli cacao; • Fomentar a articulacao da comunicacao em torno do propOsito do Destino Portugal; • Promover o desenvolvimento da comunicacao do turismo assente em narrati vas, experiencias e emocOes, atraves dos meios mais preximos e de interacao corn as pessoas; • Produzir e disseminar conteirdos inspirados no pro p6sito do Desti no Portugal. b) Alinhar a estrategia de comunicacao do turismo nacional corn as novas tendencias: 0 Fundamento: A comunicacao do destino devera ado tar urn novo paradigma focado na venda de propostas concretas de produtos, na proximidade corn as pessoas e na facilidade em acedercm as experiencias que Portugal proporciona. A segmentacao do mercado, a presenca nas etapas do processo de decisao e a opcao pela Internet, potenciam uma comunicacao corn forte impacto local e viral. ii) A ti vidades: • Desenvolver a presenca multicanal integrada dos destinos (portais, plataformas meveis, redes socials) e estimular a venda na Internet; • Capacitar os portais de destino corn estrategias de comunicacao e funcionalidades alinhadas corn as tenden cias mais atuais e inovadoras de interacao e envoi vimento corn o turista; • Fomentar a interacao corn o turista, atraves da gestao de comunidades virtuais e a presenca nas redes sociais e introduzindo uma filosofia participativa, colaborativa de cocriacao por parte dos turistas; • Reforcar a disseminacao de conteirdos digitais per sonalizados e conteudos ricos em multimedia (aplicacOes interativas, video, jogos, etc.); • Privilegiar as canwanhas na Internet baseadas em conteirdos e narrativas relevantes para o turista, bem como a comunicacao ancorada em acOes corn forte impacto local e viral; • Criar sistemas de gestao de relacao corn o cliente (CRM - CustomerRelationship Management) que permi tarn ter uma visao Onica sobre o cliente, responder as suas necessidades e potenciar a fidelizacao; • Reforcar as ferramentas de anal ise do cornportamento e das tendencias do consumidor internauta e rastrear os resultados investindo nas metricas do marketing digital. c) Lanear um novo modelo de intervene& nos merca dos alvo: i) Fundamento: A oferta turistica esta disseminada pelo territorio nacional e a sua cadeia de valor é complexa e 2192 Diario da Repriblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 composta por elos que se encontram em estados de maturi dade diferentes ao nivel de regiifies e produtos. Os agentes locais, privados e piablicos, pela sua major interaeao e pro ximidade corn o turista, sao especialmente vocacionados para o desempenho de atividades relacionadas corn as areas de interveneao do marketing do destino, nomeadamente o desenvolvimento do produto/oferta e a sua comerciali zacao. Os ganhos corn uma atuacao concertada requerem a implementacao de um novo model° de intervencao que alavanque nos pontos fortes dos agentes locais e nacionais, pablicos e privados, assegurando a coerencia e a acacia de toda a atuacao. it) Atividades: • Conceber e concertar um novo modelo de intervencao nas atividades da promocao e da comercializaeao, que envolva os agentes eeonomicos do setor; • Decompor os objetivos e a estratCgia nacional polo a promoeao e comercializacao, concertando o contributo a dar por cada um dos parceiros envolvidos; • Definir anualmente um piano de atividades e con certar corn os parceiros as acOes a desempenhar por cada urn, corn vista a alcancar os objetivos definidos; • Acompanhar e monitorizar junto das partes interve nientes a execuedo de urn piano de atividades, aferindo resultados e implementando as medidas de correedo ne cessarias para se atingirem os objetivos definidos. d) Implemental- um programa de marketing dirigido aos agentes que organizam e distribuem o produto no mercado: 0 Fundamento: Existem mercados emissores importan tes, como o Reino Unido, a Alemanha, a Escandinavia e a Holanda, corn fluxos turf sticos sign ificativos para Portugal, ern particular para o Algarve e a Madeira, onde a operacao turistica organizada representa uma quota consideravel. Apesar da desintermediacao entre cliente final e for necedor dos servicos primarios, é espectavel que a ope raga() turistica organizada mantenha n iv eis elevados de movimentacdo de fluxos, devendo ser acompanhada pela oferta nacional que, de forma concertada, deve intervir para consolidar e desenvolver as operacees existentes e fomentar o surgimento de novas. A acessibilidade aerea é condicao critica para a opera ea° turistica organ izada, ern particular para operadores de menor dimensao sem companhias aereas proprias, sendo importante promover e consolidar a viabilidade de novas operaeOes. Atividades: • Desenvolver ate ao limite do seu potencial as ope raeOes turisticas existentes e que sejam mais criticas para os destinos nacionais; • Fomentar novas operacoes, detetando oportunidades sobretudo em operadores de menor dimensao; • Consolidar a operacao aerea de interesse turistico e fomentar a criacao de rotas que, para alem de disponibili zarem lugares de aviao, pennitam o desenvolvimento da operacdo turistica organizada (pacote). e) Diversificar a carteira de mercados turislicos para Portugal: i) Fundamento: A procura turistica externa para Portugal esta muito dependente da procura dos principals mercados emis.sores europeus para os produtos consolidados. Exis tern regioes do mundo em franco crescimento economic° e corn profundas alteracOes sociopoliticas, corn impact° direto numa maior abertura ao turismo e as viagens inter nacionais, corrio por exemplo a China, a Rinsia, a India e os Emirados Arabes Unidos. Os mercados mais maduros tern segmentos corn poten cial de procura para Portugal e, por outro lado, os destinos regionais tern uma oferta de produtos turisticos que vai para alem dos seus produtos consolidados, sendo por isso possivel conjugar estas duas oportunidades, revertendo-as ern procura turistica efetiva. ii) A ti v idades: • Aprofundar o conhecimento sobre novos mercados emissores e promover a adaptacao da oferta as necessidades da procura dos mesmos; • Implementar acOes de promocao e comercializacdo em novos mercados emissores que representem oportun ida des para Portugal, e aedes de promocao e comercializaedo dirigidas a produtos turisticos especificos e a segmentos de mercado altemativos (senior, luxo, etc.) nos mercados tradicionais; • Em mercados intercontinentais procurar parcerias corn outros paises de destino, de modo a potenciar a pro cura para Portugal; • Angariar para Portugal a realizaeao de eventos socio profissionais de grande dimensao e corn forte namero de participantes internacionais, e promover a venda cruzada corn outros produtos turisticos e outros destinos junto destes participantes. 2. Programa de Contetidos e Experiencias Pretende inovar na forma como o cliente interage corn o produto, atraves dos seguintes projetos: a) Desenvolver conteados e estrategias de comunicacao: Fundamento: Comunicar e vender requerem estate gias apoiaslas nas redes sociais, nos portals de destino e nas redes de produto. Esta comunicacao depende da pro ducao de conteudos ricos, baseados em video e irnagem de qual idade, narrativas envolventes, jogos, etc., orientados para a Internet e para os di spositivos moveis. A ausencia de competencias e recursos internos nas empresas para trabalhar estes novos conteOdos e propostas de consumo abre espaeo para o surgimento de servieos especializados de animaedo, marketing de conteudos, marketing na Inter net, producao audiovisual e de jogos para a Internet, etc., orientados para a atividade turistica. 0 desenvolvimento destas competencias, dentro ou fora das empresas, é crucial para a sua diferenciacdo e competitividade. ii) A ti vidades: • Promover a sensibilizacao e articulacao dos atores na identificaeao e conhecimento dos recursos, atrativos e atividades de base regional, bem como das rotas e percursos que os ligam em rede; • Lancar urn programa de desenvolvimento de corn petencias na gestio da comunicaeao (escrita para Internet, producao multimedia, gestdo de comunidades) destinado a quadros das empresas e de incentivo ao empreendedorismo que vise fornecer estes servieos as empresas turisticas; • Criar uma base de informaeao de acesso I ivre (sobre recursos e servicos) que facil ite a criacao de conteildos orientados a diferenciacdo da oferta das empresas. Esta base deve envolver entidades nacionais e regionais ligadas cultura, ao ambiente e ao turismo, articulando a informa Diario da Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2193 cao de base do Registo Nacional de Turismo e do portal promocional do turismo em Portugal (www.visitportugal. corn); • Lancar um programa de apoio a pianos de comunica cao das empresas para a contratacao de servicos externos neste dominio; b) Incentivar a criacifio de experiencias inovadoras e o empreendedorismo: 0 Fundamento: A crescente competitividade internacio nal tern levado as empresas de servicos e a distribuicao a concentrar as suas estrategias no preco. A estrutura atual do mercado dificulta a diferenciacao, levando o consu midor a escol her em funcao de um grupo limitado de cri terios: localizacao, preco e atributos bitsicos do servico. A introducao de elementos de diferenciacao, centrados na experiencia, responde ao comportamento e preferencias do cliente turista que, ainda que sensivel ao preco, pondera positivamente a proposta de servicos que para alem da sua funcao inicial (dormir, corner, etc.) proporciona uma vivencia diferente, mais emocional. As empresas, em particular as PME, carecem de com petencias e recursos capazes de desenvolver essas expe riencias e incorpora-las na sua oferta, pelo que se toma vital ex istir uma rede de servicos que desenvolva conceitos inovadores de atividades e experiencias. e as coloquem no mercado de forma independente ou associadas a marcas de servicos (hotels, restaurantes, etc.). ii) Ati vidades: • Desenvolver mecanismos e instrumentos de apoio ao empreendedorismo inovador em turismo que assegure o ciclo de desenvolvimento de novos negocios incidindo na Area de concecao e gestao de experiencias valorizadoras da oferta (aceleracao de ideias, solucoes de financiamento, nomeadamente atraves de capital de risco e o acompanha mento inicial da operacao); • Desenvolver mecanismos e instrumentos de apoio As empresas na integracao dos servicos e experiencias na sua oferta, reforcando a diferenciacao, na forma de apoio a campanhas anuais de comunicagao e desenvolvimento de experiencias em parceria, envolvendo uma ou mais empresas turisticas e de servicos. 3. Programa de Produtos Estrategicos Pretende criar e desenvolver prod utos que atraiam e respondam a procura dos clientes, atraves dos seguintes projetos: a) Sole mar— qualificacao do produto e enriquecimento da proposta de valor: i) Fundamento: Portugal goza de elevado reconheci mento como destino de sol e mar. Entende-se que o de senvol vimento do sol e mar passa pel a aposta no segmento mais quail ficado e na sustentacao do segmento mercado de massas. Nesse sentido, devera atuar-se ria qualificacao do produto, melhorando os recursos e assegurando a inte gracao corn ofertas complementares, alargando os servicos associados, de modo a enriquecer a proposta de valor. ii) Atividades: • Assegurar, em sede dos instrumentos de gestao ter ritorial (IGT), a qualidade das Areas envolventes aos em preendimentos turisticos, da rede rodoviaria e das zonas urbanas; • Incrementar a qualidade ambiental e a acessibilidade das praias e das Areas envolventes; • Estimular o enriquecimento das ofertas de sol e mar corn atividades complementares; • Desenvolver urn programa integrado de revitalizacao do Algarve para torna-lo num destino de excelencia de sol e mar; • Melhorar as condicOes de turismo acessivel ao nivel de infraestruturas, equipamentos e servicos; • Melhorar as condigoes para a pratica do auto cara vani smo. b) Circuitos turisticos religiosos e culturais —reforgar o desenvolvimento de experiencias turisticas que destaquem a diversidade do patrimonio religioso e cultural: Fundamento: Portugal dispae de urn vasto e diversi ficado patrimenio reIigioso e cultural, em particular, em meio rural (turismo rural) que potencia a oferta. pelo que se entende fundamental o desenvolvimento de itinerarios experienciais, a qualificagao das atracOes e a melhoria da informacao ao turista visando uma promocao e corner cializacao mais eficaz dos servicos turisticos associados ao produto. ii) Atividades: • Estruturar rotas e itinerarios experienciais baseados em temas ancora da identidade portuguesa e dos fatores distintivos (religiosos e culturais) que caraterizam o pals, e promover a sua declinacao regional; • Incrementar a valorizacao turistica dos recursos (in formacao e animacao, condicOes de acolhimento, servicos e acessibilidades); • Desenvolver acaes de sensibilizacao aos agentes eco nomicos para formatarem rotinas de visitacao/usufruto turistico complementares a sua atividade principal; • Assegurar urn eficaz sistema de sinalizacao das prin cipais atracaes e manter uma boa rede de informacao ao turista; • Melhorar as condicoes de turismo acessivel ao nivel das infraestruturas, equipamentos e servicos; • Estruturar e divulgar calendario de eventos regionais corn interesse turistico que enriquecam a estada e influen ciem a decisao de escolha do destino. Estadias de curta duraccio em cidade — melhorar as centralidades turisticas e enriquecer a oferta: Fundamento: Lisboa e Porto dispoem de boas con dicOes de acessibilidade, de recursos e de atividades para competir no mercado internacional, sendo ainda de promo ver as cidades de media dimensao para o mercado intern°. Entende-se ser possivel potenciar a atratividade de Lisboa e Porto atraves do incremento de eventos e iniciativas culturais, equipamentos culturais e de lazer e itinerarios te maticos que atraiam turistas e reforcem a sua satisfacao. ii) A ti vidades: • Melhorar as acessibilidades aereas de Lisboa e Porto (operagbes de baixo custo); • Progredir nos pianos de reabilitacao e requalificacao urbana das cidades, era particular nas centralidades turis ticas; • Assegurar urn eficaz sistema de sinalizacao das prin cipais atragaes e manter uma boa rede de informacao ao turista; 2194 Dicirio da Reptiblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 • Melhorar as condicoes de turismo acessivel ao nivel das infraestruturas, equipamentos e servicos; • Reforcar a atuacAo ao nivel da valorizacao turistica dos recursos culturais e de lazer (informacdo e anima*, condicks de acolhimento, servicos de restauracAo e mo bilidade); • Estruturar e promover calendario de eventos corn interesse turistico que enriquecam a estada e influenciem a decislo de escolha do destino; • Estimular o enriquecimento de programas comple mentares corn atividades na Area do patrimonio cultural e natural das regides circundantes. d) Turismo de negocios — promover a oferta de servicos e infivestruturas: i) Fundamento: Portugal e a cidade de Lisboa encon tram-se posicionados no topo da lista dos principals desti nos mundiais no mercado associativo, sendo urn dos des tinos corn major racio de participantes por evento. Nesse sentido, considera-se importante o desenvolvimento do turismo de reuniks, apostando na qualificacAo das in fraestruturas de suporte, no reforco da captacao proativa de eventos e no desenvolvimento criativo de ofertas que contribuam para proporcionar experiencias memoraveis aos participantes. ii) Ati vidades: • Melhorar a acessibilidade aerea, sobretudo para os aeroportos do Porto e Faro; • Incentivar a instalacao de centros de congressos corn capacidade superior A atualmente existente, em particular no Algarve; • Promover a adaptacAo de infraestruturas e patrimenio a espacos para eventos e salas de reunides; • (3arantir a existdncia de estruturas profissionalizadas e dinamicas de prospecao e articulacAo das ofertas corn os agentes privados (convention bureaux); • Estimular a criacao de uma equipa de captacao de congressos, em ligacAo corn os convention bureaux regio nais, para dinamizar a prospecAo de oportunidades. e) Golfe — incentivar a promocao de Portugal como destino de golfe de classe mundial: Fundamento: 0 golfe é urn mercado turistico de redu zida dimensAo, contudo importante pelo seu gasto medic), por contrariar a sazonalidade dominante e por conferir prestigio ao destino, dispondo Portugal de mais de 80 cam pos para a sua pratica. 0 desenvolvimento do golfe deve passar pot dirigir o produto a urn cliente internacional de elevado poder de compra e pela dinamizacao do mercado intern°. ii) Ati vidades: • Introduzir em sede de IGT requisitos de eficiencia ambiental para a construcao de riovos campos de golfe; • Implementar programas para minim izar os impactes ambientais dos campos, nomeadamente na utilizacdo dos recursos, Agua e solo; • Incentivar a adocAo de boas praticas de gestAo e a implementacao de programas de certificacAo ambiental; • Assegurar a qua I idade da envolvente paisagistica dos campos de golfe; • Dinamizar uma cultura nacional de golfe; • Potenciar o portal do golfe como ferramenta de pro mocAo junto dos consumidores; • Estruturar e promover calendario de eventos de golfe de projecAo internacional; • Estimular o desenvolvimento de ofertas complemen tares integradas. J) Turismo de natureza — qualificat os recursos e os agentes em segmentos coin potencial de diferenciactio: i) Fundamento: Portugal dispOe de varios fatores dis tintivos e qualificadores enquanto destino de turismo de natureza — Areas protegidas, variedade de paisagens a curta distancia, concentracao, variedade e especies de fauna e flora (micas, formacks fosseis e vuldnicas invulgares, etc. Cons idera-se que a estruturacao da oferta, em particular, em meio rural, pressup6e melhorar as condicks de visi tack) dos recursos, apostar na qualificacAo e capacitacao dos agentes e desenvolver ofertas integradas de servicos. Entende-se que se deve reforcar a estruturacao da oferta nos segmentos passeios (a pe, de bicicleta ou a cavalo), turismo equestre e observacao de ayes. ii) Atividades: • Assegurar a requalificacAo e valorizacAo dos recursos e dos espacos criticos a estruturacao do produto no terri torio, mediante o desenvolvimento de pianos concertados e validados entre as principais partes envolvidas; • Melhorar as condicoes de acolhirnento e suportes de interpretacao das principais Areas naturais corn interesse turistico; • Assegurar urn eficaz sistema de sinalizacao das prin cipals atracks e manter uma boa rede de informacAo ao turista; • Promover politic,as de estimulo a oferta de alojamento integrado em sistemas colaborativos e de marca; • Incentivar a adocAo de boas praticas ambientais e programas de certificacAo internacional e decorrentes dos compromissos regionais e locals por parte dos empreen dimentos e agentes; • Desenvolver e promover itinerarios e propostas de servicos estruturados, corn particular enfoque nos seg mentos identificados, para clientes corn diferentes niveis de conhecimento e corn diferentes niveis de dificuldade; • Estirnular o desenvolvirnento de ofertas integradas/ pacotes de turismo de natureza. Turismo neattico — desenvolver a °feria de atividades netuticas: Fundamento: Portugal tern uma extensa linha de costa e pianos de Aguas interiores corn infraestruturas e condicks favoraveis a pratica de diversas atividades nauticas ao longo do ano, corn impacte no periodo de inverno, e tern marinas e portos de recreio de qualidade, em particular no Algarve. Entende-se que o desenvolvimento do turismo nautico passa pela oferta de atividades nauticas, nomeada mente vela e surfing, e pela qualificacao dos agentes. ii) A ti v idades: • Identificar e concessionar praias corn boas condicks para a pratica de sutfing: • Promover a adocAo de boas praticas de gestAo e a implementaclo de programas de certificacAo internacional nas marinas e portos de recreio; • Estimular o desenvolvimento da fileira de atividades nauticas no respeito pela capacidade de carga e protecao da orla costeira; Diana do Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2195 • Estruturar e promover calendario de eventos nauticos corn projecao internacional. Turismo midericial - promover a oferta existente e facilitar o acesso a informacao por cidadaos estran geiros: i)Fundamento: Existe uma vasta oferta de turismo resi dencial em Portugal, corn destaque para o Algarve e para a area de influencia de Lisboa. Complementarmente, alguns projetos de grande dimensAo aguardam a melhoria das condicOes de mercado para avancar. Entende-se relevante atuar ao nivel da simplificacao do processo de aquisicao e compra de casa e da facilitacao do acesso a informacao sobre o sistema fiscal e adm in istrativo aplicaveis aos cida daos estrangeiros que queiram residir em Portugal. ii) Ati vidades: • Simplificar e clarificar os incentivos fiscais existentes para nao residentes; • Agilizar os procedimentos referentes a concessao de autorizacao de residencia; • Disponibilizar uma plataforma na Internet de infor macao vocacionada para cidadaos estrangeiros; • Desenvolver um piano de promocao do turismo re s idencial . i) Turismo de salide - tornar Portugal num destino de excelencia internacional para o prodeito: Fundamento: Portugal tern uma oferta qualificada e diversificada, que se enquadra nos padroes da procura internacional, corn fatores que 1 he conferem urn elevado potencial de competitividade nos mercados de turismo de sairde e designadarnente de turismo medico. 0 pals dispOe de uma oferta hospitalar pUblica e privada e de servicos medicos de qualidade, que permitem torna-lo num destino de excelencia para o tratamento de determinadas patologias. Por outro lado, dispOe de condicOes naturais singulares ao nivel da variedade das Aguas termais, agua do mar e servicos de bem-estar que permitem enriquecer a oferta associada ao turismo de saade. Em parceria corn o Ministerio da Saide, entende-se que o turismo medico pode assumir-se como urn fator diferenciador da oferta do Destino Portugal, complementado corn os servicos de termal ismo e bem-estar e enriquecido corn os restantes servicos turisticos. ii) Ati vidades: • Estruturar, corn o Ministerio da Saude, a oferta de turismo medico, identificando centros de excelencia corn petitivos nos mercados internacionais; • Organizar a oferta termal, de spas e de talassoterapia corn vista a potenciar esses servicos em articulacao corn o turismo medico; • Melhorar a envolvente paisagistica dos centros de bem-estar sobretudo ern zonas corn unidades termais; • Melhorar as condicOes de turismo acessivel ao nivel das infraestruturas, equipamentos e servicos; ▪ Reforcar a adocao de programas de certificacao in ternacional pelas unidades hospitalares, termais, spas e centros de talassoterapia; • Qualificar os servicos turisticos complementares (alo jamento, atividades e agencias de viagens) para melhor responder as necessidades dos clientes do turismo de saUde e seus acompanhantes; • Desenvolver um portal de promocao e comercializa cao da oferta integrada de turismo de saide; • Desenvolver um piano de promocao do produto tu rismo de sarde para o Destino Portugal. j) Gastronomia e vinhos - enriquecer a experiencia turistica por via da gastronomia e vinhos nacionais: i)Fundamento: A qualidade e diversidade da gastrono mia e vinhos nacionais potenciam uma oferta distintiva para o turista que visita Portugal. Nesse sentido, devem assumir urn papel importante no enriquecimento da expe riencia do turista. ii) A ti vidades: • Criar e promover um referencial de utilizacao da marca «Prove Portugal»; • Sens ibi I izar os produtores/industriais agroal imentares para formatarem rotinas de visitacao/usufi -uto turistico complementares a sua atividade principal; • Incrementar a qualificacao dos servicos na restau racao, ao nivel da valorizacao dos produtos e receituario regionais e da melhoria dos servicos de cozinha e sala no ambito do «Prove Portugal»; • Desenvolver roteiros enogastronemicos suportados nos recursos distintivos das regiOes, envolvendo produtores e prestadores de servicos; • Promover internacionalmente os produtos de exce lencia e os chefes, no ambito do «Prove Portugal». 4. Programa de Destinos Turisticos Pretende desenvolver destinos turisticos acessiveis e sustentaveis, atraves dos seguintes projetos: a) Desenvolver rotas areas de interesse turistico - ini tiative.pt 2.0: i) Fundamento: Os Aeroportos sao as principais fron teiras de entrada dos turistas estrangeiros em Portugal (60% dos turistas estrangeiros entrados em Portugal). Ern abril de 2007, o Turismo de Portugal e a ANA/ANAM celebraram urn protocolo para a implementacao de urn modelo publico-privado de desenvolvimento de rotas ae reas de interesse turistico. 0 balanco da sua implementacao foi muito positivo, pelos resultados alcancados ao nivel da abertura de novas rotas estrategicas para o desenvolvi mento dos destinos. Recomenda-se assim a continuacao do programa, corn alguns acertos que confiram uma resposta mais ajustada a recente evolucao do mercado da aviacao e do turismo na Europa, assim como a sua adaptacao as caracteristicas de cada destino, ern particular no que se refere a maturacao do portiblio das rotas em operacao. ii) Atividades: • Lancamento do programa initiative.pt 2.0; • Prospecao de oportunidades quer ao nivel de novas rotas/operacees, quer no que diz respeito ao aumento de frequencias em rotas jã em operacao; • Monitorizacao dos resultados - execucao do pro grama e impacto no turismo e na economia da zona de implantacao do aeroporto. b) Desenvolver o turismo maritimo e implementar urn projeto para captactio de cruzeiros (Cruise Portugal): i) Fundamento: 0 turismo maritimo vem reforcando a sua importancia a nivel nacional bem como internacional, disponibilizando Portugal diversos portos corn condicOes 2196 Dicirio da Reptiblica, I. serie —N.° 74-16 de abril de 2013 para a rececao de navios de cruzeiro, ao longo de todo o ano: Lisboa, Funchal, LeixOes, Acores, Portimao e, mais recentemente, Cascais. A local izacao de Portugal continental e das ilhas da Ma deira e Acores permite-lhe integrar circuitos do Atlantic° e Mediterraneo, para alem das viagens de repos ic ionamento. A par da atratividade do destino, corn capacidade para criar propostas diversificadas de visita (excursoes em terra), a maioria dos portos tern realizado investimentos em infra estruturas e equipamentos, que reforcam a sua atratividade – mais de urn milhao de passageiros em 2011. 0 mercado emissor prioritario d o mercado europeu, seguindo-se o mercado norte-americano, havendo clara intencao de Portugal em querer assumir uma posicao de major destaque na oferta deste tipo de turismo, tendo Es panha como principal concorrente. it) Atividades: • Identificar e promover os portos corn condicoes fa voraveis a captacao de cruzeiros; • Estimular a melhoria continua das infraestruturas terrestres e acessibilidades maritimas; • Promover a adocao de procedimentos harmonizados e simplificados na ligacao porto/ aeroporto (operacOes de embarque e desembarque de passageiros); • Continuar e incrementar a aposta na simplificacao e agilizacao da atuacao das diversas autoridades interve nientes (Servicos de Estrangeiros e Fronteiras, Autoridade Tributaria e Aduarieira, A utoridade Maritima, Sanidade e Autoridade Portuaria); • Melhorar as condicoes de acolhimento, informacao e mobilidade em terra aos passageiros de cruzeiros (criar percursos mais rapidos para os autocarros de turismo, disciplinar a oferta de servicos de taxis); • Crescer no segment° das operacOes de embarque e desembarque (turnaround), ainda que na modal idade parcial (interporting, isto é., portos de escala e simulta neamente de embarque e desembarque); • Lancar, no ambito da reforma geral do setor portua rio prevista no Plano Estrategico dos Transportes, no vas concessOes para term inais de cruzeiros e melhorar as existentes, num contexto global de reformulacao da sua envolvente portuaria e seu enquadramento no respetivo espaco urbano; • Reduzir os custos da fatura portuaria aplicavel aos navios de passageiros, assegurando que as respetivas taxas sao competitivas; • Divulgar a oferta do destino/ portos junto dos agentes do setor e do consumidor final, atraves do desenvolvimento de conteados e sua disponibilizacao, sobretudo na Internet • Real izar acoes de promocao e incentivo a venda do destino/ portos, dirigidas aos agentes do setor (companhias de cruzeiro, agentes que organizam as excursoes em terra, agentes de viagens, etc.). c) Implemental - urn projeto para a captaceto de estcigios desportivos: Fundamento: Os estagios desportivos, em diversas modalidades, tern vindo a assumir uma relevancia cres cente, tanto ao nivel dos fluxos gerados (nomeadamente de paises que procuram destinos corn melhor clima), como da criacao de novas e modernas infraestruturas desportivas (nomeadamente centros de alto rendimento). As condicOes climatericas do pals, associadas as aces sibilidades aereas e a qualidade da oferta hoteleira, corn plementadas corn modernas infraestruturas desportivas, revelam-se atributos importantes para sustentar a atrativi dade de Portugal na captacao de estagios desportivos. A realizacao de estadas de media duracao, par grupos de media dimensao, corn poder de compra e em periodos de epoca baixa, traduzira, seguramente, resultados relevantes nas economias regionais e na credibilizacao de Portugal como pals de acolhimento de atletas de alta competicao. ii) A ti vidades: • Proceder ao levantamento e caracterizacao das in fraestruturas desportivas, da oferta hoteleira e servicos turisticos complementares; • Identificar os mercados potenciais, caracterizar o perfil de procura e os canais de comunicacao/distribuicao; • Apostar na simplificacao e agilizacao da atuacao das diversas autoridades intervenientes; • Divulgar a oferta do destino junto dos agentes e mer cados alvo, atraves do desenvolvimento de conteados e sua disponibilizacao, sobretudo na Internet; • Estimular a criacao de uma equipa de captacao de estagios desportivos para dinamizar a prospecao de opor tunidades e promocao do destino. d) Desenvolver o turismo militar Fundamento: Existem em Portugal diversas instala cOes militares, ativas ou nao, que demonstram urn forte potencial de exploracao turistica, quer pelo seu significado historico-cultural, quer pela possibilidade de construcao na tematica, de propostas integradas de experiencias turisticas diferenciadas e caracteristicas, perm itindo o acesso a novos segmentos de mercado e perfis de consumo. Estes elementos, constituem, nao so urn fator de diver sificacao da nossa oferta e de mercado, mas tambem um fator de qualificacao da imagem do destino Portugal. ii) Atividades: • Realizacao do inventario do patrimenio militar corn vocacao para a atividade turistica • El aboracao de uma proposta de Rede Nacional de Roteiros de Histeria Militar que integre o patrim6nio mi litar corn vocacao turistica, classificado por tipologia, por periodo hist6rico e outros criterios considerados pertinen tes. • Criacao de uma imagem de marca para o produto Turismo Militar, declinada do sistema de identidade do turismo portugues. • Preparacao de urn Plano de Promocao do Turismo Militar. • Desenvolvimento de propostas de carater educativo e formativo que valorizem o conhecimento da Hist6ria de Portugal; • Desenvolver urn model° integrado de gestao e ope racao da Rede Nacional de Roteiros de Histeria Militar. e) Desenvolver o turismo cient(fico i) Fundamento: o nosso pals é dotado de urn conjunto de entidade de reconhecido prestigio internacional na area cientifica, bem como locais e elementos que constituem urn campo de interesse para o estudo e investigacao cientifica. Desta forma, pretende-se estruturar estes atributos numa oferta turistica organizada, diversificando a atividade do setor para segmentos de mercado corn potencial de cres cimento e efeitos estruturantes, pelo seu contributo na atenuacao da sazonalidade e qualificacao da procura. Diario do Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2197 Atividades: • Levantamento e priorizacao das entidades cientificas nacionais, bem como dos reconhecidos locals e motivos de estudo e investigacao cientifica em Portugal. • Divulgacao dos motivos de interesse e entidades da oferta turistica cientifica portuguesa, junto das comuni dades cientificas internacionals, nos principals mercados emissores de turistas e nos principals centros de investi gacao a nivel mundial. • Criacao de condicdes de atracao de investigadores para Portugal, no ambito da atuacao do SCTN. • PreparacAo de urn Plano de Promocao do Turismo Cientifico. • Desenvolvimento de acetes de captacao para Portugal de Eventos intemacionais na Area cientifica, designada mente Congressos e Conferenclas. Reforcar a competitividade do destino Algarve: 0 Fundamento: Da analise do desempenho do destino Algarve decorre a necessidade de revitalizar a sua capa cidade de atracao de turistas. Entende-se ser fundamental atuar ao nivel da (i) eliminacao dos constrangimentos na acessibilidade aerea e rodoviaria; da (ii) estruturacao da capacidade financeira das empresas; da forrnactio de recursos humanos; da (iv) fidelizacao de clientes; do (v) reforco da satisfacao da estada atraves do enriqueci mento e diversificacao da oferta; da (vi)requalificacao dos espacos piiblicos; e da (vii) da promocao e comercializacao do destino. A atuacao no medio prazo devera consolidar e promover urn conjunto de iniciati vas que permitam reposicionar o Algarve como um destino turistico de excelencia e corn capacidade para acolher os segmentos senior e coin mo bilidade reduzida. Tambem devera diferenciar-se atraves da existencia de service's e infraestruturas que privilegiam certificacOes e selos de qualidade de gestao e ambiental. it) Atividades: • Rethrgar e adaptar o programa initiative.pt 2.0 As necessidades do destino Algarve; • Apoiar a valorizacao turistica de infraestruturas, equi pamentos e espaco péblico que enriquecam a experiencia do turista; • Lancar mecanismos e instrumentos especificos para a consolidacao da estrutura financeira das empresas; • Lamar programas de formacao para recursos huma nos no ativo e desempregados; • Criar calendario tematico das atividades e eventos de animacao turistica; • Montar um piano de comunicacao e relacoes publicas para revitalizacao do destino; • Reforcar a promocao e comercializacao do Algarve, incluindo a contratacao de equipas comerciais nos princi pais mercados emissores; • Criar a opcAo de reserva no portal do destino; • Criar o Algarve Sports & Convention Bureau; • Dar, no ambito do desenvolvimento da matriz de produtos para o destino, especial atencao a promocao do turismo residencial e a estruturacao do turismo de sailde. g) Desenvolver destinos turisticos sustentciveis: Fundamento: A sustentabilidade deve constituir a base das politicas piblicas a escala nacional, regional e local, orientadas para urn desenvolvimento de longo prazo, gerador de riqueza e ernprego, alicercado nos valores e tradicOes locals, contribuindo para a preservacao e con servacao dos recursos naturals. A capacidade do turismo de afirmar-se como veiculo de melh.oria da qualidade de vida das populacOes e de reducao das assimetrias regionals constitui prioridade das politicas piiblicas de turismo e a assuncao de que os espacos rurals naturals de qualidade e as atividades a eles ligadas sao fatores essenciais para a di ferenciacao e qualificacao de diferentes setores de oferta turistica e para a atenuacAo da forte sazonalidade da oferta e da procura atual. ii) A ti vidades: • Contribuir para a avaliacAo do impacto e identifica cao de medidas correti vas, face As apreensoes de natureza geofisica de longo prazo que interferem corn o desenvolvi mento da atividade ou que so condicionadas por ela (zonas balneares, dinamica da orla costeira, regime hidrolegico, disponibilidade de Agua potAvel, etc.); • linplementar pianos regionais de desenvolvimento turistico que garantam uma abordagem e visa° de longo prazo e a participacao ativa das comunidades locals e agentes Oblicos e privados, assim como a articulacao do turismo corn as estrategias de base regional, incluindo os sistemas de financiamento que as suportam; • Desenvolver fileiras de produtos turisticos que po tenciem os valores, as praticas tradicionais e os recursos locals e contribuam para a reducao da sazonalidade; • Capacitar os fornecedores de produtos e servicos tu risticos para a sustentabilidade, estimulando a cooperacao entre as partes interessadas e a diversidade de oferta; • Estimular a aplicacAo de boas praticas ambientais e de responsabilidade social por parte dos fornecedores de produtos e servicos turisticos; • Preservar e potenciar o patrimonio natural e cultural; • Desenvolver instrumentos de avaliacao de impactos da atividade turistica, incorporando-os no process° de planearnento. Promover a irnplementac 'do de sisternas de qualidade no set or do turismo: Fundamento: 0 desenvolvimento e implementacao de urn programa de qualidade para o turismo é fundamental para a melhoria da qualidade dos service's na general idade dos subsetores da atividade, para a maior eficiencia da gestao das empresas e para o posicionamento de Portugal como destino de qualidade. Neste contexto, havera que aprofundar o trabalho desenvolvido, alargando os produtos turisticos cobertos por normas de qualidade, aumentando o niimero de empresas certificadas no ambito do Sistema Portugues de Qualidade (SPQ) e monitorizando os resulta dos da sua apl icacAo em termos de penetracao no mercado e impacto na qualidade do servico; ii) A ti vidades: • Dinamizar os processos de criacao de normas de qual idade em articulacao corn o Organismo Nacional de Normalizacao, para os produtos turisticos, alinhadas corn as normas europeias e internacionais e inseridas nas dina micas da Un ido Europeia; • Dinamizar a implementacao de processos de certifica cao de sistemas de gestao conducentes A sustentabilidade, designadarnente das atividades nos espacos naturais, tendo em conta as vertentes da qualidade, do ambiente, da segu ranca e da responsabilidade social; 2198 Dicirio da Reptiblica, I. serie — N.° 74-16 de abril de 2013 • Promover a certificacao de sistemas de gestao para organismos de certificacao acreditados no ambito do SPQ, di vulgando a sua atividade junto das empresas do setor; • Desenvolver acOes de sensibilizacao e divulgacao so bre a qualidade no turismo em todo o territorio nacional; • Desenvolver instrumentos de monitorizacao do pro gresso em materia de implementacao de sistemas de gestao, nomeadamente, nas vertentes da qualidade, do ambiente, da seguranca e da responsabilidade social, bem como os resultados associados a esse processo, em termos do de sempenho interno das empresas e do nivel da satisfacao dos seus clientes. Tornar Portugal num destino acessivel para todos Fundamento: 0 turismo é urn bem social que deve estar ao alcance de todos os cidadaos, sem que nenhum grupo da populacao seja excluido. De acordo corn a Organ izacao Mundial do Turismo (OMT), em 2010, o turismo representou um volume de 935 mil hees de pes soas — dados que perm item estimar que o ninnero de turistas no segmento do turismo acessivel tera sido de 65 a 75 milhOes (se considerarmos que deste total se estima que 7 a 8% correspondem a turistas corn alguma limitacao). Tendo em conta que estes turistas tendem a viajar acompanhados, o nirmero pode auxnentar significa tivamente. A European Network for Accessible Tourism estima que atualmente existam cerca de 127 milhOes de europeus corn alguma necessidade especifica durante a sua viagem. Atualmente, o turismo ainda no é uma atividade aces sivel a todos os cidadaos, corn especial enfase nas pessoas corn mobilidade condicionada por deficiencias de natureza motora, visual, auditiva, intelectual e outras. 0 desapa recimento desses impedimentos induzira ao incremento das deslocacOes e a uma major exigencia na prestacao de servicos turisticos. Esta real idade, conjugada corn a exis tencia de infraestruturas, equipamentos e servicos acessi veis, WA corn que pessoas corn mobilidade condicionada se tornem potenciais clientes, constituindo um fator de desenvolvimento economic°. ii) Ati vidades: • Fomentar a implementacao de programas integrados de desenvolvimento de destinos turisticos acessiveis (es paws piblicos, equipamentos culturais e de lazer, praias, transportes, atendimento, etc.); • Fomentar a criacao de condicoes para o acolhimento de turistas corn mobilidade reduzida nas infraestruturas e servicos turisticos (alojamento, animacao turistica e res tauracao); • Desenvolver aces de formacao e sensibilizacao para o acolhimento de turistas corn mobilidade reduzida junto dos agentes turisticos e municipios; • Assegurar, em format() acessivel, a prestacao da infor macao sobre a acessibiIidade das infraestnituras e servicos turisticos na comunicacao promocional dos destinos. j) Promover a simplificac o de processos e a reductio de custos de contexto: Fundamento: Corn vista a garantir criterios de con correncia e melhorar a competitividade das empresas, re comenda-se a continuacao do esforco desenvolvido nesta materia, e conferir ainda major enfase, a desmaterializacao de procedimentos de forma a obter ganhos de celeridade dos processos e a simplificacao de procedimentos, nome adamente atraves de reducao de etapas, de mecanismos de reconhecimento automatic° e mecanismos de controlo a posteriori em materia de licenciamento. ii) A ti vidades: • Institucionalizar urn mecanismo de consulta canal ise previa de intencbes de investimento; • Promover a reflexao corn a area de ordenamento do territorio, no sentido de simplificar o processo de licen ciamento dos empreendimentos turisticos; • Consagrar em termos legais urn prazo maxim° para a execucao dos projetos incluidos em pianos de pormenor ou pianos de urban izacao; • Rever a legislacao da Declaracao de Interesse para O Turismo, a fim de obter ganhos de celeridade e agilizar a sua atribuicao; •1 Prom over a integracao da Declaracao de Interesse para o Turismo no balcao Utile() eletronico de servicos. 5. Programa de Capacitacii o Financeira e Moder nizacii o Pretende-se capacitar e modernizar as empresas para o exercicio da atividade turistica, atraves dos seguintes projetos: a) Consolidar a estrutura financeira das empresas: i) Fundamento: A estrutura financeira das empresas caracteriza-se, regra geral, por urn insuficiente nivel de capitals prOprios e por urn elevado nivel de endividamento, resultado, nao 56 de uma cultura pouco orientada para a captacao de novos investidores e para a cooperacao entre empresas, mas tambem de urn period° (relativamente recente) em que o acesso ao financiamento bancario se caracterizava pela facilidade e baixos custos. A conjuntura economica e financeira fez realcar a "historica" inadequa cao da estrutura financeira das empresas do setor, que as encontrou descapitalizadas para fazer face as novas exi gencias, fechadas na sua base acionista e a libertar meios que, podendo ate traduzir uma exploracao operacional positiva, nao sao suficientes, em muitas situacees, para fazer face aos servicos de divida assumidos. A adequacao da estrutura financeira das empresas constitui, assim, um fator critico, nao apenas para o reforco da competitividade das empresas, mas sobretudo, e nas atuais circunstancias, um pressuposto fundamental para a sua propria sobre vivencia e dos postos de trabalho que neste momento asseguram. ii) Atividades: • Desenvolver mecanismos e instrumentos que pro movam a capitalizacao das empresas, seja atraves do ins trumento capital de risco ou da captacao de novos inves tidores; • Desenvolver mecanismos e instrumentos que promo yarn a reestruturacao dos servicos de divida das empresas viaveis, seja atraves de programas de carencia de amorti zacOes ou do alargamento dos prazos de amortizacao ou de operacoes de fundo de investimento imobiliario; • Desenvolver mecanismos e instrumentos que per mitam o acesso das empresas a apoio de tesouraria que assente na utilizacao de ativos; • Desenvolver mecanismos e instrumentos que promo yarn a cooperacao entre empresas. no sentido de lhes dar massa critica, atraves de processos de fusao e concentracao, assentes sobretudo em mecanismos de capital de risco. Diario da Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2199 b) Oualificar as empresas por via da modernizactio: Fundamento: A intervencao ao nivel da reducao de custos de exploracao, do reforco da estrutura que permita uma melhor abordagem aos mercados e a qualificacao da gestao da empresa, constituem pressupostos fimda mentais para a competitividade das empresas do setor do turismo. Neste context°, revela-se particularmente critica a intervencao ao nivel da eficiencia energetica, da gestao racional do uso da Agua, da economia digital e da inter nacional izacao. Pretende-se que as empresas adquiram uma major ca pacidade de gestic), desenvolvam acoes que permitam a reducao dos custos energeticos e do uso da agua e que aumentem as suas vendas em resultado do melhor apro veitamento da economia digital e das acees de promocao internacional. it) Atividades: • Desenvolver estudos de caso que permitam quan tificar o valor acrescentado do investimento nos fatores dinamicos de competitividade apontados; • Desenvolver acoes de sensibilizacao para as empre sas sobre a importancia da atuacao ao nivel dos fatores dinamicos de competitividade; • Desenvolver iniciativas que promovam a capacitacao das empresas para os novos desafios da gestao; • Desenvolver iniciativas corn as associacoes empresa riais do setor que pennitam concretizar projetos conjuntos de empresas; • Sistematizar um quadro de apoio financeiro ao de senvol vimento de acoes ao nivel dos fatores dinamicos de competitividade indicados; • Monitorizar os resultados obtidos face aos objetivos pretendidos. Valorizar a °feria turistica: Fundamento: A qualidade da oferta turistica cons titui um element° decisivo para a satisfacao dos turistas e a valorizacao internacional do turismo em Portugal. Neste sentido, nAo é possivel assegurar a competiti vidade das empresas e do destino sem que se garanta uma oferta de qualidade, diversificada e diferenciada, assente no patrim6nio cultural e natural, assim como no aprovei tamen to dos recursos endegenos di stint ivos. Urn programa de valorizacao da oferta turistica per mite sistematizar e priorizar a atuacao, seja no context° do desenvolvimento de oferta por parte das empresas. seja no contexto do desenvolvimento de infraestruturas ou outros investimentos que permitam melhorar a sua envolvente de atuacao, reforcando a competitiv idade do destino Portugal e, em consequdncia, das proprias empresas do setor. Atividades: • Consensual izar a priorizacao da atuacao ao nivel do investimento na valorizacao da oferta turistica na cional; • Sistematizar um quadro de instrumentos de apoio financeiro ao desenvolvimento dos investimentos subja centes As prioridades de valorizacao da oferta; • Desenvolver Noes de sensibilizacao junto das em presas e demais agentes do setor quanto ao quadro de prioridades de atuacao para a valorizacao da oferta; • Mon itorizar os resultados obtidos face aos objetivos fixados. 6. Programa de Qualificacdo e Emprego Pretende-se qualificar os profissionais de turismo para a excelencia do servico e da gestAo, atraves dos seguintes projetos: a) Organizar a educactio e a formactio para o setor do turismo: 1) Fundamento: E fundamental articular os pianos de formacao, a nivel nacional e regional, para uma melhor organ izacao da oferta formativa entre os agentes nacionais e os operadores regionais e por forma a otimizar os recursos e a evitar excessos ou &flees de formacao nas diferentes regioes do pals. E tambern importante o desenvolvimento de estudos de diagnostic° e prospetivos sobre a evolucao das qualificacoes do setor A multiplicidade de cursos corn designacOes e curricula semelhantes mas corn saidas pro fissionais e niveis de equivalencias diversos (para o mesmo curso/profissao) carece de organizacao. Assim, existe a ne cessidade de criar referenciais agregadores da oferta form a tiva do setor, organizados por segmentos de atividade, que contribuam para uma melhor racionalizacao de recursos. ii) A ti vidades: • Organ izar os referencia is de oferta formativa e saidas profissionais do setor; • Estruturar a oferta formativa atual em articulacao corn referenciais de formacao; • Reorganizar a oferta formativa da rede de escolas de hotelaria e turismo por segmentos de especializacao; • Criar um forum para articular os projetos tecnico-peda gogicos das entidades corn competencias fortnativas na Area do turismo; • Desenvolver novas ofertas formativas (atendendo As necessidades emergentes) corn base em referenciais de formacao; • Desenvolver mecanismos de colaboracao na divul gaga° na Internet da oferta formativa; • Realizar um estudo de diagn6stico sobre a evolucao das qualificacOes do setor. b) Desenvolver as profisseies estrategicas para o tu rismo: Fundamento: Existe urn conj unto de profissoes que pela sua importancia para o setor devem ser consideradas estrategicas e em que a qualificacao dos profissionais, quer ao nivel tecnico, quer ao nivel comportamental, deve ser exemplar. Por outro lado, hA necessidades emergentes que revelam novas funcees que tern de ser bem enqua dradas e desenvolvidas pelo contributo decisivo para o crescimento do turismo. E tambem importante qualificar profissionais para segmentos de mercado especiais como seniores, portadores de deficiencia ou mobi I idade reduzida (turismo inclusivo). Estudos real izados recentemente identificam varias profissoes ou funcoes estrategicas no setor do turismo. Reconhecemos uma selecao das mesmas: 1) tecnicos de de senvol v imento da oferta turistica; 2) especialistas em ma rketing, distribuicao e vendas (incluindo novos canais); 3) cozinheiros, tecnicos de cozinha/pastelaria; 4) especial istas no atendimento e servico ao turista, incluindo restauracao e bebidas; 5) tecnicos de manutencao e operacao de infra estruturas e equipamentos turisticos; 6) especialistas em gestao e maxiinizacao de proveitos (revenue e yield mana gement); 7) tecnicos de qualidade, ambiente e sustentabili dade no turismo; 8) gestores e guias de turismo de natureza 2200 Diário da Repriblica, I. serie—N.° 74-16 de abril de 2013 e de circuitos turisticos religiosos e culturais para espacos naturals; e 9) gestores (chefias intermedias e de topo). ii) Ati vidades: • Lancar acOes de formacao (formacao continua) e cursos especificos (formacao inicial) nas Areas criticas para o desenvolvimento das profissOes estrategicas do turismo; • Envolver todas as entidades que formam nas Areas de turismo em Portugal; • Real izar uma conferencia nacional sobre profissOes estrategicas e formacao necessAria As mesmas. c) Proporcionar uma base deforrnaçâo comum e trans versal para os profissionais do turismo: Fundamento: Para que a experiencia do turista que visita Portugal seja homogenea na qualidade é necessArio alinhar o desempenho dos profissionais que atuam no setor assegurando a existencia de competencias base essenciais. 0 emprego no setor do turismo 6 dominado pot (1) profis sionais no formados em turismo e por (ii) urn conj unto de profissdes de forte cariz tocnico. A formacao existente estA particularmente direcionada para a vertente especializada, descurando outras competencias fundamentals. Entende-se que a elevacao do nivel de qualificacOes dos profissionais do setor deverA ter por base um conjunto de competencias essenciais que assegurara o desenvolvimento de conhecimento fundamental para a boa relacao corn o turista em dominios como o acolhimento, o atendimento, o servico, a historia, a geografia, a arte/cultura, a gastronomia e a lingua inglesa e alema. Ati vidade: • Lancar um programa de formacao especifico para empregados do setor que nao tern qualquer formacao nas Areas do turismo. d) Qualificar outros profissionais para o turismo e a interaca'o corn o turista: 0 Fundamento: 0 momento economico e social que Portugal atravessa, corn niveis de desemprego elevados, justifica que exista uma preocupacao grande para a requa lificacao de profissionais de outros setores para integrarem uma atividade estrategica para o pals como é o turismo. Por outro lado, a intern*, com o turista nao estA circuns crita as profissOes do turismo: 6 transversal A populacao e a um conjunto alargado de profissionais que devem set competentes e empaticos nessa relacao, como pot exemplo os elementos das forcas de seguranca, já corn trabalho es pec ifico nestas matdrias. A formacao especifica de taxistas, policias, lojistas, bilheteiros de espetAculos, entre outros, corn especial enfoque nas zonas frequentadas pelos turistas fator fundamental para potenciar a satisfacao do turista. i0 Atividades: • Articular corn parceiros a (i) identificacao de desem pregados para integrar funcoes especificas; a (ii) formacao profissional a esses desempregados; e a sua ( iii) integracao no mercado de trabalho na funcao identificada; • Lancar noes de forma* especificas de curta du racao para a populacao e profissionais nao diretamente empregados no setor do turismo. e) Promover o empregojovem no setor do turismo: Fundamento: A captacao de jovens para trabal harem no setor do turismo é uma prioridade. Nesta atividade em constante evolucao, corn uma forte dimensao internacional e ern que a criatividade e o empreendedorismo sac) criticos para o desenvolvimento, é fundamental o rejuvenescimento dos recursos htunanos. A integracao de jovens qualificados para trabalharem no turismo ern conjunto corn os atuais profissionais do setor pode contribuir para uma cadeia de valor mais sustentavel e uma experiencia turistica melhor, desde a captacao a fidelizacao e recomendacao. ii) Atividades: • Dinamizar e promover para o ttuismo programas mul tissetoriais de apoio ao emprego e ao empreendedorismo jovem; • Acentuar a oferta de formacao inicial de jovens ern hotelaria e turismo, com enfoque especial no empreende dorismo e nos dominios do servico ao turista; • Lancar uma campanha de dinamizacao do emprego jovem no turismo, valorizando as profissOes do setor. J ) Disseminar o conhecimento sobre as novas tendencias e a inovacik no setor: Fundamento: E necessArio intervir no sentido de me lhorar o conhecimento no setor, aumentando a capacidade de atualizacao dos seus profissionais e a sua sensibilizacao para inovar nos produtos e servicos disponibilizados. E im portante chamar a Portugal o conhecimento sobre a inova cao, introducao de novas prkicas, dinamicas e processos desenvolvidos a nivel global. Para tal, deve procurar-se a participacao de entidades, nomeadamente as que operam a nivel da educacao, inovacao e desenvolvimento e que lideram internacionalmente o conhecimento sobre estas temkicas. Fomentar o desenvol vimento da lideranca dos gestores e do empreendedorismo como alavancas da eco nomia nacional e do turismo em particular. ii) Atividades: • Montar uma rede de partilha e intercambio de infor macao e boas prAticas do estado da arte nas vArias Areas do turismo a nivel mundial; • Realizar uma sessao anual (corn workshops e confe rencia), corn o envolvimento de entidades e personalidades de reconhecido merit° e a participacao de empreskios e gestores; • Promover os temas relacionados corn o desenvolvi mento de capacidades de lideranca e empreendedorismo nos cursos de formacao inicial e continua na area do tu rismo. 7. Programa de Plataformas e Canals de Distribuictio Novas formas de apresentar o produto, contactar e dia log& corn o cliente, atraves dos seguintes projetos: a) Criar referencial para representaceio das empresas na Internet: i) Fundamento: A presenca das empresas na Internet requer o desenvolvimento de conteirdos e a apresenta çao de servicos de modo a maxim izar a visibilidade e a capacidade de interacao corn o cliente final e corn in termediArios. As empresas, especialmente as PME, tern hoje uma preset-tca limitada no seu alcance e capacidade para se articular corn outros servicos no destino ou na distribuicao. Melhorar esta presenca significa dispor de urn referencial que identifique claramente a inforrnacao e os servicos a disponibilizar num formato qua facilite a interoperabilida.de no contexto das redes digitais e o seu relacionamento corn o cliente. Diario da Republica, 1.° serie —N.° 74— 16 de abril de 2013 2201 Ainda que o mercado de tecnologias forneca servicos parcelares que respondem a estas necessidades, verifica-se a inexistencia de integracao das varias componentes de gestAo e de linhas de orientacao para a satisfacao de requi sitos minimos de eficiencia na Internet, sendo importante mobilizar as empresas e os fomecedores de tecnologia para a criacao de urn modelo global de informaclo e ser vicos para a representacao das empresas na Internet e a definicao de modelos de interoperabilidade que facilitem a sua integracao e o seu alinhamento coin iniciativas in ternacional s de estandardizacao (Open Travel Alliance, TOURISML ink, etc.). ii) Ati vidades: • Promover urn estudo sobre a eficiencia da presenca na Internet das empresas turisticas em Portugal; • Criar um grupo de colaboracao corn todos as partes in teressadas para a criacao e gestao de urn referencial de pre senca na Internet e para a promocao da interoperabilidade; • Promover uma campanha de sensibilizacao junto das PME para os requisitos de uma presenca eficiente na Internet. b) Preparar as empresas para as redes digitais: 0 Fundamento: A intensificacao do uso da tecnologia teve urn efeito paradoxal na atividade turistica: se por urn lado tornou o alcance da oferta muito maior (multiplicacao de canais de comunicacao e distribuicao), criou tambem uma enorme complexidade de gestao do relacionamento corn os clientes e intermediarios. Universalizar o acesso A tecnologia e suportar a competitividade implica atuar ao nivel dos destinos por forma a facilitar os contextos dife renciadores da sua oferta, reforcar a cooperacao na partilha de investimentos e custos, promover as competencias e apoiar o desenvolvimento tecnolegico de vanguarda. As plataformas tecnologicas que suportam a gestao e promocao do destino devem criar condiOes para: (i) dar visibilidade As empresas facilitando a comercializacao da sua oferta (canal direto ou atraves de intermediarios); (ii) facil itar a integracAo de servicos de varios fornecedores criando propostas de consumo mais integradas; (iii) facili tar o acesso das empresas A tecnologia, especialmente das PME, promovendo o acesso a utilizacao de ferramentas partilhadas de gestao, marketing, inteligencia de negocio business intelligence, gestao de conteados, etc.. ii) Atividades: • Identificar e analisar as plataformas de destino exis tentes e o seu desempenho e extensao funcional; • Desenvolver componentes de servicos colaborativos necesthrios ao cumprimento das novas necessidades das empresas; • Certificar plataformas de destino (disponibilizacao dos servicos minimos As empresas). Estas iniciativas sera° articuladas corn a iniciativa PME Digital, que visa preparar as micro, pequenas e medias empresas para a economia digital 8. Programa de lnteligencia de Mercado e MDT Procurar novos clientes ou necessidades ma° servidas e novos parceiros, atraves dos seguintes projetos: a) Aprofundar o conhecimento de mercado: 0 Fundamento: A concorrencia crescente na atividade turistica requer das empresas uma maior capacidade de observacao dos mercados — conhecimento profundo da estrutura e comportamento da procura, das estruturas de distribuicao e dos seus agentes, dos media tradicionais e das redes digitais relevantes, da oferta de destinos concorren tes, etc. A identi iicacao de comportamentos, segmentacao fina, antecipacao de tendencias, anal ise de concorrencia, sao atividades onerosas e dificeis de estruturar, send° im portante ganhar escala para assegurar urn adequado conhe cimento dos mercados e apoiar as empresas na utilizacao destes recursos para a definicao do seu posicionamento e da sua atuacao tatica, articulando a aquisicao/recolha de informacao e a sua difiisao seletiva (segmento/produto). ii) A ti vidades: • Elaborar e consensualizar urn quadro de prioridades que suporte os program as de desenvolvimento de produtos e destinos da estrategia nacional de turismo e identificar pacotes de informacao segmentados a recolher e prospe tar; • Identificar agentes relevantes nos mercados interna cionais para a recolha e analise da informacAo local; • Criar uma plataforma para viabilizar a cooperacao no acesso a informacao critica de mercado, estabelecendo condicOes de associacao de entidades e empresas na enco menda e acesso aos dados. b) Dinamizar projetos de I&DT com incidencia no Tu rismo: Fundamento: A crescente competitividade no mer cado favorece a introducao de tecnologias inovadoras que faci I item a diferenciacao e reduzam os custos de operacao das empresas. A identificacao de novas tecnologias ou a adaptacao de tecnologias recentes a este prop6sito pode contribuir para novas vantagens de mercado. 0 desenvol vimento do dialog° entre os centros de investigacao e as empresas podera conduzir a emergencia de projetos de I&DT aplicados que tragam vantagem ao setor do turismo e contribuam, simultaneamente, para o reforco e interna cionalizacao de urn cluster tecnolOgico sectorial, tirando partido das competencias e do trabalho realizado pelo Polo de Competitividade do Turismo. Uma abordagem estruturada ao I&DT para o turismo contribuira para a mobilizacao de recursos de apoio na cional e internacional (UE) a investigacao em favor de projetos corn incidencia no setor. ii) A ti vidades: • Dinamizar uma plataforma de discussao e de promo cao das iniciativas em torno dos temas e prioridades de I&DT nas Areas das TIC 's e eficiencia ambiental; • Formalizar o process° de adesAo a rede (instituicees, empresas e especialistas); • Identificar projetos especificos de I&DT; • Explorar oportunidades de cooperacao e financia mento internacional; • Incluir o dominio na agenda de cooperacao interna cional. CAPiTULO V Monitorizacao do PENT 0 PENT devera ter uma estrutura prOpria para o acorn panhamento da sua implementacao e mobil izacao do setor. A estrutura pode dividir-se em tres Areas principais: 1. 0 Com ite Diretivo, no qual o Gabinete do Secretario de Estado do Turismo, a Confederaclo do Turismo Por 2202 Dicirio da Republica, 1.° serie—N.° 74-16 de abril de 2013 tuguds e o Turismo de Portugal acompanham o process° de implementacao das solucoes apresentadas pelos varios intervenientes (incluindo as relacionadas corn ajustamento de objetivos a novos contextos) e se relacionam corn en tidades externas. No quadro da gestAo do PENT devera ser real izada pelo menos uma reuniao semestral, corn a participacao ativa dos parceiros relevantes para refletir sobre as tematicas de turismo; 2.A Gestao de Programas, no qual parceiros e os respon saveis de cada projeto monitorizam o seu desenvolvimento e os adequam ao contexto de forma sistematica. No qua dro da gestao do PENT deverao ser realizadas reuniOes bimestrais; 3. A Coordenacao dos Projetos, no qual o responsavel de cada projeto acompanha a sua execucao, faz o relatorio peri6dico dos resultados e se relaciona corn as regioes e outras partes interessadas envolvidas A medida das ne cessidades. No quadro da gestao do PENT deverao ser realizadas reunioes mensais.

Resolution of the Council of Ministers No. 24/2013 approving the revision of the National Strategic Plan on Tourism (PENT) for 2013-2015 · Nelum