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قوانين البرتغال

Decree-Law No. 88/2010 regulating production, control, certification and marketing of seeds of agricultural and horticultural species, with the exception of those used for ornamental purposes

صدر في 2010-07-20 · النص بتاريخ 2026-10-01

القانون العام والإرشادات الرسمية منشورة بوصفها أبحاثاً. ليست مشورة قانونية أو ضريبية أو مالية.

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العنوان الأصلي
Decreto-Lei n.º 88/2010: Regula a produção, controlo, certificação e comercialização de sementes de espécies agrícolas e de espécies hortícolas, com excepção das utilizadas para fins ornamentais, transpõe a Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho, e revoga os Decretos-Leis n.os 144/2005, de 26 de Agosto, 62/2007, de 14 de Março, 260/2007, de 17 de Julho, e 38/2009, de 10 de Fevereiro.
اللغة
Portuguese
النوع
قانون
المنظمة
European Union
الدولة
البرتغال
الموضوعات
Cultivated plants
الكلمات المفتاحية
plant production, seeds/planting material, internal trade, international trade, packaging/labelling, inspection
الفئات
*, agriculture

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  1. 2706 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Declaração de Rectificação n.º 21/2010 Para os devidos efeitos se declara que a Lei Orgânica n.º 2/2010, de 16 de Junho, que fixa os meios que asse guram o financiamento das iniciativas de apoio e recons trução na Região Autónoma da Madeira na sequência da intempérie de Fevereiro de 2010, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 115, de 16 de Junho de 2010, saiu com a seguinte inexactidão que assim se rectifica: Na data da referenda, onde se lê «Referendada em 6 de Junho de 2010» deve ler -se «Referendada em 8 de Junho de 2010». Assembleia da República, 13 de Julho de 2010. — Pela Secretária -Geral, a Adjunta, Maria do Rosário Boléo. PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Centro Jurídico Declaração de Rectificação n.º 22/2010 Ao abrigo da alínea h) do n.º 1 e do n.º 2 do artigo 4.º do Decreto -Lei n.º 162/2007, de 3 de Maio, declara -se que a Portaria n.º 277 -A/2010, de 21 de Maio, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 99, suplemento, de 21 de Maio de 2010, saiu com as seguintes inexactidões que, mediante declaração da entidade emitente, assim se rectificam: 1 — No anexo, no quadro V, «Mapa de pontuação», na coluna «Critérios de hierarquização», onde se lê «A ≥ 30» deve ler -se «A ≥ 3». 2 — Na cláusula sexta do anexo «Elementos essenciais do contrato -promessa de arrendamento», onde se lê: «O contrato de arrendamento prometido deve ser celebrado no prazo máximo de dez dias a contar da data de notificação da aprovação pelo IHRU da con cessão do apoio financeiro atribuído pelo programa Porta 65 -Jovem concessão do apoio financeiro referida na cláusula anterior.» deve ler -se: «O contrato de arrendamento prometido deve ser celebrado no prazo máximo de 10 dias a contar da data de notificação da aprovação pelo IHRU da con cessão do apoio financeiro atribuído pelo programa Porta 65 — Jovem.» Centro Jurídico, 19 de Julho de 2010. — A Directora Adjunta, Alexandra Leitão. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS Decreto-Lei n.º 88/2010 de 20 de Julho Os sistemas de certificação de semente têm como prin cipal objectivo garantir a qualidade da semente colocada no mercado, aliando a defesa dos interesses dos seus uti lizadores, nomeadamente dos agricultores, com a susten tabilidade da actividade de melhoramento vegetal e da produção de semente de qualidade. A qualidade dos produtos obtidos na agricultura de pende, em larga medida, da utilização de variedades ve getais adequadas e cujas sementes sejam produzidas de acordo com um sistema de certificação rigoroso e uniformi zado aplicado ao mercado interno da União Europeia e ao comércio internacional de sementes. Assim, apenas podem ser comercializadas sementes que tenham sido certificadas de acordo com as regras oficiais de certificação. A nível comunitário, os princípios legais que regula mentam a produção, a certificação e a comercialização de semente encontram -se estabelecidos em sete directivas co munitárias e sucessivas alterações, cuja transposição para o direito nacional se encontra actualmente consagrada no Decreto -Lei n.º 144/2005, de 26 de Agosto, alterado pelos Decretos -Leis n.os 62/2007, de 14 de Março, 260/2007, de 17 de Julho, e 38/2009 de 10 de Fevereiro. O comércio internacional de semente rege -se igual mente pelas normas instituídas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que estão incluídas nos Esquemas de Certificação Varietal desta organização. Portugal, como país participante nos esquemas de certificação de semente da OCDE, aplica essas normas à produção de semente nacional, nome adamente no que respeita às inspecções de campo e às relações com outros países participantes nos esquemas, em matéria de produção, certificação e comercialização de semente, conforme decorre do Decreto -Lei n.º 144/2005, de 26 de Agosto. Foi entretanto aprovada a Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho de 2009, que altera as Directivas n.os 66/401/CEE, 66/402/CEE, 2002/55/CE e 2002/57/CE, e que introduz um extenso conjunto de alterações aos ane xos das citadas directivas, no que respeita a sementes de espécies forrageiras, de sementes de cereais, de sementes de produtos hortícolas e de sementes de espécies olea ginosas e fibrosas. A transposição da referida directiva, concretizada pelo presente decreto -lei, implica alterações significativas aos anexos do Decreto -Lei n.º 144/2005, de 26 de Agosto. Face à permanente actualização legislativa comunitária relativa à produção e comercialização de sementes, a le gislação nacional encontra -se dispersa por quatro decretos leis, tornando difícil a sua aplicação, em particular na interligação com o disposto nos regulamentos técnicos anexos ao Decreto -Lei n.º 144/2005, de 26 de Agosto. Na promoção de uma política de consolidação e sim plificação legislativa, opta -se por reunir num decreto -lei todo o regime jurídico da produção, controlo, certificação e comercialização de sementes de espécies agrícolas e de espécies hortícolas, com excepção das utilizadas para fins ornamentais, revogando -se o Decreto -Lei n.º 144/2005, de 26 de Agosto, e as suas alterações. Assim, com o presente decreto -lei, mantém -se a estru tura do regime que agora se revoga, quer na forma articu lada, quer na estabelecida nos anexos relativos à regula mentação técnica específica para cada espécie ou grupo de espécies, bem como se mantêm as competências existentes dos serviços oficiais intervenientes na matéria e, a par, se clarifica o sentido e alcance de algumas disposições. Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das Re giões Autónomas. Foi promovida a consulta ao Conselho Nacional do Consumo. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2707 Assim: Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Cons tituição, o Governo decreta o seguinte: CAPÍTULO I Disposições gerais Artigo 1.º Objecto 1 — O presente decreto -lei regula a produção, controlo, certificação e comercialização de sementes de espécies agrícolas e de espécies hortícolas, com excepção das uti lizadas para fins ornamentais. 2 — Não são consideradas para fins ornamentais as misturas de sementes para uso não forrageiro, as misturas destinadas à instalação de relvados ou as destinadas a qualquer coberto vegetal que seja utilizado como protec ção do solo. Artigo 2.º Transposição de directivas 1 — O presente decreto -lei transpõe para a ordem ju rídica interna a Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho, que altera as Directivas n.os 66/401/CEE, 66/402/CEE, 2002/55/CE e 2002/57/CE do Conselho no que se refere aos nomes botânicos dos vegetais, aos nomes científicos de outros organismos e a certos anexos das Di rectivas n.os 66/401/CEE, 66/402/CEE e 2002/57/CE à luz da evolução dos conhecimentos científicos e técnicos. 2 — Simultaneamente procede -se à consolidação no direito nacional da transposição das seguintes directivas comunitárias: a) Directiva n.º 66/401/CEE, do Conselho, de 14 de Junho, relativa à comercialização de sementes de espécies forrageiras, com a última alteração dada pela Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho; b) Directiva n.º 66/402/CEE, do Conselho, de 14 de Junho, relativa à comercialização de sementes de cereais, com a última alteração dada pela Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho; c) Directiva n.º 74/268/CEE, da Comissão, de 2 de Maio, que fixa condições especiais no que diz respeito à presença de Avena fatua nas sementes de espécies forragei ras e de cereais, com a última alteração dada pela Directiva n.º 78/511/CEE, da Comissão, de 24 de Maio; d) Directiva n.º 2002/54/CE, do Conselho, de 13 de Junho, relativa à comercialização de sementes de beterraba, com a última alteração dada pela Directiva n.º 2004/117/CE, do Conselho, de 22 de Dezembro; e) Directiva n.º 2002/55/CE, do Conselho, de 13 de Junho, relativa à comercialização de sementes de produtos hortícolas, com excepção da parte respeitante ao Catá logo Comum de Variedades de Espécies Hortícolas, com a última alteração dada pela Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho; f) Directiva n.º 2002/57/CE, do Conselho, de 13 de Junho, relativa à comercialização de sementes de espécies oleaginosas e fibrosas, com a última alteração dada pela Directiva n.º 2009/74/CE, da Comissão, de 26 de Junho; g) Directiva n.º 2008/124/CE, da Comissão, de 18 de Dezembro, que limita a comercialização das sementes de certas espécies de plantas forrageiras e de plantas oleagi nosas e de fibras às sementes que tenham sido oficialmente certificadas como sendo «sementes de base» ou «sementes certificadas». Artigo 3.º Âmbito de aplicação 1 — O disposto no presente decreto -lei é aplicável às espécies agrícolas e às espécies hortícolas que constam dos respectivos regulamentos técnicos (RT) enunciados no artigo 10.º 2 — Salvo nos casos especialmente previstos, o presente decreto -lei não se aplica à produção e comercialização no território nacional de sementes destinadas a estudos de natureza científica ou trabalhos de selecção ou que se destinem, comprovadamente, apenas para exportação para países terceiros. 3 — Com base em legislação comuniária, podem ser es tabelecidas derrogações aplicáveis à produção, certificação e comercialização de variedades locais e outras variedades naturalmente adaptadas às condições locais e regionais e ameaçadas de erosão genética, vulgarmente denominadas como variedades de conservação. 4 — Para efeitos do disposto no número anterior, no que respeita a espécies agrícolas, aplica -se o Decreto -Lei n.º 257/2009, de 24 de Setembro, que estabelece o regime de derrogações aplicáveis à inscrição, produção, certifi cação e comercialização de variedades de conservação de espécies agrícolas. Artigo 4.º Definições 1 — Para efeitos do presente decreto -lei, considera -se: a) «Comercialização» a venda, a detenção com vista à venda, a oferta para venda e qualquer cessão, fornecimento ou transferência de sementes a terceiros, a título oneroso ou não, para fins de exploração comercial, não sendo con siderado comercialização o intercâmbio de sementes sem objectivos comerciais, designadamente: i) O fornecimento de sementes a instituições oficiais para ensaios e experimentação; ii) O fornecimento de sementes a acondicionadores de sementes para beneficiação, desde que estes não adquiram direitos sobre as sementes fornecidas; e iii) O fornecimento de sementes sob certas condições a agricultores para produção destinada a fins industriais ou a agricultores -multiplicadores para produção de semente, desde que estes não adquiram direitos, quer sobre as se mentes quer sobre o produto da colheita; b) «Certificação» a verificação do cumprimento das normas legalmente exigidas, através da realização de ins pecções de campo e de amostragem, ensaios e análises de controlo dos diversos parâmetros de qualidade de sementes, e ensaios de pós -controlo efectuados pela Direcção -Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), ou sob a sua supervisão, traduzindo -se, em caso disso, no acto oficial de aposição nas embalagens de sementes de uma etiqueta oficial de certificação; c) «Variedade de polinização livre» uma população de plantas suficientemente homogénea e estável; d) «Variedade geneticamente modificada» a variedade cuja informação genética tenha sido alterada de uma forma que não ocorre naturalmente por meio de recombinação natural, tal como se encontra disposto na alínea b) do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 72/2003, de 10 de Abril, 2708 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 alterada pelo Decreto -Lei n.º 164/2004, de 3 de Julho, que regula a libertação deliberada no ambiente de organismos geneticamente modificados (OGM); e) «Variedade híbrida» um conjunto de plantas cultiva das que se distinguem por um determinado número de ca racteres morfológicos, fisiológicos, citológicos, químicos ou outros cujo responsável pela selecção da manutenção definiu uma fórmula de hibridação específica; f) «Linha pura» uma população de plantas suficiente mente homogénea e estável, obtidas ou por autofecundação artificial, acompanhada de selecção ao longo de várias gerações sucessivas, ou por operações equivalentes; g) «Híbrido simples» a primeira geração de um cruza mento, definido pelo melhorador, entre duas linhas puras; h) «Associação varietal» uma combinação cujos com ponentes são sementes certificadas de um híbrido andros téril e sementes certificadas de um ou mais polinizadores, combinadas mecanicamente em proporções definidas con juntamente pelos responsáveis pela manutenção destes componentes, tendo essa combinação sido comunicada à DGADR; i) «Polinizador» o componente disseminador de pólen, componente masculino; j) «Selecção de manutenção» a cultura e multiplicação da descendência de uma ou mais plantas reconhecidas como típicas da variedade, tendo em vista garantir a sua existência com características uniformes; l) «Responsável pela selecção de manutenção» a enti dade ou entidades responsáveis pela manutenção da va riedade e que asseguram que ela permanece conforme a descrição oficial durante toda a sua existência e, no caso de variedades híbridas, que a fórmula de hibridação seja respeitada; m) «Lote» a quantidade especificada de semente única e fisicamente identificável, de uma mesma variedade, cate goria e origem e que é homogénea quanto aos parâmetros que definem a qualidade da semente; n) «Produtor de semente» a entidade que procede di rectamente ou sob a sua responsabilidade, com recurso a agricultores -multiplicadores, à produção de semente segundo o disposto no presente decreto -lei; o) «Acondicionador de sementes» a entidade que, dis pondo dos meios adequados, procede às operações de beneficiação, fraccionamento, mistura e embalagem de sementes segundo o disposto no presente decreto -lei, quer por incumbência de produtores de sementes quer por sua própria iniciativa; p) «Agricultor -multiplicador» a entidade que, dispondo dos meios adequados para realizar a multiplicação de se mentes, segundo o disposto no presente decreto -lei, inter vém no processo de produção como agente do produtor de semente. 2 — Em aplicação do disposto nas subalíneas i) a iii) da alínea a) do número anterior, os fornecedores de semente devem facultar à DGADR uma cópia das cláusulas rele vantes do contrato celebrado com as entidades receptoras, devendo incluir as normas e condições a que obedecem as sementes fornecidas para multiplicação. 3 — No âmbito do presente decreto -lei, definem -se as seguintes categorias de semente: a) «Semente do melhorador», unidade de sementes inicial, utilizada pelo responsável pela selecção da ma nutenção da variedade, a partir da qual todas as sementes dessa variedade são obtidas por multiplicação em uma ou várias gerações; b) «Semente pré -base», semente que cumpre o disposto no presente decreto -lei para a semente base, para a qual se tenha verificado, num exame oficial, que essas condições foram respeitadas e que se destina à produção de semente base, de qualquer geração entre a semente do melhorador e a semente base; c) «Semente base», semente que cumpre o disposto no presente decreto -lei para semente base, para a qual se tenha ve rificado, num exame oficial, que essas condições foram respei tadas, obtida sob a responsabilidade do melhorador, a partir, no máximo, da 3.ª geração de semente pré -base, excepto quando o obtentor tenha definido uma geração distinta, segundo o método de selecção de manutenção aprovado na altura da inscrição da variedade, e que é destinada, essencialmente, à produção de semente certificada ou à produção de híbridos simples, duplos, trilíneos, top cross ou intervarietais; d) «Semente base de variedades locais», semente que cumpre o disposto no presente decreto -lei para semente base, produzida sob controlo oficial a partir de semente oficialmente reconhecida como sendo de uma variedade de um local bem definido, sendo aquela produção realizada numa ou mais explorações agrícolas situadas numa região que integra o referido local, e é destinada, essencialmente, à produção de semente certificada; e) «Semente certificada», semente que provém directa mente da multiplicação de semente da categoria base ou pré -base, destinada a outros fins que não sejam a produção de sementes ou, podendo, nas espécies indicadas nos RT, destinar -se ou não à produção de semente, podendo para deter minadas espécies ser ainda admitidas as seguintes categorias: i) «Semente certificada de 1.ª geração», semente que cumpre o disposto no presente decreto -lei para semente certificada de 1.ª geração, para a qual se tenha verificado, num exame oficial ou sob supervisão oficial, que essas condições foram cumpridas, produzida directamente a partir de semente base ou pré -base, que não se destina à produção de semente ou que se destina à produção de semente certificada de 2.ª geração; ii) «Semente certificada de 2.ª geração», semente que cumpre o disposto no presente decreto -lei para semente certificada de 2.ª geração, para a qual se tenha verificado, num exame oficial ou sob supervisão oficial, que essas condições foram cumpridas, produzida directamente a partir de semente certificada de 1.ª geração, base ou pré base, que não se destina à produção de semente; f) «Semente comercial», semente relativamente à qual se certifica unicamente a espécie e que cumpre o disposto no presente decreto -lei para semente comercial, mediante confirmação por exames oficiais; g) «Semente standard», semente que cumpre o dis posto no presente decreto -lei para semente standard, de variedades de espécies hortícolas, relativamente à qual, do ponto de vista varietal, se considera possuir identidade e pureza varietal suficientes e que se destina à produção de plantas hortícolas; h) «Semente não certificada definitivamente», semente de lotes destinados a certificação mas que ainda não fo ram submetidos a todas as análises e ensaios previstos no esquema de certificação. Artigo 5.º Organismos oficiais e suas competências 1 — A DGADR é a autoridade nacional responsável pelo controlo e certificação de sementes de espécies agrí Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2709 colas e hortícolas, competindo -lhe zelar pelo efectivo cum primento das disposições legais aplicáveis, orientar, apoiar e controlar a actividade de outras entidades intervenientes, compreendendo as que em matéria de comercialização lhe estão cometidas pelo presente decreto -lei. 2 — As direcções regionais de agricultura e pescas (DRAP) e os correspondentes serviços das Regiões Au tónomas dos Açores e da Madeira, sob orientação da DGADR, executam, na sua área geográfica, as acções de controlo previstas nos termos do presente decreto -lei. 3 — Os serviços referidos nos números anteriores dispõem de inspectores de qualidade de semente (IQS), nomeados pelo director -geral de Agricultura e Desenvol vimento Rural. 4 — A DGADR pode autorizar que pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas, executem, mediante supervisão oficial, competências e funções que lhe estão atribuídas, designadamente em matéria de inspecção de campo, amostragem, ensaios e análises laboratoriais de qua lidade de sementes e emissão de etiquetas de certificação. 5 — A concessão e os termos da autorização referida no número anterior são definidos por despacho do director geral de Agricultura e Desenvolvmento Rural, mediante garantia de cumprimento das regras próprias correspon dentes às funções autorizadas. 6 — À Autoridade de Segurança Alimentar e Econó mica (ASAE) compete proceder à fiscalização dos lotes de semente no comércio, com a colaboração técnica da DGADR e das DRAP. CAPÍTULO II Licenciamento Artigo 6.º Entidades que intervêm na produção e certificação de sementes Só podem intervir no processo de produção, acondicio namento e certificação de sementes de espécies agrícolas e hortícolas as pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas, que, de acordo com a actividade a desenvolver, sejam titulares de uma das seguintes licenças: a) Produtor de semente; b) Acondicionador de semente; c) Agricultor -multiplicador. Artigo 7.º Requisitos gerais 1 — As entidades interessadas na obtenção de licença de produtor de semente devem satisfazer os seguintes requisitos: a) Dispor, no caso da produção de semente pré -base e base, quando responsável pela selecção de manutenção da variedade, dos meios necessários para a assegurar e de um técnico especializado para a sua execução; b) Dispor, no mínimo, de um técnico especializado na produção de semente, incluindo o estabelecimento e con dução técnica dos campos de produção de semente; c) Dispor de terrenos apropriados para a multiplica ção de sementes, de equipamento, maquinaria e pessoal adequados para desenvolver a sua actividade de modo a proporcionar a maior produtividade e a melhor qualidade das sementes ou recorrer a agricultores multiplicadores; d) Dispor de instalações e equipamento para a recepção, beneficiação, como seja a secagem, limpeza, calibragem, acondicionamento e armazenamento das sementes produ zidas, assegurando a devida segregação de instalações ou equipamento usado na armazenagem ou processamento de grão para consumo, podendo em alternativa recorrer a um produtor ou acondicionador de semente licenciado pela DGADR; e) Dispor de laboratório reconhecido pela DGADR para a determinação dos parâmetros estabelecidos nos RT para a qualidade dos lotes de semente, ou em alternativa recorrer a um laboratório reconhecido pela DGADR, po dendo igualmente recorrer ao Laboratório de Ensaio de Sementes da DGADR; f) Ter organizada a gestão de lotes de sementes das varie dades à sua responsabilidade, de modo a poder fornecer, em qualquer momento, à DGADR dados sobre o movimento das entradas e saídas dos lotes de sementes; g) No caso de um produtor pretender produzir semente de acordo com o modo de produção biológico, quer direc tamente quer com recurso a agricultores -multiplicadores, deve apresentar prova do respectivo licenciamento pela entidade nacional competente em matéria de agricultura biológica; h) No caso de um produtor pretender efectuar misturas de sementes deve, igualmente, possuir um responsável directo pela operação de mistura, dispor de instalações e maquinaria que lhe permitam efectuar essa operação, de modo a garantir a uniformidade da mistura final e aplicar procedimentos adequados a todas as operações de mistura; i) No caso de um produtor pretender multiplicar semente destinada a certificação definitiva fora do País, pode ser dispensado do cumprimento do disposto nas alíneas d), no que respeita à beneficiação da semente, e e). 2 — As entidades interessadas na obtenção de licença de acondicionador semente devem satisfazer os seguintes requisitos: a) Cumprir o disposto nas alíneas d), e) e f) do número anterior; b) Dispor de pessoal habilitado a proceder ao acondi cionamento de sementes; c) No caso de um acondicionador pretender efectuar misturas de sementes deve possuir um responsável directo pela operação de mistura, dispor de instalações e maqui naria que lhe permitam efectuar essa operação de modo a garantir a uniformidade da mistura final e aplicar procedi mentos adequados a todas as operações de mistura. 3 — As entidades interessadas na obtenção de licença de agricultor -multiplicador devem satisfazer os seguintes requisitos: a) Dispor de terrenos apropriados para a multiplicação de sementes, de equipamento e maquinaria adequada para desenvolver a sua actividade de modo a proporcionar a maior produtividade e a melhor qualidade das sementes, possuir convenientes condições de armazenamento e de pessoal que assegure a boa execução das operações cul turais e subsequentes; b) No caso de se pretender obter semente destinada ao modo de produção biológico, o agricultor deve apresentar prova do respectivo licenciamento pela entidade nacional competente em matéria de agricultura biológica; c) Só é permitida a multiplicação de variedades da mesma espécie pelo mesmo agricultor -multiplicador desti 2710 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 nada a produtores de sementes diferentes, por prévio acordo escrito entre os produtores de semente envolvidos. Artigo 8.º Requisitos especiais 1 — Sem prejuízo do estipulado no artigo anterior, o produtor ou acondicionador de sementes de espécies hor tícolas que seja responsável pela aposição de etiquetas relativas a sementes da categoria standard de variedades de espécies hortícolas, deve: a) Manter a DGADR informada do início e do fim das suas actividades; b) Possuir um registo relativo a todos os lotes de semente standard, o qual deve ser mantido durante três anos, no mínimo; c) No caso de o responsável pela aposição de etiquetas ser o produtor da semente, manter, durante pelo menos dois anos, uma amostra de referência das variedades para as quais não se exige uma selecção de manutenção; d) Recolher amostras de cada lote destinado à comercia lização, as quais devem ser guardadas no mínimo durante dois anos. 2 — As operações referidas nas alíneas b), c) e d) do número anterior são objecto de controlo oficial efectuado por amostragem. Artigo 9.º Concessão, renovação e revogação de licenças 1 — As entidades interessadas na obtenção de qual quer das licenças referidas no artigo 6.º devem requerer a sua concessão à DGADR, para cada espécie ou grupo de espécies, em impresso próprio diponibilizado no sítio na Internet da DGADR. 2 — O pedido de licença de agricultor -multiplicador, ou a sua renovação, deve ser promovido por um produtor de sementes e deve ser efectuado até à data da inscrição dos campos de multiplicação, de acordo com o disposto no n.º 1 do artigo 13.º 3 — Os pedidos de concessão de licenças de produto res e acondicionadores de semente devem dar entrada na DGADR 60 dias antes da data prevista para o início da sua actividade ou, no caso de renovação da licença, entre 1 de Maio e 30 de Junho de cada ano. 4 — Com base no resultado da avaliação sobre o cum primento das exigências estabelecidas nos artigos 7.º e 8.º, bem como das formalidades referidas no presente artigo, a DGADR concede ou não o respectivo licenciamento ou renovação após ter sido efectuado o pagamento da respectiva taxa. 5 — Para efeitos de renovação das licenças são, tam bém, considerados os resultados obtidos nos ensaios de controlo referidos no artigo 35.º 6 — As licenças concedidas ou renovadas são válidas por campanha agrícola, de 1 de Julho a 30 de Junho do ano seguinte. 7 — As licenças são canceladas sempre que o titular deixe de cumprir o disposto nos artigos 7.º e 8.º ou não proceda ao pagamento das respectivas taxas. 8 — O cancelamento de licenças não obsta a que os inte ressados possam obter a certificação da semente produzida nos campos de multiplicação inscritos em data anterior ao cancelamento, desde que se demonstre que as sementes em causa preenchem todos os requisitos exigidos. CAPÍTULO III Requisitos da produção de semente Artigo 10.º Regulamentos técnicos 1 — Sem prejuízo do disposto no presente decreto -lei, a produção de semente rege -se pelo disposto nos respecti vos RT, os quais determinam, para cada espécie ou grupo de espécies, as normas a cumprir relativamente: a) Ao estabelecimento dos campos de multiplicação; b) Às inspecções de campo; c) Ao número máximo de plantas fora de tipo de outras espécies ou de outras variedades da mesma espécie; d) Ao estado sanitário das plantas e das sementes; e) À qualidade da semente ou a qualquer outro requisito específico; f) Às etiquetas de certificação de lotes de sementes e outras informações obrigatórias que devem constar nas embalagens das sementes; g) Às condições de comercialização de semente de va riedades em fase de inscrição. 2 — Os referidos RT constituem os anexos I a VII pu blicados em anexo ao presente decreto -lei, do qual fazem parte integrante, que são os seguintes: a) Anexo I: «Regulamento técnico da produção e cer tificação de sementes de cereais»; b) Anexo II: «Regulamento técnico da produção e cer tificação de sementes de espécies forrageiras»; c) Anexo III: «Regulamento técnico da produção e cer tificação de sementes de beterrabas»; d) Anexo IV: «Regulamento técnico da produção e cer tificação de sementes de espécies hortícolas»; e) Anexo V: «Regulamento técnico da produção e cer tificação de sementes de espécies oleaginosas e fibrosas»; f) Anexo VI: «Regulamento técnico das etiquetas de certificação de lotes de sementes»; g) Anexo VII: «Regulamento técnico da comercialização de sementes pertencentes a variedades em fase de inscrição num catálogo nacional de um Estado membro». 3 — Com base em legislação comunitária, podem ser estabelecidas condições para a produção e certificação de sementes destinadas ao modo de produção biológico. Artigo 11.º Espécies e variedades admitidas a certificação 1 — Só podem ser multiplicadas e certificadas sementes das espécies listadas nos anexos I a V e cujas variedades, incluindo os seus componentes ou progenitores, estejam inscritas no Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Agrícolas e de Espécies Hortícolas (CNV) ou nos Catá logos Comuns de Variedades de Espécies Agrícolas e de Espécies Hortícolas (Catálogos Comuns). 2 — Em derrogação do disposto no número anterior, podem ser admitidas à multiplicação e certificação outras variedades, mediante prévia autorização da DGADR, nas seguintes condições: a) Encontrarem -se em fase de inscrição no CNV e os resultados do 1.º ano de ensaios serem considerados sa tisfatórios; b) Destinarem -se à exportação para países terceiros; Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2711 c) Caso se trate de variedades de espécies não incluídas nos Catálogos Comuns, estas estejam inscritas na Lista de Variedades Admitidas à Certificação da OCDE (Lista OCDE). 3 — Nos casos referidos na alínea a) do número ante rior, a certificação definitiva da semente só é efectuada após a inscrição da variedade. 4 — No caso de multiplicação de sementes, de varie dades inscritas no CNV, realizada por contrato com um produtor de sementes de país terceiro ao abrigo dos esque mas de certificação varietal da OCDE, a DGADR deve ser informada pelo produtor de sementes, a fim de que este organismo possa emitir a autorização de multiplicação e fornecer à autoridade responsável pela certificação do país terceiro a descrição da variedade e uma amostra de referên cia, a serem utilizadas para apoio à inspecção de campo. Artigo 12.º Categorias de sementes admitidas à certificação 1 — Para as espécies e variedades referidas no arti go anterior, são admitidas à certificação as seguintes ca tegorias: a) Semente pré -base; b) Semente base; c) Semente certificada; d) Semente certificada de 1.ª e 2.ª gerações; e) Semente comercial; f) Semente standard. 2 — A produção de sementes da categoria pré -base e base só pode ser feita pelo obtentor, pelo responsável pela selecção de manutenção da variedade ou sob a sua responsabilidade. 3 — Para cada espécie ou grupo de espécies apenas podem ser produzidas sementes das categorias de semente indicadas nos respectivos RT. Artigo 13.º Inscrição dos campos de multiplicação de semente 1 — Os produtores de semente devem inscrever na DGADR cada um dos seus campos de multiplicação nos prazos seguintes: a) Até 31 de Janeiro, no caso de espécies de cultura de Outono -Inverno; b) Até 15 de Junho, para espécies de cultura de Prima vera-Verão. 2 — O pedido de inscrição é feito mediante o preen chimento de impresso próprio disponibilizado no sítio na Internet da DGADR. 3 — Eventuais alterações dos elementos referidos no número anterior devem ser comunicadas à DGADR antes do início das inspecções de campo. 4 — São recusadas as inscrições que não se apresentem conformes ao preceituado no presente artigo. Artigo 14.º Inspectores de qualidade de semente e de campo 1 — Os campos de multiplicação são inspeccionados, de acordo com os métodos preconizados pela OCDE, por inspectores de qualidade de semente oficiais (IQS) ou inspectores de campo autorizados, os quais dispõem das qualificações técnicas necessárias, obtidas em cursos de formação organizados pela DGADR, confirmadas através de exames oficiais. 2 — Os inspectores de campo autorizados não podem obter qualquer benefício privado da realização das inspec ções que efectuem, não podendo, para tal, ser agricultores multiplicadores ou encontrar -se ao seu serviço. 3 — Os inspectores de campo a autorizar podem ser: a) Pessoas singulares independentes; b) Pessoas ao serviço de empresas que prestam serviços a produtores ou acondicionadores de sementes; c) Pessoas ao serviço de produtores ou acondicionadores de sementes. 4 — Os inspectores de campo autorizados: a) Devem apresentar à DGADR uma declaração escrita nos termos da qual se comprometem a aplicar as regras que regem as inspecções oficiais; b) Devem realizar as inspecções em conformidade com as regras aplicáveis às inspecções de campo oficiais; c) São sujeitos a supervisão oficial. 5 — Face ao não cumprimento, pelos inspectores de campo autorizados, das regras que regem as inspecções oficiais previstas no presente decreto -lei, o director -geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural pode cancelar a respectiva autorização. 6 — Além do cancelamento da autorização, pode ser, também, determinada a anulação de toda a certificação das sementes provenientes dos campos inspeccionados pelo inspector em infracção, excepto se puder ser demonstrado que as sementes em questão continuam a preencher todos os requisitos exigidos. Artigo 15.º Inspecção dos campos de multiplicação 1 — Para cada espécie ou grupo de espécies o método de inspecção dos campos de multiplicação é o preconizado pela OCDE. 2 — As inspecções de campo são realizadas: a) Nos campos destinados à produção de sementes das categorias pré -base e base, por inspectores de qualidade de semente; b) Nos campos destinados à produção de sementes da categoria certificada, para além dos inspectores referidos na alínea anterior, por inspectores de campo autorizados. 3 — As culturas a inspeccionar por inspectores de campo autorizados devem ser provenientes de sementes certificadas que tenham sido objecto de ensaios de controlo oficial e cujos resultados tenham sido satisfatórios. 4 — Para efeitos de supervisão, pelo menos 5 % dos campos de multiplicação inscritos por cada produtor de semente são submetidos a uma inspecção de controlo efec tuada pelos inspectores de qualidade de semente. 5 — As notações a efectuar durante as inspecções de campo devem ser registadas em boletins de inspecção de campo de modelo definido pela DGADR. 6 — O inspector de qualidade de semente e o inspector de campo devem verificar a identidade da variedade ou do progenitor através da verificação da respectiva descrição morfológica oficial e através das etiquetas do lote inicial, as quais devem ser guardadas pelo agricultor -multiplicador. 2712 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Artigo 16.º Classificação dos campos de multiplicação 1 — Os campos de multiplicação de semente são apro vados, desclassificados ou reprovados de acordo com o resultado das inspecções efectuadas e no estrito cumpri mento do disposto no presente decreto -lei. 2 — Os campos são desclassificados sempre que não cumprindo o disposto no presente decreto -lei para a cate goria proposta na inscrição do campo cumpram para uma categoria posterior, sendo classificados nesta. 3 — A reprovação dos campos ocorre ainda se na al tura da última inspecção o campo se encontrar total ou parcialmente colhido. Artigo 17.º Reserva de semente 1 — Os produtores de semente base, quando responsá veis pela selecção de manutenção de variedades, devem manter em reserva, para a produção de semente base, no mínimo, 30 % da quantidade de semente pré -base pro duzida anualmente, à excepção dos casos devidamente justificados perante a DGADR. 2 — A reserva de semente mencionada no número an terior deve ser mantida e, quando necessário, renovada de modo a assegurar uma suficiente faculdade germinativa da semente. CAPÍTULO IV Requisitos dos lotes de semente e sua certificação Artigo 18.º Identificação das embalagens de sementes Após a colheita e até ao início da beneficiação, as emba lagens que contêm as sementes devem estar identificadas por etiquetas ou documentos, dos quais constem o nome e o número da licença do produtor de semente e a varie dade e o número do boletim de inspecção do campo de proveniência da mesma. Artigo 19.º Inspectores de qualidade de semente e técnicos de amostragem 1 — A amostragem dos lotes de semente é efectuada por inspectores de qualidade de semente oficiais (IQS) e por técnicos de amostragem de semente autorizados, os quais dispõem das qualificações técnicas necessárias, obtidas em cursos de formação organizados pela DGADR, confirmadas através de exames oficiais. 2 — Os técnicos de amostragem a autorizar podem ser: a) Pessoas singulares independentes; b) Pessoas ao serviço de pessoas singulares ou colectivas cujas actividades incluam, ou não, a produção, o cultivo, a transformação ou o comércio de sementes, sendo que, no caso de incluírem, os técnicos autorizados só podem proceder a colheita de amostras em lotes de sementes pro duzidos por conta da sua entidade patronal, salvo acordo escrito em contrário entre essa entidade, o requerente da amostragem e a DGADR. 3 — Face ao não cumprimento, pelos técnicos de amos tragem autorizados, das regras que regem a amostragem de sementes previstas no presente decreto -lei, o director -geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural pode cancelar a respectiva autorização. 4 — Além do cancelamento da autorização, pode ser, também, determinada a anulação de toda a certificação das sementes provenientes dos lotes amostrados pelo téc nico em infracção, excepto se puder ser demonstrado que as sementes em questão continuam a preencher todos os requisitos exigidos. Artigo 20.º Amostragem 1 — Para a determinação das características, definidas nos RT, respeitantes à qualidade da semente dos lotes pro venientes dos campos de multiplicação aprovados ou dos lotes em reserva para recertificação são colhidas amostras desses lotes de acordo com as regras da Associação Inter nacional de Ensaio de Sementes (ISTA). 2 — A colheita de amostras é realizada: a) Nos lotes das categorias pré -base e base e nos lotes destinados a emissão de boletins ISTA, por inspectores de qualidade de semente; b) Nos lotes de sementes das categorias certificadas, para além dos inspectores referidos na alínea anterior, por téc nicos de amostragem autorizados e sob supervisão oficial. 3 — Para efeitos de supervisão, pelo menos 5 % dos lotes de semente de cada produtor de semente que se des tinem a ser certificados são submetidos a uma amostragem oficial de controlo efectuada pelos inspectores de qualidade de semente. 4 — O disposto no número anterior não se aplica nos casos de existência de colheita automática de amostras, desde que o dispositivo seja devidamente autorizado e controlado pela DGADR. 5 — O peso mínimo das amostras a colher para cada espécie é o definido nos respectivos RT. 6 — Quando da amostragem manual, e à excepção da semente certificada a granel, as embalagens que contêm as sementes devem apresentar -se fechadas e identificadas nos termos do disposto nos artigos 23.º e 25.º e não revelar vestígios de prévia abertura. 7 — As embalagens do lote de onde vão ser colhidas as amostras devem encontrar -se armazenadas de modo que seja fácil o acesso a todas elas, podendo, em caso contrário, ser recusada a respectiva colheita. 8 — De cada lote é colhida uma amostra global, a qual é subdividida em subamostras que, depois de identificadas e seladas, ficam na posse das seguintes entidades: a) No laboratório reconhecido: uma que vai constituir a amostra destinada a análises e ensaios; b) Na DGADR: uma que vai constituir a amostra des tinada a análises e ensaios a realizar de acordo com os critérios da supervisão, e outra para manter em reserva durante pelo menos um ano destinada a servir de contra prova em caso de litígio; c) A pedido do produtor de sementes pode ser constituída uma quarta subamostra, que fica na sua posse. Artigo 21.º Análises e ensaios de semente 1 — Os lotes de semente são submetidos a análises e ensaios a realizar pela DGADR ou, sob supervisão desta, num laboratório reconhecido para o efeito. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2713 2 — As análises e ensaios são realizados de acordo com as regras da ISTA. 3 — Os laboratórios a reconhecer para realizarem aná lises e ensaios de sementes devem dispor: a) De analistas de sementes com as qualificações téc nicas necessárias obtidas em cursos de formação orga nizados pela DGADR, segundo as condições aplicáveis aos analistas oficiais de sementes, confirmadas através de exames oficiais; b) De um analista directamente responsável pelas ope rações técnicas do laboratório, que deve possuir as qualifi cações necessárias para a gestão técnica de um laboratório de ensaio de sementes; e c) De instalações e do equipamento adequado para efei tos de ensaios e análises de sementes. 4 — Os laboratórios reconhecidos pela DGADR podem: a) Ser independentes; ou b) Pertencer a um produtor ou acondicionador de se mentes. 5 — No caso referido na alínea b) do número anterior, os laboratórios só podem proceder a análises e ensaios de sementes em lotes de sementes produzidos por conta da sua entidade patronal, salvo acordo contrário entre essa entidade, o requerente das análises e ensaios de sementes e a DGADR. 6 — O laboratório reconhecido é sujeito à supervisão da DGADR e, para esse efeito, pelo menos 5 % dos lotes de semente de cada produtor de semente são submetidos a análises e ensaios de sementes efectuados pela DGADR. 7 — O registo dos resultados das análises e dos ensaios é feito em fichas e modelo de relatório aprovados pela DGADR. 8 — Face ao não cumprimento, pelos laboratórios re conhecidos, das regras que regem as análises e ensaios de sementes oficiais previstas no presente decreto -lei, o director -geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural pode cancelar o respectivo reconhecimento. 9 — Além do cancelamento do reconhecimento, pode ser, também, determinada a anulação de toda a certifi cação dos lotes de sementes analisados pelo laboratório em infracção, excepto se puder ser demonstrado que as sementes em questão continuam a preencher todos os re quisitos exigidos. Artigo 22.º Classificação dos lotes e certificação 1 — Cada lote, depois de analisado e ensaiado, é clas sificado como Aprovado ou Reprovado consoante cumpra ou não as normas definidas nos RT para as características e parâmetros de qualidade exigidos para as sementes de cada espécie ou grupo de espécies. 2 — Os lotes que não cumpram o estipulado no número anterior, para a categoria de semente indicada na inscrição do campo de multiplicação, podem ser aprovados em cate gorias de semente de qualidade inferior, caso estejam em conformidade com as exigências dessas categorias. 3 — Os lotes aprovados são certificados e admitidos à comercialização, de acordo com o disposto nos arti gos 24.º e 25.º, no que respeita ao seu acondicionamento e etiquetagem. 4 — A DGADR pode aprovar a certificação de lotes de semente das categorias pré -base e base que apresentem uma faculdade germinativa inferior à estabelecida no respectivo RT, desde que seja inscrita a faculdade germinativa numa etiqueta especial, na qual devem constar igualmente o nome e o endereço do produtor de semente e o número de referência do lote. 5 — Pode ser autorizada pela DGADR, nos casos em que se verifica existir escassez de semente, situação que comprovadamente prejudica a continuidade dos projectos de multiplicação de uma dada variedade, a multiplicação de lotes de semente pré -base e base que apresentem níveis de presença de outras sementes acima dos valores máximos permitidos, desde que pertençam a espécies facilmente identificáveis no campo e as quais devem, sob a respon sabilidade do respectivo produtor de sementes, serem re movidas dos respectivos campos de multiplicação, por forma a serem cumpridos os requisitos de pureza especifica estabelecidos nos RT para os lotes de semente. 6 — A fim de tornar a semente das categorias base e certificada rapidamente disponível para venda ao primeiro comprador, não obstante o facto de não terem sido con cluídos os ensaios oficiais para verificar o cumprimento das normas definidas para a faculdade germinativa, pode ser autorizada pela DGADR a sua certificação oficial e comercialização desde que: a) Seja apresentado à DGADR, pelo produtor de se mentes, um pedido fundamentado, acompanhado de um relatório de análise provisória da semente; b) A faculdade germinativa verificada na análise provi sória figure numa etiqueta do produtor de sementes, com o seu nome, morada e número do lote; e c) O produtor de sementes indique o nome e a morada do primeiro comprador. 7 — A pedido do produtor de semente, as sementes provenientes dos campos de multiplicação aprovados na inspecção de campo podem não ser certificadas definitiva mente, devendo, nesse caso, no que respeita à sua identifi cação, obedecer ao disposto no n.º 8 do anexo VI. CAPÍTULO V Acondicionamento e etiquetagem Artigo 23.º Identificação, gestão e dimensão dos lotes de semente 1 — Cada lote de semente produzido no País é identifi cado por uma referência constituída pela sigla «PT», pelo número do produtor, pelo algarismo das unidades do ano de produção, seguido pela identificação da categoria da semente e por um número de série atribuído pela DGADR. 2 — Podem ser autorizadas pela DGADR misturas de lotes de sementes nos seguintes casos: a) Mistura da produção obtida em campos de multiplica ção aprovados da mesma variedade e categoria de semente; b) Mistura da produção obtida em campos de multipli cação aprovados da mesma variedade mas de categorias diferentes, sendo os lotes resultantes classificados na ca tegoria de qualidade mais baixa; c) Mistura de lotes de semente certificada da mesma variedade e categoria. 3 — Caso a DGADR autorize a mistura de lotes, é atribuído por este organismo um novo número de identificação ao novo lote e mantido registo da identificação dos lotes mistu rados e da percentagem de cada lote que entrou na mistura. 2714 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 4 — Na identificação de lotes de semente de misturas de sementes, de diferentes espécies ou variedades, nos casos previstos no artigo 30.º, é utilizada a referência proposta pelo produtor ou acondicionador de sementes, devendo estar disponível para controlo oficial toda a documentação que faça referência à identificação de cada um dos lotes de semente utilizado na mistura. 5 — O produtor ou acondicionador de sementes deve ter organizada a gestão de lotes de sementes das varieda des à sua responsabilidade de modo a poder fornecer, em qualquer momento, à DGADR dados sobre o movimento das entradas e saídas dos lotes de sementes. 6 — A dimensão do lote de semente é definida para cada espécie ou grupo de espécies nos RT. 7 — No caso de semente não certificada definitiva mente, é dispensável o cumprimento das exigências quanto à dimensão máxima dos lotes. Artigo 24.º Acondicionamento 1 — As sementes de cada lote devem ser acondicio nadas em embalagens convenientemente fechadas e com identificação apropriada do seu conteúdo. 2 — As embalagens de semente devem ser fechadas oficialmente ou sob supervisão oficial, se for o caso, de vendo o dispositivo de fecho assegurar que a abertura das embalagens não seja possível sem o danificar. 3 — São também admitidas à certificação sementes contidas em pequenas embalagens, denominadas «peque nas embalagens CE», cujos pesos máximos e composição são definidos nos RT. 4 — As pequenas embalagens CE e as embalagens de semente da categoria standard podem ser fechadas sob supervisão oficial, devendo o dispositivo de fecho asse gurar que a abertura das embalagens não seja possível sem o danificar, podendo o fecho destas embalagens ser, também, efectuado oficialmente a pedido do produtor ou acondicionador de sementes. 5 — Quando destinado ao utilizador final, é autorizado o acondicionamento de semente a granel de ervilha e fava forrageiras e cereais, à excepção do milho, que cumpra os requisitos dos respectivos RT, devendo o recipiente no qual as sementes são colocadas ser fechado após o enchimento. Artigo 25.º Etiquetagem 1 — A identificação do conteúdo das embalagens é asse gurada por etiquetas oficiais colocadas no seu exterior, di rectamente impressas nas embalagens de forma indelével, ou no seu interior, no caso de serem utilizadas embalagens transparentes que permitam a sua leitura através da emba lagem, as quais constituem o certificado oficial do controlo de qualidade, sendo que as etiquetas, relativamente à sua utilização, características, dimensões, cor e inscrições, devem cumprir o disposto no anexo VI. 2 — As etiquetas referidas no número anterior são emitidas pela DGADR, podendo ser igualmente emitidas pelos produtores ou acondicionadores de semente ou por outras entidades, desde que devidamente autorizados pela DGADR para esse efeito. 3 — No caso das sementes para as quais tenham sido utilizados aditivos sólidos, em cada embalagem devem ser inscritas em etiquetas do produtor de semente ou sobre a embalagem, a natureza do aditivo e a sua proporção apro ximada relativamente ao peso das sementes. 4 — No caso de sementes tratadas com produtos fitofar macêuticos, em cada embalagem as informações constantes das alíneas seguintes devem ser inscritas em etiquetas do produtor de semente ou sobre a embalagem: a) Quando tratadas em território nacional com produtos fitofarmacêuticos homologados em Portugal, devem ter ins critas o nome do produto fitofarmacêutico utilizado, o nome da ou das suas substâncias activas, a frase de segurança com a seguinte menção «Sementes tratadas com produto fitofarma cêutico, impróprias para consumo humano e animal, destinadas apenas para sementeira», bem como as respectivas precau ções toxicológicas e ambientais estabelecidas pela DGADR; b) Quando provenientes de um Estado membro ou de países terceiros, desde que tenham sido tratadas com pro dutos fitofarmacêuticos já homologados em Portugal ou em qualquer outro Estado membro, devem ter inscritas o nome do produto fitofarmacêutico utilizado, o nome da ou das sua substâncias activas, a frase de segurança com a seguinte menção «Sementes tratadas com produto fitofarmacêutico, impróprias para consumo humano e ani mal, destinadas apenas para sementeira», bem como as precauções toxicológicas e ambientais estabelecidas pela DGADR, nos termos do n.º 5 do artigo 29.º 5 — No que respeita às alíneas a) e b) do número anterior, no caso das pequenas embalagens, sempre que a sua dimensão seja tal que impossibilite a inscrição das precauções toxico lógicas e ambientais relativas ao produto fitofarmacêutico usado no tratamento da semente, deve, em sua substituição, ser inscrita a seguinte menção «Para cumprimento das precauções toxicológicas e ambientais consulte www.dgadr.pt». 6 — Na certificação de semente a granel as informa ções contidas na etiqueta oficial devem constar de um documento a entregar pelo produtor ou acondicionador de sementes ao utilizador final. 7 — Qualquer etiqueta ou documento, oficial ou não, que seja aposto nas embalagens ou acompanhe o lote de semen tes de variedades geneticamente modificadas deve indicar claramente «Variedade geneticamente modificada», assim como a indicação do identificador único do OGM contido na variedade, nos termos definidos no Regulamento (CE) n.º 1830/2003, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Setembro, relativo à rastreabilidade e rotulagem de organismos geneticamente modificados e à rastreabilidade dos géneros alimentícios e alimentos para animais produzi dos a partir de organismos geneticamente modificados, e no Decreto -Lei n.º 168/2004, de 7 de Julho, que visa assegurar a execução e garantir o cumprimento das obrigações decor rentes do disposto naquele diploma comunitário. 8 — As etiquetas ou inscrições sobre as pequenas em balagens CE ou em embalagens de semente standard são emitidas sob a responsabilidade da entidade que procede ao seu acondicionamento, estando definidas no anexo VI as informações obrigatórias que devem conter. 9 — Os lotes de semente que preencham as condições especiais definidas no anexo I quanto à presença de Avena fatua podem ser acompanhados de um certificado oficial que comprove a observância dessas condições. Artigo 26.º Fraccionamento e reacondicionamento de lotes de sementes 1 — As operações de fraccionamento e reacondicio namento de lotes de semente certificada só podem ser realizadas pelas entidades licenciadas como produtores ou acondicionadores de sementes. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2715 2 — Todo o fraccionamento e reacondicionamento deve ser previamente autorizado pela DGADR. 3 — Sempre que haja reacondicionamento são emitidas novas etiquetas, nas quais deve sempre figurar o número do lote original, a par das restantes indicações das etiquetas originais, e nas quais é mencionado que o lote de sementes foi reacondicionado. 4 — Para os lotes de sementes produzidos num país e reacondicionados ou fraccionados noutro implica, da parte das autoridades responsáveis pela certificação nos países intervenientes, a troca de todas as informações necessárias que permitam o cumprimento das normas de certificação. 5 — Quando for necessária a mudança de etiqueta e ou do sistema de fecho das embalagens de sementes com etiqueta OCDE, apenas podem ser utilizadas etiquetas CE nas seguintes situações: a) Se as sementes produzidas na Comunidade forem misturadas com sementes da mesma variedade e categoria produzidas em países terceiros, a fim de aumentar a capa cidade de germinação, desde que a mistura seja homogénea e a etiqueta mencione todos os países de produção; b) Para pequenas embalagens CE. 6 — O fraccionamento em pequenas embalagens CE de lotes ou misturas não produzidas no País deve ser efectuado de modo que o seu fecho o seja sob controlo oficial ou sob supervisão oficial. Artigo 27.º Recertificação de lotes de sementes 1 — Salvo nos casos previamente autorizados pela DGADR, decorridos os prazos estipulados nas alíneas se guintes, contados a partir da data do fecho das embalagens ou da amostragem dos lotes para efeitos de realização de análises e ensaios de semente, todos os lotes de semente são considerados em reserva, não podendo ser comercializados: a) 12 meses no caso das espécies agrícolas e para mis turas de sementes; b) No caso de sementes de espécies hortícolas, um prazo de 18 meses quando acondicionadas em embalagens de papel e de 36 meses quando acondicionadas em latas ou em embalagens termo -soldadas; c) 24 meses para «pequenas embalagens CE» de mis turas de sementes. 2 — Os lotes em reserva devem ser submetidos a nova amostragem e a ensaios para determinação da faculdade germinativa, só podendo ser comercializados caso sejam aprovados, ou seja, caso os resultados obtidos num ensaio de faculdade germinativa sejam superiores ou iguais aos valores mínimos estabelecidos nos RT para a respectiva espécie ou das diferentes espécies que compõem a mistura. 3 — Caso os lotes em reserva apresentem valores de fa culdade germinativa inferiores aos mínimos estabelecidos nos RT para a espécie, as etiquetas de certificação devem ser inutilizadas pelo respectivo produtor, acondicionador ou comerciante de semente. 4 — Nas etiquetas dos lotes aprovados devem ser apos tos pelo produtor, acondicionador ou comerciante de se mente autocolantes oficiais ou autocolantes do produtor, no caso de sementes da categoria standard e nas pequenas embalagens CE, onde é expressamente inscrita a referência ao mês e ano em que a germinação foi revista. 5 — No caso de o produtor ou o acondicionador de semente o solicitar, os lotes de semente podem ser rea condicionados, devendo, nessas situações, ser colocadas novas etiquetas, as quais, para além de transcreverem toda a informação constante nas anteriores, devem mencionar a data da nova colheita de amostras, a que se refere o n.º 2, e a indicação de que o lote foi reacondicionado. CAPÍTULO VI Comercialização Artigo 28.º Espécies e variedades admitidas à comercialização 1 — Só podem ser comercializadas: a) Sementes certificadas das espécies listadas nos ane xos I a V, sendo que as variedades, à excepção de lotes da categoria comercial, devem obrigatoriamente estar ins critas no CNV ou nos Catálogos Comuns, além dos casos particulares que venham a ser autorizados, ao abrigo do n.º 2 do artigo 11.º; b) Sementes de variedades para as quais foi apresentado um pedido de inscrição num catálogo nacional de um Estado membro, de acordo com os procedimentos pre vistos na Decisão n.º 2004/842/CE, da Comissão, de 1 de Dezembro, e que obedeçam aos requisitos estabelecidos no anexo VII. 2 — Em derrogação ao disposto no número anterior, a pedido dos interessados e mediante autorização prévia da DGADR, podem ser comercializadas: a) Variedades não pertencentes a espécies incluídas nos Catálogos Comuns, desde que essas variedades estejam inscritas na Lista OCDE; b) Sementes de espécies não incluídas nos anexos I a V, desde que: i) Essas espécies estejam incluídas nos esquemas de certificação varietal da OCDE; ii) As suas variedades estejam incluídas na Lista OCDE; iii) Os respectivos lotes de semente sejam certificados de acordo com os esquemas de certificação varietal da OCDE; c) Pequenas quantidades de sementes para estudos de natureza científica ou trabalhos de selecção ou sementes que se destinem, comprovadamente, apenas para expor tação para países terceiros. 3 — As variedades admitidas à comercialização só podem ser comercializadas com as denominações que expressamente constem no CNV, nos Catálogos Comuns ou, se for o caso, na Lista OCDE. 4 — É permitida a comercialização de uma variedade que tenha sido excluída do CNV ou dos Catálogos Comuns no caso de ter sido concedido um prazo, expressamente mencionado nestes Catálogos, para esgotar a semente dessa variedade. 5 — Quando ocorram os casos previstos no n.º 8 do artigo 9.º, no n.º 6 do artigo 14.º, no n.º 4 do artigo 19.º e no n.º 9 do artigo 21.º, é permitida ao produtor de sementes a comercialização das sementes certificadas produzidas. 6 — Com base em legislação comunitária podem ser estabelecidas condições específicas para a comercialização de sementes: a) Próprias para o modo de produção biológico; b) De variedades não geneticamente modificadas relati vamente à presença acidental ou tecnicamente inevitável de sementes geneticamente modificadas em lotes de sementes. 2716 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Artigo 29.º Requisitos de acondicionamento e comercialização 1 — As sementes só podem ser comercializadas em lotes suficientemente homogéneos e em embalagens fechadas, nos termos definidos no artigo 24.º, e nas quais estejam apostas as respectivas etiquetas oficiais, de acordo com o disposto no artigo 25.º 2 — É permitida a comercialização de sementes emba ladas em pequenas embalagens, denominadas «pequenas embalagens CE», e em embalagens de sementes stan dard, cujas exigências de etiquetagem são estipuladas no anexo VI e cujo peso máximo e a sua composição são definidos nos RT. 3 — É permitida a comercialização de semente certifi cada a granel ao utilizador final de ervilha e fava forrageiras e cereais, à excepção do milho, devendo, para tal, cumprir -se o definido no n.º 5 do artigo 24.º e no n.º 4 do artigo 25.º 4 — Só é permitida a comercialização e o uso de sementes: a) Tratadas em território nacional com produtos fitofar macêuticos homologados em Portugal, desde que etiqueta das nos termos definidos na alínea a) do n.º 4 do artigo 25.º; b) Provenientes de um Estado membro ou de países ter ceiros, desde que tenham sido tratadas com produtos fito farmacêuticos já homologados em Portugal ou em qualquer outro Estado membro, desde que etiquetadas nos termos definidos na alínea b) do n.º 4 do artigo 25.º e para as quais tenha sido emitido o parecer referido no n.º 5; c) Que se apresentem coradas, quando tratadas com pro dutos fitofarmacêuticos, como indicador de que as mesmas são impróprias para consumo humano e animal. 5 — A comercialização e o uso de sementes tratadas re feridas na alínea b) do número anterior, carece de parecer favorável da DGADR, por solicitação das empresas deten toras do produto fitofarmacêutico, o qual estabelecerá ainda as precauções toxicológicas e ambientais a inscrever nas etiquetas ou embalagens de sementes, devendo o solicitante proceder à sua divulgação e disponibilização pelas empresas de sementes. Artigo 30.º Misturas de sementes 1 — A comercialização de sementes sob a forma de misturas de géneros, espécies ou variedades é permitida desde que sejam cumpridas as condições estipuladas nos respectivos RT. 2 — Os lotes de sementes que compõem as misturas, devem satisfazer as normas exigidas para cada espécie ou grupo de espécies antes de ser efectuada a mistura das mesma, sempre que aplicável. 3 — Não é permitida a mistura de sementes se destina das à multiplicação. 4 — É autorizada a preparação e a venda de misturas com composições especiais, produzidas de acordo com uma fórmula definida pelo utilizador final, que não podem ser colocadas no circuito comercial normal, e em cujas embalagens deve ser impressa a menção «Mistura para uso especial» ou na sua etiqueta. 5 — O produtor ou acondicionador de sementes, deve, para cada mistura, antes de proceder à operação de mistura, prestar por escrito as seguintes informações à DGADR: a) Nome ou referência da mistura; b) Composição, percentagem em peso de cada compo nente, por espécie e variedade; c) À excepção das misturas certificadas ao abrigo dos esquemas de certificação da OCDE, para as que contenham lotes de semente da categoria semente comercial, a menção da variedade não é obrigatória; d) Em caso de esgotamento de uma variedade, o produ tor ou acondicionador de sementes pode incluir uma outra equivalente, devendo no entanto informar previamente a DGADR desse facto. 6 — A DGADR procede ao controlo aleatório dos lotes de misturas produzidos, devendo para esse efeito, o produ tor ou acondicionador de sementes manter em arquivo, pelo menos durante cinco anos, a documentação comprovativa da certificação, nomeadamente boletins da ISTA ou da Association of Official Seed Analysts (AOSA), boletins oficiais de análises e ensaios de sementes, boletins oficiais de inspecção de campo ou as etiquetas oficiais das emba lagens, de cada um dos componentes utilizados em cada mistura produzida, assim como da documentação referente aos stocks dos lotes de semente de cada componente e das misturas. 7 — Para efeitos de verificação da homogeneidade, composição e qualidade dos lotes, são oficialmente co lhidas amostras, de forma aleatória, antes ou depois do acondicionamento, podendo a DGADR proibir a comer cialização das misturas que não satisfaçam as normas constantes do presente decreto -lei. Artigo 31.º Associações varietais É permitida a comercialização de sementes de espécies oleaginosas e fibrosas sob a forma de associações varie tais, cujos componentes, individualmente, satisfaçam os requisitos enunciados no respectivo RT, devendo, ainda, obedecer às seguintes condições: a) Ter sido, para cada associação varietal, informada a DGADR do respectivo nome comercial e das percentagens, em peso, dos seus componentes; b) O progenitor feminino e o ou os componentes mas culinos devem ser comercializados com cores diferentes. Artigo 32.º Sementes em bruto Podem ser comercializadas sementes em bruto para se rem submetidas a beneficiação, desde que a sua identidade esteja assegurada. Artigo 33.º Exigências reduzidas 1 — Com base em decisão da Comissão Europeia, a fim de superar dificuldades passageiras de abastecimento geral de sementes que possam surgir na Comunidade e não possam ser resolvidas de outro modo, pode ser autorizada pela DGADR, por um determinado período de tempo, a comercialização, em quantidades necessárias para resolver as dificuldades de abastecimento, de sementes de uma categoria sujeita a exigências menos rigorosas ou de se mentes de uma variedade não incluída no CNV nem nos Catálogos Comuns. 2 — Para uma categoria de sementes de uma deter minada variedade, a etiqueta oficial é a prevista para a categoria correspondente, sendo que para as sementes de variedades não inscritas nos Catálogos referidos no Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2717 número anterior a etiqueta oficial é de cor castanha e dela consta sempre a indicação «Semente com exigências re duzidas». Artigo 34.º Sementes produzidas em países terceiros 1 — As sementes produzidas em países terceiros podem ser importadas, para comercialização ou para multiplicação posterior se tiverem sido produzidas em condições equiva lentes às previstas no presente decreto -lei, nomeadamente no que respeita às espécies e variedades, às inspecções de campo, à amostragem, às análises e ensaios de sementes e ao acondicionamento. 2 — São consideradas como sementes equivalentes às produzidas na Comunidade as produzidas nos países terceiros referidos na Decisão n.º 2003/17/CE, do Conse lho, de 16 de Dezembro de 2002, com a última alteração dada pela Decisão n.º 2007/780/CE, do Conselho, de 26 de Novembro, relativa à equivalência das inspecções de campo de culturas produtoras de sementes efectuadas em países terceiros e à equivalência das sementes produzidas em países terceiros, sem prejuízo do regime de equiva lência aplicável aos produtos obtidos segundo o modo de produção biológico. 3 — As sementes importadas de países terceiros devem ser oficialmente certificadas, ou certificadas sob supervisão oficial, no caso de lotes da categoria certificada, sendo as suas embalagens fechadas e etiquetadas de acordo com os esquemas de certificação da OCDE constantes do anexo VI. 4 — Quando nas etiquetas oficiais OCDE não esteja im pressa a menção «Regras e normas CE», o lote de sementes deve ser acompanhado de um certificado internacional de ensaio de sementes da ISTA ou, no caso dos Estados Unidos da América e do Canadá, também da AOSA. 5 — Sem prejuízo da livre circulação de sementes na Comunidade, para a comercialização de sementes impor tadas de países terceiros, devem ser prestadas à DGADR, para emissão de parecer, mediante preenchimento do for mulário disponibilizado no sítio na Internet da DGADR, nomeadamente, as seguintes informações: a) Espécie; b) Variedade; c) Categoria e número de referência do lote; d) País de produção e serviço de controlo oficial; e) País de expedição; f) Importador; g) Quantidade de semente importada; h) Se for o caso, o nome do produto fitofarmacêutico utilizado no tratamento da semente, e o respectivo nome da ou das suas substâncias activas. 6 — Para efeitos do disposto na alínea h) do número anterior, em matéria de etiquetagem aplica -se à semente importada para uso ou comercialização o procedimento referido nos n.os 4 a 6 do artigo 25.º CAPÍTULO VII Ensaios de controlo Artigo 35.º Realização de ensaios de controlo 1 — A DGADR executa ensaios de controlo realizados no campo ou em laboratório, tendo por objectivo avaliar a identidade, pureza varietais e os parâmetros de qualidade da semente e, simultaneamente, o cumprimento das normas relativas às embalagens, respectivo fecho e etiquetagem dos lotes de sementes ou de misturas de sementes certifi cadas produzidas no País, provenientes de outros Estados membros ou importados, por forma a verificar a execução da certificação de sementes. 2 — Na realização dos ensaios de controlo de campo são seguidos os métodos preconizados pela OCDE e devem incluir amostras obtidas em lotes de sementes: a) De categorias anteriores à certificada; b) De todos os lotes em multiplicação; c) Da categoria certificada; d) De lotes certificados sob supervisão oficial; e) Da categoria standard; f) Provenientes da Comunidade ou importados de países terceiros, destinados a multiplicação ou comer cialização; g) Autorizados para colocação no mercado pertencen tes a variedades em fase de inscrição, sendo que nestas situações, para observância das condições respeitantes à identidade e pureza varietais, é utilizada a descrição da variedade fornecida pelo requerente ou, se for adequado, a descrição provisória da variedade com base nos resultados do exame oficial da distinção, homogeneidade e estabili dade da variedade. 3 — Se, na sequência dos ensaios de controlo aos lotes de sementes certificadas sob supervisão oficial, se verificar o incumprimento das regras de certificação previstas no presente decreto -lei pelo produtor ou acondicionador de sementes, o director -geral de Agricultura e Desenvolvi mento Rural pode cancelar as respectivas autorizações concedidas. 4 — Além do cancelamento das autorizações pode ser, também, determinada a anulação de toda a semente certificada por essas entidades e, no caso de os lotes de sementes se encontrarem no comércio, proibida a sua co mercialização. 5 — Se, na sequência dos ensaios de controlo, se veri ficar que as sementes de uma variedade de espécies hortí colas não possuem identidade e pureza varietal, a DGADR pode proibir ao responsável pela sua comercialização, total ou parcialmente, e eventualmente por períodos determi nados, a sua comercialização, proibição esta que pode ser anulada desde que se estabeleça com suficiente clareza que as sementes destinadas a comercialização corresponderão, no futuro, às condições respeitantes à pureza e identidade varietal. 6 — As amostras de sementes a submeter aos ensaios de controlo são oficialmente colhidas quando o objectivo é o controlo dos lotes em comércio. Artigo 36.º Ensaios comparativos comunitários 1 — Para as espécies cuja multiplicação ou comer cialização seja efectuada no País, a DGADR participa nos ensaios e testes comparativos comunitários, pro movidos pela Comissão Europeia, os quais têm por objectivo harmonizar os métodos técnicos de certifi cação de sementes de espécies agrícolas e hortícolas e de verificar se estas cumprem as normas definidas no presente decreto -lei. 2718 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2 — As amostras de sementes a submeter a estes ensaios e testes são oficialmente colhidas. CAPÍTULO VIII Serviços prestados e custos Artigo 37.º Taxas Pelos serviços prestados no âmbito do licenciamento, controlo e certificação de sementes de espécies agrícolas e de espécies hortícolas são devidas taxas de montante e regime fixados por portaria do membro do Governo res ponsável pela área da agricultura. CAPÍTULO IX Inspecção, fiscalização e sanções Artigo 38.º Inspecção e fiscalização 1 — Sem prejuízo das competências atribuídas a outras entidades, a inspecção e fiscalização ao disposto no pre sente decreto -lei compete à DGADR e às DRAP. 2 — Nos termos do n.º 6 do artigo 5.º, a fiscalização de lotes de sementes no comércio é da competência da ASAE. Artigo 39.º Contra -ordenações 1 — Para efeitos do presente decreto -lei, as seguintes infracções constituem contra -ordenações puníveis com coima, cujo montante mínimo é de € 100 e máximo de € 3740 ou mínimo de € 250 e máximo de € 44 000, con soante o agente seja pessoa singular ou colectiva: a) O exercício das actividades de produtor de semente base, de produtor de semente certificada, de acondicio nador de semente ou de agricultor -multiplicador sem as respectivas licenças concedidas nos termos do artigo 9.º; b) A multiplicação e certificação de sementes de espé cies e variedades em violação do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 11.º; c) A produção de sementes das categorias pré -base e base que não seja feita pelo obtentor, pelo responsável pela selecção de manutenção da variedade ou sob a sua responsabilidade, em violação do disposto no n.º 2 do artigo 12.º; d) A produção de sementes das categorias de semente, para cada espécie ou grupo de espécies, que não estejam indicadas nos respectivos RT, em violação do disposto no n.º 3 do artigo 12.º; e) A comercialização de sementes sem estarem concluídos os ensaios oficiais para verificação do cum primento das normas técnicas relativas à qualidade da semente, em violação do disposto no n.º 6 do artigo 22.º; f) O acondicionamento de sementes em embalagens e a granel, em violação do disposto no artigo 24.º; g) A identificação do conteúdo de embalagens de se mente por etiquetas oficiais que não respeitem as normas de colocação, utilização, características, dimensão, cor e inscrições, em violação do disposto no n.º 1 do artigo 25.º e no anexo VI; h) A emissão de etiquetas oficiais por quem não esteja devidamente autorizado, em violação do disposto no n.º 2 do artigo 25.º; i) A não inscrição em etiquetas do produtor de semente ou sobre a embalagem das informações indicadas nos n.os 3, 4 e 5 do artigo 25.º; j) A não entrega pelo produtor ou acondicionador de semente ao utilizador final de documento com as informa ções contidas na etiqueta oficial de certificação de semente a granel, em violação do disposto no n.º 6 do artigo 25.º; l) A não inscrição das informações obrigatórias nas eti quetas ou directamente sobre as pequenas embalagens CE ou sobre as embalagens de semente standard, em violação do disposto no n.º 8 do artigo 25.º; m) O fraccionamento e reacondicionamento de lotes de semente por quem não esteja licenciado como produtor e acondicionador de semente ou não detenha a necessária autorização prévia para tal, em violação do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 26.º; n) O reacondicionamento de lotes de semente sem emissão de nova etiqueta ou a não inclusão de todas as informações constantes na etiqueta original, em violação do disposto no n.º 3 do artigo 26.º; o) O fraccionamento em pequenas embalagens CE de lotes ou misturas não produzidas no País cujo fecho não tenha sido efectuado sob controlo oficial ou sob supervisão oficial, em violação do disposto no n.º 6 do artigo 26.º; p) A comercialização de lotes de sementes de todas as categorias da respectiva espécie considerados em reserva sem a devida autorização ou aprovação, em violação do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 27.º; q) A não inutilização, por parte do produtor, acondi cionador ou comerciante de semente, das etiquetas de certificação de lotes de sementes de todas as categorias da respectiva espécie considerados em reserva reprovados, em violação do disposto no n.º 3 do artigo 27.º; r) A não aposição, por parte do produtor, acondicionador ou comerciante de semente, nos lotes de semente aprovados de autocolantes oficiais com as inscrições indicadas nos termos do n.º 4 do artigo 27.º; s) A comercialização de sementes certificadas de espé cies e variedades que não cumpram as exigências previstas nos n.os 1, 2 e 3 do artigo 28.º; t) A comercialização de uma variedade que tenha sido excluída do CNV ou dos Catálogos Comuns fora do prazo expressamente estabelecido para o esgotamento da se mente dessa variedade, em violação do disposto no n.º 4 do artigo 28.º; u) A comercialização de sementes em lotes e embalagens que não se encontrem fechados nem sejam portadores das respectivas etiquetas de certificação, em violação do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 29.º; v) A comercialização de semente certificada a granel, em violação do disposto no n.º 3 do artigo 29.º; x) A comercialização de sementes tratadas com produtos fitofarmacêuticos que não se encontrem etiquetadas, ou que não se apresentem coradas, em violação do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 29.º; z) O uso de sementes tratadas com produtos fitofarma cêuticos, que não se encontrem etiquetadas, ou que não se apresentem coradas, em violação do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 29.º; aa) A comercialização de sementes sob a forma de mis turas de géneros, espécies ou variedades e a mistura de sementes, em violação do disposto no artigo 30.º; Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2719 ab) A comercialização de misturas com composições especiais, em violação do disposto no n.º 4 do artigo 30.º; ac) A comercialização de sementes de espécies oleagi nosas e fibrosas sob a forma de associações varietais, em violação do disposto no artigo 31.º 2 — A negligência e a tentativa são puníveis. Artigo 40.º Sanções acessórias Em função da gravidade da infracção e da culpa do agente, podem ser aplicadas, simultaneamente com as coimas, as seguintes sanções acessórias: a) Perda de objectos pertencentes ao agente; b) Interdição do exercício de profissões ou activida des cujo exercício dependa de autorização de autoridade pública; c) Encerramento de estabelecimento cujo funcionamento esteja sujeito a autorização de autoridade administrativa; d) Suspensão de autorizações. Artigo 41.º Levantamento, instrução e decisão das contra -ordenações 1 — O levantamento dos autos e a instrução dos pro cessos de contra -ordenação relativos a lotes de sementes colocados no comércio são da competência da ASAE. 2 — O levantamento dos autos e a instrução dos pro cessos de contra -ordenação pelas infracções referidas nas alíneas a), b), c), d) e z) do artigo 39.º são da competência da DRAP da área da prática da contra -ordenação. 3 — A aplicação das coimas e sanções acessórias a que se refere o n.º 1 compete à Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e Publicidade. 4 — A aplicação das coimas e sanções acessórias a que se refere o n.º 2 compete ao director -geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Artigo 42.º Destino das coimas O produto das coimas reverte: a) No que respeita ao disposto no n.º 3 do artigo anterior, em 5 % para a DGADR, 5 % para a DRAP, 30 % para a ASAE e o restante para os cofres do Estado; b) No que respeita ao disposto no n.º 4 do artigo anterior, em 15 % para a DGADR, 25 % para a DRAP e o restante para os cofres do Estado. CAPÍTULO X Disposições finais Artigo 43.º Experiências temporárias Com base em legislação comunitária, a DGADR pode autorizar a realização, por períodos de tempo determinados, de experiências na área da produção e comercialização de sementes. Artigo 44.º Regiões Autónomas 1 — Os actos e os procedimentos necessários à execução do presente decreto -lei nas Regiões Autónomas dos Aço res e da Madeira competem às entidades das respectivas administrações regionais com atribuições e competências nas matérias em causa. 2 — As percentagens previstas no artigo 42.º prove nientes das coimas aplicadas nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira constituem receita própria de cada uma delas. Artigo 45.º Desmaterialização de actos e procedimentos Os pedidos de concessão e renovação de licenças para cada espécie ou grupo de espécies, o pedido de inscrição dos campos de multiplicação de semente e eventuais al terações, declaração de compromisso dos inspectores de campo autorizados, bem como todas as a informações relativas à comercialização de sementes importadas de países terceiros, podem ser realizados por via electrónica, através do sítio na Internet da DGADR, acessível através do Portal da Empresa, nos termos a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pela área da agricultura e da modernização administrativa. Artigo 46.º Norma revogatória 1 — São revogados: a) O Decreto -Lei n.º 144/2005, de 26 de Agosto; b) O Decreto -Lei n.º 62/2007, de 14 de Março; c) O Decreto -Lei n.º 260/2007, de 17 de Julho; e d) O Decreto -Lei n.º 38/2009, de 10 de Fevereiro. 2 — Todas as referências feitas para os decretos -lei que agora se revogam consideram -se efectuadas para o presente decreto -lei. Artigo 47.º Entrada em vigor O artigo 45.º do presente decreto -lei entra em vigor em 1 de Abril de 2011. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 29 de Abril de 2010. — José Sócrates Carvalho Pinto de Sou sa — Pedro Manuel Carqueijeiro Lourtie — Fernando Teixeira dos Santos — Alberto de Sousa Martins — José António Fonseca Vieira da Silva — António Manuel Soares Serrano — Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássa ro — Ana Maria Teodoro Jorge. Promulgado em 29 de Junho de 2010. Publique -se. O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. Referendado em 29 de Junho de 2010. O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. 2720 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 ANEXO I Regulamento técnico da produção e certificação de sementes de cereais PARTE A Espécies abrangidas e categorias de semente 1 — O presente RT aplica-se à produção e certificação de sementes de cereais, a admitir à comercialização, das variedades pertencentes aos géneros e espécies seguintes: Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 1 — Avena nuda L. . . . . . . . . . . . . . Aveia-nua. 2 — Avena sativa L. (inclui A. Byzan tina K. Koch). Aveia. 3 — Avena strigosa Schreb. . . . . . . Aveia-estrigosa ou aveia-ne gra. 4 — Hordeum vulgare L. . . . . . . . . Cevada. 5 — Oryza sativa L. . . . . . . . . . . . . Arroz. 6 — Phalaris canariensis L. . . . . . . Alpista. 7 — Secale cereale L. . . . . . . . . . . . Centeio. 8 — Sorghum bicolor (L.) Moench Sorgo. 9 — Sorghum sudanense (Piper) Stapf. Erva-do-sudão. 10 — Sorghum bicolor (L.) Moench × × Sorghum sudanense (Piper) Stapf. Híbridos resultantes do cruza mento entre Sorghum bico lor com Sorghum sudanense. 11 — xTriticosecale Wittm. Ex A. Camus (híbridos resultantes do cru zamento de uma espécie do género Triticum com uma espécie do género Secale) Triticale. 12 — Triticum aestivum L. . . . . . . . Trigo-mole. 13 — Triticum durum Desf. . . . . . . Trigo-duro. 14 — Triticum spelta L. . . . . . . . . . Trigo-espelta. 15 — Zea mays L. . . . . . . . . . . . . . . Milho, com excepção de milho doce e milho pipoca. 2 — Salvo disposição em contrário, às sementes dos híbridos das espécies referidas no n.º 1 são aplicadas as mesmas normas ou outras condições a que estão sujeitas as sementes de cada uma das espécies de que derivam. 3 — Categorias de semente admitidas à produção e certificação: 3.1 — Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, xTriticosecale, Triticum aestivum, T. durum e T. spelta, à excepção dos híbridos: Semente pré-base; Semente base; Semente certificada de 1.ª geração; Semente certificada de 2.ª geração. 3.2 — Phalaris canariensis, excepto os seus híbridos, Secale cereale e variedades híbridas de Avena nuda, A. sa tiva, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Triticum aestivum, T. durum, T. spelta, Zea mays e Sorghum spp.: Semente pré-base; Semente base; Semente certificada. PARTE B Condições a satisfazer pelas culturas 1 — Origem da semente — o agricultor multiplicador deve fazer prova junto do inspector de campo da origem da semente usada na sementeira dos campos de multi plicação, devendo para o efeito conservar as etiquetas oficiais de certificação que constavam nas embalagens das sementes usadas. 2 — Antecedente cultural: 2.1 — A cultura efectuada anteriormente em cada campo de produção de sementes, não deve ser da mesma espécie da variedade em questão. 2.2 — Culturas sucessivas da mesma variedade e da mesma categoria de semente podem ser feitas no mesmo campo sem intervalo de tempo, com a condição de a pureza varietal ser mantida de modo satisfatório. 3 — Isolamento: 3.1 — Os campos de multiplicação de semente devem ser isolados da contaminação por pólen estranho, em par ticular, para o caso de Sorghum spp. de fontes pólen de Sorghum halepense, de acordo com o disposto no quadro seguinte: QUADRO I Distâncias de isolamento Espécie Distância mínima para outro cereal da mesma espécie (em metros) 1 2 1 — Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vul gare, Oryza sativa, Triticum aestivum, T. durum e T. spelta: 1.1 — Produção de semente pré-base e base . . . . . . 2 1.2 — Produção de semente certificada de 1.ª e 2.ª ge ração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 — Phalaris canariensis e Secale cereale: 2.1 — Produção de semente pré-base e base . . . . . . . 300 2.2 — Produção de semente certificada. . . . . . . . . . . 250 3 — Híbridos de Secale cereale: 3.1 — Produção de semente pré-base e base: 3.1.1 — Quando é utilizada a androesterilidade . . . . 1000 3.1.2 — Quando não é utilizada a androesterilidade 600 3.2 — Produção de semente certificada. . . . . . . . . . . 500 4 — Sorghum spp. 300 5 — xTriticosecale, variedades autogâmicas: 5.1 — Produção de semente pré-base e base . . . . . . . 50 5.2 — Produção de semente certificada de 1.ª e 2.ª ge ração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 6 — Zea mays . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 3.2 — Nas culturas destinadas à produção de semen tes certificadas de híbridos de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Triticum aesti vum, T. durum, T. spelta e xTriticosecale autogâmico, o componente feminino deve estar a uma distância mínima de 25 m de qualquer outra variedade da mesma espécie, excepto de uma cultura do progenitor masculino. 3.3 — As distâncias de isolamento indicadas no quadro I e no n.º 3.2 anterior, podem não ser respeitadas se existir uma protecção considerada como suficiente pela DGADR quanto às possíveis fontes de polinização indesejáveis. 4 — Estado cultural — os campos muito acamados ou contendo infestantes em número excessivo que inviabi lizem a correcta inspecção de campo devem ser repro vados. 5 — Organismos nocivos — os organismos nocivos, susceptíveis de reduzir o valor da semente, em particular do grupo Tilletiaceae e Ustilaginales (cáries e morrões ou carvões), devem estar presentes no mais baixo nível Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2721 possível, devendo, sempre que possível, serem removidas dos campos as plantas afectadas. 6 — Inspecção de campo: 6.1 — Nos campos de multiplicação de semente de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Phalaris canariensis, xTriticosecale, Triti cum aestivum, T. durum, T. spelta e Secale cereale, devem realizar-se, no mínimo, duas inspecções, de acordo com o seguinte: Na floração ou no início da maturação do grão; À maturação do grão. 6.2 — Nos campos de multiplicação de Sorghum spp. e Zea mays, devem ser efectuadas pelo menos, uma inspec ção à floração, no caso de variedades de polinização livre, e três inspecções, no caso de linhas puras ou híbridas, de acordo com o seguinte: Antes da floração; Início da floração; Fim da maturação. 7 — Pureza varietal — os limites máximos de plantas de outras variedades ou fora do tipo, admitidas nos campos de multiplicação, são os seguintes: 7.1 — Phalaris canariensis e Secale cereale, com ex cepção dos híbridos: Produção de semente pré-base e base — 1 por 30 m2; Produção de semente certificada — 1 por 10 m2. 7.2 — Linhas puras ou progenitores de Zea mays: a) Para a produção de semente base: Linha pura — 0,1 %; Híbridos simples, cada progenitor — 0,1 %; Variedade de polinização livre — 0,5 %; b) Para a produção de semente certificada: i) Progenitor de variedade híbrida: Linha pura — 0,2 %; Híbrido simples — 0,2 %; Variedade de polinização livre — 1 %. ii) Variedade de polinização livre — 1 %; c) Para a produção de variedades híbridas devem ainda ser satisfeitas as seguintes condições: O progenitor masculino deve emitir suficiente pólen enquanto os estigmas do progenitor feminino estiverem receptivos; Quando 5 % ou mais das plantas do progenitor feminino tiverem estigmas receptivos, a percentagem de plantas deste progenitor emitindo pólen não deve exceder 1 % em qualquer das inspecções de campo ou 2 % no total destas inspecções, considerando-se que as plantas emitiram ou estão a emitir pólen quando sobre 5 cm ou mais dos eixos central ou laterais da panícula as anteras emergiram da gluma e estão ou estiveram a emitir pólen e, se necessário, proceder ao corte das inflorescências masculinas. 7.3 — Sorghum spp. — a percentagem, em número, de plantas de uma espécie de Sorghum não conformes com a espécie em cultura, ou reconhecíveis como manifestamente não conformes com a linha pura ou com o componente, não excederá: a) Para a produção de sementes base: Em floração — 0,1 %; Em maturação — 0,1 %; b) Para a produção de semente certificada: i) Plantas do componente masculino que emitiram pólen quando as plantas do componente feminino apresentavam os estigmas receptivos — 0,1 %; ii) Plantas do componente feminino: Em floração — 0,3 %; Em maturação — 0,1 %; c) Para a produção de semente certificada de variedades híbridas devem ainda ser satisfeitas as seguintes normas e condições: Emissão de pólen suficiente pelas plantas do compo nente masculino no momento em que os estigmas das plantas do componente feminino se encontram receptivos; Quando as plantas do componente feminino tiverem estigmas receptivos, a percentagem de plantas deste com ponente que tenham emitido ou estejam a emitir pólen não deve exceder 0,1 %; d) Nos campos de produção de variedades de polini zação livre ou variedades sintéticas os limites máximos de plantas de outras variedades ou fora do tipo admitidas são os seguintes: Produção de semente pré-base e base — 1 por 30 m2; Produção de semente certificada — 1 por 10 m2. 7.4 — Híbridos de Secale cereale: Produção de semente pré-base e base — 1 por 30 m2; Produção de semente certificada — 1 por 10 m2, sendo que esta norma apenas é aplicada às inspecções oficiais para o progenitor feminino; Relativamente à produção de semente base, quando é utilizada androesterilidade, a taxa de esterilidade do progenitor masculino estéril deve corresponder a, pelo menos, 98 %. 7.5 — Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Oryza sa tiva, Hordeum vulgare, Triticum aestivum, T. durum e T. spelta: Produção de semente pré-base e base — 0,1 %; Produção de semente certificada de 1.ª gera ção — 0,3 %; Produção de semente certificada de 2.ª gera ção — 1 %. 7.6 — xTriticosecale autogâmico: Produção de semente pré-base e base — 0,3 %; Produção de semente certificada de 1.ª gera ção — 1 %; Produção de semente certificada de 2.ª gera ção — 2 %. 7.7 — Componentes de variedades híbridas de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Oryza sativa, Hordeum vul 2722 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 gare, Triticum aestivum, T. durum, T. spelta e xTriticose cale autogâmico, produzidas por meio da utilização de um agente químico de hibridação: Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Oryza sativa, Hordeum vulgare, Triticum aestivum, T. durum, T. spelta — 0,3 %; xTriticosecale autogâmico — 1,0 %; Devendo, ainda, ser satisfeitas as seguintes condições: a taxa de hibridação deve ser no mínimo de 95 %, devendo a percentagem de hibridação ser avaliada em conformidade com métodos internacionais em vigor, caso estes existam, e sempre que a percentagem de hibridação for determinada através do ensaio das sementes, com vista à sua posterior certificação, não é necessário efectuar a respectiva deter minação durante a inspecção de campo. 7.8 — Híbridos de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Oryza sativa, Hordeum vulgare, Triticum aestivum, T. du rum, T. spelta e xTriticosecale — a pureza varietal mínima das sementes da categoria certificada deve ser de 90 %, avaliada em ensaios oficiais de pós-controlo. 8 — Androesterilidade — quando para a produção de semente certificada de variedades híbridas de Secale cere ale, Sorghum spp. e Zea mays for utilizado um progenitor feminino androestéril e um progenitor masculino que não restaure a androfertilidade, a semente é produzida: Quer por mistura de lotes, em proporção adequada à variedade, em que num tenha sido utilizado um progenitor feminino androestéril e noutro um progenitor feminino androfértil; Quer cultivando o progenitor feminino androestéril e o progenitor feminino androfértil, em proporção adequada à variedade, devendo a proporção destes progenitores ser examinada nas inspecções de campo. 9 — Pureza específica: 9.1 — A presença, no campo de multiplicação, de plan tas de outras espécies, não implica directamente a repro vação desse campo, é no entanto de registar no boletim de inspecção de campo a presença de espécies de difícil separação quando das operações de limpeza e calibração da semente, em especial de outros cereais, devendo o ins pector de campo informar o produtor de sementes dessa situação a fim de se poder possibilitar a realização de uma respiga se for o caso. 9.2 — No caso de variedades de Sorghum spp. a pre sença de outras plantas do mesmo género botânico difíceis de distinguir em laboratório, ou cujo pólen é susceptível de a fecundar facilmente, não deve ultrapassar: Semente base — 1 por 30 m2; Semente certificada — 1 por 10 m2. 9.3 — Para Oryza sativa, o máximo de plantas de arroz selvagem ou de grão vermelho (rajado) não deve exceder: Produção de semente pré-base e base — 0; Produção de semente certificada — 1 por 50 m2. PARTE C Controlo dos lotes de semente produzida 1 — As sementes devem ter identidade e pureza va rietais suficientes ou, no caso de sementes de uma linha pura, identidade e pureza suficientes no que diz respeito às suas características. Em relação às sementes de variedades híbridas, as disposições acima mencionadas aplicam-se igualmente às características dos componentes. 1.1 — As sementes de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Triticum aestivum, Triticum durum, Triticum spelta, variedades autogâmicas de xTritico secale com excepção dos híbridos em todos os casos obede cem, nomeadamente, às condições estipuladas no quadro I. QUADRO I Pureza varietal mínima para Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hor deum vulgare, Oryza sativa, Triticum aestivum, Triticum durum, Triticum spelta, variedades autogâmicas de xTriticosecale com excepção dos híbridos em todos os casos. Categoria Pureza varietal mínima (percentagem) 1 2 1 — Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vul gare, Oryza sativa, Triticum aestivum, Triticum du rum, Triticum spelta: 1.2 — Sementes pré-base. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99,9 1.3 — Sementes certificadas de 1.ª geração . . . . . . . 99,7 1.4 — Sementes certificadas de 2.ª geração . . . . . . . 99,0 2 — Variedades autogâmicas de xTriticosecale: 2.1 — Sementes pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . . . 99,7 2.2 — Sementes certificadas de 1.ª geração . . . . . . . 99,0 2.3 — Sementes certificadas de 2.ª geração . . . . . . . 98,0 Nota. — A pureza varietal mínima é examinada prin cipalmente nas inspecções de campo. 1.2 — Híbridos de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Triticum aestivum, Tri ticum durum, Triticum spelta e xTriticosecale autogâmi co — a pureza varietal mínima das sementes da categoria «sementes certificadas» deve ser de 90 %. Será examinada em ensaios oficiais de pós-controlo numa proporção ade quada de amostras. 1.3 — Sorghum spp. e Zea mays — quando, relativa mente à produção de sementes certificadas de variedades híbridas, tenha sido utilizado um progenitor feminino an droestéril e um progenitor masculino que não restaura a fertilidade masculina, as sementes devem ser obtidas: Através de mistura de lotes de sementes, nas proporções próprias da variedade, produzidas através da utilização de um progenitor feminino androestéril e de um progenitor feminino androfértil; Quer através de cultura do progenitor feminino andro estéril e do progenitor feminino androfértil em propor ções próprias da variedade. As proporções entre esses dois progenitores são controladas em inspecções de campo efectuadas de acordo com as condições referidas na parte B do presente RT. 1.4 — Híbridos de Secale cereale — as sementes só se rão declaradas sementes certificadas se se tiver em devida conta os resultados de um ensaio oficial após controlo, efectuado em amostras das sementes de base colhidas oficialmente e realizado durante o período vegetativo das sementes apresentadas para certificação enquanto sementes certificadas, com vista a determinar se as sementes de base preenchem as condições definidas pela presente directiva relativamente às mesmas, no que respeita à identidade e pureza para as características dos progenitores, incluindo a esterilidade masculina. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2723 2 — Organismos nocivos — as sementes devem estar livres de insectos vivos e a presença de doenças deve ser o mais baixa possível, sendo que, em especial, as sementes devem obedecer ao disposto no seguinte quadro relativa mente ao Claviceps purpurea: QUADRO II Normas para a presença de Claviceps purpúrea Espécies e categorias Claviceps purpurea Número máximo de esclorotos ou seus fragmentos 1 2 1 — Cereais, à excepção dos híbridos de Secale cereale: 1.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1.2 — Certificada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 Espécies e categorias Claviceps purpurea Número máximo de esclorotos ou seus fragmentos 1 2 2 — Híbridos de Secale cereale: 2.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2.2 — Certificada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 (*) (*) A presença de cinco esclorotos ou seus fragmentos numa amostra com o peso prescrito deve ser considerada em conformidade com as normas, sempre que uma segunda amostra do mesmo peso contenha, no máximo, quatro esclorotos ou seus fragmentos. 3 — Normas e tolerâncias — a semente a certificar deve estar de acordo com os limites ou outras condições no que se refere à faculdade germinativa, semente pura e teor máximo em número de sementes de outras espécies de plantas, incluindo grãos vermelhos de arroz, de acordo com o disposto no quadro seguinte: QUADRO III Normas e tolerâncias Espécies e categorias Faculdade germinativa mínima (percentagem de sementes puras) Pureza específica mínima (percentagem em peso) Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na col. 4 do quadro IV (total por coluna) Outras espécies de plantas (a) Sementes vermelhas de Oryza sativa Outras espécies de cereais Espécies de outras plantas diferentes de cereais Avena fatua, Avena sterilis, Lolium temulentum Raphanus raphanistrum e Agrostemma githago Panicum spp. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 — Avena sativa, Avena strigosa, Hor deum vulgare, Triticum aestivum, Tri ticum durum, Triticum spelta: 1.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . 85 99 4 – 1 (b) 3 0 (c) 1 – 1.2 — Certificadas de 1.ª e de 2.ª geração 85 (d) 98 10 – 7 7 0 (c) 3 – 2 — Avena nuda: . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . 75 99 4 – 1 (b) 3 0 (c) 1 – 2.2 — Certificadas de 1.ª e de 2.ª geração 75 (d) 98 10 – 7 7 0 (c) 3 – 3 — Oryza sativa: 3.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . 80 98 4 1 – – – – 1 3.2 — Certificadas de 1.ª geração . . . . . 80 98 10 3 – – – – 3 3.3 — Certificadas de 2.ª geração . . . . . 80 98 15 5 – – – – 3 4 — Secale cereale: 4.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . 85 98 4 – 1 (b) 3 0 (c) 1 – 4.2 — Certificadas . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 98 10 – 7 7 0 (c) 3 – 5 — Phalaris canariensis: 5.1 — Pré-base e base . . . . . . . . . . . . . . 75 98 4 – 1 (b) – 0 (c) – – 5.2 — Certificadas . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 98 10 – 5 – 0 (c) – – 6 — Sorghum spp. . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 98 0 – – – – – – 7 — xTriticosecale: 7.1 — Pré-base base. . . . . . . . . . . . . . . . 80 98 4 – 1 (b) 3 0 (c) 1 – 7.2 — Certificadas de 1.ª e de 2.ª geração 80 98 10 – 7 7 0 (c) 3 – 8 — Zea mays . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 98 0 – – – – – – (a) O teor máximo de sementes referidas na col. 4 abrange também as sementes das espécies referidas nas cols. 5 a 10. (b) Uma segunda semente não se considera impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso estiver isenta de sementes de outras espécies de cereais. (c) A presença de uma semente de Avena fatua, Avena sterilis ou Lolium temulentum numa amostra com o peso fixado não será considerada impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso estiver isenta de sementes dessas espécies. (d) No caso das variedades de Hordeum vulgare (cevada nua), a faculdade germinativa mínima é reduzida para 75 % de sementes puras. A etiqueta oficial deve conter a menção «Faculdade germinativa mínima de 75 %». 5 — O peso dos lotes e das amostras para as determinações laboratoriais deve obedecer ao disposto no quadro se guinte: QUADRO IV Peso máximo dos lotes e peso mínimo das amostras Espécies Peso máximo de um lote (em toneladas) Peso mínimo de uma amostra a tirar do lote (em gramas) Peso da amostra para determinação dos parâmetros referidos nas cols. 4 a 10 do quadro III e na col. 2 do quadro II (em gramas) 1 2 3 4 1 — Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Triticum aestivum, T. durum, T. spelta, Secale cereale e xTriticosecale. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 1000 500 2 — Phalaris canariensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 400 200 2724 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Espécies Peso máximo de um lote (em toneladas) Peso mínimo de uma amostra a tirar do lote (em gramas) Peso da amostra para determinação dos parâmetros referidos nas cols. 4 a 10 do quadro III e na col. 2 do quadro II (em gramas) 1 2 3 4 3 — Oryza sativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 500 500 4 — Sorghum bicolor, Sorghum bicolor × Sorghum sudanense . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 1000 900 5 — Sorghum sudanense . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 1000 900 6 — Zea mays, semente base de linhas puras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 250 250 7 — Zea mays, semente base, à excepção de linhas puras, semente certificada . . . . . . . . . . 40 1000 1000 Nota. — O peso máximo do lote apenas pode ser ex cedido em 5 %. 6 — Condições especiais no que respeita a presença de Avena fatua — o certificado oficial mencionado no n.º 7 do artigo 24.º só pode ser emitido pela DGADR, se forem cumpridas, para o lote de semente em causa, as seguintes condições: Se durante as inspecções oficiais de campo, se verificar que a cultura está isenta de Avena fatua e, se uma amostra de pelo menos 1 kg, retirada do lote, se apresentar isenta de Avena fatua quando sujeita a um exame oficial; ou Se quando sujeita a um exame oficial, uma amostra de pelo menos 3 kg retirada do lote, estiver isenta de Avena fatua. ANEXO II Regulamento técnico da produção e certificação de sementes de espécies forrageiras PARTE A Espécies abrangidas e categorias de semente 1 — O presente RT aplica-se à produção e certificação de sementes de espécies forrageiras a admitir à comerciali zação, das variedades e ecótipos pertencentes aos géneros, espécies e subespécies seguintes: 1.1 — Espécies UE: Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 A) Poaceae (Gramineae): 1 — (x) Agrostis canina L. . . . . . . . . Agrostis. 2 — (x) Agrostis capillaris L.; (A. te nuis) Sibth. Agrostis-comum. 3 — (x) Agrostis gigantea Roth . . . . Agrostis-gigante. 4 — (x) Agrostis stolonifera L. . . . . . Agrostis-branco. 5 — (x) Alopecurus pratensis L. . . . . Rabo-de-raposa. 6 — (x) Arrhenatherum elatius (L.) P. Beauv. ex. J. Presl & C. Presl. Balanquinho. 7 — (x) Bromus catharticus Vahl . . . Azevém-aveia. 8 — (x) Bromus sitchensis Trin. . . . . Bromo. 9 — Cynodon dactylon (L.) Pers. . . . Grama-americana. 10 — (x) Dactylis glomerata L. . . . . Panasco. 11 — (x) Festuca arundinacea Schre ber. Festuca-alta. 12 — Festuca filiformis Pourr. . . . . . Festuca-de-folha-fina. 13 — (x) Festuca pratensis Huds. . . Festuca-dos-prados. 14 — (x) Festuca rubra L. . . . . . . . . Festuca-vermelha. 15 — Festuca trachyphylla (Hack.) Krajina. Festuca-de-casca-dura. 16 — (x) Festuca ovina L. . . . . . . . . Festuca-ovina. 17 — (x) xFestulolium Aseh. & Graebn. Híbridos resultantes do cru zamento de uma espécie do género Festuca com uma espécie do género Lolium. Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 18 — (x) Lolium multiflorum Lam. . . . Azevém-anual (incluindo aze vém Westerwold). 19 — (x) Lolium perenne L. . . . . . . . Azevém-perene. 20 — (x) Lolium × boucheanum Kunth. Azevém-hídrico. 21 — Phalaris aquatica L. . . . . . . . . Planta de Harding. 22 — (x) Phleum nodosum L. . . . . . . Fléolo-pequeno. 23 — (x) Phleum pratense L. . . . . . . Rabo-de-gato. 24 — Poa annua L. . . . . . . . . . . . . . . Poa-anual. 25 — (x) Poa nemoralis L. . . . . . . . . Poa-dos-bosques. 26 — (x) Poa palustris L. . . . . . . . . . Poa-dos-pântanos. 27 — (x) Poa pratensis L. . . . . . . . . Poa-dos-prados. 28 — (x) Poa trivialis L. . . . . . . . . . . Poa-comum. 29 — (x) Trisetum flavescens (L.) P. Beauv. Aveia-dourada. B) Fabaceae (Leguminosae): 1 — Galega orientalis Lam. . . . . . . . Galega-forrageira. 2 — Hedysarum coronarium L. . . . . Sula. 3 — (x) Lotus corniculatus L. . . . . . . Cornichão. 4 — (x) Lupinus albus L. . . . . . . . . . Tremoço-branco. 5 — (x) Lupinus angustifolius L. . . . Tremoço-de-folha-estreita. 6 — (x) Lupinus luteus L. . . . . . . . . . Tremocilha. 7 — (x) Medicago lupulina L. . . . . . Luzerna-lupulina. 8 — (x) Medicago sativa L. . . . . . . . Luzerna. 9 — (x) Medicago × varia T. Martyn Luzerna-híbrida. 10 — Onobrychis viciifolia Scop. . . . Sanfeno. 11 — (x) Pisum sativum L. . . . . . . . . Ervilha-forrageira. 12 — (x) Trifolium alexandrinum L. Bersim. 13 — (x) Trifolium hybridum L. . . . . Trevo-híbrido. 14 — (x) Trifolium incarnatum L. . . Trevo-encarnado. 15 — (x) Trifolium pratense L. . . . . . Trevo-violeta. 16 — (x) Trifolium repens L. . . . . . . Trevo-branco. 17 — (x) Trifolium resupinatum L. . . . Trevo-da-pérsia. 18 — Trigonella foenum graecum L. Fenacho. 19 — (x) Vicia faba L. . . . . . . . . . . . Faveta. 20 — Vicia pannonica Crantz . . . . . . Ervilhaca-da-panónia. 21 — (x) Vicia sativa L. . . . . . . . . . . Ervilhaca-vulgar. 22 — (x) Vicia villosa Roth . . . . . . . Ervilhaca-de-cachos-roxos. C) Espécies de outras famílias: 1 — (x) Brassica napus L. var. napo brassica (L) Rchb. Rutabaga. 2 — (x) Brassica oleracea L. convar. acephala (DC.) Alef. var. medullosa Thell + var. viridis L. Couve-forrageira. 3 — (x) Phacelia tanacetifolia Berth. Facélia. 4 — Raphanus sativus L. var. oleifor mis Pers. Rabanete-oleaginoso. 1.2 — Outras espécies: Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 A) Poaceae (Gramineae): 1 — Ehrharta calycina Sm. . . . . . . . Erva-das-estepes. 2 — Eragrostis curvula (Schrader) Nees Eragroste. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2725 Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 B) Fabaceae (Leguminosae): 1 — Cicer arietenum L. . . . . . . . . . . Grão-de-bico (variedades for rageiras). 2 — Lathyrus cicera L. . . . . . . . . . . . Chícharo. 3 — Lathyrus clymenum L. . . . . . . . . Cizirão-de-torres. 4 — Lathyrus ochrus (L.) DC. . . . . . Ervilhaca-dos-campos. 5 — Lotus uliginosus Schkuhr . . . . . Erva-coelheira. 6 — Lotus tenuis Waldst. & Kit. Ex WilId. Cornichão-folha-estreita. 7 — Medicago littoralis Rhode ex Loisel Luzerna-do-litoral. 8 — Medicago doliata Carmign. . . . Luzerna-doliata. 9 — Medicago polymorpha L. . . . . . Carrapiço. 10 — Medicago rugosa Desr. . . . . . . Luzerna-rugosa. 11 — Medicago scutellata (L.) Mill. Luzerna-escudelada. 12 — Medicago italica (Mill.) Fiori (inclui Medicago tornata (L.) Mill.). Luzerna-de-flor-achatada. 13 — Medicago murex . . . . . . . . . . . 14 — Medicago truncatula Gaertn. . . Luzerna-de-barril. 15 — Melilotus officinalis Lam. . . . . Meliloto. 16 — Melilotus segetalis (Brot.) Ser. Anafa. 17 — Ornithopus sativus Brot. . . . . . Serradela. 18 — Trifolium michelianum Savi (in clui Trifolium balansae Boiss. Boiss). Trevo-balansa. 19 — Trifolium fragiferum L. . . . . . . Trevo-morango. 20 — Trifolium hirtum . . . . . . . . . . . 21 — Trifolium subterraneum L. . . . Trevo-subterrâneo. 22 — Trifolium vesiculosum Savi . . . Trevo-vesiculoso. 23 — Vicia benghalensis L. . . . . . . . Ervilhaca-vermelha. 24 — Vicia ervilia L. . . . . . . . . . . . . . Gero. 25 — Biserrula pelecinus L. . . . . . . . Bisserula. 26 — Ornithopus compressus L. . . . Serradela-brava. 27 — Trifolium glanduliferum (Boiss) Trevo-glandular. 28 — Trifolium squarrosum . . . . . . . Trevo-squarroso. C) Espécies de outras famílias: 1 — Plantago lanceolata L. . . . . . . . Língua-de-ovelha. 2 — São admitidas à produção as seguintes categorias de semente: Semente pré-base; Semente base; Semente certificada; Semente certificada de 1.ª e 2.ª gerações — para as espécies UE apenas são admitidas às categorias de 1.ª e 2.ª gerações as espécies de Lupinus spp., Pisum sativum, Vicia spp. e Medicago sativa; Semente comercial, sendo que a esta categoria não são admitidos lotes de sementes das espécies identificadas com (x) nos números anteriores. 3 — Para as espécies Trifolium subterrraneum, Medi cago littoralis, M. polymorpha, M. rugosa, M. scutellata, M. tornata e M. truncatula, em virtude da sua capacidade de auto-sementeira, cujas sementes possuem períodos de dormência variáveis, e tendo em conta que pode ser difícil identificar a geração da semente produzida, pelo que nestas situações a semente obtida resulta de mistura de gerações, os lotes assim resultantes devem ser identificados por etiqueta de cor vermelha, na qual é impresso em vez da categoria a menção «Mistura de gerações», devendo a semente obedecer aos requisitos estabelecidos para a categoria certificada. PARTE B Condições a satisfazer pelas culturas 1 — Origem da semente — o agricultor multiplicador deve fazer prova junto do inspector de campo da origem da semente usada na sementeira dos campos de multi plicação, devendo para o efeito conservar as etiquetas oficiais de certificação que constavam nas embalagens das sementes usadas. 2 — Podem ser admitidos à multiplicação, desde que previamente autorizados pela DGADR, os campos de pro dução nas seguintes condições: Os campos de multiplicação de sementes de espécies de Vicia spp., Lathyrus spp. e Pisum sativum que simul taneamente tenham sido cultivados em consociação com outra espécie de fácil separação mecânica, destinadas a servir de tutor à espécie em multiplicação; Por várias campanhas agrícolas, os campos de multi plicação de sementes de variedades de espécies vivazes, desde que anualmente sejam inscritos, submetidos a um controlo oficial e cumpram integralmente o presente RT, sendo que para as variedades híbridas destas espécies, a admissão à produção só é autorizada para duas campanhas agrícolas sucessivas. 3 — Nos campos de multiplicação admitidos à pro dução, e a pedido do produtor de sementes, desde que previamente autorizado pela DGADR, após concordância do obtentor da variedade, é permitido que: Seja feita a exploração para a obtenção da forragem antes da colheita de sementes; Seja, nas espécies Lolium multiflorum e Lolium × bou cheanum, realizada uma segunda colheita de semente da mesma campanha agrícola, sendo a segunda colheita de semente da categoria certificada, quando efectuada em campos de produção de semente base. 4 — Antecedente cultural — não é permitido que as parcelas de terreno admitidas à produção tenham sido cultivadas, quer em cultura extreme quer consociada, com variedades de espécies cujas sementes sejam difíceis de eliminar na semente a produzir, para gramíneas nos dois últimos anos e para leguminosas nos três últimos anos, de acordo com o disposto no quadro seguinte: QUADRO I Espécies antecedentes interditas Espécie a multiplicar Espécie antecedente interdita 1 2 1 — Lolium spp., Festuca spp. e Dac tylis glomerata. Lolium spp., Festuca spp. e Dactylis glomerata. 2 — Phleum pratense . . . . . . . . . . . . Phleum pratense. 3 — Lotus spp., Medicago spp., Meli lotus spp. e Trifolium spp. Lotus spp., Medicago spp., Melilotus spp. e Trifolium spp. 4 — Pisum sativum, Vicia spp. e La thyrus spp. Pisum sativum, Vicia spp. e Lathyrus spp. 5 — Isolamento: 5.1 — Os campos de multiplicação de semente devem ser isolados da contaminação por pólen estranho, em par ticular para o caso de Lolium spp. de fontes de pólen de variedades do mesmo género, de acordo com o disposto no quadro seguinte, a DGADR pode aceitar que estas distâncias podem não ser observadas caso exista protecção adequada contra fontes indesejáveis de pólen. 2726 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 QUADRO II Distâncias de isolamento Espécie Semente pré-base e base — Campos com área Outras categorias — Campos com área 1 2 3 4 5 < 2 ha > 2 ha < 2 ha > 2 ha 1 — Todas as espécies, excepto de Brassica spp., Phacelia tanacetifolia, Poa pratensis (variedades apomíticas), Pisum sativum e Vicia spp. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 m 100 m 100 m 50 m 2 — Brassica spp. e Phacelia tanacetifolia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400 m 400 m 200 m 200 m 3 — Vicia spp. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 m 50 m 10 m 10 m 4 — Pisum sativum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 m 10 m 4 m 4 m 6.2 — Para o Cicer arietinum as distâncias de isola mento são as seguintes: Semente pré-base — 30 m; Semente base — 10 m; Semente certificada — 4 m. 6.3 — No caso de a cultura não se destinar a pos teriores multiplicações, podem ser usadas distâncias de isolamento mais reduzidas do que as referidas no quadro II, sendo que nestes casos deve ser indicado na etiqueta desses lotes a menção «Multiplicação não autorizada». 6.4 — Para as espécies alogâmicas, no caso em que um campo de produção de semente base e um campo de produção de semente certificada de 1.ª geração da mesma variedade sejam vizinhos, o isolamento mínimo exigido é o previsto para a semente certificada. 6.5 — Os campos de multiplicação de variedades apomíticas autogâmicas devem ser isolados de outros campos por barreiras permanentes ou um espaço sufi ciente que previna a mistura mecânica durante a co lheita. 7 — Os campos muito acamados ou contendo infes tantes em número excessivo que inviabilizem a correcta inspecção de campo devem ser reprovados. 8 — Organismos nocivos: Os campos muito infestados com Cuscuta são repro vados; Outros organismos nocivos, susceptíveis de reduzir o valor da semente devem estar presentes no mais baixo nível possível. 9 — Inspecções de campo — as inspecções de campo a realizar são no número mínimo e nas épocas a seguir definidas: Gramíneas — uma inspecção no início do espiga mento; Leguminosas — uma inspecção à floração. 10 — Pureza varietal: 10.1 — Os limites máximos de outras varieda des da mesma espécie ou fora do tipo admitidas nos campos de multiplicação são os indicados no quadro seguinte: QUADRO III Limites máximos de presença de outras variedades da mesma espécie ou fora do tipo Espécies Número total de plantas/área de amostragem Semente base (metros quadrados) Semente certificada (metros quadrados) 1 2 3 1 — Poa pratensis, excepto variedades apo míticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1/20 4/10 2 — Poa pratensis (variedades apomíticas) 1/20 6/10 3 — Todas as gramíneas, excepto Poa pra tensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1/30 1/10 4 — Brassica spp. e todas as leguminosas, excepto Pisum sativum e Vicia faba . . . 1/30 1/10 10.2 — No caso de variedades de Pisum sativum e Vicia faba, os limites máximos de plantas de outras variedades ou fora do tipo, admitidas nos campos de multiplicação, são os seguintes: Produção de semente pré-base e base — 0,3 %; Produção de semente certificada de 1.ª gera ção — 1 %; Produção de semente certificada de 2.ª gera ção — 2 %. 10.3 — Em relação à Poa pratensis, o número de plan tas de cultura que, manifestamente, se reconheça que não estão em conformidade com a variedade não deve exceder: Produção de semente pré-base e base — 1 por 20 m2; Produção de semente certificada — 4 por 10 m2. Todavia, para as variedades que são oficialmente classificadas como «variedades apomícticas monoclo nadas» de acordo com os processos admitidos, possí vel considerar como aceitáveis em relação às normas acima referidas nos campos de produção de sementes certificadas, um número que não exceda 6 por metro quadrado de plantas reconhecidas como não conformes com a variedade. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2727 10.4 — Para o Trifolium subterraneum e luzernas anuais a pureza varietal mínima deve ser: Produção de semente pré-base e base — 99,5 %; Produção de semente certificada se destinada a multi plicação — 98 %; Produção de semente certificada — 95 %. 11 — Pureza específica — a presença de plantas de outras espécies cujas sementes são difíceis de separar ou de identificar em laboratório não deve ultrapassar os seguintes limites: 11.1 — Todas as espécies de leguminosas e gramíneas, excepto Lolium: Produção de semente pré-base e base — 1 por 30 m2; Produção de semente certificada — 1 por 10 m2. 11.2 — Uma espécie de Lolium e xFestulolium em relação a outras espécies de Lolium e de xFestulo lium: Produção de semente pré-base e base — 1 por 50 m2; Produção de semente certificada — 1 por 10 m2. PARTE C Controlo dos lotes de semente produzida 1 — As sementes devem possuir suficiente identidade e pureza varietal, as quais devem ser prioritariamente avaliadas durante as inspecções de campo, em particular, a percentagem máxima de outras variedades da mesma espécie, ou de plantas fora do tipo, e devem ser as se guintes: a) Poa pratensis, variedades apomícticas monoclona das, Brassica napus var. napobrassica, Brassica oleracea convar. acephala: Semente pré-base e base — 0,3 %; Semente certificada — 2 %; b) Pisum sativum e Vicia faba: Semente pré-base e base — 0,3 %; Semente certificada de 1.ª geração — 1 %; Semente certificada de 2.ª geração — 2 %. 2 — Organismos nocivos — as sementes devem es tar livres de insectos vivos e outros organismos nocivos susceptíveis de reduzirem o valor da semente e só podem estar presentes no mais baixo nível possível. 3 — Semente pré-base, base e certificada — para que sejam emitidos certificados relativos à semente certifi cada das categorias pré-base, base e certificada (todas as gerações) é indispensável que os lotes de sementes submetidos à certificação satisfaçam todas as prescrições regulamentares e as sementes tenham as características definidas nos quadros I e II seguintes: Q U A D R O I N or m as e to le râ nc ia s pa ra a s ca te go ria s de s em en te c er tif ic ad a Es pé ci es Fa cu ld ad e ge rm in at iv a Pu re za e sp ec ífi ca N úm er o m áx im o em s em en te s de o ut ra s es pé ci es nu m a am os tra d e pe so p re vi st o na c ol . 4 do q ua dr o II I ( to ta l p or c ol un a) C on di çõ es re la tiv as a o te or de s em en te s de Lu pi nu s sp p. de o ut ra c or e d e se m en te s de tr em oç o am ar go Fa cu ld ad e ge rm in at iv a m ín im a (p er ce nt ag em da s se m en te s pu ra s) Te or m áx im o de s em en te s du ra s (p er ce nt ag em da s se m en te s pu ra s) Se m en te p ur a (p er ce nt ag em do p es o Te or m áx im o de s em en te s de o ut ra s es pé ci es d e pl an ta s (p er ce nt ag em e m p es o) Av en a fa tu a, Av en a st er ili s C us cu ta s pp . Ru m ex s pp . ex ce pt o Ru m ex ac et os el la e Ru m ex m ar iti m us To ta l U m a ún ic a es pé ci e El yt ri gi a re pe ns Al op ec ur us m yo su ro id es M el ilo tu s sp p. Ra ph an us ra ph an is tr um Si na pi s ar ve ns is 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 A) Po ac ea e (G ra m in ea e) : 1 — Ag ro st is c an in a .. .. .. .. .. .. .. 75 (a ) – 90 2, 0 1, 0 0, 3 0, 3 – – – 0 0 (j) (k ) 2 (n ) – 2 — Ag ro st is c ap ill ar is . .. .. .. .. .. . 75 (a ) – 90 2, 0 1, 0 0, 3 0, 3 – – – 0 0 (j) (k ) 2 (n ) – 3 — Ag ro st is g ig an te a . .. .. .. .. .. . 80 (a ) – 90 2, 0 1, 0 0, 3 0, 3 – – – 0 0 (j) (k ) 2( n) – 4 — Ag ro st is s to lo ni fe ra . .. .. .. .. .. 75 (a ) – 90 2, 0 1, 0 0, 3 0, 3 – – – 0 0 (j) (k ) 2 (n ) – 5 — Al op ec ur us p ra te ns is . .. .. .. .. . 70 (a ) – 75 2, 5 1, 0 (f) 0, 3 0, 3 – – – 0 0 (j) (k ) 5 (n ) – 6 — Ar rh en at he ru m e la tiu s . .. .. .. . 75 (a ) – 90 3, 0 1, 0 (f) 0, 5 0, 3 – – – 0 (g ) 0 (j) (k ) 5 (n ) – 7 — Br om us c at ha rt ic us .. .. .. .. .. . 75 (a ) – 97 1, 5 1, 0 0, 5 0, 3 – – – 0 (g ) 0 (j) (k ) 10 (n ) – 8 — Br om us s itc he ns is . .. .. .. .. .. . 75 (a ) – 97 1, 5 1, 0 0, 5 0, 3 – – – 0 (g ) 0 (j) (k ) 10 (n ) – 9 — C yn od on d ac ty lo n .. .. .. .. .. .. 70 (a ) – 90 2, 0 1, 0 0, 3 0, 3 – – – 0 0 (j) (k ) 2 – 2728 D iário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Espécies Faculdade germinativa Pureza específica Número máximo em sementes de outras espécies numa amostra de peso previsto na col. 4 do quadro III (total por coluna) Condições relativas ao teor de sementes de Lupinus spp. de outra cor e de sementes de tremoço amargo Faculdade germinativa mínima (percentagem das sementes puras) Teor máximo de sementes duras (percentagem das sementes puras) Semente pura (percentagem do peso Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (percentagem em peso) Avena fatua, Avena sterilis Cuscuta spp. Rumex spp. excepto Rumex acetosella e Rumex maritimusTotal Uma única espécie Elytrigia repens Alopecurus myosuroides Melilotus spp. Raphanus raphanistrum Sinapis arvensis 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 10 — Dactylis glomerata . . . . . . . . . . 80 (a) – 90 1,5 1,0 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 11 — Ehrharta calycina . . . . . . . . . . . 50 – 90 2,0 1,0 0,5 0,3 – – – 0 (g) 0 (j) (k) 5 (n) – 12 — Eragrostis curvula . . . . . . . . . . . 70 – 97 0,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 (g) 0 (j) (k) 5 (n) – 13 — xFestulolium . . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 96 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 14 — Festuca arundinacea . . . . . . . . . 80 (a) – 95 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 15 — Festuca filiformis . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 16 — Festuca ovina . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 17 — Festuca pratensis . . . . . . . . . . . 80 (a) – 95 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 18 — Festuca rubra . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 90 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 19 — Festuca trachyphylla . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 20 — Lolium × boucheanum . . . . . . . . 75 (a) – 96 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 21 — Lolium multiflorum . . . . . . . . . . 75 (a) – 96 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 22 — Lolium perenne . . . . . . . . . . . . . 80 (a) – 96 1,5 1,0 0,5 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 23 — Phalaris aquatica . . . . . . . . . . . 75 (a) – 96 1,5 1,0 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 – 24 — Phleum nodosum . . . . . . . . . . . . 80 (a) – 96 1,5 1,0 0,3 0,3 – – – 0 0 (k) 5 – 25 — Phleum pratense . . . . . . . . . . . . 80 (a) – 96 1,5 1,0 0,3 0,3 – – – 0 0 (k) 5 – 26 — Poa annua . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 (c) 1,0 (c) 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 5 (n) – 27 — Poa nemoralis . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 (c) 1,0 (c) 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 2 (n) – 28 — Poa palustris . . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 (c) 1,0 (c) 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 2 (n) – 29 — Poa pratensis . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 (c) 1,0 (c) 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 2 (n) – 30 — Poa trivialis . . . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 85 2,0 (c) 1,0 (c) 0,3 0,3 – – – 0 0 (j) (k) 2 (n) – 31 — Trisetum flavescens . . . . . . . . . . 70 (a) – 75 3,0 1,0 (f) 0,3 0,3 – – – 0 (h) 0 (j) (k) 2 (n) – B) Fabaceae (Leguminosae): 1 — Biserrula pelecinus . . . . . . . . . . . 70 (incluindo sementes duras) – 98 0,5 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 2 — Cicer arietenum . . . . . . . . . . . . . 80 – 98 0,5 0,3 – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 – 3 — Galega orientalis . . . . . . . . . . . . 60 40 97 2,0 1,5 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 (n) – 4 — Hedysarum coronarium . . . . . . . 75 (a) (b) 30 95 2,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (k) 5 – 5 — Lathyrus cicera . . . . . . . . . . . . . . 80 – 95 1 0,5 – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) (k) 20 – 6 — Lathyrus clymenum . . . . . . . . . . . 80 – 95 1 0,5 – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) (k) 20 – 7 — Lathyrus ochrus . . . . . . . . . . . . . 80 – 95 1 0,5 – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) (k) 20 – 8 — Lotus corniculatus . . . . . . . . . . . . 75 (a) (b) 40 95 1,8 (d) 1,0 (d) – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 9 — Lotus tenuis . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 40 97 0,5 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 10 — Lotus uliginosus . . . . . . . . . . . . 75 40 97 0,5 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 11 — Lupinus albus . . . . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 20 98 0,5 (e) 0,3 (e) – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 (n) (o) (p) 12 — Lupinus angustifolius . . . . . . . . 75 (a) (b) 20 98 0,5 (e) 0,3 (e) – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 (n) (o) (p) 13 — Lupinus luteus . . . . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 20 98 0,5 (e) 0,3 (e) – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 (n) (o) (p) 14 — Medicago × varia . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 40 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 15 — Medicago doliata . . . . . . . . . . . 70 – 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – D iário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2729 Espécies Faculdade germinativa Pureza específica Número máximo em sementes de outras espécies numa amostra de peso previsto na col. 4 do quadro III (total por coluna) Condições relativas ao teor de sementes de Lupinus spp. de outra cor e de sementes de tremoço amargo Faculdade germinativa mínima (percentagem das sementes puras) Teor máximo de sementes duras (percentagem das sementes puras) Semente pura (percentagem do peso Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (percentagem em peso) Avena fatua, Avena sterilis Cuscuta spp. Rumex spp. excepto Rumex acetosella e Rumex maritimusTotal Uma única espécie Elytrigia repens Alopecurus myosuroides Melilotus spp. Raphanus raphanistrum Sinapis arvensis 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 — Medicago italica . . . . . . . . . . . . 70 20 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 17 — Medicago littoralis . . . . . . . . . . 70 – 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 18 — Medicago lupulina . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 20 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 19 — Medicago murex . . . . . . . . . . . . 70 30 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 20 — Medicago polymorpha . . . . . . . 70 30 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 21 — Medicago rugosa . . . . . . . . . . . 70 20 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 22 — Medicago sativa . . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 40 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 23 — Medicago scutellata . . . . . . . . . 70 – 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 24 — Medicago truncatula . . . . . . . . . 70 20 98 2 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 25 — Melilotus officinalis . . . . . . . . . 80 40 97 1,5 1 – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 26 — Melilotus segetalis . . . . . . . . . . 75 40 95 1,5 1 – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 27 — Onobrychis viciifolia . . . . . . . . . 75 (a) (b) 20 95 2,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (j) 5 – 28 — Ornithopus compressus . . . . . . . 75 (incluindo sementes duras) – 90 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 29 — Ornithopus sativus . . . . . . . . . . 75 (incluindo sementes duras) – 90 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 30 — Pisum sativum . . . . . . . . . . . . . . 80 (a) 98 0,5 0,3 – – 0,3 – – 0 0 (j) 5 (n) – 31 — Trifolium alexandrinum . . . . . . . 80 (a) (b) 20 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 32 — Trifolium fragiferum . . . . . . . . . 70 – 98 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 33 — Trifolium glanduliferum. . . . . . . 70 30 98 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 34 — Trifolium hirtum . . . . . . . . . . . . 70 – 98 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 35 — Trifolium hybridum . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 20 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 36 — Trifolium incarnatum . . . . . . . . 75 (a) (b) 20 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 37 — Trifolium michelianum-balan sae . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 30 98 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 38 — Trifolium pratense . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 20 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 39 — Trifolium repens . . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 40 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 40 — Trifolium resupinatum . . . . . . . . 80 (a) (b) 20 97 1,5 1,0 – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 41 — Trifolium squarrosum . . . . . . . . 75 20 97 1,5 – – – 0,3 – – 0 0 (l) (m) 10 – 42 — Trifolium subterraneu . . . . . . . . 80 40 97 0,5 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 43 — Trifolium vesiculosum . . . . . . . . 70 (incluindo sementes duras) – 98 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 44 — Trigonella foenum-graecum . . . 80 (a) – 95 1,0 0,5 – – 0,3 – – 0 0 (j) 5 – 45 — Vicia benghalensis . . . . . . . . . . . 80 20 97(q) 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 46 — Vicia ervilia . . . . . . . . . . . . . . . . 80 – 97 (q) 1 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 47 — Vicia faba . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 (a) (b) 5 98 0,5 0,3 – – 0,3 – – 0 0 (j) 5 (n) – 2730 D iário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Espécies Faculdade germinativa Pureza específica Número máximo em sementes de outras espécies numa amostra de peso previsto na col. 4 do quadro III (total por coluna) Condições relativas ao teor de sementes de Lupinus spp. de outra cor e de sementes de tremoço amargo Faculdade germinativa mínima (percentagem das sementes puras) Teor máximo de sementes duras (percentagem das sementes puras) Semente pura (percentagem do peso Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (percentagem em peso) Avena fatua, Avena sterilis Cuscuta spp. Rumex spp. excepto Rumex acetosella e Rumex maritimusTotal Uma única espécie Elytrigia repens Alopecurus myosuroides Melilotus spp. Raphanus raphanistrum Sinapis arvensis 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 48 — Vicia pannonica . . . . . . . . . . . . . 85 (a) (b) 20 98 1,0 (e) 0,5 (e) – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 (n) – 49 — Vicia sativa . . . . . . . . . . . . . . . . 85 (a) (b) 20 98 1,0 (e) 0,5 (e) – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 (n) – 50 — Vicia villosa . . . . . . . . . . . . . . . . 85 (a) (b) 20 98 1,0 (e) 0,5 (e) – – 0,3 – – 0 (i) 0 (j) 5 (n) – C) Espécies de outras famílias: 1 — Brassica napus var. napobras sica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 (a) – 98 1,0 0,5 – – – 0,3 0,3 0 0 (j) (k) 5 – 2 — Brassica oleracea convar. ace phala (acephala var. medullosa + var. viridis) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 (a) – 98 1,0 0,5 – – – 0,3 0,3 0 (l) (m) 0 (j) (k) 10 – 3 — Phacelia tanacetifolia . . . . . . . . . 80 (a) – 96 1,0 0,5 – – – – 0 0 (j) (k) – – 4 — Plantago lanceolata . . . . . . . . . . 75 – 85 1,5 – – – – – – 0 (i) 0 (j) (k) 10 – 5 — Raphanus sativus var. oleiformis 80 (a) – 97 1,0 0,5 – – – 0,3 0,3 0 0 (j) 5 – (a) As sementes frescas e sãs não germinadas depois de previamente tratadas são consideradas sementes germinadas. (b) Até ao teor máximo indicado, as sementes duras são consideradas sementes susceptíveis de germinação. (c) Um teor máximo total de 0,8 %, em peso, de sementes de outras espécies de Poa não é considerado impureza. (d) Um teor máximo de 1 %, em peso, de sementes de Trifolium pratense não é considerado impureza. (e) Um teor máximo total de 0,5 %, em peso, de sementes de Lupinus albus, Lupinus angustifolius, Lupinus luteus, Pisum sativum, Vicia faba, Vicia pannonica, Vicia sativa, Vicia villosa incluído noutra espécie correspondente não é considerado impureza. (f) A percentagem máxima fixada, em peso, de sementes de uma só espécie não é aplicável às sementes de Poa spp. (g) Um teor máximo total de duas sementes de Avena fatua e Avena sterilis numa amostra com o peso fixado não é considerado impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso não tiver sementes destas espécies. (h) A presença de uma semente de Avena fatua e Avena sterilis numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra de peso igual ao dobro do fixado não contiver sementes destas espécies. (i) A contagem das sementes de Avena fatua e Avena sterilis pode ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na col. 12. (j) A contagem das sementes de Cuscuta spp. pode ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na col. 13. (k) A presença de uma semente de Cuscuta spp. numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso não contiver sementes de Cuscuta spp. (l) O peso da amostra para a contagem de sementes de Cuscuta spp. tem o dobro do peso fixado na col. 4 do quadro III para a espécie correspondente. (m) A presença de uma semente de Cuscuta spp. numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra com um peso igual ao dobro do peso fixado não contiver sementes de Cuscuta spp. (n) A contagem das sementes de Rumex spp. com exclusão de Rumex acetosella e Rumex maritimus pode ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na col. 14. (o) A percentagem em número de sementes de Lupinus spp. de outra cor não deverá ultrapassar 2 % para o tremoço amargo e 1 % para outros Lupinus spp. que não o tremoço amargo. (p) A percentagem em número de sementes amargas nas variedades de Lupinus spp. não poderá ultrapassar 2,5 %. (q) Um teor máximo de 6 % em peso de sementes de Vicia pannonica e Vicia villosa ou de espécies cultivadas semelhantes a uma outra espécie correspondente, não é considerado impureza. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2731 QUADRO II Normas e tolerâncias para as sementes Pré-base e Base (Sem prejuízo das normas e tolerâncias indicadas no presente quadro, aplicam-se as normas e tolerâncias do quadro I) Espécie Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas Outras normas ou condiçõesTotal (percentagem em peso) Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) Uma única espécie Rumex spp. excepto Rumex acetosella e Rumex maritimus Elytrigia repens Alopecurus myosuroides Melilotus spp. 1 2 3 4 5 6 7 8 A) Poaceae (Gramineae): 1 — Agrostis canina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 1 1 1 – (j) 2 — Agrostis capillaris . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 1 1 1 – (j) 3 — Agrostis gigantea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 1 1 1 – (j) 4 — Agrostis stolonifera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 1 1 1 – (j) 5 — Alopecurus pratensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 6 — Arrhenatherum elatius . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (i) (j) 7 — Bromus catharticus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,4 20 5 5 5 – (j) 8 — Bromus sitchensis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,4 20 5 5 5 – (j) 9 — Cynodon dactylon . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 1 1 1 – (j) 10 — Dactylis glomerata. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 11 — Ehrharta calycina. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 5 5 – (j) 12 — Eragrostis curvula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 5 5 – (j) 13 — xFestulolium. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 14 — Festuca arundinacea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 15 — Festuca filiformis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 16 — Festuca ovina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 17 — Festuca pratensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 18 — Festuca rubra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 19 — Festuca trachyphylla . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 20 — Lolium × boucheanum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 21 — Lolium multiflorum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 22 — Lolium perenne . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (a) 2 5 5 – (j) 23 — Phalaris aquatica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 5 5 – (j) 24 — Phleum nodosum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 1 1 – (j) 25 — Phleum pratense. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 1 1 – (j) 26 — Poa annua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (b) 1 1 1 – (f) (j) 27 — Poa nemoralis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (b) 1 1 1 – (f) (j) 28 — Poa palustris . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (b) 1 1 1 – (f) (j) 29 — Poa pratensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (b) 1 1 1 – (f) (j) 30 — Poa trivialis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (b) 1 1 1 – (f) (j) 31 — Trisetum flavescens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 (c) 1 1 1 – (i) (j) B) Fabaceae (Leguminosae):. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 — Biserrula pelecinus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 2 — Cicer arietenum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) – 3 — Galega orientalis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (e) (j) 4 — Hedysarum coronarium . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (e) (j) 5 — Lathyrus cicera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (d) – 6 — Lathyrus clymenum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (d) – 7 — Lathyrus ochrus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (d) – 8 — Lotus corniculatus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (g) (j) 9 — Lotus tenuis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (g) (j) 10 — Lotus uliginosus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (g) (j) 11 — Lupinus albus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) (h) (k) 12 — Lupinus angustifolius . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) (h) (k) 13 — Lupinus luteus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) (h) (k) 14 — Medicago ×varia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (j) 15 — Medicago doliata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) – 16 — Medicago italica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) – 17 — Medicago littoralis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) – 18 — Medicago lupulina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) (j) 19 — Medicago murex. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) – 20 — Medicago polymorpha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 21 — Medicago rugosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 22 — Medicago sativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (j) 23 — Medicago scutellata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 24 — Medicago truncatula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 25 — Melilotus officinalis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 26 — Melilotus segetalis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 27 — Onobrychis viciifolia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) – 28 — Ornithopus compressus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 29 — Ornithopus sativus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 2732 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Espécie Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas Outras normas ou condiçõesTotal (percentagem em peso) Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) Uma única espécie Rumex spp. excepto Rumex acetosella e Rumex maritimus Elytrigia repens Alopecurus myosuroides Melilotus spp. 1 2 3 4 5 6 7 8 30 — Pisum sativum 0,3 20 2 – – 0 (d) – 31 — Trifolium alexandrinum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (j) 32 — Trifolium fragiferum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 33 — Trifolium glanduliferum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 34 — Trifolium hirtum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 35 — Trifolium hybridum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (j) 36 — Trifolium incarnatum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (j) 37 — Trifolium michelianum-balansae . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 38 — Trifolium pratense . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) (j) 39 — Trifolium repens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (e) (j) 40 — Trifolium resupinatum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – 0 (e) (j) 41 — Trifolium squarrosum. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – 42 — Trifolium subterraneum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – (j) 43 — Trifolium vesiculosum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – (j) 44 — Trigonella foenum-graecum. . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) – 45 — Vicia benghalensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – 0 (d) – 46 — Vicia faba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) – 47 — Vicia pannonica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) (h) 48 — Vicia sativa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) (h) 49 — Vicia villosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – 0 (d) (h) 50 — Vicia ervilia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 5 – – – – C) Espécies de outras familias: 1 — Brassica napus var. napobrassica . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – – (j) 2 — Brassica oleracea convar. acephala (acephala var. medullosa + var. viridis) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 – – – – (j) 3 — Phacelia tanacetifolia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 – – – – – 4 — Plantago lanceolata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 3 – – – – 5 — Raphanus sativus var. oleiformis . . . . . . . . . . . . . . 0,3 20 2 – – – – (a) Um teor máximo total de 80 sementes de Poa spp. não é considerado impureza. (b) A condição referida na coluna 3 não se aplica às sementes de Poa spp.; o teor máximo total de sementes de Poa spp. de uma espécie diferente da analisada não deve ultrapassar 1, numa amostra de 500 sementes. (c) Um teor máximo total de 20 sementes de Poa spp. não é considerado impureza. (d) A contagem de sementes de Melilotus spp. poderá ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na coluna 7. (e) A presença de uma semente de Melilotus spp. numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra com o dobro do peso fixado não contiver sementes de Melilotus spp. (f) Não se aplica a condição (c) referida no quadro I do presente RT. (g) Não se aplica a condição (d) referida no quadro I do presente RT. (h) Não se aplica a condição (e) referida no quadro I do presente RT. (i) Não se aplica a condição (f) referida no quadro I do presente RT. (j) Não se aplicam as condições (k) e (m) referidas no quadro I do presente RT. (k) Nas variedades de Lupinus spp., a percentagem em número de sementes amargas não deverá ultrapassar 1 %. 4 — Semente comercial: 4.1 — Para as espécies admitidas à categoria semente comercial, aplicam-se as condições previstas no quadro I, sem prejuízo das normas e tolerâncias indicadas nas alíneas seguintes: a) As percentagens em peso fixado para o teor máximo de sementes de outras espécies no que se refere ao total e a uma só espécie são aumentadas em 1 %; b) Para a Poa annua, é admitido um teor máximo to tal de 10 % em peso de sementes de outras espécies de Poa; c) Para espécies de Poa, à excepção da Poa annua, é admitido um teor máximo total de 3 % em peso de semen tes de outras espécies de Poa. d) Para o Hedysarum coronarium, é admitido um teor máximo total de 1 % em peso de sementes de espécies de Melilotus spp.; e) A condição do quadro I prevista para o Lotus corni culatus não se aplica. f) Para as espécies de Lupinus: A pureza específica mínima é de 97 % do peso; A percentagem em número de sementes de Lupinus de uma outra espécie não pode ultrapassar 4 para as varieda des amargas e 2 para as variedades doces; g) Para as espécies de Vicia pannonica V. sativa e V.villosa a pureza específica mínima é de 97 % do peso; h) Para Vicia spp., um teor máximo de 6 % em peso, de sementes de Vicia pannonica, V. villosa ou outras espécies cultivadas semelhantes numa outra espécies correpondente não é considerado impureza; i) Para as espécies de Lathyrus: A pureza específica mínima é de 90 % do peso; É admitido um teor máximo de 5 % em peso de sementes de espécies cultivadas aparentadas a uma outra espécie semelhante. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2733 5 — O peso dos lotes e das amostras para as deter minações laboratoriais devem obedecer ao disposto no quadro seguinte: QUADRO III Peso dos lotes e das amostras Espécies Peso máximo de um lote (t) Peso mínimo de uma amostra a retirar de um lote (g) Peso da amostra para as contagens nas colunas 12 a 14 do quadro I e colunas 3 a 7 do quadro II (g) 1 2 3 4 A) Poaceae (Gramineae): 1 — Agrostis canina . . . . . . . . 10 50 5 2 — Agrostis capillaris . . . . . . 10 50 5 3 — Agrostis gigantea . . . . . . 10 50 5 4 — Agrostis stolonifera . . . . . 10 50 5 5 — Alopecurus pratensis . . . . 10 100 30 6 — Arrhenatherum elatius . . . 10 200 80 7 — Bromus catharticus . . . . . 10 200 200 8 — Bromus sitchensis . . . . . . 10 200 200 9 — Cynodon dactylon . . . . . . 10 50 5 10 — Dactylis glomerata . . . . 10 100 30 11 — Festuca arundinacea . . . 10 100 50 12 — Festuca filiformis . . . . . 10 100 30 13 — Festuca ovina . . . . . . . . 10 100 30 14 — Festuca pratensis . . . . . 10 100 50 15 — Festuca rubra . . . . . . . . 10 100 30 16 — Festuca trachyphylla . . . 10 100 30 17 — xFestulolium . . . . . . . . . 10 200 60 18 — Lolium multiflorum . . . . 10 200 60 19 — Lolium perenne . . . . . . . 10 200 60 20 — Lolium ×boucheanum. . . 10 200 60 21 — Phalaris aquatica . . . . . 10 100 50 22 — Phleum nodosum . . . . . . 10 50 10 23 — Phleum pratense . . . . . . 10 50 10 24 — Poa annua . . . . . . . . . . . 10 50 10 25 — Poa nemoralis . . . . . . . . 10 50 5 26 — Poa palustris . . . . . . . . . 10 50 5 27 — Poa pratensis . . . . . . . . 10 50 5 28 — Poa trivialis . . . . . . . . . . 10 50 5 29 — Ehrharta calycina . . . . . 10 100 50 30 — Eragrostis curvula . . . . . 10 25 10 31 — Trisetum flavescens . . . . 10 50 5 B) Fabaceae (Leguminosae): 1 — Galega orientalis . . . . . . 10 250 200 2 — Hedysarum coronarium: 2.1 — Fruto . . . . . . . . . . . . . . . 10 1000 300 2.2 — Semente . . . . . . . . . . . . 10 400 120 3 — Lotus corniculatus . . . . . . 10 200 30 4 — Lupinus albus . . . . . . . . . 30 1000 1000 5 — Lupinus angustifolius . . . 30 1000 1000 6 — Lupinus luteus . . . . . . . . . 30 1000 1000 7 — Medicago lupulina . . . . . 10 300 50 8 — Medicago sativa . . . . . . . 10 300 50 9 — Medicago × varia . . . . . . 10 300 50 10 — Onobrychis viciifolia:. . . 10.1 — Fruto . . . . . . . . . . . . . . 10 600 600 10.2 — Semente . . . . . . . . . . . 10 400 400 11 — Pisum sativum . . . . . . . . 30 1000 1000 12 — Trifolium alexandrinum. . . 10 400 60 13 — Trifolium hybridum . . . . 10 200 20 14 — Trifolium incarnatum . . . 10 500 80 15 — Trifolium pratense . . . . . 10 300 50 16 — Trifolium repens . . . . . . 10 200 20 17 — Trifolium resupinatum . . 10 200 20 18 — Trigonella foenum-grae cum. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 500 450 19 — Vicia faba . . . . . . . . . . . 30 1000 1000 20 — Vicia pannonica . . . . . . . 30 1000 120 21 — Vicia sativa . . . . . . . . . . 30 1000 1000 22 — Vicia villosa . . . . . . . . . . 30 1000 1000 23 — Biserrula pelecinus . . . . 10 30 3 Espécies Peso máximo de um lote (t) Peso mínimo de uma amostra a retirar de um lote (g) Peso da amostra para as contagens nas colunas 12 a 14 do quadro I e colunas 3 a 7 do quadro II (g) 1 2 3 4 24 — Cicer arietenum . . . . . . 25 1000 1000 25 — Lathyrus cicera . . . . . . . 25 1000 140 26 — Lathyrus clymenum . . . . 25 1000 140 27 — Lathyrus ochrus . . . . . . 25 1000 140 28 — Lotus tenuis . . . . . . . . . . 10 30 3 29 — Lotus uliginosus . . . . . . 10 25 2 30 — Medicago doliata . . . . . 10 100 10 31 — Medicago italica . . . . . . 10 100 10 32 — Medicago littoralis . . . . 10 70 7 33 — Medicago murex . . . . . . 10 50 5 34 — Medicago polymorpha . 10 70 7 35 — Medicago rugosa . . . . . 10 180 18 36 — Medicago scutellata . . . 10 400 40 37 — Medicago truncatula . . . 10 100 10 38 — Melilotus officinalis . . . 10 200 50 39 — Melilotus segetalis . . . . 10 200 50 40 — Ornithopus compressus . 10 120 12 41 — Ornithopus sativus . . . . 10 90 9 42 — Trifolium fragiferum . . . 10 40 4 43 — Trifolium glanduliferum 10 20 2 44 — Trifolium hirtum. . . . . . . 10 70 7 45 — Trifolium michelianum. . 10 25 2 46 — Trifolium squarrosum. . . 10 150 15 47 — Trifolium subterraneum . 10 250 25 48 — Trifolium vesiculosum . . 10 100 3 49 — Vicia benghalensis . . . . . 20 1000 120 50 — Vicia ervilia . . . . . . . . . . 30 1000 120 C) Espécies de outras famílias: 1 — Brassica napus var. napo brassica . . . . . . . . . . . . . . . . 10 200 100 2 — Brassica oleracea convar. acephala . . . . . . . . . . . . . . . 10 200 100 3 — Phacelia tanacetifolia . . . 10 300 40 4 — Raphanus sativus var. olei formis . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 300 300 5 — Plantago lanceolata . . . . 5 20 2 Nota. — O peso máximo do lote apenas pode ser ex cedido em 5 %. PARTE D Certificação de misturas de sementes 1 — São admitidas a certificação e comercialização sementes sob a forma de misturas de géneros, espécies ou variedades para uso forrageiro ou não forrageiro. 2 — É autorizada a certificação e comercialização de misturas, cujas embalagens devem ser identificadas com etiquetas oficiais de certificação de cor verde, cumprindo o disposto no anexo VI e de acordo com os requisitos se guintes: a) Com etiquetas CE: i) Se se destinarem a uso não forrageiro, as misturas podem conter sementes de espécies forrageiras, com ex clusão de variedades em fase de inscrição, e sementes de espécies não forrageiras; ii) Se se destinarem a uso forrageiro, as misturas podem conter sementes de espécies listadas nos anexos I, II, IV e V como espécies UE, com exclusão de variedades de gra míneas inscritas com a indicação «uso não forrageiro» e de variedades em fase de inscrição. 2734 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 b) Com etiquetas OCDE — desde que as misturas con tenham sementes de variedades pertencentes a espécies incluídas nos esquemas de certificação varietal da OCDE dos cereais, das espécies forrageiras e do trevo subterrâneo e espécies similares; c) Com etiquetas nacionais: se as misturas se destinarem a uso forrageiro e a serem exclusivamente comercializadas no País, podendo, neste caso, conter sementes de todas as espécies listadas nos anexos I a V, assim como sementes de outras espécies, que tenham sido autorizadas ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 27.º 3 — As misturas com composições especiais, referidas no n.º 4 do artigo 30.º, devem ser identificadas com eti quetas de produtor, as quais devem, no mínimo, indicar a data de preparação, a identificação do acondicionador de sementes e a menção «Misturas para uso especial». 4 — O peso máximo das embalagens de misturas de sementes que são compostas por sementes de dimensão inferior à do grão de trigo e por sementes de dimensão superior à do grão de trigo é de 40 kg. 5 — O peso máximo dos lotes de misturas é de 10 t, podendo ser excedido em 5 %. 6 — As embalagens, à excepção das misturas mencio nadas no n.º 3, devem ser portadoras de etiquetas oficiais de cor verde, cumprindo o disposto no anexo VI. PARTE E Acondicionamento em pequenas embalagens 1 — É autorizado o acondicionamento de semente em pequenas embalagens CE, de acordo com os seguintes requisitos: Em «pequena embalagem CE A», ou seja quando a embalagem contém uma mistura de sementes que não sejam destinadas a ser utilizadas como plantas forrageiras, com um peso líquido máximo de 2 kg, excluindo o peso de produtos fitofarmacêuticos granulados, substâncias de perolização ou outros aditivos sólidos; Em «pequena embalagem CE B», ou seja quando a embalagem contém sementes de espécies forrageiras da categoria base, certificada, comercial ou, desde que não se trate de pequenas embalagens de sementes CE A, uma mistura de sementes com peso líquido máximo de 10 kg, excluindo o peso de produtos fitofarmacêuticos granulados, substâncias de perolização ou outros aditivos sólidos. 2 — As etiquetas ou inscrições nas pequenas embala gens CE devem cumprir o disposto do anexo VI. ANEXO III Regulamento técnico da produção e certificação de sementes de beterrabas PARTE A Espécies abrangidas e categorias de semente 1 — O presente RT aplica-se à produção e certificação de sementes de beterrabas açucareiras e forrageiras da espécie Beta vulgaris L. a admitir à comercialização. 2 — São admitidas à produção as seguintes categorias de sementes: Semente pré-base; Semente base; Semente certificada. 3 — São ainda consideradas as seguintes classificações de semente: Semente monogérmica: as sementes geneticamente monogérmicas; Sementes de precisão: as sementes destinadas aos seme adores mecânicos de precisão e que originam uma única plântula. PARTE B Condições a satisfazer pelas culturas 1 — Origem da semente: O agricultor multiplicador deve fazer prova junto do inspector de campo da origem da semente usada na se menteira dos campos de multiplicação, devendo para o efeito conservar as etiquetas oficiais de certificação que constavam nas embalagens das sementes usadas. 2 — Antecedente cultural: As parcelas de terreno a utilizar na produção de semen tes não devem ter sido cultivadas com plantas do género Beta durante os quatro anos antecedentes e, estar isentas de plantas do género considerado. 3 — Quanto ao isolamento, os campos de multiplica ção de sementes devem cumprir as distâncias mínimas das fontes da polinização vizinhas constantes do quadro I seguinte. 3.1 — As distâncias indicadas podem não ser respei tadas quando exista protecção suficiente contra qualquer polinização estranha indesejável. 3.2 — Não é necessário qualquer isolamento entre cul turas que utilizem o mesmo polinizador, desde que seja garantida a separação mecânica da produção obtida. 3.3 — Caso se desconheça a ploidia dos componentes, é exigida uma distância mínima de isolamento de 600 m. QUADRO I Distâncias de isolamento Espécie Distância mínima (metros) 1 2 1 — Para a produção de semente Base: 1.1 — De qualquer agente de polinização do género Beta 1000 2 — Para a produção de semente da categoria Certifi cada: 2.1 — De qualquer agente de polinização do género Beta, não incluído infra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 2.2 — O polinizador pretendido ou um dos polinizadores pretendidos sendo diplóide, de agentes polinizadores tetraplóides da beterraba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 2.3 — O polinizador pretendido sendo exclusivamente te traplóide, de agentes polinizadores diplóides do género Beta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 2.4 — De agentes de polinização do género Beta cuja ploi dia não é conhecida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 2.5 — O polinizador pretendido ou um dos polinizadores pretendidos sendo diplóide, de agentes de polinização diplóides do género Beta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 2.6 — O polinizador pretendido sendo exclusivamente te traplóide, de agentes polinizadores tetraplóide do género Beta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 2.7 — Entre dois campos de produção de sementes do gé nero Beta em que a esterilização masculina não é utili zada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2735 4 — Inspecção de campo: Os campos de produção de sementes são inspeccionados ao longo do ciclo cultural, pelo menos duas vezes, uma das quais incidindo sobre as plantas jovens e a outra à floração. 5 — O estado cultural deve permitir o controlo sufi ciente da identidade e pureza da variedade. 6 — Pureza varietal: Na determinação da pureza varietal o limite máximo de plantas fora de tipo é de 2 %, sendo consideradas como plantas fora de tipo, as plantas pertencentes a uma outra espécie ou subespécie, os híbridos naturais com uma ou tra subespécie e as plantas manifestamente diferentes da variedade. PARTE C Controlo dos lotes de semente produzida 1 — O peso máximo do lote a certificar é de 20 t, po dendo este peso ser excedido em 5 %, ou ser composto pelo máximo de 10 000 unidades. 2 — O peso mínimo da amostra é de 500 g. 3 — Para que sejam emitidas etiquetas de certifica ção relativas à semente pré-base, base e certificada é indispensável que os lotes submetidos à certificação satisfaçam todas as prescrições regulamentares e as se mentes tenham as características constantes do seguinte quadro: QUADRO I Normas e tolerâncias admitidas para todas as categorias de semente Tipo de semente Semente pura (percentagem de peso) Germinação mínima (percentagem de sementes puras ou de glomérulos) Monogermia (percentagem mínima em número) (a) Sementes de outras espécies (percentagem máxima em peso) Teor em água (percentagem de peso) Teor máximo de matéria inerte (percentagem em peso) (b) Beterraba forrageira Beterraba açucareira Beterraba forrageira Beterraba açucareira Base Certificada 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 — Monogérmicas . . . . . . . . . . . . . . 97 73 80 90 90 0,3 15 1,0 0,5 2 — Precisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 73 75 63 70 0,3 15 1,0 0,5 3 — Precisão com mais de 85 % de di plóides . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 73 75 58 70 0,3 15 1,0 0,5 4 — Plurigérmicas com mais de 85 % de diplóides . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 73 73 – – 0,3 15 – – 5 — Outras sementes . . . . . . . . . . . . 97 68 68 – – 0,3 15 – – (a) O número de glomérulos que originam 3 plântulas ou mais não deve ultrapassar 5 % dos glomérulos germinados. (b) No que respeita as sementes revestidas, estas normas devem ser controladas antes do revestimento ser efectuado, sem prejuízo do exame oficial da semente pura mínima das sementes revestidas. 4 — As sementes de beterraba não podem ser introdu zidas em zonas reconhecidas como «indémicas de rizo mania», a menos que a percentagem em peso da matéria inerte não ultrapasse 0,5 %. 5 — A presença de organismos nocivos que reduzam o valor de utilização das sementes é tolerada no limite mais baixo possível. PARTE D Acondicionamento em pequenas embalagens 1 — É autorizado o acondicionamento de semente em pequenas embalagens CE, de acordo com os seguintes requisitos: Pequenas embalagens CE de sementes monogérmicas ou de precisão, que não excedem os 100.000 glomérulos ou grãos, ou um peso líquido de 2,5 kg, com exclusão, se for o caso, dos produtos fitofarmacêuticos granulados, das substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos; Pequenas embalagens CE de sementes que não sejam monogérmicas ou de precisão, que não excedem um peso liquido de 10 kg, com exclusão, se for o caso, dos produtos fitofarmacêuticos granulados, das substâncias de revesti mento ou de outros aditivos sólidos. 2 — As etiquetas ou inscrições nas pequenas embala gens CE devem cumprir o disposto no anexo VI. ANEXO IV Regulamento técnico da produção e certificação de sementes de espécies hortícolas PARTE A Espécies abrangidas e categorias de semente 1 — O presente RT aplica-se à produção e certificação de sementes de espécies hortícolas a admitir à comerciali zação, das variedades pertencentes aos géneros e espécies seguintes: 1.1 — Lista de espécies UE: Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 1 — Allium cepa L.: 1.1 — Grupo cepa . . . . . . . . . . . . . . . Cebola; «Echalion». 1.2 — Grupo aggregatum . . . . . . . . . Cebola. 2 — Allium fistulosum L. . . . . . . . . . . Cebolinha-comum. 3 — Allium porrum L. . . . . . . . . . . . Alho-porro. 4 — Allium sativum L. . . . . . . . . . . . Alho. 5 — Allium schoenoprasum L. . . . . . Cebolinho. 6 — Anthriscus cerefolium (L.) Ho ffm. Cerefólio. 7 — Apium graveolens L. . . . . . . . . . Aipo; Aipo-rábano. 8 — Asparagus officinalis L. . . . . . . . Espargo. 9 — Beta vulgaris L. . . . . . . . . . . . . . Beterraba, incluindo «Chelte nham beet»; Acelga. 2736 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 10 — Brassica oleracea L. . . . . . . . . Couve-frisada; Couve-flor; Couve-brócolo; Couve-de bruxelas; Couve-lombarda; Couve-repolho; Couve roxa; Couve-rábano. 11 — Brassica rapa L.. . . . . . . . . . . . Couve-chinesa; Nabo. 12 — Capsicum annuum L. . . . . . . . . Pimento. 13 — Cichorium endivia L. . . . . . . . . Chicória-frisada; Escarola. 14 — Cichorium intybus L. . . . . . . . Chicória «Witloof»; Chicó ria com folhas largas ou chicória-italiana; Chicória para café. 15 — Citrullus lanatus (Thunb.) Mat sum. et Nakai. Melancia. 16 — Cucumis melo L. . . . . . . . . . . . Melão. 17 — Cucumis sativus L. . . . . . . . . . . Pepinos. 18 — Cucurbita maxima Duchesne . Abóbora-menina. 19 — Cucurbita pepo L. . . . . . . . . . . Abóbora-porqueira; Abobo rinha. 20 — Cynara cardunculus L. . . . . . . Alcachofra; Cardo. 21 — Daucus carota L. . . . . . . . . . . . Cenoura; Cenoura forrageira. 22 — Foeniculum vulgare Mill. . . . . Funcho. 23 — Lactuca sativa L. . . . . . . . . . . . Alface. 24 — Lycopersicon esculentum Mill. Tomate. 25 — Petroselinum crispum (Mill.) Nyman ex A. W. Hill. Salsa. 26 — Phaseolus coccineus L. . . . . . . Feijão-escarlate. 27 — Phaseolus vulgaris L.. . . . . . . . Feijões. 28 — Pisum sativum L. (partim) . . . . Ervilha rugosa; Ervilha lisa; Ervilha torta. 29 — Raphanus sativus L. . . . . . . . . . Rabanete; Rábano. 30 — Rheum rhabarbarum L. . . . . . . Ruibarbo. 31 — Scorzonera hispanica L. . . . . . Escorcioneira. 32 — Solanum melongena L.. . . . . . . Beringela. 33 — Spinacea oleracea L. . . . . . . . . Espinafre. 34 — Valerianella locusta (L.) Laterr. Alface-de-cordeiro. 35 — Vicia faba L. (partim). . . . . . . . Fava. 36 — Zea mays L. (partim) . . . . . . . . Milho doce; Milho pipoca. 1.2 — Outras espécies: Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 1 — Barbarea praecox (Sm.) P. Pr.. . . Agrião-de-horta. 2 — Brassica oleracea var. costata DC. Couve-portuguesa. 3 — Cucurbita ficifolia Bouché. . . . . Abóbora-chila. 4 — Cucurbita moschata Duch . . . . . Abóbora-almiscarada. 5 — Cucurbita máxima Duch. × × Cucurbita moschata Duch. . . . . . Abóbora-híbrida. 6 — Coriandrum sativum L. . . . . . . . Coentro. 7 — Hibiscus esculentum L. . . . . . . . Quiabo. 8 — Lens culinaris Medik. . . . . . . . . Lentilha. 9 — Lagenaria siceraria (Mol.) Standl. Abóbora-carneira. 10 — Lepidium sativum L. . . . . . . . . Agrião-masturço. 11 — Nasturtium officinale R. Br. . . . Agrião-de-água. 12 — Vigna unguiculata (L.) Sheeb. . . Feijão-frade. 13 — Cicer arietinum L. . . . . . . . . . . Grão-de-bico (variedades hor tícolas). 14 — Portulaca olearacea L. . . . . . . Beldroega. 2 — São admitidas à produção as seguintes categorias de sementes: Semente pré-base; Semente base; Semente certificada, Semente standard: a esta categoria não são admitidos lotes de sementes de chicória industrial. PARTE B Controlo dos campos de multiplicação 1 — Antecedente cultural: Não pode destinar-se à produção de sementes nenhum campo que na campanha anterior tenha sido cultivado com a mesma espécie. 2 — Isolamento: Quanto às distâncias de isolamento, os campos de multiplicação de sementes devem cumprir as distâncias mínimas das fontes de polinização vizinhas constantes do quadro I. 2.1 — As distâncias indicadas no quadro I, podem não ser respeitadas se existir um protecção suficiente contra qualquer fonte de pólen indesejável e de doenças trans mitidas por sementes. 3 — O estado cultural do campo de produção e o estado de desenvolvimento da cultura devem permitir um controlo suficiente da identidade e da pureza varietais assim como do estado sanitário. 4 — A presença de doenças e de organismos nocivos que reduzam o valor de utilização de sementes só é tolerada no limite mais baixo possível. QUADRO I Distâncias de isolamento Espécies Distâncias mínimas (metros) Semente Base Semente Certificada 1 2 3 1 — Espécies de Brassica: 1.1 — De qualquer agente de polinização, capaz de provocar uma deterioração séria nas varie dades dessas espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 600 1.2 — De qualquer agente de polinização, sus ceptível de se cruzar com as variedades dessas espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 300 2 — Beta vulgaris: 2.1 — De qualquer agente de polinização, do gé nero Beta, não incluído nos pontos seguintes. 1000 1000 2.2 — De qualquer agente de polinização, de variedades da mesma subespécie, pertencentes a um grupo diferente de variedades . . . . . . . 1000 600 2.3 — De qualquer agente de polinização, de variedades da mesma subespécie, pertencentes ao mesmo grupo de variedades . . . . . . . . . . 600 300 3 — Chicória industrial: 3.1 — De outras espécies do mesmo género ou subespécie . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 1000 3.2 — De outras variedades de chicória para café . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 300 4 — Outras espécies: 4.1 — De qualquer agente de polinização, capaz de provocar uma deterioração séria nas varie dades dessas espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 300 4.2 — De qualquer agente de polinização, sus ceptível de se cruzar com as variedades dessas espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 100 5 — Os grupos de variedades de Beta referidos no qua dro I são os seguintes: a) Beta vulgaris L. var. vulgaris — acelga e Beta vul garis L. var. conditiva Alef. — beterraba: Nos casos em que a cultura é de uma variedade mono gérmica, as variedades multigérmicas são consideradas como pertencentes a um grupo diferente. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2737 b) Beta vulgaris L. var vulgaris- acelga: Sem prejuízo da alínea a), as variedades são classifica das em cinco grupos, com base nos caracteres seguintes: Grupos Caracteres 1 2 1 — Grupo 1 . . . . . . . . . . . . . Pecíolo branco e limbo verde-claro, sem antocianinas. 2 — Grupo 2 . . . . . . . . . . . . . Pecíolo branco e limbo verde a verde escuro, sem antocianina. 3 — Grupo 3 . . . . . . . . . . . . . Pecíolo verde e limbo verde-médio e verde-escuro, sem antocianina. 4 — Grupo 4 . . . . . . . . . . . . . Pecíolo rosa e limbo verde-médio a verde-escuro, sem antocianina. 5 — Grupo 5 . . . . . . . . . . . . . Pecíolo vermelho e limbo com anto cianina. c) Beta vulgaris L. var. conditiva Alef. — beterraba: Sem prejuízo da alínea a), as variedades são classifi cadas em seis grupos, com base nos caracteres seguintes: Grupos Caracteres 1 2 1 — Grupo 1 . . . . . . . . . . . . . Raiz chata ou achatada e polpa verme lha ou violeta. 2 — Grupo 2 . . . . . . . . . . . . . Raiz redonda ou arredondada e polpa branca. 3 — Grupo 3 . . . . . . . . . . . . . Raiz redonda ou arredondada e polpa amarela. 4 — Grupo 4 . . . . . . . . . . . . . Raiz redonda ou arredondada e polpa vermelha ou violeta. 5 — Grupo 5 . . . . . . . . . . . . . Raiz oblonga estreita e polpa vermelha ou violeta. 6 — Grupo 6 . . . . . . . . . . . . . Raiz obtriangular estreita e polpa ver melha. 6 — Inspecção de campo: 6.1 — Para as sementes pré-base e base, procede-se, pelo menos, a uma inspecção oficial de campo. 6.2 — Para a semente certificada, procede-se, pelo me nos, a uma inspecção de campo controlada oficialmente por amostragem sobre, no mínimo, 20 % das culturas de cada espécie. 7 — Pureza varietal: 7.1 — Na determinação da pureza varietal de espécies autogâmicas, os limites máximos de plantas pertencentes a outras variedades e de plantas manifestamente diferentes do tipo, são os seguintes: a) Leguminosas: Categorias de semente pré-base e base: 0,3 %; Categoria de semente certificada e standard: 1 %; b) Outras espécies: Categorias de semente pré-base e base: 1 %; Categoria de semente certificada e standard: 3 %; 7.2 — No caso de espécies alogâmicas, as culturas de vem possuir suficiente identidade e pureza varietal. PARTE C Controlo dos lotes de sementes produzidas 1 — As sementes devem possuir suficiente identidade e pureza varietais. 2 — A presença de organismos nocivos que reduzam o valor das sementes só é tolerada no limite mais baixo possível. 3 — Nas sementes de leguminosas não devem estar con taminadas pelos seguintes insectos vivos: Acanthoscelides obtectus Sag., Bruchus affinis Froel, Bruchus atomarius L., Bruchus pisorum L. e Bruchus rufimanus Boh. 4 — Não é permitida a presença de ácaros vivos nas sementes. 5 — Os pesos máximos dos lotes de semente são: Sementes de Phaseolus coccineus, Phaseolus vulgaris, Pisum sativum e Vicia faba: 30 toneladas; Sementes de dimensão não inferior à dos grãos de trigo, com excepção de Phaseolus coccineus, Phaseolus vulgaris, Pisum sativum e Vicia faba: 20 toneladas; Sementes de dimensão inferior à dos grãos de trigo: 10 toneladas. Nota. — O peso máximo de um lote não pode ser ex cedido em mais de 5 %. 6 — As sementes devem, ainda, corresponder às normas e tolerâncias constantes do quadro seguinte. QUADRO I Normas e tolerâncias para todas as categorias de semente Espécie Semente pura (percentagem mínima em peso) Germinação mínima (percentagem de sementes puras ou de glomérulos) Sementes de outras espécies (percentagem máxima em peso) 1 2 3 4 1 — Allium cepa . . . . . . . . . . . . 97 70 0,5 2 — Allium fistulosum . . . . . . . 97 65 0,5 3 — Allium porrum . . . . . . . . . . 97 65 0,5 4 — Allium sativum . . . . . . . . . 97 65 0,5 5 — Allium schoenoprasum . . . 97 65 0,5 6 — Anthriscus cerefolium . . . . 96 70 1 7 — Apium graveolens . . . . . . . 97 70 1 8 — Asparagus officinalis . . . . 96 70 0,5 9 — Barbarea praecox . . . . . . . 92 70 0,3 10 — Beta vulgaris Cheltenham) 97 50 0,5 11 — Beta vulgaris (que não seja Cheltenham) . . . . . . . . . . . . . 97 70 0,5 12 — Brassica oleracea (que não seja Couve-flor) . . . . . . . . . . . 97 75 1 13 — Brassica oleracea (Couve flor) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 70 1 14 — Brassica rapa (Couve-chi nesa) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 75 1 15 — Brassica rapa (Nabo) . . . 97 80 1 16 — Capsicum annuum . . . . . . 97 65 0,5 17 — Cichorium endivia . . . . . . 95 65 1 18 — Cichorium intybus (chicória industrial) . . . . . . . . . . . . . . . 97 80 1 19 — Cichorium intybus . . . . . . 95 65 1,5 20 — Citrullus lanatus . . . . . . . 98 75 0,1 21 — Coriandrum sativum . . . . 95 70 0,3 22 — Cucumis melo . . . . . . . . . 98 75 0,1 23 — Cucumis sativus . . . . . . . 98 80 0,1 24 — Cucurbita maxima . . . . . . 98 80 0,1 25 — Cucurbita ficifolia . . . . . . 98 75 0,1 26 — Cucurbita moschata . . . . 98 75 0,1 2738 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Espécie Semente pura (percentagem mínima em peso) Germinação mínima (percentagem de sementes puras ou de glomérulos) Sementes de outras espécies (percentagem máxima em peso) 1 2 3 4 27 — Cucurbita máxima ×Cucur bita moschata . . . . . . . . . . . . 98 75 0,1 28 — Cucurbita pepo . . . . . . . . 98 75 0,1 29 — Cynara cardunculus . . . . 96 65 0,5 30 — Daucus carota . . . . . . . . . 95 65 1 31 — Foeniculum vulgare . . . . 96 70 1 32 — Hibiscus esculentum . . . . 95 70 0,3 33 — Lactuca sativa . . . . . . . . . 95 75 0,5 34 — Lens culinaris . . . . . . . . . 95 80 0,5 35 — Lagenaria siceraria . . . . 98 75 0,1 36 — Lepidium sativum . . . . . . 92 70 0,3 37 — Lycopersicon esculentum 97 75 0,5 38 — Nasturtium officinale . . . 92 70 0,3 39 — Petroselinum crispum . . . 97 65 1 40 — Phaseolus coccineus . . . . 98 80 0,1 41 — Phaseolus vulgaris . . . . . 98 75 0,1 42 — Pisum sativum . . . . . . . . . 98 80 0,1 43 — Portulaca olearacea . . . . 95 65 1 44 — Raphanus sativus . . . . . . 97 70 1 45 — Rheum rhabarbarum . . . . 97 70 0,5 46 — Scorzonera hispanica . . . 95 70 1 47 — Solanum melongena . . . . 96 65 0,5 48 — Spinacea oleracea . . . . . . 97 75 1 49 — Valerianella locusta . . . . 95 65 1 50 — Vicia faba . . . . . . . . . . . . 98 80 0,1 51 — Vigna unguiculata . . . . . . 95 80 0,5 52 — Zea mays (a). . . . . . . . . . . 98 85 0,1 53 — Cicer arietinum . . . . . . . . 98 80 0,5 (a) No caso das variedades de Zea mays (milho doce — tipos extra doces), a faculdade germinativa mínima é reduzida para 80 % de sementes puras. A etiqueta oficial ou a etiqueta do fornecedor, se for o caso, deve conter a menção «Faculdade germinativa mínima de 80 %». 7 — Os pesos mínimos das amostras para as deter minações da semente pura, teor máximo de sementes de outras espécies e germinação mínima são os constantes do quadro seguinte. QUADRO II Peso mínimo das amostas Espécie Peso da amostra (g) 1 2 1 — Allium cepa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 2 — Allium fistulosum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 3 — Allium porrum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 4 — Allium sativum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 5 — Allium schoenoprasum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 6 — Anthriscus cerefolium . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 7 — Apium graveolens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 8 — Asparagus officinalis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 9 — Barbarea praecox . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 10 — Beta vulgaris . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 11 — Brassica oleracea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 12 — Brassica rapa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 13 — Capsicum annuum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 14 — Cichorium endívia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 15 — Cichorium intybus (chicória industrial) . . . . . . . . 50 16 — Cichorium intybus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 17 — Citrullus lanatus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250 18 — Coriandrum sativum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12,5 19 — Cucumis melo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 20 — Cucumis sativus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 21 — Cucurbita ficifolia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180 22 — Cucurbita moschata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180 23 — Cucurbita máxima × Cucurbita moschata . . . . . . 180 24 — Cucurbita maxima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 25 — Cucurbita pepo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250 Espécie Peso da amostra (g) 1 2 26 — Cynara cardunculus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 27 — Daucus carota . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 28 — Foeniculum vulgare . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 29 — Hibiscus esculentum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 30 — Lactuca sativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 31 — Lens culinaris . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 32 — Lagenaria siceraria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 33 — Lepidium sativum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 34 — Lycopersicon esculentum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 35 — Nasturtium officinale . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,5 36 — Petroselinum crispum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 37 — Phaseolus coccineus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 38 — Phaseolus vulgaris . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 700 39 — Pisum sativum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 40 — Portulaca olearacea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,5 41 — Raphanus sativus… . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 42 — Rheum rhabarbarum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135 43 — Scorzonera hispanica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 44 — Solanum melongena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 45 — Spinacea oleracea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 46 — Valerianella locusta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 47 — Vicia faba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 48 — Vigna unguiculata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 700 49 — Zea mays . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 50 — Cicer arietinum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000 7.1 — Para as variedades híbridas das espécies acima citadas, o peso mínimo da amostra pode ser reduzido até um quarto do peso fixo, contudo, a amostra deve ter, pelo menos, 5 g de peso e conter, no mínimo, 400 sementes. PARTE D Acondicionamento das sementes em pequenas embalagens e embalagens de semente standard 1 — É autorizado o acondicionamento de semente em pequenas embalagens CE, desde que as embalagens con tenham um peso máximo de: 5 kg para as leguminosas; 500 g para a cebola, cerefólio, espargo, acelga, beterra bas-de-mesa, nabo, abóbora, melancia, abóbora-porqueira, cenoura, rabanete, escorcioneira, espinafre, alface-de-cor deiro; 100 g para todas as outras espécies hortícolas. 2 — As etiquetas ou inscrições sobre as pequenas em balagens CE e embalagens das sementes standard são emitidas sob a responsabilidade da entidade que procede ao seu acondicionamento e devem cumprir os requisitos estabelecidos no anexo VI. ANEXO V Regulamento Técnico da Produção e Certificação de Sementes de Espécies Oleaginosas e Fibrosas PARTE A Espécies abrangidas e categorias de semente 1 — O presente RT aplica-se à produção e certificação de sementes de variedades de espécies oleaginosas e fibro Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2739 sas a admitir à comercialização, pertencentes aos géneros e espécies seguintes: Nomes científicos Nomes vulgares 1 2 1 — Arachis hypogaea L. . . . . . . . . . Amendoim. 2 — (x) Brassica juncea (L.) Czern. Mostarda-da-china. 3 — (x) Brassica napus L. (partim). . . Colza. 4 — Brassica nigra (L.) W.D.J.Koch Mostarda-negra. 5 — (x) Brassica rapa L. var. silvestris (Lam.) Briggs. Nabita. 6 — (x) Cannabis sativa L. . . . . . . . . Cânhamo. 7 — (x) Carthamus tinctorius L. . . . Cártamo. 8 — (x) Carum carvi L. . . . . . . . . . . Cominho-dos-prados. 9 — (x) Glycine max (L.) Merr. . . . . Soja. 10 — (x) Gossypium spp. . . . . . . . . . Algodão. 11 — (x) Gossypium hirsutum × Gos sypium barbadense. Híbridos de algodão interes pecíficos. 12 — (x) Helianthus annuus L. . . . . Girassol. 13 — (x) Linum usitatissimum L. . . . Linho-têxtil; Linho-oleagi noso. 14 — (x) Papaver somniferum L. . . . Papoila-dormideira. 15 — (x) Sinapis alba L. . . . . . . . . . . Mostarda-branca. 2 — São admitidas a certificação as seguintes catego rias: Semente pré-base; Semente base de linhas puras; Semente base de híbridos simples; Semente base: apenas no caso de variedades de Linum usitatissimum a categoria semente base pode ser subdivi dida em base de 1.ª geração e base de 2.ª geração, de acordo com o número de gerações obtidas a partir de semente de categoria pré-base; Semente certificada, no caso de lotes de semente de Helianthus annuus, Brassica juncea, B. napus, B. nigra, B. rapa, Cannabis sativa dióico, Carthamus tinctorius, Carum carvi, Gossypium, Papaver somniferum e Sinapis alba; Certificada de 1.ª geração, para lotes de semente de Arachis hypogaea, Cannabis sativa monóico, Linum usi tatissimum, Glycine max e Gossypium, à excepção dos hibridos de Gossypium Certificada de 2.ª geração, para lotes de semente de Arachis hypogaea, Linum usitatissimum, Glycine max e Gossypium, à excepção dos hibridos de Gossypium; Certificada de 2.ª geração, para lotes de semente de Cannabis sativa monóico, que se destinam à produção de plantas de cânhamo a serem colhidas no período de floração; Semente comercial: a esta categoria não são admitidos lotes de sementes das espécies identificadas com (x) no número anterior. PARTE B Condições a satisfazer pelas culturas 1 — Origem da semente: O agricultor multiplicador deve fazer prova junto do inspector de campo da origem da semente usada na se menteira dos campos de multiplicação, devendo para o efeito conservar as etiquetas oficiais de certificação que constavam nas embalagens das sementes usadas. 2 — A inscrição de campos de multiplicação e a res pectiva cultura para a produção de sementes de Cannabis sativa e de Papaver somniferum só é aceite pela DGADR, mediante a apresentação prévia, pelo produtor de semente, da autorização prevista no Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de Janeiro, que define o regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas. 3 — Antecedente cultural: 3.1 — O campo de multiplicação de sementes destinado à produção de uma determinada variedade e espécie, só é autorizado, desde que não tenha sido cultivado nos últimos três anos com: Outras variedades da mesma espécie; Outras espécies cujas sementes são de difícil separação das da espécie a multiplicar. 3.2 — O campo de multiplicação de variedades híbridas de Brassica napus e Brassica rapa, só é autorizado, desde que não tenha sido cultivado nos últimos cinco anos com variedades de crucíferas. 4 — Isolamento: 4.1 — Os campos de multiplicação de sementes de espécies alogâmicas devem estar isolados de fontes de pólen indesejável, de acordo com as distâncias referidas no quadro I seguinte. 4.2 — As distâncias mínimas referidas no quadro I se guinte, podem ser encurtadas se houver uma protecção suficiente de toda a fonte de pólen indesejável, designa damente no caso do Helianthus annuus, quando a cultura vizinha da mesma espécie utiliza o mesmo progenitor masculino. 4.3 — Os campos de multiplicação de espécies auto gâmicas ou apomíticas devem estar separados de outros campos por uma barreira definida ou por um espaço sufi ciente para prevenir misturas durante a colheita. QUADRO I Distâncias mínimas de isolamento Cultura Distâncias mínimas 1 2 1 — Brassica spp. com excepção da Brassica napus, Cannabis sativa excepto Cannabis sativa monóico, Carthamus tinctorius, Carum carvi, Gossypium spp. excepto os híbridos de Gossypium hirsutum e ou Gos sypium barbadense, Sinapis alba: 1.1 — Para a produção de sementes de pré base e base 400 m 1.2 — Para a produção de sementes certificadas . . . . . 200 m 2 — Brassica napus: 2.1 — Para a produção de sementes de pré base e base de variedades não híbridas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 m 2.2 — Para a produção de sementes de pré base e base de híbridos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 m 2.3 — Para a produção de sementes certificadas de varie dades não híbridas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 m 2.4 — Para a produção de sementes certificadas de híbri dos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 m 3 — Cannabis sativa, Cannabis sativa monóico: . . . . . 3.1 — Para a produção de sementes de pré base e base 5000 m 3.2 — Para a produção de sementes certificadas. . . . . . 1000 m 4 — Helianthus annuus: 4.1 — Para a produção de sementes de pré base e base de híbridos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 500 m 4.2 — Para a produção de sementes de pré base e base de variedades não híbridas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750 m 4.3 — Para a produção de sementes certificadas . . . . . 500 m 2740 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Cultura Distâncias mínimas 1 2 5 — Gossypium hirsutum e ou Gossypium barbadense: 5.1 — Para a produção de sementes de pré base e base de linhas parentais de Gossypium hirsutum . . . . . . . . . . 100 m 5.2 — para a produção de sementes de pré base e base de linhas parentais de Gossypium barbadense . . . . . . . 200 m 5.3 — Para a produção de sementes certificadas de va riedades não híbridas e de híbridos intra-específicos de Gossypium hirsutum produzidos sem esterilidade masculina citoplasmática (CMS) . . . . . . . . . . . . . . . 30 m 5.4 — Para a produção de sementes certificadas de híbri dos intra-específicos de Gossypium hirsutum produzi dos com CMS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 m 5.5 — Para a produção de sementes certificadas de va riedades não híbridas e de híbridos intra-específicos de Gossypium barbadense produzidos sem CMS . . . 150 m 5.6 — Para a produção de sementes Certificadas de hí bridos intra-específicos de Gossypium barbadense produzidos com CMS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 m 5.7 — Para a produção de sementes de pré base e base de híbridos interespecíficos estáveis de Gossypium hirsu tum e Gossypium barbadense . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 m 5.8 — Para a produção de sementes certificadas de híbridos interespecíficos estáveis de Gossypium hirsutum e Gos sypium barbadense e de híbridos produzidos sem CMS. 150 m 5.9 — Para a produção de sementes certificadas de híbri dos de Gossypium hirsutum e Gossypium barbadense produzidos com CMS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 m 5 — Pureza varietal: A cultura deve ter identidade e pureza varietais suficientes ou, no caso de uma cultura de uma linha pura, identidade e pureza suficientes no que diz respeito às suas características. 5.1 — No que diz respeito às sementes de variedades híbridas, as disposições anteriores aplicam-se igualmente às características dos componentes, incluindo a esterilidade masculina ou a restauração da fertilidade. 5.2 — Nomeadamente, as culturas de Brassica juncea, Brassica nigra, Cannabis sativa, Carthamus tinctorius, Carum carvi, Gossypium spp. e os híbridos de Helianthus annuus e Brassica napus devem obedecer às seguintes outras normas e condições: 5.2.1 — Brassica juncea, Brassica nigra, Cannabis sativa, Carthamus tinctorius, Carum carvi e Gossypium spp. excepto os híbridos, sendo que o número de plantas da cultura reconhecíveis como manifestamente não conformes com a variedade não deve exceder os valores seguintes: a) 1 por 30 m2 para a produção de sementes de pré base e base; b) 1 por 10 m2 para a produção de sementes certificadas. 5.2.2 — Para híbridos de Helianthus annuus: a) A percentagem em número de plantas reconhecíveis como manifestamente não conformes com a linha pura ou componentes não deve exceder os valores seguintes: i) Para a produção de sementes de Pré-base e Base: Linhas puras: 0,2 %; Híbridos simples: Progenitor masculino — plantas que emitiram pólen quando 2 % ou mais das plantas femininas apresentavam flores receptivas: 0,2 % Progenitor feminino: 0,5 %; ii) Para a produção de semente Certificada: Progenitor masculino — plantas que emitiram pólen quando 5 % ou mais das plantas femininas apresentavam flores receptivas: 0,5 %; Progenitor feminino: 1,0 %; b) Para a produção de sementes de variedades híbri das, devem ser satisfeitas a seguintes outras normas e condições: i) As plantas do progenitor masculino devem emitir quantidade suficiente de pólen durante a floração das plan tas do componente feminino; ii) Quando as plantas do componente feminino apresen tarem estigmas receptivos, a percentagem em número de plantas do componente feminino que emitiram ou emitem pólen não deve exceder 0,5 %; iii) Para a produção de sementes de base, a percenta gem total em número de plantas do componente feminino reconhecíveis como manifestamente não conformes com o componente e que emitiram ou emitem pólen não deve exceder 0,5 %; iv) Ou é utilizado um progenitor masculino estéril para a produção de semente certificada, atravéz do recurso a um progenitor masculino que contenha uma ou mais linhas restauradoras específicas, de maneira a que, pelo menos, um terço das plantas derivadas do híbrido resultante pro duzam pólen que pareça normal sob todos os aspectos, ou quando se utilizar um progenitor feminino andro-estéril e um progenitor masculino que não restaure a fertilidade masculina, com o objectivo de obtenção de semente cer tificada de híbridos de Helianthus annuus, as sementes produzidas pelo progenitor feminino andro-estéril devem ser misturadas com sementes produzidas pelo progenitor masculino fértil, na proporção de 2 para 1. 5.2.3 — Para os híbridos de Brassica napus: a) Produzidos utilizando a esterilidade masculina a percentagem em número de plantas reconhecíveis como manifestamente não conformes com a linha pura ou o componente não deve exceder: i) Para a produção de sementes de pré- base e base: Linhas puras: 0,1 %; Híbridos simples: Progenitor masculino: 0,1 %; Progenitor feminino: 0,2 %; ii) Para a produção de semente certificada: Progenitor masculino: 0,3 %; Progenitor feminino: 1,0 %; b) A esterilidade masculina deve ser de, pelo menos, 99 % para a produção de sementes de base e de 98 % para a produção de sementes certificadas. O grau de esterilidade masculina será avaliado por exame de ausência de anteras férteis nas flores. 5.2.4 — Híbridos de Gossypium hirsutum e Gossypium barbadense: a) Nas culturas para produção de sementes de base de linhas parentais de Gossypium hirsutum e Gossypium barbadense, a pureza varietal mínima das linhas parentais Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2741 feminina e masculina deve ser de 99,8 % quando 5 % ou mais das plantas femininas tenham flores receptivas ao pólen. O grau de esterilidade masculina da linha parental feminina será avaliado por exame da presença de anteras estéreis nas flores e não deve ser inferior a 99,9 %; b) Nas culturas para produção de sementes certificadas de variedades híbridas de Gossypium hirsutum e ou Gos sypium barbadense, a pureza varietal mínima das linhas parentais feminina e masculina deve ser de 99,5 % quando 5 % ou mais das plantas femininas tenham flores receptivas ao pólen. O grau de esterilidade masculina da linha parental feminina será avaliado por exame da presença de anteras estéreis nas flores e não deve ser inferior a 99,7 %. 6 — A presença de organismos nocivos que diminuam o valor de utilização das sementes deve ser tão reduzida quanto possível. No caso da Glycine max esta condição é aplicável nomeadamente aos organismos Pseudomonas syringae pv. glycinea, Diaporthe phaseolorum var. cau livora e var. sojae, Phialophora gregata e Phytophthora megasperma f.sp. glycinea. 7 — Em relação às sementes pré-base e base, o cumpri mento das outras normas ou condições acima referidas é verificado através de inspecções de campo oficiais e, em relação às sementes certificadas, quer através de inspec ções de campo oficiais quer de inspecções realizadas sob supervisão oficial, sendo estas inspecções de campo são efectuadas nas seguintes condições: 7.1 — O estado cultural e o estado de desenvolvimento da cultura devem permitir um exame satisfatório, 7.2 — No caso de culturas diversas das dos híbridos de Helianthus annuus, Brassica napus, Gossypium hirsutum e Gossypium barbadense, efectuar-se-á pelo menos uma inspecção. 7.2.1 — No caso dos híbridos de Helianthus annuus, efectuar-se-ão pelo menos duas inspecções. 7.2.2 — No caso dos híbridos de Brassica napus, efec tuar-se-ão pelo menos três inspecções: a primeira antes da floração, a segunda no início da floração e a terceira no final da floração. 7.2.3 — No caso dos híbridos de Gossypium hirsutum e ou Gossypium barbadense, efectuar-se-ão pelo menos três inspecções: a primeira no início da floração, a segunda antes do final da floração e a terceira no final da floração após a remoção, se for caso disso, das plantas polinizadoras. 8 — O tamanho, o número e a distribuição das parcelas de terreno a inspeccionar para verificar o respeito das condições do presente anexo são determinados de acordo com as regras da OCDE. PARTE C Controlo dos lotes de semente produzida 1 — Para que as sementes produzidas nos campos de multiplicação aprovados nas inspecções de campo pos sam ser certificadas como semente da categoria pré-base, base e certificada, é indispensável que satisfaçam todas as prescrições do presente RT e cumpram o disposto no quadro seguinte: QUADRO I Normas e tolerâncias Espécies e categorias Faculdade germinativa mínima (percentagem das sementes puras) Pureza específica Teor máximo em número de sementes doutras espécies de plantas numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro IV Condições relativas ao teor de grãos de Orobanche Pureza específica mínima (percentagem em peso) Teor máximo total de sementes doutras espécies de plantas (percentagem em peso) Outras espécies de plantas (a) Avena fatua, Avena sterilis Cuscuta spp. Raphanus raphanistrum Rumex spp. com excepção de Rumex acetosella Alopecurus myosuroides Lolium remotum 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1 — Arachis hypogaea. . . . . . 70 99 – 5 0 0 (c) – – – – – 2 — Brassica spp.: 2.1 — Sementes de base . . . . 85 98 0,3 – 0 0 (c) (d) 10 2 – – – 2.2 — Sementes certificadas 85 98 0,3 – 0 0 (c) (d) 10 5 – – – 3 — Cannabis sativa . . . . . . . 75 98 – 30 (b) 0 0 (c) – – – – (e) 4 — Carthamus tinctorius . . . 75 98 – 5 0 0 (c) – – – – (e) 5 — Carum carvi . . . . . . . . . 70 97 – 25 (b) 0 0 (c) (d) 10 – 3 – – 6 — Glycine max . . . . . . . . . 80 98 – 5 0 0 (c) – – – – – 7 — Gossypium spp. . . . . . . . 80 98 – 15 0 0 (c) – – – – – 8 — Helianthus annuus . . . . . 85 98 – 5 0 0 (c) – – – – – 9 — Linum usitatissimum: 9.1 — Têxtil . . . . . . . . . . . . . 92 99 – 15 0 0 (c) (d) – – 4 2 – 9.2 — Oleaginoso . . . . . . . . . 85 99 – 15 0 0 (c) (d) – – 4 2 – 10 — Papaver somniferum. . . 80 98 – 25 (b) 0 0 (c) (d) – – – – – 11 — Sinapis alba: 11.1 — Sementes de base . . . 85 98 0,3 – 0 0 (c) (d) 10 2 – – – 11.2 — Sementes certificadas 85 98 0,3 – 0 0 (c) (d) 10 5 – – – (a) O teor máximo das sementes referidas na coluna 5 compreende igualmente as espécies referidas nas colunas 6 a 11. (b) Não é necessário proceder à enumeração do conteúdo total de sementes doutras espécies de plantas, excepto quando se levantem dúvidas quanto ao cumprimento das normas fixadas na coluna 5 do quadro. (c) Não é necessário proceder à enumeração de sementes de Cuscuta spp., excepto quando se levantem dúvidas quanto ao cumprimento das condições fixadas na coluna 7 do quadro. (d) A presença de uma semente de Cuscuta spp. numa amostra do peso estabelecido não é considerada como impureza se uma segunda amostra do mesmo peso estiver isenta de sementes de Cuscuta spp. (e) A semente deve estar isenta de Orobanche spp.; contudo, uma semente de Orobanche spp. existente numa amostra de 100g não é considerada como impureza se uma segunda amostra de 200g estiver isenta de Orobanche spp. 2742 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2 — As sementes possuem identidade e pureza varietais suficientes. As sementes das espécies a seguir mencionadas correspondem, nomeadamente, às seguintes outras normas ou condições mencionadas no quadro II. QUADRO II Pureza varietal mínima Espécies e categorias Pureza varietal mínima (percentagem) 1 2 1 — Arachis hypogaea: 1.1 — Sementes de pré- base e base . . . . . . . . . . . . . . . 99,7 1.2 — Semente certificada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99,5 2 — Brassica napus excepto os híbridos, excepto as varie dades exclusivamente forrageiras, Brassica rapa excepto as variedades exclusivamente forrageiras: 2.1 — Sementes de pré- base e base . . . . . . . . . . . . . . . . 99,9 2.2 — Semente certificada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99,7 3 — Brassica napus excepto os híbridos, variedades ex clusivamente forrageiras, Brassica rapa, variedades exclusivamente forrageiras, Helianthus annuus, excepto as variedades híbridas incluindo os seus componentes, Sinapis alba: 3.1 — Sementes de pré- base e base . . . . . . . . . . . . . . . . 99,7 3.2 — Sementes certificada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99,0 4 — Glycine max: 4.1 — Sementes de pré- base e base . . . . . . . . . . . . . . . . 99,5 4.2 — Sementes certificada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99,0 5 — Linum usitatissimum: 5.1 — Sementes de pré- base e base . . . . . . . . . . . . . . . . 99,7 5.2 — Sementes certificada de 1.ª geração . . . . . . . . . . . 98,0 5.3 — Sementes certificada de 2.ª geração . . . . . . . . . . . 97,5 6 — Papaver somniferum: 6.1 — Sementes de pré- base e base . . . . . . . . . . . . . . . . 99,0 6.2 — Semente certificada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98,0 Nota. — A pureza varietal mínima é controlada princi palmente aquando de inspecções de campo efectuadas de acordo com as condições referidas na parte B. 3 — No caso dos híbridos de Brassica napus produzidos utilizando a esterilidade masculina, as sementes devem respeitar as condições e normas estabelecidas nas alíneas seguintes: a) As sementes devem ter uma identidade e uma pureza suficientes no que diz respeito às características varietais dos seus componentes, incluindo a esterilidade masculina ou a restauração da fertilidade; b) A pureza varietal mínima das sementes deve ser de: i) Sementes de base, progenitor feminino: 99,0 %; ii) Sementes de base, componente masculino: 99,9 %; iii) Sementes certificadas: 90,0 %; c) As sementes não devem ser certificadas como semen tes certificadas a não ser que tenham sido devidamente tidos em conta os resultados de ensaios oficiais de controlo a posteriori em parcelas com amostras de sementes de base colhidas oficialmente, efectuados durante o período vege tativo das sementes apresentadas para certificação como sementes Ccertificadas, a fim de determinar se as sementes de base respeitam os requisitos de identidade estabelecidos para essas sementes no que se refere às características dos componentes, incluindo a esterilidade masculina, e as normas relativas à pureza varietal mínima estabelecidas na alínea b) para as sementes de base; Nota. — No caso das sementes de base de híbridos, a pureza varietal pode ser avaliada por meio de métodos bioquímicos adequados; d) A conformidade com as normas respeitantes à pureza varietal mínima estabelecidas na alínea b) relativamente às sementes de híbridos certificadas será verificada por meio de ensaios oficiais de controlo a posteriori efectuados numa proporção adequada de amostras colhidas oficialmente. Podem ser utilizados métodos bioquímicos adequados. 4 — Quando não for possível satisfazer a condição fixada na subalínea iv) da alínea b) do n.º 5.2.2 da parte B do presente RT, deve ser cumprida a seguinte condição: quando se utilizarem um progenitor feminino androestéril e um progenitor masculino que não restaure a fertilidade masculina para a produção de semente certificada de hí bridos de Helianthus annuus, as sementes produzidas pelo progenitor androestéril serão misturadas com sementes produzidas pelas sementes parentais inteiramente férteis; a razão entre as sementes parentais androestéreis e o pro genitor androfértil não deve exceder dois para um. 5 — A presença de organismos nocivos que diminuam o valor de utilização das sementes deve ser tão reduzida quanto possível, nomeadamente, as sementes devem obe decer às normas e condições determinadas no quadro se guinte: QUADRO III Organismos nocivos Espécies Organismos nocivos Percentagem máxima em número de sementes contaminadas por organismos nocivos (total por coluna) Sclerotinia sclerotiorum (número máximo de esclerotos, ou de fragmentos de esclerotos, numa amostra de peso previsto na coluna 4 do quadro IV) Botrytis spp. Alternaria linicola, Phoma exigua var. linicola, Colletotrichum linicola, Fusarium spp. Platyedra gossipiella 1 2 3 4 5 1 — Brassica napus. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . – – – 10 (b) 2 — Brassica rapa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . – – – 5 (b) 3 — Cannabis sativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 – – – 4 — Gossypium spp. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . – – 1 – 5 — Helianthus annuus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 – – 10 (b) 6 — Linum usitatissimum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 5 (a) – 7 — Sinapis alba.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . – – – 5 (b) (a) No Linum usitatissimum — linho têxtil, a percentagem máxima em número de sementes contaminadas por Phoma exigua var. linicola não deve exceder 1. (b) Não é necessário proceder à enumeração de esclerotos ou de fragmentos de esclerotos de Sclerotinia sclerotiorum, excepto quando se levantem dúvidas quanto ao cumprimento das condições estabelecidas na coluna 5 do quadro. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2743 6 — Normas especiais ou outras condições aplicáveis à Glycine max: 6.1 — Numa amostra com um mínimo de 5000 semen tes por lote, subdividida em cinco subamostras, será de quatro o número máximo de subamostras contaminadas por Pseudomonas syringae pv. glycinea. No caso de serem identificadas colónias suspeitas nas cinco subamostras, podem ser efectuados testes bioquími cos adequados nas colónias suspeitas isoladas num meio de cultura preferencial a cada subamostra com o objectivo de confirmar as normas ou condições referidas. 6.2 — Relativamente à Diaporthe phaseolorum var. phaseolorum, o número máximo de sementes contami nadas não deve exceder 15 %. 6.3 — A percentagem, em peso, de matérias inertes, definidas em conformidade com os actuais métodos de ensaio internacionais, não deve exceder 0,3 %. 7 — Os pesos das amostras dos lotes de sementes produzidos nos campos de multiplicação, aprovados nas inspecções de campo, para a realização das determina ções mencionadas nos quadros I e III, são os constantes do quadro seguinte: QUADRO IV Peso dos lotes e das amostras Espécies Peso máximo de um lote (t) Peso mínimo de uma amostra a retirar de um lote (g) Peso de uma amostra para as contagens previstas nas colunas 5 a 11 do quadro I e na coluna 5 do quadro III (g) 1 2 3 4 1 — Arachis hypogaea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 1000 1000 2 — Brassica juncea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 100 40 3 — Brassica napus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 200 100 4 — Brassica nigra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 100 40 5 — Brassica rapa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 200 70 6 — Cannabis sativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 600 600 7 — Carthamus tinctorius . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 900 900 8 — Carum carvi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 200 80 9 — Glycine max . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 1000 1000 10 — Gossypium spp. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 1000 1000 11 — Helianthus annuus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 1000 1000 12 — Linum usitatissimum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 300 150 13 — Papaver somniferum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 50 10 14 — Sinapis alba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 400 200 Nota. — O peso máximo de um lote não pode ser exe dido em mais de 5 %. ANEXO VI Regulamento técnico das etiquetas de certificação de lotes de sementes PARTE A Disposições gerais As etiquetas oficiais de certificação de lotes de semen tes, quanto à sua utilização, às dimensões, características, cor e inscrições, devem cumprir o que seguidamente se define: 1 — As etiquetas com ilhó podem ser utilizadas, desde que o fecho das embalagens seja assegurado por selos metálicos da DGADR. 2 — As etiquetas auto-adesivas são permitidas se for impossível a sua reutilização. 3 — As etiquetas não podem apresentar vestígios de utilização anterior e devem ser colocadas no exterior das embalagens. 4 — Ser impressas sobre uma ou duas faces. 5 — Ser de material suficientemente resistente para não se deteriorarem com o manuseamento das embalagens. 6 — A disposição e a dimensão dos caracteres a impri mir devem permitir a sua fácil leitura. 7 — Não conter qualquer forma de publicidade. 8 — As embalagens de sementes das diferentes catego rias podem ostentar uma etiqueta do produtor de semente, que deve ser distinta da etiqueta oficial ou ser impressa na própria embalagem, contendo sempre informação do produtor de sementes. PARTE B Etiquetas CE e nacionais 1 — Características: 1.1 — Ter forma rectangular com as dimensões mí nimas de 110 mm × 67 mm, à excepção das pequenas embalagens; 1.2 — Ter as seguintes cores: Branca, com uma faixa diagonal cor violeta, para se mente pré-base; Branca, para semente base; Azul, para semente certificada e certificada de 1.ª ge ração; Vermelha, para semente certificada de 2.ª geração; Castanha, para semente comercial; Amarelo-torrado, para semente standard; Verde, para misturas de sementes; Azul com uma linha diagonal verde para associações varietais; Cinzenta, para semente não certificada definitivamente. 2 — Informações obrigatórias relativamente às semen tes da categoria pré-base, base e certificada: 2.1 — Informações gerais: «Regras e normas CE»; Organismo responsável pela certificação e país, ou as suas iniciais; 2744 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 Número de referência do lote; Mês e ano do fecho da embalagem expressos pela indicação:«embalado em...» (mês e ano) ou mês e ano da última colheita de amostras expressos pela indicação: «amostragem em...» (mês e ano); Espécie, indicada, pelo menos pela designação botânica que pode ser dada em forma abreviada e sem referência ao nome dos classificadores, em caracteres latinos; No caso do xFestulolium são indicados os nomes das espécies dos géneros Festuca e Lolium, no caso das beter rabas é necessário precisar se se trata de beterraba sacarina ou forrageira; Para as sementes de variedades de gramíneas que não tenham sido submetidas a um exame do valor agronómico e de utilização a menção «Uso não forrageiro»; Variedade, indicada em caracteres latinos; Categoria (indicando a geração, quando for caso disso); Para as sementes de beterraba monogermes: a menção «Monogermes»; Para as sementes de beterraba de precisão: a menção «Precisão»; País de produção; Peso líquido ou bruto ou número de sementes ou glo mérulos; No caso em que a germinação tenha sido revista, os termos «germinação revista em …(mês e ano)» e o serviço responsável por essa revisão deve ser mencionados, sendo que estas indicações podem ser fornecidas através de um autocolocante oficial aposto sobre a etiqueta oficial. 2.2 — Informações adicionais, no caso das variedades constituídas por híbridos ou linhas puras: Para as sementes de base, relativamente às quais o hí brido ou a linha pura a que pertencem as sementes tenha sido oficialmente inscrito: o nome desse componente, pelo qual foi oficialmente aceite, com ou sem referência à va riedade final, acompanhado, no caso dos híbridos ou linhas puras destinadas exclusivamente a servir de progenitores para variedades finais, pelo termo «progenitor»; Para outras sementes de base: o nome do componente a que pertencem as sementes de base, que pode ser indicado em forma de código, acompanhado por uma referência à variedade final, com ou sem referência à sua função (masculina ou feminina) e acompanhada pelo termo «pro genitor»; Para as sementes certificadas: o nome da variedade a que pertencem as sementes, acompanhado pelo termo «híbrido». 3 — Informações obrigatórias relativamente às semen tes da categoria comercial «Regras e normas CE»; «Semente comercial (não certificada para a varie dade)»; Organismo responsável pela certificação e país, ou as suas iniciais; Número de referência do lote; Mês e ano do fecho da embalagem expressos pela indicação:«embalado em...» (mês e ano) ou mês e ano da última colheita de amostras expressos pela indicação: «amostragem em...» (mês e ano); Espécie, indicada, pelo menos pela designação botânica que pode ser dada em forma abreviada e sem referência ao nome dos classificadores, em caracteres latinos; Para as sementes de variedades de gramíneas que não tenham sido submetidas a um exame do valor agronómico e de utilização a menção «Uso não forrageiro»; País de produção; Declaração do peso bruto ou líquido ou do número de sementes; No caso em que a germinação tenha sido revista, os termos «germinação revista em …» (mês e ano) e o serviço responsável por essa revisão deve ser mencionados, sendo que estas indicações podem ser fornecidas através de um autocolocante oficial aposto sobre a etiqueta oficial. 4 — Informações obrigatórias, relativamente a misturas de sementes de espécies de cereais, referidas no n.º 1 da Parte A do anexo I: «Mistura» (espécies ou variedades); Organismo responsável pela certificação e país, ou as suas iniciais; Número de referência do lote; Mês e ano do fecho da embalagem expressos pela indicação:«embalado em ... » (mês e ano) Espécie, categoria, variedade, país de produção e pro poção em peso de cada um dos componentes, os nomes da espécie e da variedade são indicados pelo menos em caracteres latinos; Declaração do peso bruto ou líquido ou do número de sementes; No caso em que a germinação de todos os componentes da mistura tenha sido revista, os termos «germinação re vista em …» (mês e ano) e o serviço responsável por essa revisão deve ser mencionados, sendo que estas indicações podem ser fornecidas através de um autocolocante oficial aposto sobre a etiqueta oficial; A menção «Comercialização autorizada exclusivamente em...» (Estado membro em questão). 5 — Informações obrigatórias relativamente a misturas de sementes de espécies forrageiras, referidas no n.º 1 da Parte A do anexo II: «Mistura de sementes para...» (utilização prevista); Proporção em peso dos diferentes componentes indi cados consoante as espécies e, se for caso disso, as varie dades, em ambos os casos pelo menos em caracteres lati nos, no caso do xFestulolium, serão indicados igualmente os nomes das espécies dos géneros Festuca e Lolium, a menção da denominação da mistura será suficiente se a proporção em peso for oficialmente notificada; Organismo responsável pela certificação e país, ou as suas iniciais; Número de referência do lote; Mês e ano do fecho da embalagem expressos pela indicação:«embalado em ...» (mês e ano); Declaração do peso bruto ou líquido ou do número de sementes; No caso em que a germinação de todos os componentes da mistura tenha sido revista, os termos «germinação re vista em …» (mês e ano) e o serviço responsável por essa revisão deve ser mencionados, sendo que estas indicações podem ser fornecidas através de um autocolocante oficial aposto sobre a etiqueta oficial; Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2745 6 — Informações obrigatórias relativamente às semen tes certificadas de uma associação varietal: São aplicáveis as indicações pertinentes prescritas no n.º 2, com a excepção de que, em vez do nome da varie dade, é indicado o nome da associação varietal «associação varietal» e as percentagens, em peso, dos vários compo nentes, por variedade, sendo que a indicação do nome da associação varietal será suficiente se a percentagem, em peso, tiver sido notificada por escrito ao comprador, a seu pedido, e registada oficialmente. 7 — Informações obrigatórias relativamente às etiquetas do produtor ou acondicionador de sementes ou à inscri ção nas embalagens de semente standard e nas pequenas embalagens CE: «Regras e normas CE»; Nome e endereço do responsável pela emissão da eti queta ou inscrição ou a sua marca de identificação; Para as sementes standard, número de referência do lote atribuído pelo responsável pela aposição das etiquetas; Para as sementes certificadas, número de referência do lote atribuído oficialmente; Para as sementes certificadas, nome e endereço do or ganismo de certificação; Espécie indicada em caracteres latinos pela sua deno minação botânica, pelo seu nome comum ou ambos; No caso do xFestulolium são indicados os nomes das espécies dos géneros Festuca e Lolium, no caso das beter rabas é necessário precisar se se trata de beterraba sacarina ou forrageira; Variedade, indicada em caracteres latinos; Mês e ano do fecho ou do último exame à faculdade germinativa; Categoria, no caso das pequenas embalagens de espécies hortícolas, as sementes certificadas podem ser identificadas com as letras «C» ou «Z» e as sementes standard podem ser identificadas com as letras «St»; Para as sementes de beterraba monogermes: a menção «Monogermes»; Para as sementes de beterraba de precisão: a menção «Precisão»; Para as sementes de variedades de gramíneas que não tenham sido submetidas a um exame do valor agronómico e de utilização a menção «Não se destina a uso forra geiro»; Peso líquido ou bruto ou número de sementes ou glo mérulos, à excepção das pequenas embalagens de espécies hortícolas até 500 grama; No caso de indicação do peso e da utilização de pro dutos fitofarmacêuticos granulados, de substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos, a indicação da natureza do aditivo, bem como a relação aproximada entre o peso de sementes e o peso total. 7.2 — Para misturas de sementes de espécies forragei ras, referidas no n.º 1 da parte A do anexo II: «Pequena Embalagem CE A» ou «Pequena Embalagem CE B»: Nome e endereço do responsável pela emissão da eti queta ou inscrição; Número de referência que permita identificar os lotes utilizados; Nome ou sigla do Estado membro; «Mistura de sementes para uso forrageiro» ou «Mistura de sementes para uso não forrageiro», conforme o caso; Peso líquido ou bruto ou número de sementes; Proporção em peso dos diferentes componentes indi cados consoante as espécies e, se for caso disso, as va riedades, em ambos os casos pelo menos em caracteres latinos, no caso do xFestulolium, são indicados igualmente os nomes das espécies dos géneros Festuca e Lolium, a menção da denominação da mistura será suficiente se a proporção em peso for oficialmente notificada; No caso de indicação do peso e da utilização de pro dutos fitofarmacêuticos granulados, de substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos, a indicação da natureza do aditivo, bem como a relação aproximada entre o peso de sementes e o peso total. Para as pequenas embalagens CE B são, ainda, neces sários o número de ordem atribuído oficialmente e o nome e endereço do organismo oficial de certificação. 7.3 — Para semente comercial de espécies forrageiras, referidas no n.º 1 da parte A do anexo II: «Pequena embalagem CE B»; Nome e endereço do responsável pela emissão da eti queta ou inscrição; Número de ordem atribuído oficialmente; Serviço que tenha atribuído o número de ordem e o nome do Estado membro ou a sua sigla; Número de referência, caso o número de ordem oficial não permita identificar o lote controlado; Espécie, indicada, pelo menos, em caracteres latinos; «Semente comercial»; Peso líquido ou bruto ou número de sementes; No caso de indicação do peso e da utilização de pro dutos fitofarmacêuticos granulados, de substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos, a indicação da natureza do aditivo, bem como a relação aproximada entre o peso de sementes e o peso total. 8 — Etiqueta e documento previsto no caso das se mentes não certificadas definitivamente e colhidas noutro Estado membro: 8.1 — Informações que devem constar da etiqueta: Autoridade responsável pela inspecção de campo e respectivo país ou as suas iniciais; Espécie, indicada pelo menos pela sua designação botâ nica, que pode ser dada de forma abreviada e sem referên cia aos nomes dos classificadores, em caracteres latinos; Variedade, designada em caracteres latinos, que, quando a variedade é linha pura destinada a servir exclusivamente como progenitor de variedade híbrida, ou de uma varie dade híbrida, deve, em qualquer dos casos, ser acrescida do termo «progenitor» e do termo «híbrido», respectiva mente. Categoria; Número de referência do lote ou do campo de multi plicação; Peso líquido ou bruto ou número de sementes ou glo mérulos; A menção «Semente não certificada definitiva mente». 2746 Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 8.2 — Informações que devem constar do docu mento: Autoridade que emite o documento; Espécie, indicada, pelo menos pela sua designação botâ nica que pode ser dada de forma abreviada e sem referência aos nomes dos classificadores, em caracteres latinos; Variedade, indicada em caracteres latinos; Categoria; Número de referência do lote de semente utilizado na sementeira e nome do país ou países que a certificaram; Número de referência do lote e do campo de multipli cação; Área cultivada para a produção do lote abrangido pelo documento; Quantidade de semente colhida e número de embala gens; Número de gerações seguintes às sementes base, no caso de sementes certificadas Referência ao cumprimento das condições a satisfazer pela cultura donde provêm as sementes; Se for caso disso, os resultados de análises preliminares das sementes. 9 — As etiquetas de certificação nacionais devem pos suir as características e conter todas as informações referi das nos números anteriores, à excepção da menção «Regras e normas CE», e devem conter a menção «Comercialização autorizada exclusivamente em Portugal». PARTE C Etiquetas OCDE 1 — Características: 1.1 — Ter forma rectangular; 1.2 — Ter as seguintes cores: Branca com uma faixa diagonal de cor violeta, para semente pré-base; Branca, para semente base; Azul, para semente certificada e certificada de 1.ª ge ração; Vermelha, para semente certificada de 2.ª geração e mistura de gerações; Cinzenta, para semente não certificada definitiva mente; Amarelo torrado, para semente standard; Verde, para misturas de semente. 1.3 — Uma das extremidades da etiqueta é impressa em cor preta de largura mínima de 3 cm, onde consta a menção «OCDE Seed Scheme» e «Système de l’OCDE pour les se mences», sendo que esta informação pode, em alternativa, ser directamente impressa sobre a embalagem. 2 — Informações obrigatórias, as quais devem ser re digidas em inglês ou francês e em português: Nome e morada do organismo responsável pela certi ficação; Espécie indicada em caracteres latinos, pelo menos pela sua designação botânica, a qual pode ser dada de forma abreviada, sem referência ao nome dos classificadores, e pelo seu nome vulgar; Variedade, indicada em caracteres latinos, precisar, quando for o caso, se se trata de uma variedade de ploni zação livre, híbrido ou linha pura (progenitor); Categoria (indicando a geração quando for o caso); Número de referência do lote; Mês e ano da última colheita de amostras; País de produção (se a semente foi previamente eti quetada com a indicação «semente não certificada defi nitivamente»; Região de produção (para o caso de se tratar de varie dades locais); Declaração de reacondionamento, se for o caso. «Regras e Normas CE», se for o caso. ANEXO VII Regulamento Técnico da Comercialização de Sementes Pertencentes a Variedades em Fase de Inscrição Num Catálogo de Um Estado Membro PARTE A Variedades abrangidas 1 — O presente RT estabelece as normas para a comer cialização de semente de espécies agrícolas e hortícolas para as quais foi apresentado um pedido de inscrição num catálogo nacional de um Estado membro e para as quais foi cumprido o procedimento de autorização previsto na Decisão n.º 2004/842/CE, Comissão, de 1 de Dezembro. 2 — O presente RT aplica-se às variedades pertencentes às espécies UE listadas nos anexos I a V. PARTE B Espécies agrícolas 1 — As sementes devem respeitar as condições esta belecidas nas partes B e C dos anexos I, II, III e V, no que respeita: À categoria de semente certificada, todas as espécies forrageiras, à excepção de Pisum sativum, Vicia faba, Phalaris canariensis, à excepção dos híbridos, Secale cereale, Sorghum bicolor, Sorghum sudanense, Zea mays e híbridos de Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Triticum aestivum, Triticum durum, Triticum spelta e xTriticosecale, à excepção de variedades autogâmicas, Beta vulgaris e todas as espécies oleaginosas e fibrosas à excepção de Linum usitatissimum; À categoria de semente certificada de 2.ª geração, no caso de Pisum sativum, Vicia faba, Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Oryza sativa, Triticum aes tivum, Triticum durum, Triticum spelta, variedades autogâ micas de xTriticosecale e de Linum usitatissimum. 2 — O peso máximo do lote da semente, assim como o peso mínimo da amostra, é o fixado, para a respectiva espécie, nas partes C dos anexos I, II, III e V. 3 — As sementes só podem ser comercializadas em embalagens ou contentores fechados oficialmente ou sob supervisão, de forma a que não possam ser abertos sem danificar o sistema de fecho ou sem deixar marcas de utilização anterior, sendo que o sistema de fecho deve comportar, pelo menos, a incorporação neste, da etiqueta oficial ou a oposição de um selo oficial. Diário da República, 1.ª série — N.º 139 — 20 de Julho de 2010 2747 4 — As embalagens devem ostentar uma etiqueta ofi cial, cor-de-laranja, emitida numa das línguas da Comu nidade, contendo as seguintes informações: Organismo responsável pela certificação e país, ou as suas iniciais; Número de referência do lote; Mês e ano da última colheita de amostras; Espécie; Denominação da variedade sob a qual as sementes serão comercializadas, podendo ser a referência do obtentor, a denominação proposta ou a aprovada, e o número oficial do pedido para inscrição da variedade no catálogo, se for o caso; A menção «Variedade ainda não oficialmente incluída no catálogo»; A menção «Só para testes e ensaios»; Quando aplicável, a menção «Variedade geneticamente modificada»; O peso líquido ou bruto declarado ou o número de sementes puras ou se adequado de glomérulos; No caso de indicação do peso e da utilização de pro dutos fitofarmacêuticos granulados, de substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos, a indicação da natureza do aditivo, bem como a relação aproximada entre o peso de sementes puras ou, se for adequado, de golérulos e o peso total. 5 — Qualquer tratamento químico deve ser mencionado na etiqueta oficial, numa etiqueta do produtor ou sobre a embalagem ou dentro dela, ou ainda no contentor. PARTE C Espécies hortícolas 1 — As sementes devem respeitar as condições estabe lecidas na parte C do anexo IV. 2 — As sementes só podem ser comercializadas em embalagens fechadas, de forma a que não possam ser abertas sem danificar o sistema de fecho ou sem deixar marcas de utilização anterior. 3 — As embalagens devem ostentar uma etiqueta ofi cial, cor-de-laranja, emitida numa das línguas da Comu nidade, contendo as seguintes informações: Número de referência do lote; Mês e ano da última colheita de amostras; Espécie; A denominação da variedade sob a qual as sementes se rão comercializadas, podendo ser a referência do obtentor, a denominação proposta ou a aprovada, e o número oficial do pedido para inscrição da variedade no catálogo, se for o caso; A menção «Variedade ainda não oficialmente incluída no catálogo»; Quando aplicável a menção «Variedade geneticamente modificada»; O peso líquido ou bruto declarado ou o número de sementes puras ou se adequado de glomérulos; No caso de indicação do peso e da utilização de pro dutos fitofarmacêuticos granulados, de substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos, a indicação da natureza do aditivo, bem como a relação aproximada entre o peso de sementes puras ou, se for adequado, de gomérulos e o peso total. 4 — Qualquer tratamento químico deve ser mencionado na etiqueta referida no número anterior, sobre a embalagem ou dentro dela. MINISTÉRIOS DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS E DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO Portaria n.º 538/2010 de 20 de Julho Pela Portaria n.º 240/2004, de 4 de Março, foi criada a zona de caça municipal do Bom Sucesso (processo n.º 3375 AFN), situada no município da Figueira da Foz, válida até 4 de Março de 2010, e transferida a sua gestão para o Clube de Caçadores do Bom Sucesso, que entretanto requereu a sua renovação. Cumpridos os preceitos legais, e com fundamento no disposto no artigo 21.º, em conjugação com o estipulado na alínea a) do artigo 18.º, e no n.º 1 do artigo 118.º, todos do Decreto -Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto, com a redacção que lhe foi conferida pelo Decreto -Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, e com a alteração do Decreto -Lei n.º 9/2009, de 9 de Janeiro, consultado o Conselho Cinegético Municipal da Figueira da Foz, de acordo com a alínea d) do artigo 158.º do mesmo diploma, e no uso das competências delegadas pelo Mi nistro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas pelo despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, e delegadas pela Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território pelo despacho n.º 932/2010, de 14 de Ja neiro, manda o Governo, pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e pelo Secretário de Estado do Ambiente, o seguinte: Artigo 1.º Renovação É renovada a zona de caça municipal do Bom Sucesso (processo n.º 3375 -AFN), bem como a respectiva trans ferência de gestão, por um período de seis anos, sendo aquela constituída pelos terrenos cinegéticos cujos limi tes constam da planta anexa a esta portaria e que dela faz parte integrante, sitos na freguesia de Alhadas, Bom Sucesso, Ferreira -a -Nova, Moinhos da Gândara, Quiaios e Santana, todas do município da Figueira da Foz, com a área de 2482 ha. Artigo 2.º Produção de efeitos Esta portaria produz efeitos a partir do dia 5 de Março de 2010. O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvi mento Rural, Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 2 de Março de 2010. — O Secretário de Estado do Ambiente, Hum berto Delgado Ubach Chaves Rosa, em 24 de Fevereiro de 2010.

Decree-Law No. 88/2010 regulating production, control, certification and marketing of seeds of agricultural and horticultural species, with the exception of those used for ornamental purposes · Nelum