Resolution No. 11/95 on the Agricultural Policy
صدر في 1995-10-31 · النص بتاريخ 2026-10-01
القانون العام والإرشادات الرسمية منشورة بوصفها أبحاثاً. ليست مشورة قانونية أو ضريبية أو مالية.
البحث نفسه مكتوب بالإنجليزية. العناوين والوسوم مترجمة؛ أما النتائج والاقتباسات فغير مترجمة.
عن هذا القانون
- العنوان الأصلي
- Resolução N.11/95.
- اللغة
- Portuguese
- النوع
- لائحة
- المنظمة
- Zambezi Watercourse Commission (ZAMCOM)
- الدولة
- موزمبيق
- الموضوعات
- Agricultural and rural development
- الكلمات المفتاحية
- agricultural development, policy/planning, food security, sustainable development, poverty
أين تقرؤه
لا يوجد رابط مصدر مسجل لهذا القانون.
النص
نص القانون نفسه، مادةً مادة، كما هو محفوظ. لكل مادة رابطها.
28 DE FEVEREIRO DE 1996 / Resolução n.º 11 /95 de 31 de Outubro O Programa do Govc:rno refere à necessidade de as~e gurar, progressivamente, a auto-suficiência alimentar, con siderando a agricultura como base do desenvolvimento económico e social do país. Tornando-se necessário estabelecer, a Política Agrá1 ia e as rcspectivas Estratégias de J mplcmentação, ao abrigo <la alínea e) do n.º l do artigo 15.3 da Constituição da'1 República, o Conselho de Ministros determina: Unieo. São aprovadas a Política Agrária e as respecti vas Estratégias de Implementação, em anexo, que fazem parte integrante da presente Resolução. Aprovada pelo Conselho de Ministros. Publique-se. O Primeiro-Mini:;tro, Pascoal Mwwel Mocumbí. 1. Fundamentação 1. Moçambique usufrui de condições naturais excep cionais assentes na diversificacão da base natural de recursos e na sua posição geog~áfica, que lhe dá ace~so quer por mar quer por terra, aos mercados regionais e internacionais. Contudo. o :iproveitamento destas vanta gens, está condic1onado a outros factores exógenos ao sector agrário, como: insuficientes vias de comunicação, deficientes rede de comercialização, transportes, infra estruturas e serviços essenciais de apoio à produção agrária. 2. A base natural de Moçambique é. grosso modo, constituída por: i) 36 milhões de hectares de terras aráveis, das quais cerca de 5 milhões são actualmente cul. tivadas; ii) 3 .3 milhões de hectares irrigáveis. dos quais so mente cerca de 50 000 ha são presentemente irrigados; ii1) 46,4 m:Ihões de hectares de formações florestais, dos quais 20 milhões são florestas produtivas e 8,8 milhões de hectares constituem parques nacionais e áreas de reservas de fauna bravia; iv) 22 milhões de metros cúbicos de madeira de pé, com potencial para sustentar uma exploracão de cerca de 500 000 m1, de made;ra por ano. 3. Os produtos mais importantes do sector agrário são: milho, arroz, açúcar, feijão, amendoim, mapira, mandioca, meixoeira, algodão, caju, madeira, copra, chá e citrinos. A fauna bravia em procrsso de recuperação é igualmente uma fonte importante de rendimento. A produção pecuária, em especial de bovinos, que chegou a desempenhar um pape] ecopómico e social importante. <"specialmente nas tegiões Centro e Sul do País, constitui um potencial a desenvolver. 4 A produção Agrária é levada a cabo por dois i,ec tores ou sistemas de produção principais: o sector familiar e o sector empresarial. O srctor familiar é constituído por cerca de 2,5 mi lhões de famílias que exploram cerca de 90 por cento da área actua1mente cultivada, e representa um grande poten 52-(7) eia! produtor, uma vez que será garantido o acesso ,\ recursos novos para aumentar a sua produção e p10 dutividade. A expressão sector familiar é abrangente, descreve uma situação heterogénea, inclui11do vários sistemas de pro dução organizados em bases culturais diferentes, de pe quena e média escala, que utilizam ou não recursos fami liares, mas também mão..de-obra e outros recursos adicio nais para manter ou aumentar a sua produção, conforme af necE'ssidades internas da família e as oportunidades comerciais que se apresentam. 5. O sector empresarial é constituído maiotitanamcntc por empresds mistas e privadas. O Sector empresarial esta tal f'stá em processo de reestruturação. 6. Apesar do potencial relativamente grande, o <lcs, m pcnho do sector agrário na economia nacional tem estado abaixo das suas potencialidades. i) Presentemente o sector comparticipa com cerca de 40% do Produto Interno Bruto e com cerca de 60 % da receita das expe,rtações: ii) A produção comercializada de cereais no país atingiu um máximo de cerca de 200 mi! toneladas na década 70; A prodm;ão actual de cercais registada, foi de cerca de 0.76 milhões de toneladas em em 1992/93 e 1.1 milhões de toneladas em 1994/95, tendo havido uma taxa de cresci mento na ordem dos 8.5%. Contudo, este volume de produção satisfaz 80li"á das ne ccssídad.-s mínimas de calorias estimadas nela FAO em 2200 cl/dia/pessoa, segundo' as estimativas para o ano 2 000, quando a população de Mcçambique alcançar o número de 20 milhões de pessoas. devendo a produ cão de cfr"'ais aumentar para cerca de 1 .8 milhões de toneladas. i e um crescimento na ordem dos 7% ao ano. Estes níveis de crescimento poderão ser alcançados com o envolvimento e enquadramento das comuni dades locais na produção agrícola e com a priorizacão de investimf'ntos na agricultura, principalmente nas regiões agro-ecológicas rom aptidão. O envolvimento das autoridades locais na definição e execução de programas do sector agrário será decisivo para o alcance dos níveis dt> crescimento previstos; iii) A produção de leguminosas de grão tem vindo a decrescer desde o início da década de 70. alcançando níveis actuais de produção de cerca de 130 mil toneladas, dos quais se estima que apenas 12% sejam comerciali zados; iv) A quantidade de algodão produzido no país atingiu o máximo de 144 mil toneladas em 1973, e, após ter caído para 30 mil toneladas em 1990, iniciou-se no ano seguinte a recu peração para os níveis actuais de cerca de 48 mil toneladas; v) A comercialização da castanha de caju, de que Moçambique era um dos maiores exportado. res mundiais, na década de 70, atingiu o re corde de 216 mil toneladas em 1972. Presen temente o nível de comercialização deste produto é de cerca de 29 mil toneladas por ano, o que representa apenas cerca de 14% do valor máximo atingido; "2-(8) v1) Ü:, 1.,kLt1vo:, 1.k bovinos almg11am em 1974 um.i populu<,,<10 de cerca de 1,4 milhõe:, de cabeça:,, ::iendo o ctectivo .1ctual de cercn de 240 000 unidade:,; 1111) A produção de ma<lc11<1 cm wros pdra a indú::i tria madcin.:1ra tem vindo a decrescer de 240 000 111 1 akani,a<lo::i cm 1971, para o ll!Vel ;.1ctu<1l controlado de cetctt dl' '19 000 m · por ano, 1•111) A ptoduçào de made1rn para a cxpo1 lJ1,,üo .itingiu no pah o pirn de 120 000 m cm 1973, Actualmente o Paí::i controla a ex portação de cerca de 2 000 m 1, co1 re::ipon dente::i a 4,2 °,;,, da exportação máxima atin. gida, 7. A explora<,<10 1 aunbt1u1 ,ob d lotllld <le lu11::in10 cmegétILo e lOlllcmplativo, em pwque::i, reser vao t' cou tadus, é boie mcipicn(e; 8. O de::iuwolv1mento do:, Recur:,o:, llunwno, lem 1110::it1ado uma evolu<,,ào ::iuti::ilatmia, n:.::iultan\c <lo:, e,101 ço,, <lc1::i in::it11uiçõe:, de ern,1110 frn mal e 111/ormc1I, O ::ieclo1 aguíno conta rnm um total <le l 380 técnicos <lm qua1, ]')7 "ão técnKu;, ;,upcnun'i>, 4)8 de nível médio e 78'5 técniw, bü,iw". li. Análise de oportunidades e limitantes l) P<11.i ele110, tk u.i111.,cpi,:ãu d11 Política Agi ü1 i..i, u, faLtores que tktcrminam o desenvolvimento da agt icultur<1 Ci,t..-io ,li>::irn.:1c1do:, am :,cgu1ntes aspcctos Lon1untmai~ e ::ião identif1c.idu, e: agrupadu~ cm· Vantaµ,ens e Oportunidade.,, Fraquew~ e t11111tw11n a) Vanlagen~ e Opu1 tun1J<1<lc~. 1) Maiu, J1i,pu11ibtl1dadc <lu, agentes de Je:,envol vimcntu em:ontrar,·m formas conc1eta, de in L"-n\lvu~ 1., de uéditu <1gnínu: 11) Ambiente 1ntcrnadonal favorável ~t mubil1u1i,:ão de t11Vebt1mento~ pald o :,ectot agrário; ii1) Tcndênc1c1 (.k os produtúle, ::ie associarem por lutmd " i111,·1v11em 11..1 :,olução de problema:, lornun, 1el<1c1onadm, bObrctudo com o ap10 vi'.>10namcnto, p1oce:i::iamento e comercializa cão, ent1T outro:,; i11) Quadro técnico na1.,iu11a! formado, capai de apoiàt o :.cctor produtivo v) Experiência pai a o sector público cm providen ciar é>tTvii,:m, c::iscnciais como a investigação e extemüo; 1 i) Exbtência de tc1 rm, arávc1i, e acesbíveb, bob, c a~ quais a legislação ai,segura os direito& dos Moçambicanos, no seu u:.o e aproveitamento, incluindo os recurso:;, naturais; Fii) A I Pestruturacão da:;, l'mpresa<. estataii. como potencial para o relançamento de actividades rentáveis h) Frnqt1c7a<. e I imitante:,: i) o~ efeito:, da Guena que afectaram negativa mente d p1odução Agrária: 1i) A ltmita<la dc.sbeminação de tecnologias apro pl'iada:;, e a fraca adopção das mesmas; iti) A debilidade da rede comercial; i,,) A deficiência de incentivo., à agricultma. v) A f rngiPdadc institucional; l S[RTE - ,\ Ci\1CRO 9 vi) A insu! idência de I undo, para o , 1we~timcnto público e de mel am~mo::i para u seu acesso; L'll) A tendência crescente da taxa ele 11dlação que c1I ecta ntgativamrn te os preço~ dos factore::i de produção, dett riurando o, te1 mo~ de troca no mercado intern<1cional, l'i1i) J\ tram,lerência <le capitais da agtilultura paia outro~ ~ecton.:, da economia, pnnc1palmentc para a~ área~ de trnnsporte~ t · comé1cio urbano; I.\) A legislação Je~actudlrzada :,obre o aces~o. u~o e aproveitamento da terra. .\) A dependência do de:..envolvim,ntu agrário ao mvestimento t:,trnngeiro e as condições cli mática~; XI) A ajuda internacrun,il , cond1uonad11 pclus prio 1 idade, do, dua<lon::,, XII) A deficiente l'bcali,w.;Jo da Jcttv1Cl.1dc de flo re,tc1, , laun,1 hr<1V1U, com consequências negativao ém rt:la-;ãt> aOb objecti1 o:, de con ,crvaçào da b1o<liver,idade · .\Ili) O mcrla<lo tnll:rnu lk peque.na d1111en,ao, bao. 1,111te abc t to e despi utcgido, f uct: i1 concorrên. '-ia <lu~- produto~ Jgt ícolus imp,)rlados de pmse::i vi,inho~ .. co111 agrkultu1<1 11utis deben volvida: \i1.•) 1\:, fracas vias de acL:,:,o. cumunilm,,iu e infra ·t·:,truturas, que aldrretam altob Lustos de transporte, .\.P) A queda irregular c!J, chuva~ e prLdominância de cultura de :,cqut:1ro; \ v1) C1 ises cíclica, de '>Ccfü, e rios inte1 n<ll iunais sem {tgua. A J11<í\lsc dt: vantJgen~ ,. uput tunidudes, , umparativa 111~11tc ii <lc lraquezas e li11111ante,. 1cvela d predominância de lactorc, limitante, nu prucesso de dc5e1,volvimcnto agnmo t m Moçambtque Contudo, a p1 evalên,jct da paz , a disponibilidade dos produto1eb bem como o envolvi mento da sociedade Li vil nu r :,l,luçào dos prublemas do sccto1, 1.,on:,tí1uem oportunidade, imprescindívets que im pubionarão a cxecucão da Polí11ca Agrária. Ili. Política agrária 10. \ Pclí11c..i Agrária e11quud1a a actividadc agrarta 110s grande, objectivo, ele de,('nvolvimt'nto económico do puís, vi,ando: 1) 1\ s,·gu1ançc1 al1111en1a1, 11) O desenvolvimento económico su::itcntável; 11i) A redução de taxa, de desemprego, v 111) \ 1cdução <lo!> nÍ\ch d\! pobreta ab!>,1luta. A Polílt'-a Agrártd cnqua<ltu l>l. no ptograma do Gover no, qu, tem '-0mo principal <.•b1ectivo. a 1ecuperação da produçao agruria, que concot r1 para a auto i,uficiência e re:.ervu alimentai e promocãu do aumento dos nívei!, de comcrcializc1ção de produto-. de exportação 11 Os objcctivoi, gerais d1• desenvolvimento. agrário l>âo a%im definido!> A t1ani,t01111àção d<t .ig11cuhu1u <lt '-Uh&istência nu1n.1 agricultura 1..ada vez mais integrada na& funções de prodw,.ão, distt ibuição e proce!,..,amento, tendente a al "anç.11. o desenvolvimento de llm l>edo1 ag1árill de :iubsh, tênda, que contribua com C"<lcdente!, para <• mercado; '.:8 DE FEVEREIRO DE 1996 o desenvolvimento de um sector empresar:al efi ciente e participativo no desenvolvimento agrário. 12. O objectivo adaptado a curto e médio prazos é: «Atingir, progressivamente, a auto-suficiência e reserva alimentar em produtos básicos, o fornecimento de ma térias-primas à indústria nacional e contribuir para a melhoria da balança ele pagamentos». 13. Na prossecução destes objectivos a Política Agrária observa os seguintes princípios fundamentais: i) O uso sustentável dos recursos naturais, nomea damente a terra, os recursos hídricos, flores. tas, fauna bravia e recursos genéticos. Na im plementação deste princípio salienta-se a necessidade de envolvimento das autoridades locais e da comunidade na gestão e utilização sustentável dos recursos naturais, em seu próprio brnefício; ii) A expansão da capacidade de produção e me lhoria da produtividade agrária, com base no desenvolvimento dos pequenos e médios pro dutores e consequente estabelecimento de infra-estruturas e serviços, e a promoção do investimento público e privado. O desenvol vimento da agricultura e o alcance à auto suficiência aHmentar depende fundamental mente do envolvimento das autoridades locais e do produtor na procura de soluções que impulsionem o aumento da capacidade de produção e da produtividade; iii) O desenvolvimento institucional equilibrado, incluindo o desenvolvimento dos recursos humanos, sua formação e incentivo; iv) O reconhecimento do papel fundamental da mulher na actividade agrária e, em especial, no desenvolvimento rural integrado. A mulher desempenha um papel fundamental na edu cação, na extensão, e como agente directo do desenvolvimento. É neste contexto que a Po lítica Agrária prioriza a participação da mulher em programas de formação profissio nal, extensão rural e projectos específicos de desrnvolviníento rural; v) Promoção e criação de núcleos de desenvolvi mento rural com prioridade para as regiões com aptidão agro-ecológicas, e a sua reorien tação como centros de desenvolvimento rural mtrgrado. Nesta base pretende-se que o de senvolvimento se produza dentro de um equilíbrio harmonioso com base na disponi bif' dade dos diferentes recursos naturais; vi) Compatibilização da implementação da Política Agrária com outras políticas sectoriais de desenvolvimento comunitário, com destaque para as de saúde, educação e outras de im pacto no desenvolvimento rural. 14. A transfonnação dos princípios estabelecidos visa contribuir para uma situação de segurança alimentar, visto na perspectiva nacional, tomando como ponto de partida a~ necessidades do agregado fam1har: i) No primeiro caso se visualiza U1I1a combinação entre o aumento da produção nacional de ali mentos e a capacidade importadora do País, através da produção de produtos exportáveis; 52-(9) iz) No segundo caso, o agregado familiar também atinge a segurança alimentar na base de uma produção diversificada e produtiva; 15. o~ princípios fundamentais e os objectivos da Política Agrária definidos, podem ser resumidos na seguin. te declaração de política: Desenvolver a activídade agrária com vista a alcançar a segurança alimentar, através da produção diversificada de produtos para o consumo, fornecimento à indústria nacional e para a exportação, tendo como base a utiliza ção sustentável dos recursos naturais e a garantia da equidade social. IV. Estratégias de implementação A: Uso sustentável dos Recursos Naturais 16 O nível de desenvolvimento sustentável será alcan çado cem o envolvimento das autoridades locais e das populações, agentes de tal desenvolvimento. e com a utilização racional dos recursos naturais produtívos 17. A sustentabilidade ecológica no uso dos recursos naturais, depende fundamentalmente de adopção de estra. tégias em relação aos seguintes objectivos: i) Conservação de solos e da biodiversidade; ii) Envolvimento das autoridades locais e das co munidades nas acções de conservação, fiscali zação e produção; iii) Participação do sector agrário na gestão dos recursos hídricos. r 8. Em relação à conservação de solos e da biodiversi dade, na implementação da Política Agrária são adoptadas a~ seguintes estratégias: i) Conservação de solos através da: a) Aplicação de normas e técnicas de maneio e con servação; b) Controlo dos fac tores conducentes à degradação físico-química do solo (erosão, salinidade, soldi cidade, declíneo de fertilidade do solo, entre outros); e) Utilização adequada de agroquímicos; d) Difusão de práticas culturais apropriadas: e) Introdução da legislação inerente à conservação de solos e da biodiversidade; ii) Geração, adaptação e disseminação de tecnolo gias apropriadas no contexto de agro-ecologia e eco-turismo, através da investigação e ex tensão; iii) Aquisição, melhoramento, adaptação e difusão de conhecimentos sobre gestão de biodiver sidade, através do envolvimento de quadros técnicos nacionais em formação específica, investigação e extensão; iv) Garantia da conservação e utilização racional e sustentada das florestas e fauna bravia, atra vés da: inventariação dos recursos, implemen tação de áreas de gestão comunitária, manu tenção e expansão de áreas de conservação e protecção de espécies em extinção; v) Revisão dos limites dos parques e reservas e sua recuperação, com destaque para: Gorongosa, Zinave, Banhine, Niassa, Marromeu, Pomene, Gilé, Elefantes, e Namaacha, com o envolvi 52-(10) mento das populaç& &, e com a participacãu do sector ptivado na gc&tão dos &erviço& inc rentes ao turismo; vi) Criação de án'm, de com,c1 vação u an&h unh:11 « nas províncias de Gaza, r nhambane, Maputo e Manica, c..om ligação ao «Kruger Pai k» e «Tembe Elcphant Park» nd Alrica do ~ui, «Parque Nacional de Chimunimani» e «Gon.i Rezhou» no Zimbabwe, através da demarca cão e de&envolvim<>nto de parque& nactonai&. com o envolvimento do sector privado; víi) Criação e d, senvolvimcnto do parque nacion«I do arquipélago de Bazaruto, como base patJ a conservação do& corab e outros ecm,sistcma& wste1ro&, envolvendo a população atravéc; da mobilização de apoios da comunidade intct nacional; víh) Criação de wn<liçõe& para a regeneração natural dos animais bravios e ou a rdntrodução de ci,péc1cs, com prioridade para aquelas que contribuam para alimentação da população, na& áreas de protecção e outra&, promovendo cm pat ai elo a criação de áreab de reprodução c multiplicação, com o envolvimento do bec tor privado e m, comunidades, ix) Reabilitação <lc reserva& flore&taib já dematl-d. das, com base nob fundos de fomento e apoio da comunidade internacional, na perspcctiva da conservação da biodiversidade, x) Redimenbionamento das coutada& de caça c criação de parque& e reservas de gestão p, i vada, com base no mvestimento privado: \i) Fixação de duna& do litmal e protecção da& ai bufeiras através do reflorescimento e ou rc. genen•ção natural; >.i1) Monitoramento dos mangaii. e ei.labelecimento <lr plano& de maneio e consi>rvação, visando J manutenção das suas funções ecológica!, como áreas de reprodução de crm,táceos e outr Ji, espécies de animaii, marinhos, com l!nvolvi mento e ou educação da comunidade na gr& tão destes recursos; :rni) Garantia de aplicação de uma legi&lação actud lizada e a reestruturação do serviço nacional Je fiscalização, baseada no envolvimento d<1~ populações, autoridades locais, nas acções de fiscalização. 19. Em relação ao envolvimento dai, autoridadei. locaii, e elas comunidade& em acções de conservação, fiscalização e produção na base dos recursos naturais, a Política Agrá ria estabelece as seguintes estratégias· 1) O envolvimento da!> comunidade& no maneio e gestão dos recur&os naturais, na perspectiva de lhe!> criar benefícios, incentivando o seu envolvimento na fiscalização e protecção d-.i meio ambiente; ii) O desenvolvimento de :•cçõei, d~ cducac:io e re&ponsabilização comunitária~. em relação ao contr0lo do uso do fogo, nas cpcr3ções cul turais de agricultura ou caça; 1ii) A demarcaC'ão, invent'lriac,âo e ci.tabcledmen to de planos de maneio, em unidades de á1 ea& de florestas de utiliddde comunitária, permi tindo o seu uso racional, assim gLrando fun dos para aplicação no meio rural, T StRTC - VllMCRO 9 11·) O rdlotcbt,mwntu mdu&tiial a M'r impleme11 ta<lo pelo i.ecto, pt ,vado, com 1nt01 poração dt! compo11cnh:i. dL plant<1Lões para I im ene1 gétrco&, parJ d& cumunrdadc& lol ai:,, bdi.ean do &C no foml nto · cxtem,ão: 1•) P«ta o abastccin1c11to d,· lcnhd l Ldrvão <10::. grande& ccnttoi. wbano!>, a polilirn Agrárt,1 p1< ... movc o tcflun ... tamento com Chpécieb de rápi<lo uc&c1mento, bem como mccntivar 011 t, as altLrnativ,1· wmo carvão mmctal bJ!>Cd do t,1111hém no cnvolvimt'nto da!> autoridade.., locab e d« wmumdadc e Jtmvé~ do estab,·lc dmcnto de <1hança.., com o -,ccto, rnmcrcial. l'/) Para m10im1.za1 a utilização da flc11c&ta nativc1 para a produçc10 dl lenha e catvi,o, a Polítkc1 Agt ária promove e (,Oor<lena Lon1 out,o& E., l, toreb da ,·conomiü, com vista i1 introdução de outras fonte& energética& puru a producãu de energia doml'stica. 20 Em relação à pai tiup,1c,,10 lld gc::.t,fo do, rccurbo'> hídrico&, a Política Agrári.1 in1plcmcnta a L ,t I atégia de participar no planeaml'nto da., baci:i& hid1u~riificas, 11.1 gc&tão e operação do& &i&trnia, hidraulicos l de dado& .ig1 u-metcrcológico B: Expansão da capacidade de produção e melhoria, da produtividade agrária 21 A cxPJnbão da!. cap,1ci, fade'> c.lc produc.io e mcllm 1 ia da produtividade agrária depende fundar •JL ntalmcntc dc1 implementação dl' estratégi t& adequada., cm rdação ªº" ~eguintes objectivoc;· i) Aceo&o à terra, plJ1wamento e ck1:,rnvolv1mcn to do &cu uso l apwveitamcnto; ii) P1oducfü.J de alime1tto,, para atingi, " m.:to-&u ficiência e b~guram . ..i alimentar, iii) Produção para exportação, conttiliuindo par<1 a halança de p 1gamenlos: ÍJ1) Reestruturação da, l'tnpl"l'Sd'> do bC< lo1 agrát iu. ") Desenvolvimento dL i,er viços efickntcs de for mação pt0fisbion1.1l, investigação t t ,;.tem,uo: Pi) Protrci;,ão de planta., e de animai• , l'ii) Desenvolvimento de i11fr<1 f'&tr utm ª" 22. Com base na taxa d1· c,e.,cimcnlo da populacão de 2 7% por ano. e das neccf>&id,1dc& mínimas de 2200 calo lias por pe&soa, até o ano 2 000 o Paí& atingir" um déficit de ccH,a de 1500 ton de l,('teu1, e 400 mil ton de kgu minosai. A!>sim. a política attrária reflecte li'> seguinte:,, opcões ebtratég1cai.: 23 Fm 1claç5o ao pl<111Cdtnc11to e dc.,envolv1111e1110 do u&o e acci.&o à terra 1) Obi.ervâncid <lo <litc1lo do povo moçambicano i.obte o acei.&o ao u&o e Jptoveitamento chi terra; i1) Promoção do u&o l «p1oveitamenlo eficiente da terra; 111) Reforço in&litudun,11 e u planl'dtnento e debenvolvimento <ICJ I ew1 &0b humc1nos inc rente!> à utiliz.içJo racional e '>mtentáveJ d.t terra; i11) Continut1r wm o e'l.e1cício dL inventariação i,istemática da terra disponível, .,eu mo actual e sistemas de prodt1ção, ei.tabele,·1·11do a !>U,t relação com a dinf1mk.1 de c,e.,~ imento da população; 28 DE FEVEREIRO DE 1996 v) Com base nos programas sectoriais e planos dir:::ctores específicos e em colaboração com as estruturas locais e comunidades, e monito rar programas de desenvolvimento com impli cações no uso e aprovdtamento da terra. 24. Em relação à produção de alimentos, para alcançar a auto-suficiência e s<"gurança alimentar, destacam-se como principais produtos: o milho, o arroz, ~ mapira , a mei xoeira, os feijões, o amendoim e a mandioca, assim como a produção de proteína animal, baseada fun damental1:17n tc no desenvolvimento de ruminantes. Assim, a Pohttca Agrária implementa as seguintes estratégias: i) Produção de alimentos para o auto-consumo e mercado baseando-se sobretudo nos pequenos e médio~ pro<lutorfs agrícolas e agro-pecuá rios. Contudo, também será incentivada a par. ticipação do sector empresarial; il) Garantia do abastecimento em factores de produção, desenvolvimento de assistência téc nica, comercialização dos excedentes, através da promoção e apoio ao estabelecimento de centros de apoio à produção, de nível local, (nomeadamente: associações, casas agrárias, privados e ONGs), que garantam a assistên cia ao camponês; iii) Garantia do fornecimento de sementes me lhoradas de acordo com a aptidão agro-eco lógica, através da: a) Expansão de centros de multiplicação de raízes e tubérculos, garantindo a divulgação e dissemi nação das variedades adaptadas às regiões agro ecológicas; b) Promoção da produção local de sementes pelos camponeses e difusão de técnicas de annazc namento com vista à sua conservação; e) Aplicação de regulamentos para a produção, co mércio, controlo de qualidade e certificação de sementes; d) Expansão da indústria nacional de sementes, não só como entidade activa na cadeia de sementes, mas também como guardião do material ge nético; w) A promoção e melhoramento da comercializa ção de excedentes agrícolas, através do: a) Aperfeicoamento do sistema de mercados, incenti vando a criação de estruturas locais adequadas, e envolvendo o sector privado no aprovisiona mento, assistência técnica, comercialização dos excedentes, processamento pós-colheita; b) Disponibilização de linhas de crédito para a co. mercialização Agrária, através do sistema ban cário formal e através da aplicação de fundos de fomento; e) Implementação de políticas de preços que incenti vem a comercialização de excedentes agrícolas; d) Promover a instalação de agro-indústrias no meio rural, especialmente as que utilizam matérias primas locais, com vista a melhorar o estabele cimento do mercado e promoção do emprego no meio rural; e) Promover a implementação de um sistema de se. guro contra riscos na activídade agrária; 52---(11) v) A promoção do acesso a recursos financeiros pelo camponês, através <;la: a) Criação de sistemas financeiros informais, envol vendo as populações ou pessoas singulares em act,vidades de poupança com vista ao investi mento; b) Mobilização de capitais ae baixo custo: vz) O desenvolvimento de sistemas de incentivos à actividade agrária, com destaque para a aplicação de: a) r senções fiscais nas importações de fac tores de produção para a agricultura; b) Medidas tendentes à redução de encargos fiscafa inerentes aos rendimentos das actividades agrárias; e) Subsídios de taxas de energia, combustíveis e lu. brif icantes; vii) O suporte dos sistemas de produção em zonas com aptidão agro-ecológicas, através da: a) Investigação e extensão agrárias; b) Estabelecimento de centros de apoio à produção, tendo em conta os condicionalismos locais, através das casas agrárias, associações de pro dutores, empresas privadas e outros que ga rantam o acesso dos camponeses a serviços es senciais, como: ( l) Assistência técnica: (2) Fornedmento de factores de produção; (3) Comercialização de excedentes; ( 4) Prestação de informações de mercados e preços; (5) Formação e demonstração de técnicas e tecno logias apropriadas; ( 6) Processamento primário dos produtos agrários a nível da pequena agro-indústria. e) Dinamização e melhoramento de tecnologias e técnicas meihoradas, com destaque para a trac ção animal; d) Promoção e desenvolvimento de infra-estruturas públicas, com o envolvimento, na medida do possível, do sector privado e das comunidades; viii) O fomento pecuário, fundamentalmente de ruminantes, dando particular importância ao gado bovino e caprino, através das seguintes acções: a) Comparticipação dos postos de fomento pecuário e estações zootécnicas do Estado, e da inclusão gradual no processo, dos criadores e empresas privadas com capacidade e experiência na mul tiplicação de animais; b) Mobilização de recursos financeiros para a aqui sição de reprodutores melhorados; e) Ampliação do programa de fomento e do repovoa mento pecuário, criando condições para o relan. çamento da produção nos sectores familiar e empresarial, em zonas com potencial pecuário: d) Criação e desenvolvimento de serviços de assis tência aos animais, com cobertura nacional e com prioridade para as zonas de maior densi dade de animais; e) Garantia do controlo e monitoria sanitária das principais doenças; '52 -(12) /) Adopção de medidas mm vbta ao rnntrolo da cu mcrcialização de amma1::i vivos, prevenindo-:,e o abate de ammab ainda aptos pai a a reprodu ção, especialmente fêmea1>; fÜ Promoção da n'abilitação de infra-estrulura:,, no meadamente tanque:, carrncicidas, co1Tfdorc:, de tratamento e ponto:, de abebetamento, com o cnvolvmv:nto das populacõe:,, associf!çõe:, e :,ector privado: h) Criação de condições pata u <lc:,cnvolvimento <la avicultura, wm prioridade para o:, galínacco:,, por fo1ma a ptomover a capacidade produtiva <lo:, pequeno:, e médios produtores nos ::,btcmas de p1 oduçãt, específico:,, Í) De&rnvolvimento de área:, wm aptidão pm u pJ:, lagcns naturab e artificiais, apoiando-:,e no scc tor p1ivudo e envolvimento rn111unitiÍ1io. O tanqu..: carracicida continua a :-.e1 o ponto principal no ::,istcma de extensão pecuúria, em conjugação com outra::, 1 cde~ de extensão agrá1 ia existente:,, 25 São adoptadas c~trat0gia~ que enquadrem e dinami zem a produciio para exportaciio, 1m ha~c do~ seguinte, objectivos: i) Apoio ü melhoria <la bal<lnçu de pagamentoo; ÍI) Sub:,tituiçiio de importaçõe1,; e íii) Aproveitamento do potencial e <le vantagens comparativas do:, pro<lutos moçambicano,, nos mercados rcgionub e intct nacionais !\:,sim, a produção para cxpo1 tação incidirá principal mente nos seguintes produto:,: Algodão, Açúcar, Chá, Copra, Citrinos, Cm,tanha de Caju, Madeira:, e Tabacu Contudo, º" produto~ não lt adicionai:, para a cxportm;ãu serão incentivados e promovido:, quando :,C jmtifique c1 sua sw,tcntabíl idade 26. O agente principal dírcccionado para a p1 odução e comercialização destes produtos e serviços 0 o ~rctor em presarial. Contudo. o S( ctor familim e o pequeno e méciio produtores, 1o~am igualmente um papel preponderante na produciio diriç,ida para a exportação. 27 São definidas a:, 11eguintcs estratégia:, para a dina mização das exportaçõei,: i) Promover a export:icão doi, exccdt>n tes c1g1 Íloln:,: a) [mplementação de um sii,wma de incentivo Jc apoio à produção para expo1 tação, nomeada mente fiscais aduaneiro, crédito e seguro agrário; h) Criação de con<li<,,õt:i para o acci.w ao crédito para comercialização; e) Apoio às associaçõei. de produtores e ao '>cdor p1 ivudo no desenvolvimento de mer"ado doi. produto'> agrários; ii) Aumentar a capacidade ele exportação, attdv6i. da aplicação de fundos público& e de invei.ti mento privado, agindo no sentido de: a) Reabilitar a& ag10-i11dústrim, e contribuir pata o melhoramento da i.ua gestão; b) Melhorar a qualidade do" produtos exportado&; , ) lntrodu.rir normal> de produção e de produtos, com ba!.e em sistemas internacionais; d) Promover o aumrnto do& rendimento& na utilizc1ção de matérias-primas nacionais: e) Promover a maximização do proces!>amento loc..al dai, matérias-primas nacionah.: l sr Rrr ~ l\'01WLRO y /) romentM o e,tal1cl(·e1111e11Lo Je plai1l<1çõc:,, flore:,, tail> de espéciL':, 1ll 1ápido crcsumcnto pc1m1 tindo a cxportaciio Je [0100 para .i 111dú11t1Ía de polpa e papel: /;l I um 11tc11 a cxprn tac:ãu de e,péeic, n.1tiva:,,, atra vé:,, de conce~:,,õ,:~ l !01 c:,,ta1:,, ao, industriai~, constitu111do unid,Hle biÍsica para ,i maneio su~ tcntávcl dos 1 c..:ui :,u:,: /J) 1 umenldl a tcdu~ão 11r·ogrc:,s1va da ,·xportaç·iio de toro, de espécie, 11.iriva,, tavot ecrndo o proccs s<1m, 11to local e l'\j)Ottação de p1odutos semL acabddo:, ou c1caliados: 1) l·urncntai ll retlo11',Ll111enlo lO!l1 e:,p, cic:, exótica:, p8ra o abm,lcc1rn<'nlo às :,crn1çõc\, 11a perspec tiva de ~ubstitlllÇ..íl1 da~ madeira, nativas pelas ,1s de rápido ue::,ci111cntu, per1111ti11du o auml'Jl to das exporla~-õc ,; j) Desenvolver a gl'Sliio p1 ivc1da de coutddíis de cacd; /) f,omcntdl a criac,io de animai~ do b1 avio cm cali veirn uu em íre,1, de cun,LTVll\'. 10 28 1 tll 1elaçilo ú rcc,1ruL11d~ão Jo ,ecto1 empresari,d: 1) Acclc1m e adl'qtiar o processo cm ( ur,o de rces truturw,ão crnrrc,<11 iul. ulravés <k~ · u) Monitoria du prou,-o de alicn.il,Üü da-, empresa, cstatlli, ulicnad:1:, il\1 sector privmlo, corrigindo ,1tua<,,óes de p11ral1::,,1çlle, ,ém ju,t1f1u1cüo, h) btabckcimcnto d-: llll1dü;õe, ,· 1nce11t1vo::, uo i11 vc,tirnento privadn: e) Rcfo1ço com quadro,, da:, cstrutu1<1:, Jl, wordena çüu e direcção J11 proccs,u de r,-c,truturaçiio crnp:\ ,arial ao 111 vcl provincial, , onfcrindo a e,la:,, maior capae1cl.1dl' de dcci~àu d) r necn ti vo e apoiu do L'1wol vimcnto d(, empresa na do nacional, il) Rel01co llJ eoutd( nc1<,,ào e11t1c c1, 1rn,t1tu1çõcs ce11t1ai:, e prnvinc1.1i,, na uvalia(,,<10 e decisiio dc1 1 ecstrutu1 aeJ1J e111p1 e:,arial. 2lJ Em 1elaçiio ao Jc:,e11vuh 1mé11lo de ,en !(,,O~ eficien te, de to1maçiio proti:,,1011al 111ve:,tigação e cxtensiío, d Política Agrária prioriza m, ~,·guinte, e,tratég1d, 1) Na foi maçào agi .inc1, u d, ,envolvim,:nlo de relc1 lÕe, cotrcita,. com outras c,trutura, p1 iorita r1a111entL' com a:, lc1culdades de .igronomia e llo1csta:,, vcterim111<1, biologid, ecunomia, 111, titulo, médio~ a§•r,11 io:,, ccntto, de formaçiío pro! bsional \' ,tul01 idades Mun1cipai, Ad•cio nalment.:. a Polít1<" Agi ..ír a p1om, ,vc a 1rabili tnção e C<;tab,·lec1111ento de ccntroi. de• foi ma do vouidona i, 110 meio I ural. '-um dei.laque pai a a!> regiõcb ,1g1 o-ecológicai,, 1 om vista a promover o auto empH·go i1) Nci;tc âmbito. d Pol1t1u Agrátta ptiotiza a im plemt'ntação dm, i.q~uintei. ei.trat(-gias: a) O dei.t'nvolvimentu de 1elaçfü .. s de colaboração com instttuiçõei. dn cni.mo 1,upcri(lr e médio, atravéi. do ec,tabcleL1mcnto de protocolos de wlabota'-ão nd~ ,hca• de de:,enho c.ll utrrículo!>, p1ugrama!> de torma,..,ão, e inve&ttgdç.io. O ai. Lance de&ta ei.trdtéf ia é a reorienta~ 10 dos pro gramas de formação e 1nvestigação uperior am, problema:. concrl'to~ do !>cctor agrát 10. 28 DE FEVEREIRO DE 1996 A reabilitação l. reorientação das escolas rurais agrárias, promovendo a formação de agricultores com capacidades para iniciarem empreendim'-ntos agrários nos seus lugares de origem ou outros, através de programas específicos de apoio inicial, financeiro e técnico. Os centros de produção 2 criar por estes técnicos, constituirão centros de demons tração, onde os campom:ses poderão trocar experiências de boas práticas agrícolas. b) O enquadramento de técnicos agrários formados, nos programas de desenvolvimento em curso, especialmente em actividades de desenvolvi. mento rural, dando particular atenção à cria ção de auto-emprego, através da aplicação de fundos de fomento em projectos específicos de produção; ii,) No domínio da Investigação Agrária, a Política Agrária favorece a colocação, à disposição dos produtores, de material genético e tecno logias apropriadas, que permitam um aumento contínuo e sustentável de rendimentos; iv) Neste contexto, a Política Agrária estabelece as seguintes estratégias em relação à investiga ção agrária: a) Desenvolver prioritariamente a investigação sob forma aplicada e adaptativa, com prioridade para as culturas alimentares e de exportação, através do estabeledmento de mecanismos de colaboração com o sector familiar e empresarial; b) Inventariação de recursos naturais para avaliação da aptidão agrícola potencial das terras das principais zonas agro-ecológicas; e) Desenvolver práticas culturais que contribuam para a restituição e conservaçãó da fertilidade dos :,olos, assim como a aplicação de tecnolo gias que permitam a redução dos riscos decor rentes dos factores conducentes à degradação do solo; d) Melhorar o banco de germoplasma, através de colecções locais, e pela introdução de germo plasma exótico com características de interesse; e) Aumentar a produção e a produtividade da terra, força de trabalho e outros factores de produção, através da investigação e disseminação de tec. nologias apropriadas; f) Promover o processamento local dos produtos agrários, através do desenvolvimento de tecno ]ogias simples para o armazenamento, conser vação e processamento; g) Garantir a experimentação agrária, através da reabilitação das unidades experimentais, permi tindo a cobertura das principais regiões agro ecol6g1cas e sistemas de produção; h) Desenvolver e reforçar os mecanismos de ligação e coordenação com a extensão, produtores, e outros organismos envolvidos na geração e transferência de tecnologias; i) Garantir o estado sanitário dos animais, através da coordenação de acções de investigação e estudos epidemiológicos e económicos, sobre a situação das principais doenças existentes no País e sobre as medidas para o seu controlo; j) Adequação da legislação existente às necessidades do desenvolvimento pecuário, de modo a se salvaguardar e melhorar o estado sanitário dos efectivos animais, e a qualidade dos alimentos de origem animal. tendo por objectivo último a garantia da saúde humana; 52-(13) k) Controlar a reprodução de espec1es pecuar,as, através da investigação, tendo em vista: ( 1) O conhecimento mais aprofundado das raças locais de animais, tendo em conta a necessi dade de preservação dos recursos genéticos indígenas; (2) A defmição das raças a introduzir no País; (3) A melhoria dos índices de produção, em parti cular no sector familiar; ( 4) A melhoria do maneio das pastagens naturais e introdução de técnicas de conservacão de forragens. , i) Priorizar a investigação de ecossistemas naturais de florestas e fauna bravia; m) Priorizar o estabelecimento e desenvolvimento de um centro de documentação de apoio à investigação e informação sobre as actividades agrárias, com capacidade e cobertura na cional. 30. A actividade de extensão poderá proporcionar o aumento da produtividade e da produção através da in trodução ou aplicação de tecnologias adequadas. 31. A actividade de extensão é desenvolvida pelo Estado e por organizaçõe:, não-governamentais, organizações co munitárias, assim como por empresas privadas vocacio nadas. 32. Reconhecendo que a extensão é o instrumento prin.. c:pal operacional da Política Agrária, são definidas as seguintes estratégias de implementação: i) Adaptar um sistema operacional de extensão, através de um processo participativo de adopção e dissemmação de tecnologias, em que os extensionistas trabalhem com grupos de produtores na base dos seus sistemas de produção; ii) Participar prioritaiiamente no desenvolvimento das regiões com aptidão agro-ecológica, através da alocação a essas regiões de recursos hu manos e materiais ligados à extensão, em função das suas potencialidades agro-econó micas; m) Implementar o sistema nacional de extensão e as suas componentes estratégicas de descentrali zação, fortalecendo a coordenação de todos os intervenientes; iv) Maximizar o uso dos recursos dedicados à extensão, através da integração dos esforços de todos os agentes de desenvolvimento, in cluindo as acções e iniciativas das comuni dades, com destaque para o papel da mulher, principal gestora da actividade agrária no meio rural; v) Maximizar a disseminação de técnicas e tecnolo gias de produção, avaliar o seu impacto, e assegurar o reforço da colaboração entre a extensão e as instituições de investigação; vi) Contribuir para a expansão da actividade econó mica no meio rural, através do apoio às orga nizações dos produtores, que deverão assumir um papel crescente na gestão dos serviços de extensão. 33. A protecção de plantas é fundamental para a redu ção de prejuízos na actividade agrária, resultantes da incidência de pragas e doenças, ao longo do ciclo vege(a 52-(14) tivo e período pó:,-colheita. Calcula-se que essas perdas sejam superiores a 40% da produção. Neste âmbito, a Política Agrária estabelece as seguintes estratégia:,: i) Organização de <.:ampanhas fitossanitárias para o combate das principais pragas migratórias, envolvendo as et>lruturas de base da agricul tura; 11) Levantamento dos pnndpais problema:, de lltos sanidade e definição dos métodos de combate, eompatíveis com os sistemas de produção, utravés de aplicação de programas de mveslt. gação; 11iJ Estudos do impacto ambiental consequente da utilização de métodos químicos e tomada de medidai, correctivas, especialmente na cultura do algodão, promovendo a aplicação dt mé todos de combate integrado de pragas e doenças, em coordenação com o Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental; iv) Defmição de pacotes tecnológicos para o t1ata mento fitrn,samtârio das culturas diversa:,, com destaque para o algodão, através da in. vei,tigação; 11) Estudos do:, efeitos toxicológicos rcsultuntt::, du aplicação de pesticidas nas culturas alimen tan:i,, em coordenação com o Ministériu dct Saúde, fazendo cumprir com a::, nornrns t,;::,,a. bekcidas de uso dos produtos ulimentare~ pós-colheita; PI) Registo e controlo de pesticidas importados, através da implementação do regulamento, uw e aplicação de pesticidas; vii) Controlo da circulação de produtos de origem vegetal, através da implementação do regula mento de inspecção fitossanitária e de qua rentena de plantas. 34. No âmbito do desenvolvimento de infra-estruturas, é de particular importância a maximização du utilização dos i.istemm, de regadio existentes e promoção da utilização du potencial de irrigação, prestando particular atenção à::, regioes agro-ecológicas. Ne&ra base, u Política Agrária esta belece as seguinte::, estratégias: 1) A reabilitação e manutenção do::, regadios exi::,. tentes e criação de condições para melhoria da sua gestão e utilização, com base no in vestimento público, aplicação de fundos de fomento e promoção do investimento privado, 1i) A rentabilização dos sistemas de regadio finan ciado pelos fundos públicos, com vista a obter retornoi, para a sua manutenção e reinvesti mento em novos empreendimentos; Íll) A conclusão com a necessária adequação em 11:rmos de concepção, dimensão, utilização e gestão, dos regadi0& já iniciados, envolvendo ·bC neste procesi,o os potenciais utilizadore&; 111) O fomento de construção, pelo sector privado. de esquemas de irrigação para utilização in dividual ou colectiva, permitindo ao 1,ecto1 privado a rentabilização por aluguer e venda das infra-estruturas; 11) ;\ recuperação e de::,envolvimento de regadios de pequena escala onde for possível, atravéi, do envolvimento das populações locais na sua construção, manutenção e gestão; 11i) O úei,envolvimento de esquemas de captação e urma1enamento das águas da~ chuvas para l St.R!E - NÚMERO 9 fins agrários, ,:nvolvendo técnicas de baixo cu~to, com envulvimento das C(Jmunidades. 35. Outras mfra-estrutur,is com importância vital no desenvolvimento agrário ::,ão a~ infra-estruturas para a comercialização agrária, ll'll) desenvolvimen lo obedece u::, ::,eguintc::, estratégiai:,: i) Promoção de reabilitação e estabdecimento de infra-estruturas I urais de arnuzenamento e conservação do~ excedentes agncolas, através do envolvimt.mto do sector iamJ!iar e privado na sua comtrução, manutençãu e gestão; 11) Promoção do estalJlledmento de I eiras agrária::, ou mercado~ rur,ds com a pn1 tidpaçiio das populações, soh forma incliv1dual ou em m,wciações. 3b A implementação destc1& estratégias contará, para além dos recursos públic.os. , om a promoç,10 do investi mrnto privado, através de: i) Criação de cond1l'Õco para u ace,so aos I ccur sos naturais: 11) Incentivos ao mvesumento privad,); ii1) Fnvolvímrnto do sector privado na formulação de programa~ e projecto~ do de,envolvimento agrário. C. Desenvolvimento institucional equilibrado 37. A eondição tundamvnial para implementação da Política Agrária é a Reorga111zação e Adcquução Institu cional, na perspcctiva de imprimir uma dinâmica organi rncional que p1omova um 1rn1íor desenvolvimento do sec tor agnírio. l: arnda condição fundamental o tnvolvimento ,· a participação activa da~ autoridades locais com destaque para os municípios, agentes económicos e a sue1edade civil. na clelinição e implementnçi10 de programa~ sectoriais, quer a nível central ou local 38. No âmbito do desc:nvúlvimento institucional, preten de-se assegurar a implemenlacão de urna orgânica de fun c !Onamento descentralizada. 39. As estratégias de implementação da P()lítica Agrária no âmbito imtitueional ~,'io a,sim definidas: 1) R.eestruturacão e reorganização das instituiçõe1, agráriai, a tcdos o~ níveis onde se justifique: 11) Reforço dos mecanismos de planificação, coor. denação íntcMectorial e de execução da po lítica agrária a 111vel central e local; 111) Refinamento da <lei inição do mandato das ini, tituições do f wido no processo agrário t: adopção de uma orgânica e regulamentoi, de funcionamento, que permitam a) Estabelecimento de s1.rviços públicos nas regiõei, com aptidão agro~·col6gica a i,eleccionar; h) A definição com da1eza das compctência1:, doi, diferentei, órgão:,, da Agricultur,1 a todos ~ níveis onde se jusllfique; l > O enquadramento do pessoal e reforço com qua dros ptira as regiões de aptidão &l!ro-ecol6gica a seleccionar; i11) Autonomização administrativa e financeira doi, órgãos com capacidade para gerar fundos, dando-lhes autonomia para a retenção de uma percentagem significativa das receitai, gera dai,, para aplicação no investig,1ção, extem.ão e fomento agriírio; 28 DE F[VLREIRO DE 1996 v) Reforço <la capacidade institucional para moni toria, avaliação e controlo, através da orga mzação, concepção e implementação de um sistema nacional de estatística agrária; vz) Reforço da capacidade institucional para orça mentação e análise de custo e benefício na decisão orçamental. Adopção do orçamento como instrumento principal de realização das actividades agrárias; • vii) Reforço das actívidades de investigação aplicada e extensão rural, através de dotação orçamen tal apropriada. D. Desenvolvimento dos recursos humanos 40 O Desenvolvimento dos recursos humanos tem as SPguintcs prioridades: 1) Formação e enquadramento de técnicos nacio nais do sector agrário; 1i) Estabelecimento de mecanismos de incentivos e carreiras profissionais; 41 Assim, a Política Agrária preconiza as seguintes estratégias: 1) Projecçãc das necessidades nacionais de quadros agrários, de vários níveis, implementando: a) Um plano nacional de necessidades de quadros e <le fc rmação profissional; h) A reabilitação dos centros de formação, em-ol vendo associações, agências de desenvolvimento e o sector privado; e) A reorientação da formação de pós-graduação: d) O desenvolvimento de cam.iras profissionais; 11) F:,tabelecimento de mecanismos de incentivos aos técnicos nacionais do sector agrário; ui) Reforco com quadros técnicos a nível de base, garantindo-se a concepção e implementação de projectos e programas possíveis a nível local; 52-(15) iv) Estabelecimento de mecanismos para maior en volvimento da mulher nos programas de formação profissional com destaque para o desenvolvimento rural. V. Acções de seguimento 42. As acçêes fundamentais a serem levadas a cabo na implementação da Política Agrária e suas estratégias, consistirão no seguinte: i) Elaboração de programas detalhados, assim como o estabelecimento de orçamentos sub sectoriais, de âmbito nacional e local; ii) Criação de mecanismos institucionais que permí. tam a elaboração e execução de programas de âmbito local, à rcsponsabilídadic dos órgãos re~pectivos, tendo como base o envolvimento das comunidades e sociedade c:vil no suporte a esses programas; i1i) Nos processos de elaboração e execução dos programas de âmbito local, deverá ter-se cm conta como ponto de partida, os recursos localmente disponíveis; iv) Definir com maior profundidade as regiões agro-ecológicas e as correspondentes práticas agrárias recomendadas, tendo em conta os cr; térios de aptidão agro-ecológica e os hábi tos sócio-culturais das populações. A intro dução de práticas agrícolas de acordo com a aptidão agro-ecológica do local, deverá ser gradual e baseada em resultados concretos de investigação e em acção de demonstração para efeitos de adopção pelas populações; 1') Continuar a coordenar com outros Ministérios e instituições de desenvolvimento rural, para o enquadramento da Política Agrária nos seus programas de intervenção rural, dando parti cular atenção à coordenação com o INDER Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural.