Law No. 56/2018 creating the independent technical observatory for assessing, monitoring and evaluating forest and rural fires occurring in the national territory
صدر في 2018-08-20 · النص بتاريخ 2026-10-01
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عن هذا القانون
- العنوان الأصلي
- Lei n. 56/2018 - Cria o observatório técnico independente para análise, acompanhamento e avaliação dos incêndios florestais e rurais que ocorram no território nacional.
- اللغة
- Portuguese
- النوع
- قانون
- الدولة
- البرتغال
- الموضوعات
- Forestry, Wild species and ecosystems
- الكلمات المفتاحية
- institution, fire management, forestry protection measures, legal proceedings/administrative proceedings, monitoring, forest management/forest conservation, governance, hazards, protection forest, protection of habitats, biodiversity
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4252 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2018 Lei n.º 56/2018 de 20 de agosto Observatório técnico independente para análise, acompanhamento e avaliação dos incêndios florestais e rurais que ocorram no território nacional A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: Artigo 1.º Observatório técnico independente A presente lei cria o observatório técnico independente para análise, acompanhamento e avaliação dos incêndios florestais e rurais que ocorram no território nacional, dora vante designado como Observatório, cuja missão consiste em proceder a uma avaliação independente dos incêndios florestais e rurais que ocorram em território nacional, pres tando apoio científico às comissões parlamentares com Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2018 4253 competência em matéria de gestão integrada de incêndios rurais, proteção civil, ordenamento do território, agricul tura e desenvolvimento rural, floresta e conservação da natureza. Artigo 2.º Atribuições Para o desempenho da sua missão, são conferidas ao Observatório as seguintes atribuições: a) Participar ativamente no esclarecimento do público não especializado e do decisor político sobre medidas técnicas e políticas em discussão no âmbito da prevenção e combate a incêndios rurais; b) Aconselhar a Assembleia da República em matéria de política de resposta a incêndios florestais; c) Emitir pareceres na revisão do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais; d) Analisar e avaliar todas as origens, caraterísticas e dinâmicas dos incêndios referidos no artigo anterior sempre que a Assembleia da República solicite a sua in tervenção; e) Pronunciar -se sobre o relatório anual de atividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), apresentado à Assembleia da República pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I. P.; f) Monitorizar o impacto das medidas públicas desen volvidas no âmbito das presentes atribuições; g) Dar contributos, através de audição e emissão de recomendações ou pareceres, sobre iniciativas legislati vas que possam contribuir direta ou indiretamente para a redução do perigo e risco de incêndios. Artigo 3.º Composição e vigência 1 — O Observatório é composto por dez técnicos es pecialistas de reconhecido mérito, nacionais e interna cionais, com competências no âmbito da proteção civil, prevenção e combate aos incêndios florestais, ciências climáticas, ordenamento florestal e comunicações e aná lise de risco. 2 — Os membros do Observatório são designados do seguinte modo: a) Seis peritos designados pelo Presidente da Assem bleia da República ouvidos os Grupos Parlamentares; b) Dois peritos indicados pelo Conselho de Rei tores das Universidades Portuguesas e outros dois indicados pelo Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos Portugueses, designados pelo Presidente da Assembleia da República, sendo Presidente um destes quatro. 3 — O Observatório tem a sua vigência limitada ao período de um ano, sem prejuízo da possibilidade de pror rogação. Artigo 4.º Independência Os membros do Observatório atuam de forma indepen dente no desempenho das funções que lhe estão cometidas pela presente lei, não estando vinculados a instruções da Assembleia da República, do Governo ou de quaisquer outras entidades públicas ou privadas, incluindo as enti dades que participam no sistema de prevenção, segurança e combate aos incêndios florestais. Artigo 5.º Acesso à informação 1 — O Observatório tem acesso a toda a informação necessária ao cumprimento da sua missão, estando todas as entidades públicas e privadas obrigadas ao seu forne cimento atempado, e aos esclarecimentos adicionais que lhes forem solicitados. 2 — O acesso à informação referido no número anterior obedece às regras previstas na lei em matéria de segredo de Estado e de segredo de justiça. 3 — O incumprimento do dever de prestação de infor mação em tempo oportuno por parte das entidades referidas no n.º 1 é objeto de divulgação no relatório semestral a que se refere o artigo 6.º Artigo 6.º Relatório semestral 1 — O Observatório apresenta semestralmente à As sembleia da República, um relatório da sua atividade, o qual deve conter as suas conclusões, a monitorização do impacto das medidas públicas desenvolvidas, bem como as recomendações que considere pertinentes no âmbito das suas atribuições, designadamente em termos de prevenção, mecanismos de proteção civil e planeamento da época de combate a incêndios. 2 — O relatório referido no número anterior é remetido ao Presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares e apreciado em sessão plenária. Artigo 7.º Estatuto dos membros 1 — Os membros do Observatório não podem desem penhar atividades que possam ser objetivamente geradoras de conflitos de interesse com o desempenho das funções previstas na presente lei. 2 — Os membros do Observatório têm direito a ajudas de custo e despesas de transporte por cada reunião a que compareçam. Artigo 8.º Funcionamento O Observatório define as regras do seu funcionamento interno nos termos da presente lei. Artigo 9.º Apoio administrativo, logístico e financeiro O apoio administrativo, logístico e financeiro do Obser vatório é assegurado pela Assembleia da República. Artigo 10.º Disposição transitória O Observatório realiza, até ao final do ano de 2018, uma auditoria aos vários instrumentos e instituições que constituem o sistema nacional de proteção civil, remetendo os seus resultados e conclusões à Assembleia da República. 4254 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2018 Artigo 11.º Entrada em vigor A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Aprovada em 18 de julho de 2018. O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues. Promulgada em 2 de agosto de 2018. Publique -se. O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA. Referendada em 6 de agosto de 2018. O Primeiro -Ministro, António Luís Santos da Costa. 111575292