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قوانين موزمبيق

Regional Conservation Strategy for the Cheetah and African Wild Dog in Southern Africa

صدر في 2015-08 · النص بتاريخ 2026-10-01

القانون العام والإرشادات الرسمية منشورة بوصفها أبحاثاً. ليست مشورة قانونية أو ضريبية أو مالية.

البحث نفسه مكتوب بالإنجليزية. العناوين والوسوم مترجمة؛ أما النتائج والاقتباسات فغير مترجمة.

عن هذا القانون

العنوان الأصلي
Estratégia Regional de Conservação para a Chita e Mabeco na África Austral.
اللغة
Portuguese; English
النوع
policy
المنظمة
Zambezi Watercourse Commission (ZAMCOM)
الدولة
موزمبيق
الموضوعات
Wild species and ecosystems
الكلمات المفتاحية
protection of species, capacity building, animal health, wild fauna, biodiversity

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  1. ESTRATÉGIA REGIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA CHITA E MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL REVISADA E ACTUALIZADA AGOSTO DE 2015 RWCP & IUCN/SSC Agosto de 2015 Copyright: RWCP & IUCN/SSC Citação: IUCN/SSC (2015). Estratégia Regional para a Conservação da Chita e Mabeco na África Austral; Emendado e Actualizado, Agosto de 2015. IUCN/SSC Gland, Switzerland e Range Wide Conservation Program for Cheetah and African Wild Dogs, www.cheetahandwilddog.org A reprodução desta publicação para fins educativos, de conservação e outros fins não comerciais é autorizada sem prévia autorização por escrito do detentor dos direitos de autor, desde que a fonte seja totalmente reconhecida. A reprodução desta publicação para venda ou outros fins comerciais é proibida sem prévia autorização por escrito do detentor dos direitos de autor. ESTRATÉGIA REVISADA DE CONSERVAÇÃO DA CHITA E MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL 1. SUMARIO EXECUTIVO 1.1. Contexto 1.2. Programa Alargado de Conservação da Chita e Mabeco 1.3. A Chita e o Mabeco na África Austral 1.4. A Etratégia Regional de Conservation da Chita e Mabeco na África Austral 2. INTRODUÇÃO E CONTEXTO 2.1. Contexto 2.2. A biologia e a necessidade de conservação da Chita 2.3. A biologia e a necessidade de conservação do Mabeco 2.4. O plano deste documento 3. A DISTRIBUIÇÃO E A SITUAÇÃO DA CHITA NA ÁFRICA AUSTRAL 3.1. Distribuição histórica 3.2. Actual distribuição 3.2.1. Categorias da actual extensão geográfica 3.2.2. Actual distribuição nas diferentes categorias de extensões 3.2.3. Actuais áreas de residência e estimativas da população da Chita na África Austral 3.2.3.1. Pequenas populações da chita protegidas 3.2.4. Distribuição através das áreas protegidas 3.2.5. Distribuição através das fronteiras internacionais 3.3. Situação da Chita em 2015 em comparação com 2007 3.3.1. Mudança da distribuição das áreas de residência desde 2007 3.4. Conclusões 4. A DISTRIBUIÇÃO E A SITUAÇÃO DO MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL 4.1. Distribuição histórica 4.2. Actual distribuição 4.2.1. Categorias da actual extensão geográfica 4.2.2. Actual distribuição nas diferentes categorias de extensões categories 4.2.3. Actuais áreas de residência e estimativas da população do Mabeco na África Austral Africa 4.2.3.1. Pequenas populações do Mabeco protegidas 4.2.4. Distribuição através das áeras protegidas 4.2.5. Distribuição através das fronteiras internacionais 4.3. Situação do Mabeco em 2015 em comparação com 2007 4.3.1. Mudanças de distribuição das áreas de residência desde 2007 4.4. Conclusões 5. AMEAÇAS PARA A CHITA E MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL 5.1. Introdução 5.2. A mais próxima ameaça 5.2.1. Perda do habitat e fragmentação (ambas espécies) 5.2.2. Conflicto com as reservas de caça (ambas espécies) 5.2.3. Conflicto com coutadas (ambas espécies) 5.2.4. Perda de presas (ambas espécies) 5.2.5. Armadilhas acidentais (ambas espécies) 5.2.6. Acidentes rodoviários (ambas espécies) 5.2.7. Pequenas populações (ambas espécies) 5.2.8. Doenças infecciosas (principalmente mabeco) 5.2.9. Caça para comercialização e outros fins (principalmente chita) 5.2.10. Turismo Irresponsável e perturbação de esconderijos (principalmente mabeco) 5.2.11. Aumento no uso de veneno (ambas espécies) 5.2.12. Pobre coexistência com as comunidades 5.2.13. Políticas de utilização de terra detrimentais 5.2.14. Insuficiente compromisso polºitico 5.2.15. Outros 5.3. Restrições para o alívio de ameaças 5.4. Conclusões 6. A ESTRATÉGIA REGIONAL DE CONSERVAÇÃO DA CHITA E MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL (ACTUALIZADA AGOSTO DE 2015) 6.1. Contexto 6.2. O processo do plano estratégico 6.3. O processo de revisão (2015) 6.4. A estratégia regional actualizada 6.4.1. A Visão e os Objectivos 6.4.2. A Analise do problema 6.4.2.1. Coexistência 6.4.2.2. Uso da terra 6.4.2.3. Compromisso político 6.4.2.4. Política e legislação 6.4.2.5. Outros 6.4.3. Os objectivos revistos 6.4.4. Os resultados e actividades revistos 6.4.5. A estratégia revista 6.5. Conclusões e plano and nacional REFERÊNCIASS APÊNDICE 1. PARTICIPANTES DA REUNIÃO DE REVISÃO DE 2015 APÊNDICE 2. AGENDA APÊNDICE 3. METODOLOGIA DE MAPEAMENTO E DEFINIÇÃO DAS CATEGORIAS DAS ÁREAS APÊNDICE 4. O PROGRAMA ESTRATÉGICO REGIONAL DE CONSERVAÇÃO DA CHITA E MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL REVISTO E ACTUALIZADO EM 2015 Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 1 CAPÍTULO 1 Sumário Executivo 1.1 Contexto A chita (Acinonyx jubatus) e o mabeco (Lycaon pictus, a seguir ‘mabeco’) apresentam grandes desafios para os conservacionistas no século 21. Todos os grandes carnívoros precisam de grandes áreas para sobreviver; mas o mabeco e a chita estão amplamente dispersos, e, portanto, precisam de áreas maiores, em comparação com qualquer outras espécies de carnívoros terrestres em qualquer parte do mundo. Com as populações humanas a invadir as últimas zonas selvagens da África, estas duas espécies ameaçadas são muitas vezes as primeiras a desaparecer. As áreas protegidas são de extrema importância para a conservação de ambos chita e mabeco, mas a maioria desses animais reside fora das áreas protegidas que são o foco do maior esforço de conservação. Mais de três quartos da área de residência da chita, e 70% da área de residência do mabeco, localiza-se em terras comunitárias e privadas, fora das áreas formalmente protegidas. Dado este cenário é pouco provável que as populações dentro das áreas protegidas seria viável se isolado das terras desprotegidas (Durant et al, 2016). Por tanto, actividade de conservação fora das áreas protegidas é absolutamente importante para a sobrevivência a longo prazo destas duas espécies. Além disso, várias e importantes populações de mabeco e chita atravessam fronteiras internacionais. A gestão transfronteiriça é, portanto, provável que seja necessária para a conservação de ambas espécies a longo prazo. 1.2 Programa Alargado de Conservação para a Chita e Mabeco Em reconhecimento das suas necessidades duma área vasta, o Programa de Conservação Alargado da Chita e Mabeco (RWCP) foi concebido, anteriormente chamado de Processo de Planeamento Abrangente. Esta é uma iniciativa conjunta da Sociedade Zoológica de Londres e da Sociedade de Conservação de Animais Selvagens, aprovado pelo Cat IUCN e Grupos de Especialistas Canídeo. Este programa tem sido responsável pela condução de uma abordagem coordenada para a conservação da chita e mabeco, atrvés do enga jamento com as autoridades governamentais responsáveis pela vida selvagem, programas de campo, organizações não governamentais e outras partes interessadas em todas as áreas dos Países. O escritório para a África Austral foi criado em 2007, com um coordenador regional baseado no Zimbabué. 1.3 Chita e Mabeco na África Austral Ambos a chita e mabeco tiveram a experiência de grandes contrações na sua distribuição geográfica na África Austral, com populações residentes conhecidas de serem apenas 22.6% (chita) e 17% (mabeco) de sua distribuição histórica dentro da região. No entanto, cerca de um quarto da região (25% para a chita e 23% para o mabeco), existem poucos dados confiáveis disponíveis sobre o estado e distribuição das duas espécies. Apesar disso, a África Austral ainda suporta populações globalmente importantes tanto de mabeco e chita e continua a ser a fortaleza para ambas as espécies na África. No entanto, as populações estão em declínio, devido a uma série de ameaças, que incluem a perda e fragmentação do habitat, conflito com as fazendas e reservas de caça , a perda de populações presa, armadilhas não intencionais, atropelamentos, pequena população, doenças infecciosas (principalmente mabeco) e da caça para o comércio e pele (principalmente chita). A Estratégia de Conservação Regional aqui desenvolvida providencia uma estrutura para aliviar essas ameaças e para garantir a sobrevivência das duas espécies na região. Dada das necessidades ecológicas semelhantes da chita e mabeco, faz sentido planear a sua conservação conjunta. 1.4 A Estratégia Regional de Conservação para a Chita e Mabeco na África Austral A Estratégia de Conservação Regional apresentada neste documento é uma versão revista e actualizada da primeira estratégia, desen volvida em 2007 (IUCN / SSC, 2007). O processo de planeamento estratégico foi conduzido como uma colaboração entre as autoridades nacionais da vida selvagem de toda a África Austral, o Programa de Conservação Alargado da Chita e Mabeco (RWCP) e os Grupos Spe cialist do Gato e Canídeo da IUCN/SSC. A primeira Estratégia de Conservação Regional (IUCN/SSC, 2007) foi desenvolvida depois de um workshop em Botswana em Dezembro de 2007, com a presença de 38 participantes, incluindo representantes de todos os oito Estados da África Austral. O workshop seguiu a estrutura de planeamento estratégico do IUCN actualmente reconhecido e produziu uma estratégia regional, programado para estimular o desenvolvimento de planos de acção nacionais em cada Estado. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 2 Na reunião de Agosto de 2015, nos arredores de Joanesburgo, foi revista e actualizada a Estratégia Regional de Conservação para a África Austral (ver o Capítulo 6). O plano estratégico para a conservação das espécies na África Austral reconhece a necessidade de (i) desenvolver a capacidade em to dos os aspectos de conservação da chita e mabeco na região; (ii) melhorar o conhecimento sobre a conservação das duas espécies; (iii) garantir que as informações relevantes para ambas as espécies sejam divulgadas as partes interessadas; (iv) minimizar o conflito e pro mover a coexistência entre a chita, mabeco e populações; (v) minimizar os efeitos adversos de desenvolvimento da terra e implementar as melhores prácticas de uso da terra para a chita e mabeco; (vi) obter compromisso político para a conservação da chita e mabeco; (vii) analisar e harmonizar a legislação e políticas existentes que afectam a conservação da chita e mabeco; e (viii) facilitar o desenvolvimento e implementação de planos nacionais de conservação para ambas as espécies. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 3 CAPÍTULO 2 Introdução e Contexto 2.1 Contexto A chita (Acinonyx jubatus) e o mabeco(pictus de Lycaon) apresentam grandes desafios para os conservacionistas no século 21. Ambas as espécies foram outrora amplamente distribuídas na África, mas ambas sofreram reduções drásticas no número e distribuição geográfica nas últimas décadas (Ray, Hunter & Zigouris, 2005). Todos os grandes carnívoros precisam de grandes áreas para sobreviver; no en tanto, mabeco e chita movimentam-se mais amplamente do que quaisquer outras espécies de carnívoros terrestres em qualquer lugar do mundo, e, consequentemente, necessitam de áreas maiores. Como as populações humanas estão invadir as últimas zonas selvagens da África, mabeco e chita - ambos particularmente susceptíveis à destruição e fragmentação de habitats - são muitas vezes as primeiras espécies a desaparecer. Apesar do seu estado de ameaçado (mabeco está listado como espécie em risco de extermínio (Woodroffe & Sillero-Zubiri, 2012) e a chita como vulnerável (Durant et al., 2015) na lista vermelha da IUCN), importância ecológica como os principais carnívoros (Woodroffe & Ginsberg, 2005), e valor à indústria de turismo da África (Lindsey et al., 2007), muito pouca ação de conservação foi implementada para estas duas espécies, quando esta estratégia foi pela primeira vez desenvolvida em 2007. A maioria das áreas protegidas de África são demasiado pequenas para conservar populações viáveis, e os esforços de conservação activos em terras desprotegidas até então haviam sido restritas a poucos projetos. Três factores que impediram actividades de conservação para a chita e mabeco: • As enormes necessidades da área para as espécies “significa que o planeamento da conservação é necessário numa escala geográ fica difícil, raramente vista no passado na conservação terrestre. • Informação tem, até recentemente, sido carente sobre a distribuição e estado das espécies, e das ferramentas mais propensas para alcançar a conservação eficaz. • Capacidade para conservar estas espécies é carente na maioria dos países Africanos; experiência na gestão de espécies de alto perfil, como elefantes e rinocerontes podem não ser transferíveis para o mabeco ou chita, porque as ameaças e desafios de conservação são diferentes. Reconhecendo estas preocupações, em 2006, os Grupos de Especialistas do Gato e Canídeo da IUCN/SSC, em parceria com a Wildlife Conservation Society (WCS) e da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL), iniciou um Processo Planeamento Conservação Alargado para mabeco e chita ( o actual Programa de Conservação da Alargado da Chita e Mabeco (RWCP). As duas espécies foram abordadas em con junto, porque, apesar de serem taxonomicamente muito diferentes, eles são ecologicamente muito semelhantes e enfrentam ameaças semelhantes. O Processo de Planificação Alargado de Conservação teve seis objectivos declarados: 1. Para promover o apreço da necessidade de conservar o mabeco e chita, particularmente entre os profissionais da conservação nos respectivos países. 2. Para recolher informações sobre o mabeco e distribuição da chita e da sua abundância numa base contínua, a fim de direcionar os esforços de conservação e avaliar o sucesso ou fracasso desses esforços nos próximos anos. 3. Para identificar locais-chave para a conservação do mabeco e chita, incluindo corredores que ligam importantes as áreas de con servação. 4. Para preparar planos de acção de conservação globais, regionais e nacionais específicos tanto para a chita e mabeco. 5. Para incentivar os responsáveis políticos para incorporarem requisitos de conservação do mabeco e chita no planeamento do uso da terra em ambas escalas nacional e regional. 6. Para desenvolver a capacidade local para conservar a chita e mabeco através da partilha de conhecimentos de ferramentas eficazes para o planeamento e implementação de acções de conservação. Uma componente-chave deste processo é uma série de workshops, reunindo especialistas em gestores de biologia e conservação das espécies de organizações governamentais e não-governamentais. O envolvimento mais próximo de representantes do governo foi con siderado absolutamente importante uma vez que representam as organizações com a autoridade para implementar as recomendações aos níveis de gestão e de políticas. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 4 O RWCP cobre toda a África, com o Continente dividido em três regiões, cada uma com o seu próprio coordenador. Isso permite o planeamento específico e relevante de conservação ao nível regional. O escritório da África Austral do RWCP foi criado em 2007, e o primeiro workshop regional foi realizado em Botswana, em Dezembro de 2007. Os detalhes desta reunião pode ser encontrados na Estratégia de Conservação Regional de 2007 (IUCN/SSC, 2007). Quando a política de conservação da vida selvagem é formulada, autorizada e executada a nível nacional, é fundamental que o planea mento da conservação ser promulgado a este nível. O desenvolvimento de planos nacionais, através de workshops nacionais, é, por tanto, uma parte vital dos esforços da RWCP. Para este fim, o workshop da África Austral de 2007, foi imediatamente seguido por um Workshop Nacional de Planeamento da Acção para o Botswana, do qual delegados de outros países da região foram convidados como observadores. Este foi para apoiar os países a entender o processo e apoiá-los a organizar seminários nacionais nos seus próprios países. Posteriormente, entre 2008 e 2013, todos os outros Estados da África Austral, excepto Angola, desenvolveram, e tiveram progressos razoáveis na implementação de Planos de Acção Nacional. O segundo workshop regional da África austral, realizado na África do Sul em Agosto de 2015 teve dois objetivos principais. Primeiro, para recolher e partilhar os progressos realizados em relação aos objectivos da estratégia regional de 2007, desenvolvido oito anos antes e, segundo, para rever e actualizar a estratégia e o quadro de objetivos, resultados e actividades. Esta estratégia revista é apresentada no Capítulo 6 e o programa no Apêndice 4. 2.2 A Biologia e as Necessidades de Conservação da Chita A chita é um membro único e especializado da família de felinos. Enquanto correndo para a presa, pode atingir velocidades de 64 milhas por hora (103 km por hora, Sharp, 1997), tornando-se a criatura mais rápida na terra. No entanto, apesar de sua estratégia de caça espe cializada, chita são generalistas de habitat, variando através de uma grande variedade de habitats, a partir do deserto através de savanas para o mato grosso (Myers, 1975). A chita tem um sistema social diferente de qualquer outra espécie de felinos. As chitas fêmeas são tolerantes com outras fêmeas, e não mantêm territórios, tendo vastas áreas de residência e de transição (Caro, 1994). As fêmeas são altamente promíscuas, com altos níveis de múltipla paternidade no seio das crias e nenhuma evidência de fidelidade com um companheiro (Gottelli et al., 2007). Chitas machos são, geralmente sociais, formando coligações permanentes de dois ou três (geralmente irmãos), que permanecem junto toda a vida (Caro & Durant, 1991). Os machos em grupos são mais prováveis do que um macho só para tomar e manter territórios, que defendem contra intrusos do sexo masculino (Caro & Collins, 1987). No ecossistema de Serengeti no norte da Tanzânia, territórios masculina em média de 50km2, enquanto que as fêmeas e machos sem territórios movimentam-se acima de 800km2 por ano (Caro, 1994). Este sistema, onde os machos são sociais e mantêm pequenos territórios, e as fêmeas são solitárias movimentando-se em vários territórios masculinos por ano, não é conhecido em nenhuma outra espécie de mamíferos (Gottelli et al., 2007). As chitas fêmeas são capazes de dar à luz a sua primeira cria aos dois anos de idade, após uma gestação de três meses (Caro, 1994). As crias são mantidas num covil durante os primeiros dois meses de sua vida, enquanto sua mãe deixa-os pra caçar de manhã e retorna ao anoitecer (Laurenson, 1993). A mortalidade das crias pode ser alta: a mortalidade de crias no Serengeti desde o nascimento até a independência foi registado em 95% (Laurenson, 1994). Há crias que morreram principalmente porque foram atacados por leões ou hie nas; as mães não conseguem defender as crias contra estes predadores muito maiores (Laurenson, 1994). No entanto, um estudo mais recente de Mills & Mills (2014), no Parque Transfronteiriço de Kgalagadi, mostrou a sobrevivência de crias da chita era sete vezes maior do que nas planícies de Serengeti, e a mortalidade destas raramente foi atribuída a leões (Mills & Mills 2014). As crias também podem morrer da exposição ou incêndio, ou de abandono, se a mãe fôr incapaz de encontrar comida. Se eles sobrevivem, as crias ficam com a mãe até aos 18 meses de idade, e depois vagueam com os seus companheiros de ninhada por mais seis meses (Caro, 1994). A mais longa longevidade gravada na natureza é de 14 anos para as fêmeas e 11 anos para os machos, porém as fêmeas nunca foram registadas como reprodutoras além dos 12 anos (Durant; dados não publicados). Parâmetros demográficos estão disponíveis para apenas um pequeno número de populações; média e variação de nascimento e sobrevivência foram publicados a partir do estudo a longo prazo no Parque Nacional de Serengeti, na Tanzânia (Durant, Kelly & Caro, 2004), enquanto que as taxas de natalidade e medias de sobrevivência estão disponíveis a partir de reservas de caça na Namíbia (Marcador et al., 2003b). Chita é predominantemente diurna, embora a caça noturna não seja incomum(Caro, 1994). Caçam aproximando-se silenciosamente seguido de uma perseguição rápida. Devido à sua incomparável velocidade e aceleração, a chita pode caçar com sucesso, mesmo se eles começam uma perseguição a uma distância muito maior do que os grandes volumosos e mais pesados felinos, tais como leões (Panthera leo) e leopardos (Panthera pardus). Elas capturam uma grande variedade de presas, dependendo do habitat e localização geográfica, mas preferem presas de 15-30kg: o tamanho da gazela de Thomson (Gazella thomsonii) ou impala (Aepyceros melampus). Tal como acontece com o mabeco, e ao contrário da maioria de outras espécies de grandes carnívoros, a chita tende a evitar áreas de alta densidade de presas, provavelmente porque outras espécies de grandes carnívoros são encontrados nestas áreas (Durant, 1998; Durant, 2000). Como discutido anteriormente, os leões têm sido documentados de serem responsável pela alta mortalidade de crias da chita observadas no Serengeti (Laurenson, 1994), e também mata os adultos, enquanto que as hienas pode matar as crias e roubam animais mortos pela chita. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 5 Chitas vivem em baixas densidades com densidades gravadas variando entre 0.1 to 3 adultos chita/100km2 (Burney, 1980; Gros, 1996; Marker, 2002; Mills & Biggs, 1993; Morsbach, 1986; Purchase, 1998). Embora as estimativas marcadamente mais elevados foram documentados em algumas áreas, é provável que essas estimativas não reflitam a verdadeira densidade, como indivíduos contados po dem vaguear fora da área de pesquisa (com destaque para um problema geral com levantamento da chita, consulte Bashir et al., 2004). Faixas de residência da chita foram registados como variando de 50km2 para machos territoriais no Serengeti (Caro, 1994) para mais de 1,000km2 na Namíbia (Marcador et al., 2008). Tal como acontece com o mabeco, faixas de residência da chita são muito maiores do que seria previsto a partir de suas necessidades de energia (Figura 2.1). Porque eles podem variar através de tais grandes áreas, a chita, também pode dispersar amplamente, tendo sido registado como moven do-se para mais de cem quilômetros (Durant; dados não publicados), o que torna difícil determinar se avistamentos de chita ocasionais numa área representam indivíduos transitórios ou uma população residente. No entanto, esta capacidade de dispersar permite que a chita possa recolonizar novas áreas com bastante facilidade se e quando eles se tornam disponíveis. A chita estava espalhada por toda a África e Ásia assim como extremo oriental na Índia. No entanto, hoje, a maior parte de chitas existentes estão concentrados no sub-Sahara de África, com apenas algumas populações do norte e oeste da África e uma pequena população asiática no Irão (c. 70-100 indivíduos). A primeira pesquisa da situação de chita foi nos princípios de 1970 (Myers, 1975), mais tarde, na década de 1980, pesquisas em países selecionados foram realizadas (Gros, 1996, 1998, 2002; Gros & Rejmanek, 1999), e em 1998 um resumo da situação global foi elaborado (Marker, 1998). No entanto, dado que a chita é tímida, enigmático e raramente visto transversalmente na maioria da sua faixa, informações precisas sobre o estado e as densidades são extremamente difíceis de recolher, para esta espécie. Além disso, os padrões que variáveis da espécie incliná-o a se agrupar nas áreas que se tornam temporariamente um habitat favorável (devido à ausência de competidores e disponibilidade de presas), tornando os números avaliados adicionalmente problemático (Durant et al., 2007; 2016). Este documento fornece a mais actualizada e precisa informação do estado e distribuição da chita na África Austral. A espécie está listada como vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN, embora um artigo recente (Durant et al., 2016) apela para a inclusão da chita como ameaçada em virtude de evidências de recente rápido declínio. Na década de 1970, o tamanho da população global foi ‘calculado’ em cerca 14.000 (Myers, 1975), mas actualmente pensam que são apenas 7.100 indivíduos (Durant et al., 2016). Infelizmente, como demonstram esses números recentes, tem havido um declínio significativo do número de espécies. O consenso no seio do universo de especialistas da chita sugere que este é um declínio genuíno, em vez duma recente subestimativa. Certamente, a distribuição das espécies contraiu acentuadamente a partir de sua distribuição histórica, com declínios em grande parte atribuído à perda e fragmentação do habitat (Myers, 1975; Marker et al, 2003a; Marker et al, 2003b; van der Meer 2016). O desaparecimento das espécies de quase toda a faixa Asiática também foi em parte devido ao hábito da aristocracia Asiática da captura e utilização da chita para a caça (Divyabhanus inh, 1995). Actualmente, no sub-Sahara da África, o controle letal devido a um conflito real ou percebido com as fazendas ou reservas de caça também desempenham um papel importante no declínio da espécie (Myers, 1975; Marker et al, 2003a; Marker et al, 2003b). 2.3 A Biologia e Necessidades de Conservação do Mabeco Mabecos são membros altamente sociais da família canídeo. Grupos cooperaram na caça de suas presas (Creel e Creel, 1995), que consiste principalmente em ungulados de tamanho médio (particularmente impala, Aepyceros melampus), mas pode variar em tamanho de lebres (Lepus spp) e antílope (Madoqua spp, Woodroffe et al., 2007b) para Kudu antílope (Tragelaphus strepsiceros) e até, ocasional mente, Eland antílope (Tragelaphus oryx) (Van Dyk & Slotow, 2003). Os bandos também cooperam para procriar, geralmente com apenas uma fêmea e um macho sendo parentes dos cachorros, mas com todos os membros do bando contribuindo para cuidar dos cachorros (Malcolm & Marten, 1982). As fêmeas raramente foram observadas a cuidar dos filhotes até a idade adulta sem a ajuda de outros mem bros do bando, bandos, ao invés de indivíduos, são frequentemente utilizados como unidades para avaliar o tamanho da população do mabeco. Ao contrário da maioria das espécies carnívoras (excepto a chita), mabecos tendem a evitar áreas de alta densidade de presas, provav elmente porque os maiores carnívoros preferem essas áreas (Creel & Creel, 1996; Mills & Gorman, 1997). Leões (Panthera leo) e hienas (Crocuta crocuta) são importantes causas de morte de mabecos adultos e jovens (Woodroffe et al., 2007a). Esta tendência de evitar grandes predadores também pode ajudar a explicar as baixas densidades populacionais e faixas largas exibidos pelo mabeco. A densidade populacional média em torno de 2,0 adultos e animais de um ano por 100km2 (Fuller et al., 1992a). Ambos o mabeco e chita ocupam faixas de residência que varia em média de 450-650km2 por bando na África Austral (Woodroffe & Ginsberg, 1998), com alguns bandos que variam em áreas superiores a 2,000km2 (Fuller et al., 1992a). Ambos o mabeco e chita ocupam maiores faixas de residência do que seria previsível com base nas suas necessidades de energia (Figura 2.1). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 6 A maioria de novos bandos de mabeco são formados quando os animais ainda são jovens (geralmente, mas nem sempre no seu segundo ano, McNutt, 1996) afastam-se de seus bandos de nascimento em grupos de dispersão do mesmo sexo, a procura novos territórios e membros do sexo oposto. Tais grupos de dispersão pode viajar centenas de quilômetros (Fuller et al., 1992b), e foram registados em áreas muito remotas das populações residentes (Fanshawe et al., 1997). Este comportamento de dispersão pode complicar a interpre tação dos dados de distribuição, como a localização de pequenos grupos de mabeco não indicam necessariamente a presença de uma população residente. No entanto, o comportamento permite que o mabeco possa recolonizar o espaço desocupado quando surgem as oportunidades. As populações de mabeco em diferentes regiões da África são morfologicamente e geneticamente diferentes, mas não há subespécies reconhecidas formalmente (Girman & Wayne, 1997; Girman et al., 1993). O mabeco ]e generalista de habitat, e foi registado em habitats tão diversos como a savana reflorestada (Creel & Creel, 2002), savanas (Kuhme, 1965), floresta montanhosa (Dutson & Sillero-Zubiri, 2005) e pântanos montanhosos (Thesiger, 1970). A primeira pesquisa da situação do mabeco foi realizada em 1985-1988 (Frame & Fanshawe, 1990), e esta foi atualizado em 1997 (Fanshawe et al., 1997) e 2004 (Woodroffe, McNutt & Mills, 2004). Essas pesquisas revelaram perda substancial e fragmentação das populações de mabeco, com as espécies extirpadas na maior parte da África ocidental e central, e muito empobrecida na África Oriental e Austral. No entanto, dados de distribuição, que foram recolhidos principalmente por correspondência postal exaustiva, foram um pouco inclinadas para as áreas protegidas, com pouca informação disponível a partir de terras desprotegidas. Até 1997, o mabeco tinha desa parecido da maioria das áreas protegidas de África, persistindo apenas nas maiores reservas (Woodroffe & Ginsberg, 1998). Em 2004, a espécie foi estimada em menos de 6.000 adultos e jovens (Woodroffe McNutt & Mills, 2004). A espécie está listada como “em risco de extermíni” pela IUCN (Woodroffe & Sillero-Zubiri, 2012). Este documento fornece a mais actualizada e precisa informação do estado e distribuição do mabeco na África Austral. O declínio do mabeco tem sido relacionado com a sua capacidade limitada para habitar nas áreas dominadas pelo homem. Onde a densidade humana é alta e o habitat consequentemente fragmentado, o mabeco depara e sofre mortalidade devido a) os agricultores e fazendeiros hostis, b) armadilhas de arame para a captura de ungulados selvagens, c) tráfego em alta velocidade, e d) os cães domés ticos portadores de doenças potencialmente fatais (Woodroffe & Ginsberg, 1997). Enquanto que essas ameaças são comuns entre os grandes carnívoros, o mabeco a sua” baixa densidade populacional e comportamento ampliado significa que ambos estão mais expostos e suscetíveis a, esses impactos humanos do que a maioria das outras espécies (chita sendo uma possível excepção). Apesar do impacto humano sobre as suas populações, no entanto, mabeco pode coexistir com sucesso com as populações sob corretas circunstâncias (Woodroffe et al., 2007b). Mabeco raramente mata o gado, onde permanecem animais selvagens, mesmo em densidades relativamente baixas (Rasmussen, 1999; Woodroffe et al., 2005b), e a pecuária é um impedimento tradicional altamente eficaz (Woodrof fe et al., 2006). Ferramentas foram desenvolvidas para reduzir os impactos de conflitos com as reservas de caça e fazendeiros, armadilha acidental, e acidentes de viação, mas ferramentas seguras e eficazes para gerir os riscos de doenças ainda estão sendo desenvolvidas (Woodroffe et al., 2005a). 2.4 O plano deste documento Capítulos 3 e 4 deste relatório apresenta detalhes atuais sobre o estado e distribuição da chita e mabeco, respectivamente, na África Aus tral em 2015. O Capítulo 5 descreve as ameaças a ambas espécies. Capítulo 6 descreve a estratégia de conservação desenvolvida para a região pelos participantes do workshop (listados no Apêndice 1). A agenda para o workshop é apresentada no Apêndice 2, os métodos utilizados para a recolha de dados estão descritos no Apêndice 3, e uma tabela do quadro lógico do plano estratégico é apresentado no Apêndice 4. Figura 2.1 A relação entre os requisitos de energia e tamanho da área em várias espécies de carnívoros, mostrando as grandes áreas ocupadas por chita e mabeco em comparação com as suas necessidades de energia. O mabeco é registado como tendo maiores necessidades do que a chita, porque a unidade social é um bando, e não de um indivíduo. Os dados são de Gittleman & Harvey (1982). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 7 CAPÍTULO 3 A Distribuição e a Situação da Chita na África Austral 3.1 Distribuição histórica Chita são generalistas de habitat, capazes de persistir numa ampla variedade de condições ambientais, desde que as presas estejam disponíveis, que vão desde o deserto do Saara aos arbustos razoavelmente densos. Antes de ser modificada a actividade humana propor ções substanciais de habitats naturais da África Austral, presumia-se que a chita ocupava praticamente toda a região, delimitada a leste pelo Oceano Índico e a Oeste pelo Oceano Atlântico Sul (Figura 3.1). No passado, achita estava amplamente distribuída em toda a África Austral, ausente apenas a partir da vasta extensão de Etosha Pan, na Namíbia e as zonas abrangidas pelo Lago Malawi e Lago Tanganyika. Anteriormente pensava-se que a chita estava historicamente ausente das regiões desérticas na costa ocidental do que hoje é a Namíbia (IUCN / SSC 2007). No entanto, no workshop de 2015, esse trecho da costa da Namíbia foi designado como uma faixa transitória de ch ita (ou seja, dentro do alcance histórico e ainda usado ocasionalmente por indivíduos migratórios). Esta mudança de designação resultou de evidências de projectos da chita namibianos mostrando chita movendo-se através dessas áreas, tanto historicamente e atualmente, e foi acordado por todos os participantes da Namíbia. Figura 3.1, Faixa histórica da chita, antes do impacto da actividade humana, após revisão no seg undo Workshop Regional da Africa Austral de Chita e Mabeco (2015) As maiores densidades de chita foram registadas na savana arborizada (Durant et al, 2011; Marnewick et al., 2014). No entanto, essa espécie vive em baixa densidade onde quer que ocorra, em parte porque ele entra em competição com outros grandes carnívoros, tais como leões e hienas manchadas (Durant, 1998). Devido a esse facto, nas áreas florestais bem protegidas que abrigam um grande número de outros grandes carnívoros, densidades da chita raramente excedem 2/100km2. Isto é porque os melhores habitats atraem as maiores Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 8 densidades de carnívoros competidores. Fora das áreas protegidas no entanto, densidades de chita são muitas vezes ainda mais baixos, principalmente devido à falta de presa, perseguição e habitat de má qualidade. É pouco provável, portanto, que chitas foram sempre abundantes, não obstante a sua ampla distribuição geográfica. Actualmente, enquanto densidades máximas raramente ultrapassam 2 chitas/100km2, densidades em alguns lugares são significativamente mais baixas; por exemplo 0,21-0,55 chita/1.000 km2 para a chita sariana na Argélia (Belbachir et al 2015). 3.2 Distribuição actual 3.2.1 Categorias de distribuição geográfica actual Devido ao facto da distribuição de chita ser pouco conhecida em toda a região, o processo de mapeamento original reconheceu sete categorias de distribuição geográfica actual, as definições para o qual foram actualizadas no workshop de 2015. Estas categorias são idênticas as utilizadas para o mabeco (ver capítulo 4). Mais detalhes sobre as definições de faixas são fornecidas no Apêndice 3. 1. Faixa Residente: área onde a chita é conhecida por ainda ser residente (Uma categoria Residente vedada é usada para áreas <1.000km2 que estão bem vedadas, veja abaixo) 2. Faixa possível residente: área onde a chita ainda pode ser residente, mas onde a residência não tenha sido confirmada nos últimos 10 anos. 3. Faixa Transitória: habitat utilizado de forma intermitente pela chita, mas onde a chita é conhecida por não ser residente e que não se conecta a outras faixas de residentes. 4. Faixa de Conexão: área onde a chita não são considerados de ser residente, mas que os animais dispersantes podem usar para se mover entre áreas ocupadas, ou para recolonizar a faixa extirpada. Tais conexões podem assumir a forma de “corredores” de habitat contínuo ou “ponto de partida” de fragmentos de habitat. 5. Faixa Recuperável: área onde o habitat e presas permanecem nas áreas suficientemente grandes que, ou a recuperação natural ou assistida de chita pode ser possível dentro dos próximos 10 anos, se uma acção de conservação razoável ser realizada. 6. Faixa extirpada: área onde a espécie foi extirpada, e onde o habitat é excessivamente modificado ou fragmentado a ponto de ser inabitável pela chita residente num futuro previsível. 7. Faixa desconhecida: área onde o estado das espécies é actualmente desconhecido e não pode ser inferido usando o conhecimento da situação local de habitat e presas. As populações são consideradas “selvagens” quando não são geridas intensivamente, de acordo com as diretrizes da IUCN/SSC (Subco missão de Padrões e Petições da IUCN 2016, ver também Redford et al 2011). No caso de espécies abrangentes e de baixa densidade como a chita, e após consulta com o Grupo Especialista em Gatos da IUCN/SSC, consideramos que a gestão intensiva é necessária em reservas inferiores a 1.000 km2 quando estão cercados de vedação impermeável. Consideramos as populações da chita em reservas que não são cercadas, ou onde as cercas são permeáveis a chita, como selvagem. Populações em pequenas reservas cercadas podem fazer uma contribuição valiosa para populações “selvagens”, fornecendo indivíduos para repovoamento quando elas são bem geridos para manter níveis elevados de diversidade genética, como a meta-população da chita Sul Africana. Actualmente essas áreas são referidas como populações cercadas, mas é necessário enfatizar que isso não implica populações cativas. 3.2.2 Distribuição actual entre as diferentes categorias das faixas Figura 3.2 mostra a faixa geográfica da chita mapeado por participantes do workshop em 2015, de acordo com as sete categorias listadas acima; A Tabela 3.1 apresenta os mesmos dados num formato quantitativo. A distribuição geográfica atual da chita é muito reduzida em comparação com a sua distribuição histórica. Chita é conhecido por ser resi dente em apenas cerca de 22,6% e, possivelmente, residente na outra 6,6% da sua faixa histórica. Portanto, mesmo se toda e a possível conhecida faixa detém populações residentes, há ainda uma aparente perda de mais de dois terços de sua faixa histórica. A maior população conhecida de chita residente na África Austral estende-se em cinco países (Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul e Moçambique). A população de chitas no noroeste do Zimbabwe (no Grande Ecossistema de Hwange) poderá, no futuro, ser ligada a esta grande população transfronteiriça, mas actualmente evidência para essa conectividade é carente. No entanto, a chita tem sido avis tada nas concessões limítrofes da fronteira do Botswana (Matetsi e Imbabala), asiim com ocasionalmente a chita tem sido avistada nas proximidades de Kasane (Esther van der Meer comunicação pessoal). No entanto não existe qualquer evidência directa de conectividade recente. Na África Austral, a opinião consensual concluiu que a chita foi extirpada através de um mínimo de 40,7% de sua faixa histórica na África Austral (ver Tabela 3.1), um aumento de 26% em 2007. Em vez de um aumento na perda da faixa, este aumento de percentagem de faixa extirpada representa um reconhecimento de que grande parte da área formalmente designada como ‘desconhecida’ é na verdade extirpada (ver Secção 3.3). A maior parte dessa área extirpada ocorre no país com agricultura intensiva a África do Sul, o país densamente povoado do Malawi, e recentemente no Zimbabwe, devido ao programa de reforma agrária que resultou numa perda de muitas reservas de caça e de conservação (Figura 3.2). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 9 No entanto, registou-se também a ausência de chita de áreas na Zâmbia (área do complexo protegido de Luangwa) e em Moçambique (Parques Nacionais de Zinave e Gorongosa) onde tinham sido registados como presentes até há relativamente pouco tempo, e são actualmente designadas como faixa “recuperável”. Consequentemente, a extensão da faixa extirpada é quase certamente uma subesti mativa, já que uma alta proporção da faixa ‘desconhecida’, e uma proporção da faixa ‘possível residente’, é provável que já não apoia nenhuma chita (embora que uma avaliação do estado da faixa recuperável também deve ser realizada). Um pequeno, mas importante, 1% (56,855km2) de faixa histórica é considerada potencialmente significativa para a conservação da chita porque conecta áreas de residência ou possíveis faixas. Com a disponibilização de dados de áreas desconhecidas, a extensão de faixa em conexão poderá aumentar. Note-se que faixa em conexão, por definição (Secção 3.2.1), acredita-se que não contêm populações residentes e, portanto, é susceptível de ser altamente ameaçada. Foi reconhecido durante o workshop que havia uma grande área da África Austral (25%), onde o estado de chita é desconhecido (apesar desta diminuição de 40% desde 2007). Embora seja improvável que toda essa área desconhecida iria conter populações residentes de chita, foi acordado que a extensão da faixa residente tende a aumentar, depois de disponizadas informações a partir destas áreas atual mente desconhecidas, especialmente para as áreas em Angola (embora os dados apresentados no Workshop Nacional de Planeamento de Conservação da Chita e do Mabeco em Angola em Outubro de 2016 tenham contribuído significativamente para o conhecimento da distribuição da chita e mabeco em algumas áreas do país, e essa informação actualizada está incluída nesta estratégia actualizada). Figura 3.2 Distribuição da Chita na África Austral, tal como mapeado pelos participantes no workshop de 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 10 Ta be la 3 .1 D is tr ib ui çã o de c hi ta n as á re as d os E st ad os d en tr o da Á fr ic a A us tr al , e m 2 01 5 (e a ct ua liz ad o pa ra A ng ol a, D ez em br o de 2 01 6) . . ( N ot a qu e to ta is p er ce nt ua is fo ra m c al cu la do s co m o a ár ea to ta l es tim ad a em c ad a ca te go ria d a fa ix a de c hi ta e m 2 01 5, d iv id id a pe la á re a to ta l d a te rr a de nt ro d a fa ix a hi st ór ic a de c hi ta ) . P ar a m ud an ça s na fa ix a de sd e 20 07 , p or fa vo r c on su lte a s ec çã o 3. 3. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 11 3.2.3 As áreas atuais estimadas das Faixas de Residência da População de Chita na África Austral Chita atualmente residente em partes de todos os países da África Austral, excepto Lesoto, Suazilândia e Malawi (Figura 3.3). números estimados de chita residente em cada área são apresentados na Tabela 3.2. Sem comparação, a extensão mais ampla da faixa de chita residente localiza-se em Botswana e Namíbia, embora as densidades populacionais sejam baixas para a maior parte desta faixa. Figura 3.3 Faixa de Residência de Chita na África Austral 2015 (excluindo reservas protegidas da África do Sul, e com Angola actualizada Dezembro de 2016) Tabela 3.2. Áreas na África Austral consideradas pelos participantes de apoiar as populações de chita residentes nas áreas não cercadas em 2015 (e actualizado por Angola, Dezembro de 2016). As estimativas populacionais são derivados de uma gama de diferentes metodologias e algumas têm uma grande margem de erro. Localizações são mostradas na Figura 3.3 acima. Área protegida inclui apenas terra dentro IUCN Categoria I-IV Áreas Protegidas. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 16 As estimativas populacionais fornecidas na Tabela 3.2 devem ser interpretadas com cautela porque foram obtidas usando uma variedade de abordagens formais e informais, por vezes, com base em dados relativamente escassos. No entanto, o conhecimento tem melhorado significativamente desde 2007 e enquanto ainda haja algum grau de incerteza em algumas áreas, este é o conjunto de dados mais preciso de estimative da população actualmente disponíveis. É importante notar que na África Austral uma grande população residente foi identificada que abrange cinco países (Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul e Moçambique) e que abrange uma área de mais de um milhão de km2. No entanto, apenas 20% dessa faixa está nas áreas protegidas, mais uma vez realçando que para salvaguardar a chita, a acção de conservação deve ter lugar fora Mapa unidade Área País àrea (km2) Estimativa da População Área protegida (km2) Nº de chita protegida Método de cálculo* 1 Iona NP & surrounds Angola 44,966 39 20,455 18 Expert based 2 Liuwa Plains National Park Zambia 3,170 20 2,921 18 Expert based 3 Greater Kafue Ecosystem Zambia 26,222 65 22,185 55 0.25 / 100km2 4 Greater Hwange to Victoria Falls Zimbabwe 24,470 45 15,541 29 Expert based 5 Matusadona National Park Zimbabwe 1,422 3 1,422 3 Expert based 6 Zambezi Valley Complex Zimbabwe 3,612 12 2,102 7 Expert based 7 Midlands Rhino Conservancy Zimbabwe 318 4 - - Expert based 8 Savé Valley Conservancy Zimbabwe 2,664 15 - - Expert based 9 Gonarezhou NP & Malilangwe Zimbabwe 6,414 25 4,734 18 Expert based 10 Nuanetsi & Bubye Conservancy Zimbabwe 8,816 40 - - Expert based 11 Maunge Moçambique 844 6 22 0 Expert based 12 Banhine National Park Moçambique 7,261 10 - - Expert based 13 Limpopo NP, Lebombo & Sabie Moçambique 6,823 41 6,392 38 Expert based 14 Northern South Africa & Kruger África do Sul 142,303 696 28,631 412 Expert based 15 Botswana resident range Botswana 429,622 1547 105,225 379 0.36 / 100km2 16 Pandamatenga Botswana 1,456 5 10 0 0.35 / 100km2 17 Tuli Block Botswana 23,204 142 743 5 0.61 / 100km2 18 Namibian resident range Namibia 506,980 1498 67,017 134 Expert based 19 Luengue-Luiana National Park Angola 58,281 58 58,281 58 20 Moxico Angola 25,717 26 0 0 0.1 / 100km2 1,324,570 4,297 335,686 1,172 Tabela 3.2. Áreas na África Austral consideradas pelos participantes de apoiar as populações de chita residentes nas áreas não cercadas em 2015 (e actualizado por Angola, Dezembro de 2016). As estimativas populacionais são derivados de uma gama de diferentes metodologias e algumas têm uma grande margem de erro. Localizações são mostradas na Figura 3.3 acima. Área protegida inclui apenas terra dentro IUCN Categoria I-IV Áreas Protegidas. * ‘Baseado em peritos’ é onde a estimativa da população providenciada é baseada ou da monitoria intensiva em todo o polígono, pesquisa detalhada e/ou rastos investigados ou extrapolação de monitoria intensiva numa parte do polígono, tendo em conta a estabilidade de habitat através do polígono. Para as áreas onde a estimativa de densidade é providenciada, estes são com base nas melhores estimativas de pesquisas combinadas com conhecimento das necessidades da chita e habitat apropriado. * ‘Baseado em peritos’ é onde a estimativa da população providen ciada é baseada ou da monitoria intensiva em todo o polígono, pesquisa detalhada e/ ou rastos investigados ou extrapolação de monitoria inten siva numa parte do polígono, tendo em conta a estabilidade de habitat através do polígono. Para as áreas onde a estima tiva de densidade é providenciada, estes são com base nas melhores estimativas de pesquisas combina das com conhecimen to das necessidades da chita e habitat apropriado. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 12 As estimativas populacionais fornecidas na Tabela 3.2 devem ser interpretadas com cautela porque foram obtidas usando uma variedade de abordagens formais e informais, por vezes, com base em dados relativamente escassos. No entanto, o conhecimento tem melhorado significativamente desde 2007 e enquanto ainda haja algum grau de incerteza em algumas áreas, este é o conjunto de dados mais preciso de estimative da população actualmente disponíveis. É importante notar que na África Austral uma grande população residente foi identificada que abrange cinco países (Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul e Moçambique) e que abrange uma área de mais de um milhão de km2. No entanto, apenas 20% dessa faixa está nas áreas protegidas, mais uma vez realçando que para salvaguardar a chita, a acção de conservação deve ter lugar fora das áreas protegidas. No total, essa área é estimada em posuir c. 4.000 chita (das quais apenas c. 1.000 estão nas áreas protegidas). Nenhuma outra população residente identificada na região tinha uma população estimada de chita superior a 100 adultos e adolescentes independentes. 3.2.3.1 Pequenas populações de chita protegidas Table 3.2 Tabela 3.2 fornece detalhes sobre as áreas de faixa de chita residente não vedadas mapeadas pelos participantes (localização dessas áreas estão na Figura 3.3). Na África do Sul, os participantes também forneceram informações de 53 pequenos (<1,000km2) reser vas vedadas com populações residentes de chita. Estes não são incluídos nos cálculos de números de chita a vaguear livres ou áreas onde as populações em cada reserva são isoladas de todas as outras populações de chita, e são intensamente geridos como componentes de uma metapopulação. Contudo, eles constituem uma contribuição significativa para a população de chita em termos de números. No total, essas reservas cercadas na África do Sul cobrem 11,089km2 e têm 334 chitas (EWT comunicação pessoal). Estas chitas têm valor de conservação porque elas são geneticamente bem gerida, são selvagens, bem protegidas, prevenido-predador e amigável aos turistas, e, portanto, estão contribuindo para a maior população de chitas selvagens e também podem ser usado para a restauração nas áreas designadas como faixa recuperável. 3.2.4 Distribuição pelas áreas protegidas Como é evidente a partir da Figura 3.4, relativamente pequena proporção da distribuição geográfica actual da chita está dentro de áreas protegidas (ver também Tabela 3.2), com apenas cerca de 25% (335,686km2) do total da faixa residente ocorrendo em terras protegidas (categorias IUCN I-IV). A população restante, quase 75%, ocorre fora da rede de áreas protegidas formais da região. Infelizmente, áreas mais desprotegidas da África Austral são raramente seguras para a chita, com uma forte pressão sobre a terra, e aumentando o conflito com os seres humanos, juntamente com uma base de presas em declínio (que também pode ser uma ameaça nas áreas protegidas). No entanto, existem algumas excepções a esta, incluindo algumas das unidades de conservação na Namíbia (totalizando 161,900km2) e Zimbabwe (c. 13,000km2) onde a proteção é geralmente adequada e suficiente para assegurar as populações de chita residentes. Figura 3.4 A distribuição da Categoria IUCN I-IV Áreas Protegidas relativas para a Faixa Residente de Chita, 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 13 Embora estas áreas são excluídas das áreas protegidas dos mapas e cálculos, porque eles não são designados como categoria IUCN I-IV, eles ainda representam áreas que têm um nível de protecção e em que as populações de animais selvagens podem prosperar. No entanto, na maioria das áreas, a chita é mais vulnerável fora das áreas protegidas formais, o que representa motivo de preocupação. Em Botswana, por exemplo, se a chita fosse extinta de todas as áreas não protegidas, a população nacional de chita teria um declínio a partir de c. 1.547 para apenas 379 chita. Além disso, sem áreas não protegidas que suportam a chita residente, populações residentes seria na sua maioria pequenas e altamente fragmentadas, com conectividade limitada. Tais populações, por sua vez, iriam enfrentar um risco elevado de extinção. Muito pouco da possível faixa residente está dentro de áreas protegidas (Figura 3.5). Na Zâmbia (principalmente) e Zimbabwe, nenhuma das áreas indicadas como faixas de conexão são protegidas e, portanto, o futuro desses importantes corredores é improvável que seja segura (Figura 3.5). Grande parte de faixas recuperáveis identificadas estão nas áreas protegidas, por exemplo Parques Nacionais de Quiçama, Bicuar e Mupa, Angola; Parque Nacional do Norte e do Sul Luangwa, Zâmbia; Nyika, Vwaza Marsh e Parques Nacionais Kasungu, Malawi; e Gorongosa e Zinave Parques Nacionais, Moçambique (Figura 3.5). Estas são as áreas que peritos que participam do workshop pensam ser áreas que poderiam, sob um determinado conjunto de circunstâncias (incluindo a remoção de causas originais de declínio), mais uma vez suportar as populações de chita residentes. 3.2.5 Distribuição pelas fronteiras internacionais A maior população residente de chita, que se estende por cinco fronteiras internacionais, incorporando áreas de Angola, Namíbia, Bot swana, África do Sul e Moçambique (Figura 3.3), suporta uma população de chitas de 4.021 indivíduos. Isto representa 94% do total da população residente, e 92% da população total da região, quando a meta-população gerida em pequenas reservas vedadas da África do Sul é incluída. Esta grande população e altamente significativa de chita destaca a importância da necessidade de uma gestão transfron teiriça e a harmonização do controle de ameaças através de fronteiras internacionais. Além disso, com uma boa conservação transfron teiriça (e mais pesquisa) do norte ocidental do Grande Ecossistema de Hwange, é possível que essa grande área da faixa residente de chita no Zimbábue também poderia ser, eventualmente ligada. Figura 3.5 A distribuição da Categoria I-IV de IUCN Áreas Protegidas relativa a Distribuição da Chita (Todo tipo de Faixas), 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 14 3.3 Situação da Chita em 2015 comparada com 2007 Tabela 3.3 Comparação percentual da área no âmbito da distribuição de categoria de faixas entre 2007 e 2015 (Números Angolanos actualizados Dezembro de 2016) Tabela 3.4 Comparação das áreas (em km2) no âmbito de distribuição de diferentes categorias de faixas entre 2007 e 2015 (Números Angolanos actualizados Dezembro de 2016) Tabelas 3.3 e 3.4 mostra que a faixa residente em 2016 era de 146,007km2 mais do que em 2007; um aumento de 1.72%). No entanto, houve algumas mudanças notáveis na distribuição de terras classificadas como faixa residente (ver secção 3.3.1). A faixa residente possível aumentou em c. 38.000 km2 e as faixas de conexão e recuperável diminuíram um pouco, embora a nova categoria da faixa transitória possa parcialmente explicar parte deste. As grandes diferenças são nas áreas de faixa extirpada e descon hecida. A anterior aumentou em 14,73% (ou 484,833km2), enquanto a última diminuiu em 15.25% (ou 370,459km2). Esta diferença é principalmente devido à melhoria da informação e do conhecimento; deslocando alguma área da faixa previamente desconhecida em diferentes categorias, e também de maior certeza nas áreas onde a chita é definitivamente não se sabe de ser extirpada. 3.3.1 Mudanças da distribuição das faixas de residência desde 2007 Duma forma ncorajadora a área de terra designada como faixa residente para chita aumentou em 146.007km2; de 1,178,563km2 em 2007 para 1,324,570km2 em 2015. No entanto, também houve algumas mudanças significativas na distribuição espacial das terras clas sificadas como faixa residente (Figura 3.6). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 19 Muito pouco da possível faixa residente está dentro de áreas protegidas (Figura 3.5). Na Zâmbia (principalmente) e Zimbabwe, nenhuma das áreas indicadas como faixas de conexão são protegidas e, portanto, o futuro desses importantes corredores é improvável que seja segura (Figura 3.5). Grande parte de faixas recuperáveis identificadas estão nas áreas protegidas, por exemplo Parques Nacionais de Quiçama, Bicuar e Mupa, Angola; Parque Nacional do Norte e do Sul Luangwa, Zâmbia; Nyika, Vwaza Marsh e Parques Nacionais Kasungu, Malawi; e Gorongosa e Zinave Parques Nacionais, Moçambique (Figura 3.5). Estas são as áreas que peritos que participam do workshop pensam ser áreas que poderiam, sob um determinado conjunto de circunstâncias (incluindo a remoção de causas originais de declínio), mais uma vez suportar as populações de chita residentes. 3.2.5 Distribuição pelas fronteiras internacionais A maior população residente de chita, que se estende por cinco fronteiras internacionais, incorporando áreas de Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul e Moçambique (Figura 3.3), suporta uma população de chitas de 4.021 indivíduos. Isto representa 94% do total da população residente, e 92% da população total da região, quando a meta-população gerida em pequenas reservas vedadas da África do Sul é incluída. Esta grande população e altamente significativa de chita destaca a importância da necessidade de uma gestão transfronteiriça e a harmonização do controle de ameaças através de fronteiras internacionais. Além disso, com uma boa conservação transfronteiriça (e mais pesquisa) do norte ocidental do Grande Ecossistema de Hwange, é possível que essa grande área da faixa residente de chita no Zimbábue também poderia ser, eventualmente ligada. 3.3 Situação da Chita em 2015 comparada com 2007 Tabela 3.3 Comparação percentual da área no âmbito da distribuição de categoria de faixas entre 2007 e 2015 (Números Angolanos actualizados Dezembro de 2016) Residente Residente pequena vedada Possível residente Transitória Connecting Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 20.90% 0.07% 6.80% --- 1.60% 4.20% 26.00% 40.50% 2015 22.62% 0.10% 6.62% 1.16% 0.97% 2.66% 40.73% 25.25% Diferença 1.72% 0.03% -0.18% --- -0.63% -1.54% 14.73% -15.25% Tabela 3.4 Comparação das áreas (em km2) no âmbito de distribuição de diferentes categorias de faixas entre 2007 e 2015 (Números Angolanos actualizados Dezembro de 2016) Residente Residente pequena vedada Possível residente Transitória ligada Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 1,178,563 8,336 385,643 --- 89,320 236,904 1,466,400 2,289,461 2015 1,324,570 11,573 424,218 70,810 56,855 126,317 1,951,233 1,919,002 Diferença 146,007 3,237 38,575 --- -32,465 -110,587 484,833 -370,459 Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 19 Muito pouco da possível faixa residente está dentro de áreas protegidas (Figura 3.5). Na Zâmbia (principalmente) e Zimbabwe, nenhuma das áreas indicadas como faixas de conexão são protegidas e, portanto, o futuro desses importantes corredores é improvável que seja segura (Figura 3.5). Grande parte de faixas recuperáveis identificadas estão nas áreas protegidas, por exemplo Parques Nacionais de Quiçama, Bicuar e Mupa, Angola; Parque Nacional do Norte e do Sul Luangwa, Zâmbia; Nyika, Vwaza Marsh e Parques Nacionais Kasungu, Malawi; e Gorongosa e Zinave Parques Nacionais, Moçambique (Figura 3.5). Estas são as áreas que peritos que participam do workshop pensam ser áreas que poderiam, sob um determinado conjunto de circunstâncias (incluindo a remoção de causas originais de declínio), mais uma vez suportar as populações de chita residentes. 3.2.5 Distribuição pelas fronteiras internacionais A maior população residente de chita, que se estende por cinco fronteiras internacionais, incorporando áreas de Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul e Moçambique (Figura 3.3), suporta uma população de chitas de 4.021 indivíduos. Isto representa 94% do total da população residente, e 92% da população total da região, quando a meta-população gerida em pequenas reservas vedadas da África do Sul é incluída. Esta grande população e altamente significativa de chita destaca a importância da necessidade de uma gestão transfronteiriça e a harmonização do controle de ameaças através de fronteiras internacionais. Além disso, com uma boa conservação transfronteiriça (e mais pesquisa) do norte ocidental do Grande Ecossistema de Hwange, é possível que essa grande área da faixa residente de chita no Zimbábue também poderia ser, eventualmente ligada. 3.3 Situação da Chita em 2015 comparada com 2007 Tabela 3.3 Comparação percentual da área no âmbito da distribuição de categoria de faixas entre 2007 e 2015 (Números Angolanos actualizados Dezembro de 2016) Residente Residente pequena vedada Possível residente Transitória Connecting Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 20.90% 0.07% 6.80% --- 1.60% 4.20% 26.00% 40.50% 2015 22.62% 0.10% 6.62% 1.16% 0.97% 2.66% 40.73% 25.25% Diferença 1.72% 0.03% -0.18% --- -0.63% -1.54% 14.73% -15.25% Tabela 3.4 Comparação das áreas (em km2) no âmbito de distribuição de diferentes categorias de faixas entre 2007 e 2015 (Números Angolanos actualizados Dezembro de 2016) Residente Residente pequena vedada Possível residente Transitória ligada Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 1,178,563 8,336 385,643 --- 89,320 236,904 1,466,400 2,289,461 2015 1,324,570 11,573 424,218 70,810 56,855 126,317 1,951,233 1,919,002 Diferença 146,007 3,237 38,575 --- -32,465 -110,587 484,833 -370,459 Figura 3.6 Faixa residente de chita em 2007 (à esquerda) e 2015 (direita) (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016). A quantidade de terra desig nada como faixa residente para chita aumentou 62,000km2 desde 2007, mas a distribuição também mudou. Note a grande extensão da faixa de chita residente na Namíbia e da adição do Parque Nacional de Iona em Angola, mas também a redução severa na faixa de chita residente no Zimbabwe. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 15 Desde 2007, muito mais da Namíbia, e três populações em Angola foram classificadas como faixas residente para a chita, enquanto grande parte da área anteriormente considerada faixa residente no Zimbabwe é actualmente extirpada. E o aumento do número de faixas residentes na Namíbia e em Angola é bastante encorajador, deve-se notar que as densidades da chita estimadas para estas paisagens são muito baixas (0,1 a 0,2 indivíduos/100 km2). Em contraste, algumas das áreas que foram perdidas como faixa residente da chita (por exemplo, no Zimbabwe) suportava maiores densidades da chita. Por conseguinte, em termos de números, a estimativa total da chita na África Austral diminuiu de 6.260 chitas em 2007 para apenas 4.297 chitas em 2015 (ou 4.631 se incluíssemos os 334 indivíduos nas pequenas reservas cercadas na África do Sul). O número da chita nas áreas formalmente protegidas também diminuiu de 1.460 indivíduos em 2007 para 1.172 em 2015. Parte dessa mudança é devido a mais informações sobre densidade em diferentes habitats, mas alguns quase certamente representam declínio real. 3.4 Conclusões A distribuição geográfica da chita na África Austral contraiu drasticamente nos últimos anos. A chita é agora conhecida de habitar apenas 22.6% de sua faixa histórica anterior na região, como identificado pelos participantes do workshop de 2015. A população é dominada por uma extrema importância, relativamente espalhada, uma população que abrange cinco países: Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul e Moçambique. Há também uma série de pequenas populações residentes fragmentados em Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe, e um número de populações de chita geridos na África do Sul. No geral, a estimativa da população livre de chita na África Austral em 2015 era de 1.963 indivíduos menos do que era em 2007 (6.260 em 2007, em comparação com 4.297 em 2015). Em termos de números, o que representa uma perda de 33% em 8 anos, ou uma taxa de crescimento anual composta de -4,83% por ano. Contudo, como mencionado, nem todo este pode ser atribuído à perda real como alguns podem representar a disponibilidade de melhores dados. É claro que houve um grande declínio da chita no Zimbabwe e há infor mações anedóticas que podem representar também uma queda real na Namíbia, mas é necessário mais informação antes de podermos afirmar exatamente o que tem acontecido. Com >77% das restantes faixas residente de chita desprotegidas, e considerando também que as populações de chita nas áreas pro tegidas nem sempre estão seguras (Durant et al, 2016), a população está longe de ser segura. Há, portanto, uma necessidade urgente de cooperação internacional para a conservação da chita em toda a região, e não apenas nas áreas protegidas, se a conectividade das populações remanescentes deve ser mantida. Apesar de uma grande quantidade de informação que está disponível para alguns da região (nomeadamente o Botswana, Namíbia, África do Sul e Zimbabwe) o status de chita é desconhecido através de 25% da região, e incerto (considerado “possível faixa”) em mais de 6,6%. É uma prioridade para estabelecer se faixas identificadas desconhecidas contém chita, bem como confirmar ou não possível faixa residente de facto contê populações reprodutoras de chita. Isso irá exigir inquéritos que podem abrir a possibilidade de uma maior faixa transfronteiriça, incluindo entre o sudeste de Angola, Namíbia e Zâmbia, e entre Moçambique e Zimbabwe, realçando a necessidade de cooperação transfronteiriça na conservação da chita. Um número de áreas foram identificadas na Zâmbia (principalmente), Angola, Malawi e Moçambique com alguma forma de status de área protegida, onde as populações de chita poderiam recuperar (faixa recuperável). O potencial para tal recuperação deve ser avaliado através de uma maior compreensão das causas do declínio inicial, e se estas causas podem ser removidas ou reduzidas. Contudo, quase 41% do total da faixa histórica de chita (principalmente no Malawi, Zimbabwe e África do Sul) foi considerada extirpada e irrecuperável. Isso enfatiza a ameaça do aumento da população humana e da agricultura intensiva para a sobrevivência de populações de chita. Final mente, grande parte da faixa desconhecida é provável que seja desprovida de chita dada as altas densidades populacionais humanas e agricultura intensiva. Tomando em conjunto, o declínio no tamanho da população, aumento da faixa extirpada e avulnerabilidade de 77% da população de chita habitando fora das áreas protegidas, requer um planeamento e implementação imediata da conservação da chita em geral, antes que o habitat seja irremediavelmente fragmentado e se perca. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 16 CAPÍTULO 4 A Distribuição e a Situação do Mabeco na África Austral 4.1 Distribuição histórica No passado, o mabeco estava amplamente distribuído em toda a África Austral. O mabeco é generalist de habitat, capaz de persistir numa ampla variedade de condições ambientais desde que as presas estejam disponíveis. Embora as maiores densidades de mabeco foram registadas na savana arborizada (Creel & Creel, 2002), as populações foram registados em habitats tão diversos como pastagens curtas (Kuhme, 1965), floresta montanhosa (Dutson & Sillero-Zubiri, 2005), e semi-deserto (Fanshawe, 1997). Antes da actividade humana ter modificado proporções substanciais de habitats naturais da África Austral, mabeco teria ocupado a maior parte da região, delimitada pelo mar para o leste e sul, e pelos desertos de areia do Namib para o oeste. Hoje, o mabeco permanece incomum mesmo em floresta essen cialmente perturbadas, aparentemente devido as interações negativas com os grandes carnívoros (Creel & Creel, 1996; Mills & Gorman, 1997). Portanto, apesar de sua ampla distribuição geográfica no passado, mabeco provavelmente foi nunca abundante. O mapa da distribuição histórica do mabeco (Figura 4.1) foi actualizado durante o Workshop Regional de 2015 dum mapa produzido em 2007. Os participantes emendaram a faixa histórica publicada aumentando a exclusão da costa ocidental de Angola (uma extensão esqueleto da costa da Namíbia). Figure 4.1 Faixa histórica do mabeco, antes do impacto da actividade humana tal como acordado no segundo Workshop Regional da Chita e Mabeco da África Austral (2015) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 17 4.2 Actual distribuição 4.2.1 Categorias actuais da faixa geográfica Devido ao facto da distribuição do mabeco ser pouco conhecida na região, o processo de mapeamento original reconheceu sete catego rias actuais de faixas geográficas, que foram actualizadas no workshop de 2015. Estas categorias são idênticas aos usadas para a chita (ver Capítulo 3). Mais detalhes sobre as definições de faixas são apresentadas no Apêndice 3. 1. Faixa residente: Residente: área onde o mabeco é conhecido de ainda ser residente. (Uma categoria Residente vedada é usada para áreas <1.000km2 que estão bem vedadas, veja abaixo) 2. Possível faixa residente: Possível gama residente: área onde o mabeco poderá ainda ser residente, mas onde a residência não tenha sido confirmada nos últimos 10 anos. 3. Faixa transitória: Faixa Transient: habitat utilizado de forma intermitente pelo mabeco, mas onde o mabeco é conhecido por não ser residente e que não se conecta a outra faixa residente. 4. Faixa de conexão: área onde se presume que o mabeco seja residente, mas que os animais dispersos podem usar para se mover en tre áreas ocupadas, ou para recolonizar a faixa extirpada. Tais conexões podem assumir a forma de “corredores” de habitat contínuo ou “trampolim” de fragmentos de habitat. 5. Faixa recuperável: área onde o habitat e presas permanecem sobre áreas suficientemente grandes que, ou a recuperação natural ou assistida do mabeco pode ser possível dentro dos próximos 10 anos, se uma acção de conservação razoável ter que ser realizada. 6. Faixa extirpada: área onde a espécie foi extirpada, e onde o habitat é profundamente modificado ou fragmentado a ponto de ser inabitável pelo mabeco residente num futuro previsível. 7. Faixa desconhecida: área onde a situação da espécie é actualmente desconhecida e não pode ser inferida usando o conhecimento da situação local de habitat e presas. Tal como acontece com a chita, as populações de mabeco são consideradas “selvagens” quando não são geridas de forma intensiva, de acordo com as orientações da IUCN/SSC (Subcomité 2016 de Padrões e Petições da IUCN, ver também Redford et al 2011). Dadas as suas baixas densidades e de natureza abrangente, após consulta com o Grupo de Especialistas Canídeos da UICN, consideramos a gestão intensiva necessária em reservas inferiores a 1.000 km2 quando estão cercadas por cercas impermeáveis. Consideramos as populações de mabeco em reservas que não são cercadas, ou onde as cercas são permeáveis ao mabeco, como selvagem. As populações em peque nas reservas cercadas podem contribuir para as populações selvagens, fornecendo indivíduos para repovoamento, quando são bem geri das para manter níveis elevados de diversidade genética, como a meta-população de mabeco da África do Sul. Actualmente essas áreas são referidas como populações cercadas, mas é preciso enfatizar que isso não implica populações cativas. 4.2.2 Distribuição actual entre faixas de diferentes categorias Figura 4.2 mostra a faixa geográfica do mabeco como mapeado por participantes do workshop em 2015, de acordo com as sete catego rias acima; A Tabela 4.1 apresenta os mesmos dados num formato quantitativo. Para comparação detalhada a 2007, por favor consulte a Seção 4.4. O mabeco é considerado de ainda ser residente em aproximadamente 17% de sua faixa histórica (em comparação com 12,4% em 2007). Apesar desse número representar um “pior cenário”, destaca a forte contracção na faixa geográfica que parece ter ocorrido nesta espécie ao longo do século passado. Os participantes consideraram possível (ou mesmo provável) que mais 8,6% da faixa histórica do mabeco poderá ainda apoiar as populações residentes. Este valor é muito semelhante ao que foi gerado em 2007 para uma possível faixa (8,7% em 2007). Nenhuma informação foi disponibilizada para 22% da faixa histórica da espécie, em comparação com 34% em 2007. Se mesmo uma pequena proporção dessa “possível” e “desconhecida” faixa ainda suporta o mabeco, o estado da espécie seria mais en corajador do que as indicações dos dados sobre da faixa residente. A maior parte da faixa ‘desconhecida’ localiza-se em Angola, Zâmbia e Moçambique, destacando a necessidade de inquéritos nesses países. Moçambique, Botswana e Angola também contêm grandes áreas de “possível” faixa (Figura 4.2). O mabeco é considerado extirpado através 43,9% de sua faixa histórica (incluindo extirpado, faixa recuperável e de conexão, Tabela 4.1; Figura 4.2). Isto é quase certamente uma subestimação substancial; é provável que uma alta proporção da faixa ‘desconhecida’ já não suporta mabeco. Desta faixa extirpada, apenas 2,3% foi considerada provável ou que seja capaz de suportar populações de mabeco no futuro (isto é faixa recuperável). A maior extensão dessa faixa ‘recuperável localiza-se ao oeste do Parque Nacional Etosha, na Namíbia (Figura 4.3). A história do mabeco em Etosha é duvidosa, e três tentativas de reintrodução fracassaram (Scheepers & Venzke, 1995). Contudo, uma experiência considerável de reintroduções bem sucedidas têm sido acumuladas desde a última tentativa (Gusset et al., 2008), e seria certamente importante considerar uma outra tentativa se as cuidadosas avaliações sugeriram que o habitat era adequado e as causas da extirpação originais do mabeco foram aliviadas. No entanto, a evidência mais recente sugere que o mabeco pode, natural mente com o tempo recolonizar Etosha das terras a leste do parque, o que seria preferível a qualquer tentativa de reintrodução apoiada. Despite supporting no known resident populations, a further 2% of historical range was considered potentially important for wild dog conservation because it connected areas of resident or possible range. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 18 Apesar de apoiar há populações residentes desconhecidas, mais 2% da faixa histórica foi considerada potencialmente importante para a conservação do mabeco por conectar áreas de residência ou possível faixa. Figura 4.2. Distribuição do mabeco na África Austral mapeado pelos participantes do workshop de 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 19 Ta be la 4 .1 D is tr ib ui çã o de m ab ec o na s ár ea s do s Es ta do s da Á fr ic a A us tr al e m 2 01 5 (e a ct ua liz ad o pa ra A ng ol a, D ez em br o de 2 01 6) . ( N ot e se q ue a s pe rc en ta ge ns fo ra m c al cu la da s co m o a ár ea to ta l e sti m ad a em c ad a ca te go ria d e fa ix a de m ab ec o em 2 01 5, d iv id id a pe la á re a to ta l d a ár ea d en tr o da fa ix a hi st ór ic a de m ab ec o) . E st ra té gi a p ar a a C on se rv aç ão d a C h it a e M ab ec o d a Á fr ic a A u st ra l P ág in a 2 7 Ta be la 4 .1 D is tr ib ui çã o de m ab ec o na s ár ea s do s Es ta do s da Á fr ic a Au st ra l em 2 01 5 (e a ct ua liz ad o pa ra A ng ol a, D ez em br o de 2 01 6) . ( N ot e se q ue a s pe rc en ta ge ns f or am ca lc ul ad as c om o a ár ea to ta l e st im ad a em c ad a ca te go ria d e fa ix a de m ab ec o em 2 01 5, d iv id id a pe la á re a to ta l d a ár ea d en tr o da fa ix a hi st ór ic a de m ab ec o) . Á re a to ta l Pa ís Fo r a d a fa ix a hi st ór ic a Á re a to ta l de nt ro d a fa ix a hi st ór ic a Re si de nt e Pe qu en a Re si de nt e ve da da Po ss ív el R es id en te Tr an si tó ria Co ne ct an do Re cu pe rá ve Ex tir pa da D es co nh ec id a km 2 % km 2 % km 2 % km 2 % km 2 % km 2 % km 2 % km 2 % A ng ol a 1, 23 9, 89 0 38 ,2 67 1, 20 1, 62 3 12 9, 32 8 11 0 0 75 ,0 97 6 0 0 0 0 0 0 0 0 1, 00 4, 43 1 83 Bo ts w an a 57 8, 12 3 0 57 8, 12 3 31 5, 40 5 55 33 5 0. 1 83 ,0 86 14 56 ,3 54 10 33 ,1 97 6 2, 02 3 0 69 ,5 74 12 18 ,9 93 3 M al aw i 11 7, 78 4 22 ,0 91 95 ,6 93 0 0 0 0 6, 39 9 7 0 0 0 0 1, 06 0 1 88 ,2 36 92 0 0 M oç am bi qu e 78 8, 24 2 10 ,5 43 77 7, 69 9 11 3, 29 1 15 0 0 24 8, 87 2 32 13 ,1 60 2 0 0 16 ,5 22 2 13 1, 92 7 17 25 4, 92 2 33 N am ib ia 82 3, 98 7 78 ,3 19 74 5, 66 8 18 1, 44 2 24 0 0 0 0 73 ,6 71 10 9, 50 7 1 78 ,1 47 10 40 8, 25 4 55 0 0 Á fr ic a do S ul 1, 21 9, 70 0 0 1, 21 9, 70 0 64 ,6 65 5 4, 09 4 0. 3 10 ,3 75 1 70 ,1 37 6 0 0 13 ,2 19 1 1, 05 7, 33 0 87 0 0 Za m bi a 75 1, 76 9 1, 98 2 74 9, 78 7 10 0, 89 5 13 0 0 69 ,7 49 9 0 0 31 ,7 16 4 26 ,6 30 4 85 ,7 81 11 43 4, 12 9 58 Zi m ba bw e 39 0, 42 7 0 39 0, 42 7 57 ,9 54 15 0 0 0 0 12 ,9 67 3 17 ,7 80 5 26 2 0 30 1, 48 4 77 0 0 M éd ia 96 2, 97 8 17 .2 5 44 29 0. 05 49 3, 57 8 8. 63 22 6, 28 9 3. 88 92 ,2 00 2. 00 13 7, 86 3 2. 25 2, 14 2, 58 6 43 .8 8 1, 71 2, 47 5 22 .1 3 * ‘P eq ue na ’ á re as v ed ad as s ão d ef in id as c om o aq ue la s ár ea s ve da da s co m m en os d e 1, 00 0k m 2 d e ta m an ho . Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 20 4.2.3 Áreas atuais de faixa Residente do Mabeco e estimativas da população do Mabeco na África Austral O mabeco é actualmente (2015) determinado de ser residente em várias partes de todos os países da África Austral, excepto o Lesoto, a Suazilândia e Malawi. Figura 4.3 ilustra as actuais áreas de faixa residente do mabeco conhecidas em toda a África Austral. Números esti mados de mabeco residente em cada área são apresentados na Tabela 4.2. Em geral, a mais ampla extensão da faixa residente do mabeco é, bem como de chita, localizada através de Botswana e Namíbia, embora densidades populacionais são baixas para grande parte desta faixa (excluindo partes do Botswana, Delta do Okavango, e partes da Região do Zambeze (anteriormente Faixa do Caprivi) na Namíbia onde a densidade de mabeco é relativamente alta). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 28 4.2.3 Áreas atuais de faixa Residente do Mabeco e estimativas da população do Mabeco na África Austral O mabeco é actualmente (2015) determinado de ser residente em várias partes de todos os países da África Austral, excepto o Lesoto, a Suazilândia e Malawi. Figura 4.3 ilustra as actuais áreas de faixa residente do mabeco conhecidas em toda a África Austral. Números estimados de mabeco residente em cada área são apresentados na Tabela 4.2. Em geral, a mais ampla extensão da faixa residente do mabeco é, bem como de chita, localizada através de Botswana e Namíbia, embora densidades populacionais são baixas para grande parte desta faixa (excluindo partes do Botswana, Delta do Okavango, e partes da Região do Zambeze (anteriormente Faixa do Caprivi) na Namíbia onde a densidade de mabeco é relativamente alta). Figure 4.3 Faixa residente do Mabeco na África Austral, 2015 (excluindo reservas vedadas na África do Sul, e actualizado para Angola, Dezembro de 2016) 1 Bicuar National Park Angola 2 Luengue Luiana & Mavinga NPs Angola 3 Liuwa Plains National Park Zambia 4 Sioma Ngwezi Zambia 5 Greater Kafue Ecosystem Zambia 6 Livingstone Zambia 7 Luangwa Ecosystem & Lower Zambezi Zambia 8 Tete Mozambique 9 Niassa National Reserve Mozambique 10 Gile Mozambique 11 Catapu Concession Moçambique 12 Maunge Moçambique 13 Limpopo National Park, Lebombo & Sabie Moçambique 14 Greater Kruger (& western boundary) África do Sul 15 Greater Waterberg Region to Venetia África do Sul 16 Namibian resident range Namibia 17 Botswana resident range Botswana 18 Greater Hwange to Victoria Falls Zimbabwe 19 Matusadona National Park Zimbabwe 20 Zambezi Valley Complex Zimbabwe 21 Midlands Rhino Conservancy Zimbabwe 22 Savé Valley Conservancy Zimbabwe 23 Gonarezhou NP & Malilangwe Zimbabwe 24 Nuanetsi Wildlife Section Zimbabwe 25 Bubye Conservancy & Bubiana Zimbabwe 26 Luando Partial Reserve Angola 27 Central Angola Angola 28 Southern Bicuar Farms Angola 29 Central Mupa National Park Angola Figure 4.3 Resident African Wild Dog range in southern Africa 2015 (excluding fenced reserves in South Africa, and updated for Angola, December 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 21 As estimativas populacionais fornecidas na Tabela 4.2 devem ser interpretados com cautela, uma vez que foram obtidas usando uma variedade de abordagens formais e informais, por vezes, com base em dados relativamente escassos; Contudo, não há alternativa de dados mais precisos disponíveis, e o conhecimento actual é uma melhoria significativa relativamente ao que era previamente conhecido. É importante notar que na África Austral uma grande população residente de mabeco foi identificada a qual abrange cinco países (Angola, Namíbia, Botswana Zâmbia e Zimbábue) e abrangendo uma área de mais de meio milhão de km2 (558,189km2). No entanto, apenas 30% dessa área (182,928km2) constitui áreas protegidas, mais uma vez enfatizando o facto de que a acção de conservação deve ser realizada fora das áreas protegidas. No total, este grande área é estimada de conter 2.302 mabecos, ou 235 bandos, (dos quais apenas 725 indi víduos estão nas áreas protegidas: Tabela 4.2). Tabela 4.2 Áreas da África Austral consideradas pelos participantes de suportar populações de mabeco residente nas áreas não vedadas em 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016). As estimativas populacionais são derivados de um conjunto de diferentes metodologias e alguns têm relativamente uma grande margem de erro. Localizações são apresentadas na Figura 4.3 acima. Área protegida inclui apenas terra dentro IUCN Categoria I-IV. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 29 Nome País Área (km2) Estimativa da População Área protegida Nº de mabecos protegidos Método de cálculo Total Adultos / cachorross Matilhas 1 Parque Nacional de Bicuar Angola 7,728 45 4 7,728 45 Expert based 2 Luengue Luiana e Mavinga Angola 75,010 225 19 75,010 225 0.3 per 100km2 3 Parque Nacional Liuwa Plains Zambia 3,170 16 2 2,921 15 0.5 per 100km2 4 Sioma Ngwezi Zambia 4,300 30 3 4,297 30 1 per 100km2 5 Ecossistema Greater Kafue Zambia 30,680 110 11 22,184 100 Expert based 6 Livingstone Zambia 353 4 1 69 1 1 per 100km2 7 Luangwa Ecosystem & Lower Zambeze Zambia 62,392 300 52 20,216 97 Expert based 8 Tete Moçambique 52,135 209 43 0 0 0.4 per 100km2 9 Reserva Nacional Niassa Moçambique 49,666 497 41 26,660 267 1 per 100km2 10 Gile Moçambique 2,840 28 2 2,838 28 1 per 100km2 11 Concessionária de Catapu Moçambique 779 8 1 0 0 1 per 100km2 12 Maunge Moçambique 1,067 5 1 21 0 1 per 100km2 13 Parque Nacional Limpopo, Lebombo & Sabie Moçambique 6,803 35 3 6,392 33 Expert based 14 Greater Kruger (& Delimitação Ocidental) África do Sul 31,850 288 24 14,737 133 Expert based 15 Greater Waterberg Region to Venetia África do Sul 32,815 20 2 728 0 Expert based 16 Namibian faixa residente Namibia 181,441 544 45 11,672 35 0.3 per 100km2 17 Botswana faixa residente Botswana 315,405 1310 131 76,450 318 Expert based 18 Greater Hwange a Victoria Falls Zimbabwe 25,038 189 36 15,430 116 Expert based 19 Parque Nacional Matusadona Zimbabwe 1,497 2 1 1,422 2 Expert based 20 Zambezi Valley Complex Zimbabwe 13,499 135 11 2,118 21 1 per 100km2 21 Midlands Rhino Conservancy Zimbabwe 937 7 1 0 0 Expert based 22 Savé Valley Conservancy Zimbabwe 2,999 98 14 0 0 Expert based 23 Gonarezhou NP & Malilangwe Zimbabwe 6,371 126 13 4,998 99 Expert based 24 Nuanetsi Wildlife Section Zimbabwe 2,884 34 3 0 0 Expert based 25 Bubye Conservancy & Bubiana Zimbabwe 4,729 70 7 0 0 Expert based 26 Reserva Parcial Luando Angola 8,737 9 1 8,737 9 0.1 per 100km2 27 Angola Central Angola 29,126 29 3 0 0 0.1 per 100km2 28 Fazendas do Sul de Bicuar Angola 5,886 18 2 0 0 0.3 per 100km2 29 Parque Nacional de Mupa Central Angola 2,841 20 2 2,841 20 Expert based 962,978 4,411 479 307,469 1,594 Tabela 4.2 Áreas da África Austral consideradas pelos participantes de suportar populações de mabeco residente nas áreas não vedadas em 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016). As estimativas populacionais são derivados de um conjunto de diferentes metodologias e alguns têm relativamente uma grande margem de erro. Localizações são apresentadas na Figura 4.3 acima. Área protegida inclui apenas terra dentro IUCN Categoria I-IV. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 22 4.2.3.1Pequenas populações de mabeco nas áreas vedadas Tabela 4.2 fornece detalhes das áreas não vedadas de faixa residente de mabeco mapeadas pelos participantes (localização dessas áreas são ilustradas na Figura 4.3). Na África do Sul, os participantes também forneceram informações de 11 pequenas (<1,000km2) reservas vedadas com populações residentes de mabeco. Estas não são incluídas nos cálculos de números de mabeco que vagueiam livres ou áreas pelo facto de que as populações em cada reserva são isoladas de todas as outras populações de mabeco, e são geridas como com ponentes duma metapopulação. No entanto, elas constituem áreas importantes para a conservação da espécie como um todo. No total, essas reservas cercadas na África do Sul que suportam o mabeco cobrem 5,086km2 com 19 matilhas de mabeco (225 adultos e animais de um ano; EWT comunicação pessoal). 4.2.4 Distribuição através das áreas protegidas Residente para o mabeco ocorre em áreas protegidas (categorias IUCN I-IV) com as restantes populações (68%) que ocorrem fora das regiões formais da rede de áreas protegidas. Embora que, em 2007, 38% da faixa residente ocorreu em terras protegidas, a diferença não é devido a um declínio da faixa residente em áreas protegidas, mas sim a identificação de nova faixa residente fora das áreas protegidas (por exemplo, na área de Tete em Moçambique). Que mais de 65% do mabeco está fora das áreas oficialmente protegidas é motivo de preocupação, como se sabe que áreas não prote gidas não são de nenhuma forma seguras, com uma grande pressão sobre a terra, e o crescent conflito com seres humanos, juntamente com uma base de presas em declínio. De fato, mesmo dentro das áreas protegidas, as populações de mabeco não são sempre seguras devido ao aumento da demanda da carne de caça reduzindo a disponibilidade de presas e causando a mortalidade directa em armadilhas de arame. Invasão humana e desclassificação de áreas protegidas também são uma ameaça actual significativa para ambas populações de mabeco e chita nas áreas protegidas. Figura 4.4 A distribuição da Categoria IUCN I-IV Áreas Protegidas relativas Faixa Residente do Mabeco, 2015 (e actualizado para Angola Dezembro de 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 23 Embora as populações de mabeco fora das áreas protegidas formais são na maior parte muito inseguras, existem algumas excepções a esta regra. Unidades de conservação privadas ou comunitárias na Namíbia e Zimbabwe, por exemplo, tendem a ser bem protegidas e muitas apoiam boas e seguras populações de mabeco. Estas unidades de conservação não são apresentadas nos mapas, e nos nossos cálculos são considerados fora das áreas protegidas, porque eles não são designados como categoria IUCN I-IV; no entanto, elas repre sentam áreas que têm um nível de protecção e do os animais selvagens podem prosperar. Como ilustrado na Figura 4.5, 68% da faixa residente localiza-se fora das áreas protegidas, bem como a maior parte da possível faixa resi dente e faixa de conexão. Isso indica que, com a chita, actividades de conservação fora das áreas protegidas são susceptíveis de serem importantes para a preservação desta espécie. Ao contrário de chita, muito pouco da faixa recuperável identificada localiza-se dentro de áreas formalmente protegidas. A excepção é do Parque Nacional de Etosha, que, como mencionado, pode ser recolonizada naturalmente a partir do leste. 4.2.5 Distribuição atrvés das fronteiras internacionais Como ilustrado na Figura 4.3, as áreas mais importantes para a conservação do mabeco é transversal as fronteiras internacionais; estas incluem as três maiores populações da região. O número total de mabeco estimado serem populações transfronteiriças na África Austral em 2015 (incluindo Parque Nacional do Niassa, que é transfronteiriço com populações na Tanzânia) é de 3.995 indivíduos (437 bandos), que constitui 91% da estimativa total da população na África Austral. Esta elevada percentagem serve para enfatizar a importância da conservação transfronteiriça, incluindo a harmonização do controle de ameaças através de fronteiras internacionais. Figura 4.5 A distribuição da Categoria do IUCN I-IV Áreas Protegidas relativas a Distribuição do Mabeco (Todo Tipo de Faixas), 2015 (e actualizado para Angola, Dezembro de 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 24 Como pode ser visto a partir das Tabelas 4.3 e 4.4, entre 2007 e 2015, a faixa residente aumentou quase 5% (272,403km2), maa a faixa extirpada também aumentou com mais de 4%. Conseguimos reduzir a área de faixa desconhecida por mais de 11%. A nova categoria transitória é provavelmente, responsável por grande parte da redução em áreas designadas como faixa de conexão em 2015, bem como a discrepância na categoria extirpada onde a percentagem de terras extirpada aumentou, mas a área real diminuiu (por 58,099km2) desde de 2007. 4.3.1 Mudanças de faixa de distribuição residente desde 2007 Desde 2007, a disponibilidade de dados melhorados para o mabeco no norte da Namíbia resultou na expansão de faixa residente para o oeste cobrindo uma grande parte do nordeste da Namíbia. Enquanto que algo disso poderá provávelmente reflectir uma expansão da faixa genuína, no seu todo poderá provavelmente ser simplesmente um melhor conhecimento. Além disso, a expansão da faixa provav 4.3 Situação do Mabeco em 2015 comparada com 2007 Tabela 4.3 Comparação da percentagem de faixa histórica no âmbito de diferentes categorias de faixa de distribuição em 2007 e 2015 (e actualizada para Angola, Dezembro de 2016) Tabela 4.4 Comparação das areas (em km2) de diferentes categorias de faixa de distribuição entre 2007 e 2015 (e actualizada para Angola, Dezembro de 2016) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 32 Embora as populações de mabeco fora das áreas protegidas formais são na maior parte muito inseguras, existem algumas excepções a esta regra. Unidades de conservação privadas ou comunitárias na Namíbia e Zimbabwe, por exemplo, tendem a ser bem protegidas e muitas apoiam boas e seguras populações de mabeco. Estas unidades de conservação não são apresentadas nos mapas, e nos nossos cálculos são considerados fora das áreas protegidas, porque eles não são designados como categoria IUCN I-IV; no entanto, elas representam áreas que têm um nível de protecção e do os animais selvagens podem prosperar. Como ilustrado na Figura 4.5, 68% da faixa residente localiza-se fora das áreas protegidas, bem como a maior parte da possível faixa residente e faixa de conexão. Isso indica que, com a chita, actividades de conservação fora das áreas protegidas são susceptíveis de serem importantes para a preservação desta espécie. Ao contrário de chita, muito pouco da faixa recuperável identificada localiza-se dentro de áreas formalmente protegidas. A excepção é do Parque Nacional de Etosha, que, como mencionado, pode ser recolonizada naturalmente a partir do leste. 4.2.5 Distribuição atrvés das fronteiras internacionais Como ilustrado na Figura 4.3, as áreas mais importantes para a conservação do mabeco é transversal as fronteiras internacionais; estas incluem as três maiores populações da região. O número total de mabeco estimado serem populações transfronteiriças na África Austral em 2015 (incluindo Parque Nacional do Niassa, que é transfronteiriço com populações na Tanzânia) é de 3.995 indivíduos (437 bandos), que constitui 91% da estimativa total da população na África Austral. Esta elevada percentagem serve para enfatizar a importância da conservação transfronteiriça, incluindo a harmonização do controle de ameaças através de fronteiras internacionais. 4.3 Situação do Mabeco em 2015 comparada com 2007 Tabela 4.3 Comparação da percentagem de faixa histórica no âmbito de diferentes categorias de faixa de distribuição em 2007 e 2015 (e actualizada para Angola, Dezembro de 2016) Residente Pequena residente vedada Possível residente Transitória Conectando Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 12.50% 0.02% 8.80% --- 3.00% 2.10% 39.80% 33.80% 2015 16.29% 0.05% 8.98% 3.80% 1.98% 2.35% 43.91% 22.69% Diferença 3.79% 0.03% 0.18% --- -1.02% 0.25% 4.11% -11.11% Tabela 4.4 Comparação das areas (em km2) de diferentes categorias de faixa de distribuição entre 2007 e 2015 (e actualizada para Angola, Dezembro de 2016) Residente Pequeno residente Vedado Possível residente Transitória Conectando Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 690,575 3,818 483,389 --- 167,975 114,076 2,200,685 1,867,166 2015 962,978 4,429 493,578 226,289 92,200 137,863 2,142,586 1,712,475 Diferença 272,403 611 10,189 --- -75,775 23,787 -58,099 -154,691 Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 32 Embora as populações de mabeco fora das áreas protegidas formais são na maior parte muito inseguras, existem algumas excepções a esta regra. Unidades de conservação privadas ou comunitárias na Namíbia e Zimbabwe, por exemplo, tendem a ser bem protegidas e muitas apoiam boas e seguras populações de mabeco. Estas unidades de conservação não são apresentadas nos mapas, e nos nossos cálculos são considerados fora das áreas protegidas, porque eles não são designados como categoria IUCN I-IV; no entanto, elas representam áreas que têm um nível de protecção e do os animais selvagens podem prosperar. Como ilustrado na Figura 4.5, 68% da faixa residente localiza-se fora das áreas protegidas, bem como a maior parte da possível faixa residente e faixa de conexão. Isso indica que, com a chita, actividades de conservação fora das áreas protegidas são susceptíveis de serem importantes para a preservação desta espécie. Ao contrário de chita, muito pouco da faixa recuperável identificada localiza-se dentro de áreas formalmente protegidas. A excepção é do Parque Nacional de Etosha, que, como mencionado, pode ser recolonizada naturalmente a partir do leste. 4.2.5 Distribuição atrvés das fronteiras internacionais Como ilustrado na Figura 4.3, as áreas mais importantes para a conservação do mabeco é transversal as fronteiras internacionais; estas incluem as três maiores populações da região. O número total de mabeco estimado serem populações transfronteiriças na África Austral em 2015 (incluindo Parque Nacional do Niassa, que é transfronteiriço com populações na Tanzânia) é de 3.995 indivíduos (437 bandos), que constitui 91% da estimativa total da população na África Austral. Esta elevada percentagem serve para enfatizar a importância da conservação transfronteiriça, incluindo a harmonização do controle de ameaças através de fronteiras internacionais. 4.3 Situação do Mabeco em 2015 comparada com 2007 Tabela 4.3 Comparação da percentagem de faixa histórica no âmbito de diferentes categorias de faixa de distribuição em 2007 e 2015 (e actualizada para Angola, Dezembro de 2016) Residente Pequena residente vedada Possível residente Transitória Conectando Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 12.50% 0.02% 8.80% --- 3.00% 2.10% 39.80% 33.80% 2015 16.29% 0.05% 8.98% 3.80% 1.98% 2.35% 43.91% 22.69% Diferença 3.79% 0.03% 0.18% --- -1.02% 0.25% 4.11% -11.11% Tabela 4.4 Comparação das areas (em km2) de diferentes categorias de faixa de distribuição entre 2007 e 2015 (e actualizada para Angola, Dezembro de 2016) Residente Pequeno residente Vedado Possível residente Transitória Conectando Recuperável Extirpada Desconhecida 2007 690,575 3,818 483,389 --- 167,975 114,076 2,200,685 1,867,166 2015 962,978 4,429 493,578 226,289 92,200 137,863 2,142,586 1,712,475 Diferença 272,403 611 10,189 --- -75,775 23,787 -58,099 -154,691 Figura 4.6 Faixa residente de mabeco em 2007 (esquerda) e 2015 (direita) e actualizada para Angola Dezembro de 2016). O total da terra designada como faixa residente para o mabeco aumentou com 182,457km2 desde 2007, mas a distribuição também mudou. Nota a vasta extensão de faixa residente do mabeco no oriente da Zâmbia para o interior da área de Tete em Moçambique, uma extensão de faixa residente na Namíbia e da adição do Parque Nacional Bicuar de Angola. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 25 elmente verdadeira para o mabeco, junto com melhores dados, resultou numa expansão significativa ao sudoeste do Parque Nacional de Luangwa, na Zâmbia. Contrariamente à situação em 2007, acredita-se agora que a população de mabeco no vale de Luangwa está conectado através do Parque Naional Lower Zambezi no Vale do Zambeze no Zimbabué. Uma área adicional significativa de faixa na área de Tete em Moçambique foi acordado pelos participantes no workshop de 2015, de ser também faixa residente para o mabeco, e com esta ligando através do Vale do Zambeze, e subindo para o ecossistema de Luangwa, faz desta área uma nova e importante população transfronteiriça. No Workshop de Planeamento Nacional de Conservação da Chitah e Mabeco de Outubro de 2016 em Angola, os peri tos confirmaram também várias áreas novas em Angola como a faixas residentes de mabeco. Ao analisar os números, a estimativa total para o mabeco na África Austral aumentou ligeiramente de 4.273 animais em 470 bandos em 2007 para 4.411 mabecos em 479 bandos em 2015/16. Se as pequenas reservas vedadas forem incluídas, este número aumenta para 4.636 mabecos em 498 bandos. Embora que o número estimado de mabeco livre não mudou significativamente desde 2007 (au mento de apenas 138 mabecos, ou 9 matilhas), tem havido algumas mudanças subtis. Áreas de faixa residente foram adicionadas (Fig 4.6), e as estimativas de densidade para algumas áreas foi revisto para baixo com base numa melhor disponibilidade de dados. Dado um aumento na faixa residente de 272,403km2 (quase 5% de aumento desde 2007), o aumento limitado na estimativa da popu lação indica que as populações devem estar em declínio em grande parte da faixa residente anteriormente conhecida. 4.4 Conclusões A distribuição geográfica do mabeco na África Austral deparou-se com uma contração substancial nos últimos duzentos anos. Da sua distribuição histórica anteriormente cobrindo mais de 5 milhões de km2, em 2015 menos de 1,000,000km2 (17% do total) ainda aparece a apoiar populações de mabeco residente. Mesmo assim, ambas estimativas de área de faixa residente e da população para mabeco de livre têm aumentado desde 2007, embora este último por apenas 138 animais ou 9 bandos. Apenas sete dos 10 países da região suportam o mabeco; no Lesoto e Suazilândia o mabeco não existe, enquanto o Malawi tem apenas aparições ocasionais de mabeco presumivelmente transitórios no Parque Nacional de Kasungu. Cerca de 92% do mabeco na região vive em populações que atravessa fronteiras internacionais, e para tal a cooperação transfronteiriça na sua conservação constitui um imperativo. Em geral, a estimativa do número de mabeco livre não teve uma mudança significativa desde 2007, mostrando apenas um ligeiro au mento de 4.273 animais em 470 bandos em 2007, para 4.411 mabeco em 479 bandos em 2015. Isto representa um aumento de apenas 4,8% durante 8 anos e, se este é o verdadeiro crescimento da população, demonstra uma taxa de crescimento anual de 0,59% por ano. No entanto, não é provável que isso seja indicativo de uma população crescente, mas sim de mais áreas descobertas onde o mabeco é residente. De fato, a estimativa da faixa residente para o mabeco aumentou em 272,403km2 desde 2007, de modo que um aumento tão modesto no número total de populações (de apenas 138 mabecos individuais) indica um declínio em muitas das populações anteri ormente conhecidas. No entanto, é moderadamente encorajador que, mesmo com o nosso conhecimento substancialmente melhorado, não estamos registando um declínio no número total de mabeco. Embora o número e a extensão geográfica de populações conhecidas é pequena em relação à espécie ‘faixa histórica, existem outras áreas que ainda podem apoiar populações residentes (‘ faixa recuperável). De particular relevância, são as grandes áreas no norte e centro de Moçambique, no sudeste de Angola e no sul do Botswana. Pesquisas nessas áreas seriam de grande valor e deveriam ser priorizadas. Apenas um número comparativamente pequeno de locais foram identificados onde a recuperação de populações de mabeco extirpado pode ser considerada (‘faixa recuperável’). A mais notável destas é uma grande área de terra na Namíbia, em direcção ao oeste através do Parque Nacional Etosha e depois para o sul uma rota curta a partir da costa. A maioria das outras áreas designadas como faixa re cuperável, são áreas próximas das que estão actualmente ocupadas por mabeco, e a recuperação natural é, portanto, potencialmente possível. Reintrodução provavelmente não, portanto, uma alta prioridade para a conservação de mabeco na região a médio prazo. Apesar de uma grande quantidade de informação disponível para alguns da região (em particular a África do Sul, Namíbia, Botswana e Zimbabwe), a situação do mabeco ainda é desconhecida em cerca de 22,1% da região e incerta (considerada “possível”) nos outros 8.6%. A maior parte da faixa actualmente desconhecida está localizada em Angola, Zâmbia e Moçambique. Estas áreas são também prioridades para o trabalho de pesquisa. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 26 CAPÍTULO 5 Ameaças a Chita e Mabeco na África Austral 5.1 Introdução Uma avaliação de ameaças contra as populações de chita e mabeco é um componente crucial do planeamento estratégico para a con servação das espécies. Compreender a natureza dessas ameaças é essencial para identificar medidas susceptíveis de atenuar as ameaças e, portanto, atingir os objetivos de conservação. 5.2 Ameaças eminentes No worshop de 2007, dados sobre ameaças às populações de mabeco e chita foram contribuídos pelos participantes do workshop. Além disso, durante o processo de mapeamento, os participantes foram convidados a listar os actuais factores mais prováveis de ameaça con tra as actuais populações, e fornecer evidência de que cada factor representa uma ameaça. Esta informação foi posteriormente revista e recolhida separadamente para mabeco e chita. No entanto, como as ameaças identificadas eram quase idênticas para as duas espécies, serão a partir daqui discutidas em conjunto. As secções abaixo descrevem as principais ameaças enfrentadas pela espécie, conforme identificado no workshop de 2007 e actualiza das no workshop de 2015. Ameaças adicionais identificadas em 2015 estão listados abaixo desses pontos. 5.2.1 Perda e fragmentação do habitat (ambas espécies) Perda e fragmentação do habitat em conjunto representam a maior e mais abrangente ameaça para ambos a chita e mabeco, e contribui para várias das outras ameaças imediatas listadas abaixo. Porque ambas as espécies vivem em tão baixas densidades e variam tão am plamente, suas populações necessitam áreas de terra muito vastas para sobreviver do que as outras espécies carnívoras. Por essa razão, a chita e mabeco são mais sensíveis à perda de habitat que outras espécies relacionadas. A longo prazo, a conservação de populações viáveis de chita e mabeco é provável que necessitem de áreas de terra que excede 10,000km2, a menos que uma gestão muito intensiva possa ser mantida. Felizmente, ambas as espécies têm a capacidade de sobreviver e se reproduzir em áreas dominadas pelo homem sob corretas circunstâncias; tais como as grandes áreas necessárias para a conservação de mabeco e chita poderiam ser terra protegida, terra não protegida, ou uma combinação dos dois. Ambas espécies têm também excelente capacidade de dispersão, portanto, conservando conexões de habitat pode ser possível para manter o fluxo de genes entre populações, e incentivar a recolonização do habitat desocupa da adequado, mesmo nas áreas que foram moderadamente fragmentadas. No entanto, como a população humana continua a aumentar em África, e a pressão sobre os recursos naturais se intensifica, esta continua a ser uma ameaça muito significativa e real. 5.2.2 Conflicto com fazendeiros (ambas espécies) Ambos chita e mabeco estão ameaçadas por conflitos com os fazendeiros em algumas partes da sua área geográfica. Embora ambas as espécies preferem presas selvagens sobre animais domésticos, ambos podem matar o gado em algumas circunstâncias e, portanto, correm o risco de serem mortos pelos agricultores em retaliação. Esse conflito pode envolver ambos os pastores de subsistência e fa zendeiros comerciais. Como nenhuma destas espécies prefere regularmente animais mortos, eles são menos suscetíveis à intoxicação comparando com outros carnívoros, como hienas e leopardos, mas pode ser morto a tiro ou espetado. Mesmo onde não há conflito genuíno, equívocos comuns sobre a espécie entre os membros da comunidade também pode levar a perseguição desnecessária. 5.2.3 Conflicto com reservas de caça (ambas espécies) Ambos chita e mabeco estão ameaçados por conflitos com proprietaries de reservas de caça em partes da sua área geográfica. Desde caça de criação, muitas vezes representam presa natural para as duas espécies, há poucas, se houver, medidas que podem ser tomadas para reduzir a predação pela chita e mabeco. O mabeco é particularmente não popular com os prietários de reservs de caça não só porque eles podem levar caça valiosa, mas também porque a sua tendência para perseguir grandes presas nas vedações (Van Dyk & Slotow de 2003) pode causar sérios danos as vedações (Lindsey, du Toit e Mills, 2005 ). Isto foi destacado na reunião de 2015 como um problema crescente na África do Sul em particular, onde a criação de morphs genéticos e cores de espécies raras e caras de caça está-se tornando cada vez mais generalizada. Devido ao seu valor, muitas vezes há pouca tolerância de qualquer ameaça de um predador e a perseguição é comum). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 27 5.2.4 Perda de presas (ambas espécies) Ambos chita e mabeco são caçadores altamente eficientes, capazes de sobreviver em áreas de relativamente com baixa densidade de presas. No entanto, perda de presas em algumas áreas, devido à caça, a colheita da carne de caça ilegal, elevadas densidades pecuárias, conversão de habitats ou cordão de vedação veterinários podem ter um impacto direto a populações de chita e mabeco. Perda de presas também podem ter graves efeitos indirectos, uma vez que predação de rebanhos pode tornar-se mais frequentes, onde presas selvagens estão esgotadas (Woodroffe et al., 2005b), intensificando o conflito com os criadores de gado. Embora muitas vezes mais grave fora de áreas protegidas, perda de presas (devido em grande parte à caça furtiva insustentável de carne de caça), é também uma ameaça signifi cativa dentro de muitas áreas protegidas, onde as populações de chita e mabeco devem estar seguras. 5.2.5 Armadilha acidental (ambas espécies) Embora nenhuma das espécies é regularmente alvo de armadilhas (mas veja Davies & Du Toit, 2004), ambas espécies podem ser cap turadas acidentalmente em armadilhas estabelecidas para outras espécies. Essas armadilhas acidentais são uma fonte significativa de mortalidade de mabeco em muitas partes da África Austral (Woodroffe et al., 2007a), tanto dentro como fora das áreas protegidas, e constitui a mais grave ameaça para as populações de mabeco em diversas áreas. Embora os efeitos nas populações de chita são menos quantificados, chitas presas nas armadilhas são relatados ocasionalmente e armadilha pode ameaçar algumas populações, incluindo no interior das áreas protegidas. Além disso, como mencionado acima, armadilha pode impactar negativamente nas populações de mabeco, chita e também de presas. Na reunião de 2015, os participantes acrescentaram que um dos principais problemas é a ampla disponibi lidade de arame que é então utilizado para a armadilha (muitas vezes dentro e/ou imediatamente adjacentes às áreas protegidas), bem como a tomada de decisão errada sobre a colocação de materiais de vedações e, a disposição inadequada de materiais que podem ser usados para matar animais selvagens (por exemplo arame). 5.2.6 Acidentes rodoviários (ambas espécies) Estradas de alta velocidade representam uma ameaça tanto para as populações de chita e mabeco. Mabeco usa estradas para viajar e descansar, e, portanto, são especialmente vulneráveis a acidentes rodoviários. Esta é uma preocupação particular, onde as estradas pavimentadas ou outras estradas de tráfego rápido, atravessa ou estão próximas das principais áreas de vida selvagem, como a estrada Lusaka-Mongu que atravessa o Parque Nacional de Kafue, na Zâmbia, e a estrada Bulawayo-Victoria Falls que atravessa habitat de ma beco perto do Parque Nacional de Hwange no Zimbabwe. Com desenvolvimento da região e mais estradas são asfaltadas, esta fonte de mortalidade pode aumentar a menos que programas de consciencialização são instigados (por exemplo, no norte de Moçambique). 5.2.7 Pequenas populações (ambas espécies) Os participantes identificaram a pequena população como uma ameaça para a persistência de várias populações de mabeco e chita na África Austral. Muitas dessas populações foram reintroduzidos em áreas pequenas, vedadas na África do Sul e são intensamente geridos como parte de metapopulação em todo o país. Sem tal gestão poucos, se algum, podem ser considerado viável. No entanto, várias popu lações muito pequenas (especialmente populações de chita) persistem em áreas não cercadas; mantendo a conectividade com outros habitat adequado será vital para a conservação dessas populações. 5.2.8 Doenças Infecciosas (principalmente mabeco) Doença infecciosa pode ter grandes impactos sobre populações de mabeco. A raiva contribuído para a extinção da população de mabeco no ecossistema de Serengeti-Mara em 1991 (Gascoyne et al, 1993;.. Kat et al, 1995), e tem havido vários surtos documentados na África Austral (por exemplo, ver Hofmeyr et ai, 2000;.. Hofmeyr et al, 2004). Doença viral canina causou pelo menos a morte de todo o bando em Botswana (Alexander et al., 1996) e frustrou uma tentativa de reintrodução em Tswalu na África do Sul. Mais recentemente (2016), mabeco no Parque Nacional de Kruger, na África do Sul também foram afectados pela doença (EWT, pers. Com. 2016). Ambos os anti rábica e vírus cinomose são mantidos no seio de populações de cães domésticos (Cleaveland et al, 2000;. Cleaveland & Dye, 1995); portanto, os riscos de doenças são susceptíveis de serem particularmente elevados para o mabeco que vive fora das áreas protegidas. Doença provavelmente representa uma ameaça menor para a chita, embora em algumas áreas antraz causou mortalidade substancial (Lindeque, Brain & Turnbull, 1996). 5.2.9 Caça para o comércio ao vivo e outros usos (principalmente chita) Chita raramente é caçada por causa da sua pele, ou para usos culturais, na África Austral. No entanto, o comércio ilegal ou mal regula mentado de chita viva para o comércio de animais de estimação tem sido documentada em Botswana, Namíbia e África do Sul e pode ser um problema crescente em toda a região. A principal área para esse comércio é a indústria de reprodução em cativeiro da África do Sul. Chita é caçada legalmente dentro da indústria da caça na Namíbia; as pequenas quotas legais para caçar as espécies no Zimbabwe e Botswana são raramente usadas. O mabeco é ocasionalmente levado para usos culturais (especialmente no Zimbabué (Davies & Du Toit, 2004) e Malawi), mas esta é provavelmente muito rara para constituir uma séria ameaça a viabilidade da população. A maior ameaça para a chita do comércio ilegal de animal de estimação é nas populações no Corno de África (Quénia, Etiópia, Somália, Sudão do Sul e Djibouti). Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 28 Durante o workshop de 2015, foram identificadas algumas ameaças adicionais. Estes incluíam: 5.2.10 Turismo irresponsável e distúrbios das tocas (principalmente mabeco) Alguns participantes consideraram que o turismo irresponsável, particularmente em tocas de mabeco, constitui uma ameaça emergente para o futuro vigor de bandos afectados. Distúrbios regulares e significantes de tocas por turistas não regulamentados poderá constituir uma séria ameaça para a sobrevivência dos cachorros no longo prazo. 5.2.11 Aumento do uso de veneno (ambas espécies) Embora nem chita nem o mabeco alimentam-se normalmente de animais já mortos, o aumento do uso de veneno de ‘caça silenciosa “é uma ameaça potencial, especialmente quando poços são envenenados. Esta foi considerada como uma ameaça emergente para a chita e mabeco. 5.2.12 Pobre coexistência com as comunidades Dado que a chita e mabeco vivem ao lado de algumas das populações mais pobres do mundo, a falta de benefícios para as comunidades de chita e mabeco, a falta de resiliência das comunidades sujeitas ao impacto da chita e mabeco e a falta de meios de subsistência alternativos, todos apresentam uma ameaça para o futuro das espécies em terras comunais. Houve também uma percepção entre os participantes de que tinha havido uma redução de opções de rendimento para as comunidades à base de animais selvagens. 5.2.13 Políticas prejudiciais de uso da terra Os participantes da reunião de 2015 afirmaram que certas questões relativamente ao uso da terra representam uma ameaça direta e grave para mabeco e chita. Estas incluíam a falta de engajamento com o sector privado para minimizar impactos da mineração e extração de recursos, a falta de coordenação para falar com uma única voz para parar de prejudicar o desenvolvimento em grande escala e pobre zoneamento ou pobre integração de programas de uso da terra. Também estavam incluídos aqui a questão do aumento da quantidade de vedações a prova de predadores para a gestão de reservas de caça (que iria bloquear dispersões e aumentar os riscos de eventos estocásticos, como a seca ou surto de doenças). 5.2.14 Ausência de compromisso politico Ausência de coordenação intersectorial e cooperação a nível político foi considerado uma ameaça para a chita e mabeco, dificultando os esforços de conservação ao nível de políticas. Relativamente a isso foi a preocupação da falta de poder de ministérios ambientais e a falta de integração política de conservação da biodiversidade nas outras áreas de políticas e engajamento político. Finalmente, uma ameaça emergente é a do desvio de recursos para elefantes e rinocerontes. Com uma grande crise da caça furtiva actualmente em curso, mais atenção, esforço e recursos estão sendo desviados para programas de conservação de rinoceronte e de elefante, resultando em menos recursos e menos espaço para as questões de conservação de chita e mabeco a nível governamental. 5.2.15 Outros Outras ameaças determinadas por participantes do workshop de 2015, que, embora importantes, são em grande parte, para além da capacidade de abordagem dos participantes, incluem:: • As minas que restringem o acesso por parte das autoridades da vida selvagem e matam animais • A corrupção das agências que enforçam a lei e ordem • Perda de resiliência das populações de chita e mabeco devido a mudanças climáticas 5.3 Constrangimentos para atenuar as ameaças Conservação de populações de chita e mabeco, requer a mitigação das ameaças acima listadas, muitas vezes em vastas escalas espaciais. Os participantes do workshop, portanto, identificaram as barreiras ao alcance destes resultado. Mais uma vez, os resultados para chita e mabeco eram extremamente semelhantes e são discutidas em conjunto. Constrangimentos identificados incluem a falta de vontade política para promover a conservação de chita e mabeco, agitação política em algumas importantes áreas de mabeco e chita, o financiamento insuficiente, falta de capacidade, legislação inadequada, má gestão da terra e a falta de consciência do governo e do público. Estes constrangimentos humanos potencialmente mutáveis contrastam com várias restrições biológicas, que são característicos de mabeco e chita e não podem ser alterados: estas incluíam interações negativas das espécies com outros grandes carnívoros, e sua capacidade de matar valiosos animais “caça”. Este resumo dos problemas enfrentados para a conservação de mabeco e chita foi usado para informar a análise do problema, que foi fundamental para o desenvolvimento do plano estratégico (ver Capítulo 6). Nos últimos anos, ferramentas foram desenvolvidas para Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 29 resolver muitas das ameaças imediatas para as populações de mabeco e chita (por exemplo Woodroffe et al., 2005a), mas as causas profundas destas ameaças incluem problemas como a invasão humana nas áreas de vida selvagem e falta da capacidade de conservação, que são comuns a muitas espécies na região. 5.4 Conclusões Ambas as ameaças imediatas e finais enfrentadas pelo mabeco e chita são muito semelhantes. Na verdade, essas ameaças são semel hantes as enfrentadas por todos os grandes carnívoros na África. No entanto o comportamento extremamente amplo de mabeco e chita torna-os extremamente sensíveis a estas ameaças e significa que as ameaças devem ser mitigadas nas áreas extremamente vastas. A semelhança das ameaças enfrentadas pelas duas espécies também significa que, com muito poucas excepções, as actividades de con servação implementadas para estas espécies são susceptíveis de beneficiarem-se ambas. Foi o objetivo da reunião de revisão estratégica para rever o plano estratégico de conservação para incorporar objetivos, resultados e actividades para enfrentar as ameaças identificadas. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 30 CAPÍTULO 6 A ESTRATÉGIA REGIONAL DE CONSERVAÇÃO PARA O CHITA E MABECO NA ÁFRICA AUSTRAL (ACTUALIZADA AGOSTO DE 2015) 6.1 Antecedentes A primeira Estratégia de Conservação da Chita e Mabeco da África Austral foi produzida em 2007. A estructura e o desenvolvimento do plano estratégico seguiu o processo que foi recentemente desenvolvido pelo IUCN/SSC, e implementado num exercício de plano similar para a chita e mabeco da África Oriental em 2007 (IUCN/SSC, 2008). Este processo foi também ilustrado por dois planos estratégicos de espécies anteriores em África: do Elefante da África Ocidental (IUCN, 2005) e o Leão Africano (IUCN, 2006). Informação de anteriores planos de acção para a chita e mabeco – O Plano Global de Acção de Conservação da Chita (Bartels et al., 2001, 2002) e o Estado de Pesquisa e Plano de Acção de Conservação do Mabeco (Woodroffe et al., 1997; Woodroffe, McNutt & Mills, 2004) – foram tabém muito importantes para o desenvolvimento do processo. O processo de workshop usado em 2007, e mais uma vez amplamente seguido em 2015, incluiu as seguintes componentes: 1. Engajamento com as partes interessadas: individualidades e instituições importantes e competentes para implementar o plano – in cluindo autoridades do governo, especialistas de espécies e ONGs relevantes – todos foram envolvidos no processo de planificação estratégica. 2. Sumário de conhecimentos: O processo de mapeamento durante o workshop estabeleceu informação actualizada do estado e dis tribuição de ambas espécies (veja Capítuos 3-4). Este providenciou informação essencial para o desenvolvimento e actualização do plano estratégico. 3. Análise do problema: Uma análise do problema foi realizada para identificar ameaças, lacunas e constrangimentos que influenciaram a habilidade dos participantes para a conservação da chita e mabeco. A análise do problema providenciou informação importante para o desenvolvimento dos objectivos para o plano estratégico. Este foi actualizado no workshop de 2015 workshop e, introduzido no novo plano. 4. Plano estratégico: Um plano em cascata foi construido, começando com a visão, continuando para o objectivo, uma série de objec tivos foram idealizados ao encontro do obectivo, e depois um conjunto de metas e actividades para abordar cada um dos objectivos (Figura 6.1). Na reunião de 2015, os objectivos deste plano foram revistos até ao nível inferior. Figura 6.1 A estrutura do plano estratégico desenvolvido nos worshops de 2007 e 2015. No workshop de 2007, ‘resul tados’ eram chamados ‘metas/objectivos’ mas estes foram actualizados para ser ‘resultados’ no workshop de 2015, para estar alinhado com as directrizes de planificação estratégica do IUCN/SSC Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 31 6.2 O Processo de Planificação Estratégico O processo de planificação é compost de seis fases: 1. O desenvolvimento da visao 2. O desenvolvimento do objectivo 3. Análises do problema 4. O desenvolvimento de uma série de objectivos que abordam os problemas identificados da análise do problema 5. O desenvolvimento de uma série de objectivos para abordar cada objectivo 6. O desenvolvimento de um conjunto de actividades para abordar cada objectivo O processo de planificação estratégico tanto em 2007 e 2015, foi participativo e conduzido pelo consenso com todas as partes interes sadas envolvidas no desenvolvimento dos planos. O processo foi conduzido desta forma para garantir as especialidades e experiências de todos participantes informaram os planos, e também para garantir que os planos fossem propriedade conjunta de instituições e individu alidades relevantes, facilitando a sua implementação. Os planos tinham como intenção de serem realísticos e, poque els são regionais, de ser suficientemente geral para permitir uma transferência fácil de planeamento a nível nacional. O plano estratégico original foi revisto de objectivo nível baixo was revised from objective level down em 2015. Incluiu a revisão da árvore de problemas e vários problemas foram identificados e adicionados (ver Secção 5.2). 6.3 O Processo de Revisão (2015) O segundo workshop regional, com o objetivo de rever e actualizar a Estratégia Regional de Conservação de 2007, foi realizada de 9 a 13 de Agosto de 2015, no Heia Safari Ranch, Johannesburg, África do Sul. No total, 48 participantes estiveram presentes, incluindo 23 participantes de programas de campo de todos os oito Estados da região, 11representantes das autoridades da vida selvagem dos gover nos de sete países (excluindo o Zimbabwe), cinco participantes do RWCP, cinco participantes de AZA, um do Pan Africano AZA (PAAZA), um especialista de GIS, um representante da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (CMS), e o co-presidente da Cat Specialist Group da IUCN. O workshop incluiu apresentações dos sete governos presentes sobre os progressos realizados pelas respectivas autoridades da vida selvagem para os objectivos da estratégia regional de 2007 (IUCN / SSC 2007), bem como as apresentações dos 18 projetos de campo, delineando o seu progresso ao alcance dos objetivos da estratégia. Os participantes foram muito encorajados com o volume de trabalho realizado desde 2007 e definiu um tom positivo para a reunião, embora os desafios também eram claramente patentes. As apresentações foram seguidas de uma sessão para actualizar os mapas de distribuição do mabeco e chita na África Austral; um processo que foi imen samente beneficiado com o conjunto da riqueza de conhecimentos especializados presente. Antes do workshop, foi solicitado a todos os participantes do projecto e do governo para preencherem sobre o seu progresso contra o quadro da Estratégia Regional original de 2007 (IUCN / SSC 2007). Esta informação foi recolhida toda junta pelo coordenador regional do RWCP para a África Austral. Este foi um exercício extremamente informativo e importante, e foi resumido durante o workshop simplesmente através da indicação contra a qual as actividades de uma organização teve progresso, e depois resumindo estes por ob jetivo (Tabela 6.1). Isto demonstrou claramente em que áreas mais progresso tinha sido alcançado e nas que pouco se tinha alcançado, permitindo a orientação do processo de revisão para tornar estes objectivos difíceis mais viáveis. Em particular, o maior progresso foi alcançado nos temas que abrangem conhecimentos e informações, coexistência e planeamento nacional (adicionando a contribuição do RWCP), o progresso justo no desenvolvimento de capacidades, transferência de informação e política e legislação. No entanto, muito menos progresso foi realizado nas áreas difíceis relacionadas a mudança do uso da terra e engajar o compromisso político. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 32 O resto do workshop efectuou-se uma revisão e actualização do quadro estratégico para a nova estratégia. Embora o objectivo e a visão permaneceram, os objetivos, resultados e actividades estabelecidos no roadmap ao alcance dos objectivos, portanto, os participantes foram convidados a construir através da sua experiência para avaliar e, se necessário, aprimorar este roadmap para torná-lo relevante para mais 7-8 anos. Para o efeito, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho e cada um abordou dois objetivos. A edição final foi realizada em plenária para se chegar a um consenso sobre a estrutura final e formulação da estratégia. Mudanças significa tivas foram efectuadas para o Uso da Terra e Políticas e Objetivos da Legislação que tinham sido difíceis de implementar no último plano. Todo o processo tem demonstrado a importância de workshops para examinar e analisar tais planos para mantê-los relevantes, realís ticos e actualizados. A estratégia revista foi substancialmente melhorada a partir da primeira versão, os participantes demonstraram a sua considerável experiência na implementação da estratégia nas suas revisões. O workshop também demonstrou que a estratégia da chita e mabeco constitui documento de trabalho vivo, e que não só é concebido para ser implementado, mas o progresso será também acompanhado. 6.4 A Etratégia Regional Actualizada 6.4.1 A Visão e o Objectivo Ambos a visão e o objectivo original da estratégia de 2007 permanecem intactos: VISÃO: Assegurar, que as populações viáveis de chita e mabeco através das faixas de ecossistemas possam coexistir com sucesso com, e valorizados pelas populaçãoes da África Austral OBJECTIVO: Melhorar a situação de chita e mabeco, e assegurar populações adicionais e viáveis através de sua faixas na África Austral Tabela 6.1: O resumo do progresso alcançado nos projectos e autoridades da vida selvagme dos governos contra progresso da Estratégia Regional de Conservação para a Chita e Mabeco na África Austral (IUCN/SSC 2007) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 45 Tabela 6.1: O resumo do progresso alcançado nos projectos e autoridades da vida selvagme dos governos contra progresso da Estratégia Regional de Conservação para a Chita e Mabeco na África Austral (IUCN/SSC 2007) O resto do workshop efectuou-se uma revisão e actualização do quadro estratégico para a nova estratégia. Embora o objectivo e a visão permaneceram, os objetivos, resultados e actividades estabelecidos no roadmap ao alcance dos objectivos, portanto, os participantes foram convidados a construir através da sua experiência para avaliar e, se necessário, aprimorar este roadmap para torná-lo relevante para mais 7-8 anos. Para o efeito, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho e cada um abordou dois objetivos. A edição final foi realizada em plenária para se chegar a um consenso sobre a estrutura final e formulação da estratégia. Mudanças significativas foram efectuadas para o Uso da Terra e Políticas e Objetivos da Legislação que tinham sido difíceis de implementar no último plano. Todo o processo tem demonstrado a importância de workshops para examinar e analisar tais planos para mantê-los relevantes, realísticos e actualizados. A estratégia revista foi substancialmente melhorada a partir da primeira versão, os participantes demonstraram a sua considerável experiência na implementação da estratégia nas suas revisões. O workshop também demonstrou Tema Objectivo Progresso Projecto Progresso Governo Desenvolvimento de Capacidade 1. Desenvolver capacidade em todos os aspectos de conservação da chita mabeco na Africa Austral. 43% 22% Conhecimento e Informação 2. Melhorar o conhecimento de conservação biológica do mabeco e chita na África Austral. 63% 55% Transferência de Informação 3. Desenvolver e implementar mecanismos para a transferência de informação relevante de conservação da chita e mabeco e garantir o compromisso activo das partes interessadas. 47% 34% Coexistência 4 Minimisar o conflicto e promover a coexistência entre a chita, mabeco e populações da África Austral 50% 63% Us da Terra 5 Minimisar efeitos adversos do desenvolvimento da terra e promover e implementar as melhores práticas do uso da terra para a conservação da chita e mabeco. 26% 13% Compromisso Político 6 Obter compromisso politico para as necessidades de conservação da chita e mabeco 6% 12% Políticas e Legislação 7 Rever e, onde necessário, aprimorar, legislação internacional, nacional and local, políticas e protocolos que afectam a conservation da chita e mabeco. 20% 49% Planificação Nacional 8 Facilitar a implementação da estratégia regional, desenvolver e implementar planos de acção nacional para a conservação da chita e mabeco em todas as faixas dos países. 28% 40% Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 33 6.4.2 A análise do problema A árvore de problemas desenvolvida em 2007 foi detalhada e abrangente (Figura 6.2). No entanto, no workshop de 2015, foram identi ficados mais alguns problemas e ameaças. 6.4 The Updated Regional Strategy Figura 6.2 A representação esquemática da árvore de problemas desenvolvido em 2007. Este foi adicionado em 2015. Caixas amarelas se referem apenas a chita, caixas cor de rosa referem-se apenas ao mabeco, e caixas brancas referem-se a ambas espécies. Problemas adicionais identificados em 2015, doa quais não foram identificados como ameaças / problemas em 2007 são listados abaixo (e expandidos na Secção 5.2) 6.4.2.1 Coexistência Aumento no uso de veneno Envenenamento da água Perturbação de esconderijos do mabeco Turismo irresponsável Ausência de benefícios para as comunidades provenientes da chita e mabeco Falta de resiliência nas comunidades sujeitas ao impacto da chita e mabeco Falta de alternativas de sustento de vida Falta de empoderamento do género (queremos abordar esta questão em geral – ou queremos que seja no contexto da nossa abordagem) 6.4.2.2 Uso da Terra Aumento da vedação à prova de predador para a gestão de reservas de caça Disponibilidade do arame para vedação que é depois usado como armadilha/má tomada de decisão do material de vedação Inadequada destruição do material que pod ser usado para matar os animais selvagens Perda de resiliência nas populações de chita e mabeco devido a mudanças climáticas Falta de engajamento com o sector privado para minimizar os impactos de mineração/extracção de recursos Falta de coordenação para falar com uma única voz para parar com o desenvolvimento em grande escala prejudicial Pobre divião de zonas/Integração precária de programas para o uso da terra 6.4.2.3 Compromisso Político Falta de coordenação e cooperação intersectorial Falata de poder dos ministro de Ambiente Falata de integração política de conservação de biodiversidade Desvio de recurso para elefante e rinoceronte Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 34 6.4.2.4 Polícas e legislação Redução de opções de receitas com base da vida sevegem 6.4.2.5 Outros Minas limitam o acesso das autoridades da vida selvagem e mata animais Corrupção das agências que fazem cumprir a lei 6.4.3 Os Objectivos Revisados Os objectivos originais foram concertados na reunião de 2015. Embora não houve mudanças fundamentais do conteúdo, o farmato foi melhorado (Tabela 6.2). 6.4.4 Os Resultados e Actividades Revisadas Os resultados esperados, anteriormente chamados metas, foram extensivamente revisados e actualizados, como foram as actividades necessárias para alcançar esses resultados. Estes são definidos na estratégia regional revista abaixo (e também no quadro, Anexo 4) Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Página 48 Tabela 6.2 Objectivos riginais e revistos da Estratégia Regional de Conservação de Chita e Mabeco da África Austral Tema Objectivos Originais (2007) Objectivos Revistos (2015) Desenvolvimento de Capacidade Desenvolver capacidades em todos aspectos de conservação de chita e mabeco na África Austral Para desenvolver capacidade em todos aspectos de conservação de chita e mabeco na África Austral. Conhecimento e Informação Melhorar o conhecimento da conservação biológica de chita e mabeco na África Austral Para melhorar o conhecimento e gerar informação para a conservação de chita e mabeco na África Austral. Transferência de Informação Desenvolver e implementar mecanismos para a transferência de informação relevante para conservação de chita e mabeco e garantir compromisso activo das partes interessadas Para aumentar o compromisso active das partes interessadas e sensibilização do público em geral com a transferência de informação relevante para a conservação da chita e mabeco Coexistência Minimizar conflicto e promover a coexistência entre a chita e mabeco com as populações da África Austral Para promover a coexistência das populações com a chita e mabeco na África Austral Uso da Terra Minimizar efeitos adversos do desenvolvimento da terra, promover e implementar melhores práticas de uso da terra para a conservação da chita e mabeco Para promover as melhores práticas de uso da terra para a conservação de chita e mabeco e minimizar efeitos adversos de desenvolvimento da terra Compromisso Político Obter o compromisso politico das necessidades de conservação da chita e mabeco Advocacia para o aumento do compromisso politico para a for conservação da chita e mabeco Políticas e Legislação Rever, e onde fôr necessário aprimorar, legislação international, nacional e local, políticas e protocolos que afecam a conservação da chita e mabeco Advocacia para uma forte legislação internacional, nacional e local, políticas e protocolos para apoiar a conservação da chita e mabeco Planificação Nacional Facilitar a implementação da estratégia regional desenvolver e implementar planos de acção nacional para a conservação da chita e mabeco em todas as áreas dos países Para manter e implementar planos de acção actualizados e utilizar outras estruturas relevantee para a conservação da chita e mabeco em todas as áreas dos países. 6.4.4 Os Resultados e Actividades Revisadas Tabela 6.2 Objectivos riginais e revistos da Estratégia Regional de Conservação de Chita e Mabeco da África Austral Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 35 6.4.5 A Estratégia Revisada Etratégia Regional Revisada para a Conservação da Chita e Mabeco na África Austral Agosto de 2015 1. Desenvolvimento de Capacidades Objectivo 1: Para desenvolver capacidades em todos os aspectos de conservação da chita e mabeco na África Austral. 1.1. Resultado: Lacunas nacionais de capacidade em todas as áreas da cheetah e mabeco na região são identificadas e documentadas. 1.1.1. Actividade: Estabelecer situação actual e identificar as lacunas de todas as componentes de capacidade (aplicação da lei, monitoramento e pesquisa, extensão da educação, gestão de áreas protegidas, política, etc.) em cada país 1.1.2. Actividade: Integrar os relatórios nacionais numa síntese regional 1.2. Resultado: A estratégia regional é desenvolvida para desenvolvimento de capacidade (com base no relatório da síntese regional) a todos os níveis 1.2.1. Actividade: Identificar um membro da comissão de cada país para desenvolver a estratégia de desenvolvimento de capacidade regional 1.2.2. Actividade: Desenvolver os resultados e actividades necessárias para desenvolvimeno de capacidade a nível nacional e regional, alinhado onde fôr possível com as iniciativas internacionais 1.2.3. Actividade: Identificar e engajar com instituições de formação apropriadas 1.2.4. Actividade: Activar e originar fundos para a implementação da estratégia de desenvolvimento de capacidade ao nível nacional ou regional, onde fôr aropriado 1.3. Resultado: A Etratégia Regional de Desenvolvimento de Capacidade é implementada e avaliada 1.3.1. Actividade: Implementar as actividades identificadas pela Estratégia Regional de Desenvolvimento de Capacidade (no 1.2.2 acima) 1.3.2. Actividade: Usar o site do RWCP para disseminar a Estratégia Regional de Desenvolvimento de Capacidade e recursos relevantes, e facilitar intercâmbio 1.3.3. Actividade: Estabelecer mecanismos para avaliar a efectividade da Estratégia Regional de Desenvolvimento de Capacidade 1.3.4. Actividade: Avaliar a efectividade da Estratégia Regional de Desenvolvimento de Capacidade usando os mecanismos estabelecidos no 1.3.3. 2. Conhecimento e informação Objectivo 2: Para melhorar o conhecimento e gerar informação para a conservação da chita e mabeco na África Austral. 2.1. Resultado: Um melhor compreensão da situação, distribuição, biologia e ecologia do mabeco e chita é adquirida 2.1.1. Actividade: Continuar com a investigação no campo sobre a dispersão de ambas espécies, incluindo factores que influênciam o successo da dispersão. 2.1.2. Actividade: Continuar com a investigação da ecologia alimentar da chita e mabeco nas diferentes áreas relati vamente ao potecial da faixa. 2.1.3. Actividade: Avaliar a viabilidade e connectividade de pequenas popuações de mabeco e chita. 2.1.4. Actividade: Continuar a contribuir para o progressivo atlas da chita e mabeco 2.1.5. Actividade: Continuar a realizar pesquisas nas faixas desconhecidas e possíveis para avaliar a situação da popu lação e distribuição da chita e mabeco. 2.1.6. Actividade: Avaliar faixa recuperável de factores que podem influenciar a recolonização (natural ou artificial) num período de dois anos. 2.1.7. Actividade: Manter e expandir programas de monitoiria a longo prazo das populações de chita e mabeco na faixa resident; progressivo. 2.1.8. Actividade: Pesquisar, comparar e disponibilizar directrizes de melhores práticas e considerações éticas para a pesquisa, conservação, turismo e a reintrodução da chita e mabeco. 2.1.9. Actividade: Continuar a pesquisa de novas e melhoradas formas de investigação e monitoria da chita e mabeco Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 36 2.2. Resultado: Conhecimento quantitativo, padronizado de ameaças e sua mitigação são gerados disseminados na África Austral, incluindo sobre a caaça furtiva para a carne de caça, perda de habitat e fragmentação, comércio ilegal, gestão captiva, mudanças climáticas e turismo irresponsável, durante dois anos. 2.2.1. Actividade: Recolher e disseminar informação sobre as melhores practicas para a gestão for captiva de mabeco e chita para prevenir a passagem ilegal da vida selvagem para o comércio ilegal associado. 2.2.2. Actividade: Recolher e disseminar informação sobre ameaças actuais e emergentes de conservação da chita e mabeco do comércio de carne de caça. 2.2.3. Actividade: Recolher e disseminar informação sobre ameaças actuais e emergentes de conservação da chita e mabeco de actividades de turismo irresponsável. 2.2.4. Actividade: Recolher e disseminar informação sobre ameaças causadas pelas reservas de caça/fazendas. 2.2.5. Actividade: Recolher e disseminar informação sobre a perda e fragmentação do habitat da chita/ ou mabeco. 2.2.6. Actividade: Recolher e disseminar informação modelos de conservação e illustrar os potenciais benefícios de proteção como uma alternativa as reservas de caça/fazenda. 2.2.7. Actividade: Recolher e disseminar informação sobre a gestão da meta-população. 2.3. Resultado: Conhecimento quantitativo, padronizado de mitigação do conflito humano-carnívoro na África Austral é gera do e disseminado durante dois anos. 2.3.1. Actividade: Estabelecer um grupo de trabalho técnico incorporando todas as faixas dos países. 2.3.2. Actividade: O grupo de trabalho técnico irá resolver todas questões regionais relevantes com as ONG’s, pes quisadores e governo para solicitar o seu envolvimento e dados/informação para contribuir para o manual de melhores prácticas de mitigação de conflito para predadores (até Oubro de 2015). 2.3.3. Actividade: ONG’s regionais, pesquisadores e governos para compilar dados e informação disponíveis sobre qustões de conflicto e soluções de mitigação. 2.3.4. Actividade: O grupo de trabalho técnico irá desenvolver um banco de dados interactivo online onde a infor mação pode ser arquivada e compilada. 2.3.5. Actividade: ONG’s, pesquisadores e governo para compararem a sua informação a nível nacional e arquivá-la no banco de dados interactivo/ou disponibilizá-la ao grupo de trabalho técnico (até Março de 2016). 2.3.6. Actividade: O grupo de trabalho técnico trabalham com a informação providenciada e criar um documento práctico, útil e vivo a ser entregue ao público em geral (até Junho de 2017). Este será completado por um workshop se financiamento fôr disponível. 2.3.7. Actividade: O grupo de trabalho técnico deve desenvolver uma estratégia para a entrega do document ao público. 2.3.8. Actividade: O grupo de trabalho técnico deve obter cartas de apoio de intervenientes chave. 2.3.9. Actividade: Comercializar e entregar o document ao público (a ser completado dois anos depois da data do início). 3. Transferência de Informação Objectivo 3: Para aumentar o activo compromisso dos intervenientes e sensibilização do público com a transferência de informação relevante para a conservation da chita e mabeco. 3.1. Resultado: Informação sobre os benefícios relevantes da chita e mabeco às comunidades locais, governos e proprietárioss de terra continua a ser compartilhada. 3.1.1. Actividade: Realizar reuniões e workshops com as comunidades, proprietaries de terra e governo, para o inter câmbio de conhecimentos e informação relacionada aos incentivos e benefícios relevantes; progressivo. 3.2. Resultado: Projectos de multimídia continuam a ser desenvolvidos através das áreas dos países, construindo com o melhor material disponível. 3.2.1. Actividade: Continuar a desenvolver mecanismos com base da web de prestação de contas interactivo para os avistados, dados, descobertas e actividades relevantes para a conservação de chita e mabeco. 3.2.2. Actividade: Continuar a desenvolver e utilizar cartazes, panfletos, rádio, TV, video, fotos e grupos de teatro para disseminação de informação localmente. 3.2.3. Actividade: Garantir padrões mínimos da colecta de dados através da região, em especial nas áreas onde houver falta de informação. 3.3. Resultado: Aumentar a sensibilização nacional de ameaças locais da chita e mabeco através das áreas dos píses. 3.3.1. Actividade: Continuar com a relização de competições, ensaios, etc. nas escolas e grupos para melhorar e destacar a educação sobre a conservação. 3.3.2. Actividade: Continuar a desenvolver o currículo relativamente a chita e mabeco e integrá-lo com as actividades de clubes de conservação da juventude Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 37 3.3.3. Actividade: Continuar a encorajar o patrocínio de equipas de desportos, clubes e grupos com nomes de chita e mabeco a todos os níveis. 3.4. Resultado: Simpósios nacionais de pesquisa promovidos em todas as áreas dos países. 3.4.1. Actividade: Promover workshops de chita e mabeco nos simpósios científicos anuais. 3.4.2. Actividade: Continuar a participar em várias reuniões e grupos de interesse das partes interessadas (isto é, daqueles que não estão directamente preocupados com a conservação) para disseminar informação sobre a conservação da chita e mabeco 3.5. Resultado: Uma grande sensibilização de questões relacionadas a conservação da chita e mabeco entre os relevantes intervenientes em toadas as áreas dos países. 3.5.1. Actividade: Continuar a desenvolver e disseminar a educação e sensibilização material, constuindo com o melhor material disponível, para ambos adultos e crianças em todos os países. 3.5.2. Actividade: Continuar a criar e implementar programas de multimídia para aumentar a sensibilidade e compreensão da conservação de chita e mabeco em todos os países. 3.5.3. Actividade: Sensibilizar os líderes da importância de conservação da chita e mabeco; progressivo. 3.5.4. Actividade: Articular com as iniciativas existentes e providenciar informação relevante e materiais esclarecedores para apoiar as agências judiciais e de manutenção da lei e ordem. 4. Coexistência Objectivo 4: Para promover a coexistência das populações com a chita e mabeco na África Austral. 4.1. Resultado: A morte intencional da chita e mabeco é reduzida 4.1.1. Actividade: Continuar a monitorar o nível de matança intencional de chita e mabeco em todas as áreas dos países e, comparar os dados a nível nacional anualmente, e de três em três anos para a região. 4.1.2. Actividade: Clarificar e fazer a advocacia para o enforcer leis pertinentes a matança da chita e mabeco em todas as áreas dos países, numa base progressiva. 4.1.3. Actividade: Identificar áreas de conflicto e clarificar extensão do actual versus as perdas visíveis causadas pela chita e mabeco, numa base contínua. 4.1.4. Actividade: Sensibilizar os relevantes intervenientes das práticas de criação de gado e agricultura provadas de reduzir predadores, numa base progressiva. 4.1.5. Actividade: Desenvolver e implementar procedimentos operacionais padrão a nível nacional de respostas acei táveis a situações de conflict no período de ano e encorajar intercâmbios entre os países (exe. pro cedimentos de capturas, translocação, control letal etc). 4.1.6. Actividade: Implementar equipas de resposta rápida ao confito homem-animal para reacgir rapidamente e efectivamente a situações de conflicto, através dos países dentro de dois anos. 4.1.7. Actividade: Iniciar e dar continuidade aos programas para o combate a percepções negativas da chita e mabeco em todos os países dentro de um ano. 4.2. Resultado: O nível de mortalidade incidental mortality da chita e mabeco é reduzido em todos os países dentro de cinco anos. 4.2.1. Actividade: Continuar a monitoria o nível de mortalidade incidental de chita e mabeco em todos os países, e recolher dados anualmente a nível nacional, e de três em três anos na região. 4.2.2. Actividade: Reduzir a mortalidade de armadilhas da chita e mabeco através de iniciativas tais como eforços con tra a caça furtiva, remoção de armadilhas de arame, e populações integrdas na base de comundades, iniciativas da saúde e ambientais, numa base progressiva. 4.2.3. Actividade: Iniciar programas provados de serem efectivo na gestão de doenças que ameaçam a viabilidade das populações de chita e mabeco, numa base progressiva. 4.2.4. Actividade: Implementar programas com metas que podem ser compelidos dos quais reduzem a mortalidade da chita e mabeco nas estradas, numa base contínua. 4.2.5. Actividade: Reduzir substancialmente a mortalidade por envenenamento da chita e mabeco através de campanhas de sensibilização de enforcer a lei e ordem. 4.3. Result: O visível valor económico essencial da chita e mabeco para todos os intervenientes é aumentado dentro de cinco anos. 4.3.1. Actividade: Quantificar e monitorar o visível valor económico da chita e mabeco para todos os intervenientes; progressivo. 4.3.2. Actividade: Promover actividades económcas com base da vida selvage que promovem a conservação da chita e mabeco e que directamente beneficia as comunidades e outros intervenientes, em todos os países dentro de cinco anos. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 38 4.3.3. Actividade: Investigar e destacar o significado cultural da chita e mabeco através de todos os países; progressivo. 4.3.4. Activity: Desenvolver esquemas de auto sustento comunitários que contrabalança os custos de, e internalisa as responsabilidades para o conflito, numa base progressiva. 4.3.5. Actividade: Desenvolver projectos para gerar rendimentos e de desenvolvimento de capacidade ligados a conservação da chita e mabeco, numa base progressiva. 4.4. Resultado: Promotores sócio-económicos para estimular a coexistência dos que usam a terra com a chita e mabeco resolvido. 4.4.1. Actividade: Identificar e engajar intervenientes chave e peritos para resolverem ameaças sócio económicas contra a chita e mabeco dentro de de cinco anos. 4.4.2. Actividade: Identificar factores sócio-económicos relevantes para a conservação da chita e mabeco dentro de dois anos. 4.4.3. Actividade: Desenvolver estratégias para resolver as ameaças sócio económicas contra a chita e mabeco dentro de cinco anos. 4.4.4. Actividade: Encorajar os países a desenvolver uma estratégia bio-económica promove a coexistência com a chita e mabeco. 5. Uso da terra Objectivo 5: Para promovee as melhores práticas do uso da terra para a conservação da chita e mabeco e minimizar os efeitos ad versos de desenvolvimento da terra. 5.1. Resultado: Actuais, propostos e tendências do uso da terra são avaliados contra as necessidades de da chita e mabeco. 5.1.1. Actividade: Criar e manter relações com os intervenientes regionais responsáveis da determinação de actual e future de estratégias de uso da terra, dentro de um ano. 5.1.2. Actividade: Comparar directrizes com base no estudo de casos de estratégias de us da terra associados com a conservação com sucesso da chita e mabeco de cada país da região, dentro de dois anos. 5.1.3. Actividade: Engajar duma forma construtiva com a indústria, providenciar apoio na forma de melhores práticas de gestão e procurer oportunidades em benefício da chita e mabeco 5.2. Resultado: Gestão Integrada e inovadora do uso da terra, planificação e desenvolvimento alinhados com a conservação da chita e mabeco é facilitada. 5.2.1. Actividade: Identificar e recomendar directrizes em colaboração com o governo e sector privado para a respon sabilidade social e ambiental alinhados a consrvação da chita e mabeco. 5.2.2. Actividade: Coordenar a comunicação multisectorial entre os actors chave incluindo o sector privado para facilitar iniciativas de cooperação e colaboração relativas a conservação da chita e mabeco, eex. IUCN Negócio Global Business e Programa de Biodiversidade. 5.2.3. Actividade: Promovera participação multisectorial nos Programas Alargados de Conservação. 5.3. Resultado: A formação de unidades de gestão da vida selvagem (exe. conservações, parques comunitários etc.) e pro movido com o aumento da sensibilização de importantes benefícios do uso dessa terra dentro de dois anos. 5.3.1. Actividade: Promover a sensibilização das oportunidades de parcerias para a gestão da vida selvagem das áreas que beneficia a chita e mabeco. 5.3.2. Actividade: Monitoria do desenvolvimento das unidades de gestão da vida selvagem (exe. vastas, áreas de uso múltiplo que pode iabarcar unidades de conservação , parques comunitários e áreas de pasto) e a sua influência na conservação da chita e mabeco, para permitir gestão adaptiva. 5.3.3. Actividade: Optimizar faixas residente actuais, manter e recuprar corredores e conectividade e assegura pelo menos 20% da faixa recuperável e possível dentro de cinco anos para facilitar a expansão das popu lações de chita e mabeco. 5.3.4. Actividade: Promover a bandeira das espécies do mabeco e da chita nas iniciativas de conservação do habitat, paa as áreas protegidas, redes e corredores, incluindo ATFC’s. 5.4. Result: Faixa da chita e mabeco expandinda África Austral através de reintroduções de espécies as áreas apropriadas da faixa recuperável. 5.4.1. Actividade: Identificar faixas apropriadas. 5.4.2. Actividade: Engajar organizações parceiras e oficiais de autoridades relevantes do governo no estabelecimento de planos de reintrodução. 5.4.3. Actividade: Garantir que os planos de reintrodução estão de acordo com as directrizes de Reintrodução do IUCN. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 39 5.4.4. Actividade: Identificar populações fonte de chita e mabeco, incluindo, onde possível, através de livros de linhagem regional e internacional para identificar as populações de viabilidade genética de qualidade. 5.4.5. Activity: Monitoria de esforços de reintrodução e animais individuais por no mínimo cinco anos depois de libertados. 5.5. Resultado: Uso da terra com base na vida selvage e participação comunitária na gestão de recursos naturais são promovidos na área com o potencial para a conservação da chita e mabeco. 5.5.1. Actividade: Identificar e priorizar as áreas com potencial para o uso da terra com base dos recursos naturais que levam a conservação da chita e mabeco para cada país anualmente. 5.5.2. Actividade: Unir a capacidade local, recursos, serviços e especialidade para maximizar as oportunidades de parceria para melhorar as áreas com potencial para a chita e mabeco. 5.5.3. Actividade: Avaliar a efectividade do uso da terracom base na vida selvage e os seus resultados para a con servação da chita e mabeco para permitir a gestão adaptiva. 5.5.4. Actividade: Fortalecer e aumentar (com 20%) zonas de tampão nos arredores das áreas com potencial para a conservação da chita e mabeco através de promoção da participação comunitária e oportunidades de parceria. 5.6. Result: Agricultura e criação de gado efectivas, gestão de faixas e agricultura consistente com a conservação da chita e mabeco é promovida. 5.6.1. Actividade: Promover e ligar a agricultura e a programas de gestão de faixas para as áreas relevantes. 5.6.2. Actividade: Coordenar com provedores de programs de formação para aumentar a capacidade de comunidades agrícolas para a prática de gestão sustentável das faixas. 5.6.3. Actividade: Avaliar a efectividade da nova e existente agricultura e criação de gado e programs de gestão de faixas contra as necessidade de conservação da chita e mabeco e disseminar os resultados anual mente para informar estratégias de gestão adaptiva. 6. Compromisso Político Objectivo 6: Para advogar para o aumento do compromisso politico para a conservação da chita e mabeco. 6.1. Resultado: Um acordo regional de colaboração para a conservação da chita e mabeco na África Austral é approvado por todos os governos. 6.1.1. Actividade: Articular com as organizações de advocacia locais e internacionais, tais como a International Con servation Caucus Foundation ICCF, para alcançar os resulatdos traçados nesta estratégia. 6.1.2. Actividade: Elaborar um acordo, em colaboração com essas organizações de advocacia, para os governos em relação aos compromissos para a conservação da chita e mabeco. 6.1.3. Actividade: Apresentar o acordo as agências nacionais que irão apresentar aos ministros, dentro de seis meses depois da elaboração do acordo. 6.1.4. Actividade: Organizar uma reunião regional dos países onde o acordo será formalmente rubricado pelos oito países. 6.2. Result: Acordos transfronteiriços relevantes em benefício da conservação da chita e mabeco são promovidos. 6.2.1. Actividade: Desenvolver e promover mais acordos e estratégias em benefício de chita e mabeco. 6.2.2. Actividade: Articular em parceria com organizações de advocacia local e internacional, por exemplo o ICCF, ao alcance de esforços de conservação transfronteiriços. 7. Políticas e Legislação Objectivo 7: Um advocacia para uma eficaz legislação local, nacional e internacional, políticas e protocolos para apoiar a conservação da chita e mabeco. 7.1. Resultado: A relevñcia e eficiência de actuais políticas nacional, regional e internacional, protocolos e legislação relative a conservação de chita e mabeco é avaliada. 7.1.1. Actividade: Identificar quadros legislativos internacional e nacional existentes que podem apoiar a promoção de conservação da chita e mabeco. 7.1.2. Actividade: Programa Alargado de Conservação para contratar um assessor para realizar uma assessoria da eficâcia e sustentabilidade desses quadros (identificados no 7.1.1), e apresentar compile recomendações. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 40 7.2. Resultado: Cacções de conservação da chita e mabeco são alinhadas as existentes políticas nacional e internacional, protocolos e legislação, e lobis para a revisão onde fôr apropriado. 7.2.1. Actividade: Fazer usodas recomendações do assessor (7.1.2) para alinhar acções às iniciativas regional nacional e internacional. 7.2.2. Actividade: Implementar e promulgar estas políticas novas e/ou alinhadas, protocolos e legislação. 7.2.3. Actividade: Identificar políticas, protocolos e legislação que será eminentemente ser revisada, e enviar repre sentates do Programa Alargado de Conservação para advogar a revisão dessas reuniões. 7.2.4. Actividade: Para a legislação que não aborda devidamente as necessidades de conservação da chita e mabeco, e para o qual não há uma revisão planeada, advogar para mudanças, incluindo a utilização das redes existentes (exe. IUCN membros da SA etc). 7.3. Resultado: Os paíse com chita e mabeco encorajados a participar activamente nos acordos ambientais multiraterais relativos a biodiversidade (MEAs, exe. CMS, CBD, CITES, SADC protocolos, WENSA) e outros processos internacionais. 7.3.1. Actividade: Investigar como os MEAs existentes podem facilitar a conservação da chita e mabeco, e apresentar recomendações para acção. 7.3.2. Actividade: Adoptar as recomendações identificadas no 7.3.1 7.3.3. Actividade: Advogar aos países para que sejam membros da Convention sobre as Espécies Migratórias e outras convenções relevantes. 7.3.4. Actividade: Investigar e obter apoio para esta estratégia do CMS e outros MEAs. 7.3.5. Actividade: Desenvolver e/ou identificar moções relevantes existentes para serem submetidas ao Congresso Mundial de Conservação do IUCN. 7.4. Resultado: Esta estratégia revista para a conservação da chita e mabeco na África Austral é incorporada em ambos planos de conservação acional e Regional da SADC até 2017. 7.4.1. Actividade: A nível regional, para solicitar ao Presidente da SADC a sua liderança em garantir que a Estratégia Revista de Conservação da Chita e Mabeco é incorporada na Estratégia Regional de Biodiversidade e Plano de Acção (RBSAP) da SADC até 2016. 7.4.2. Actividade: A nível nacional, cada país membro da SADC deve incorporar no seu plano de acção nacional de conservação para a chita e mabeco nos seus respectivas Estratégias Nacional de Biodiversidade e Plano de Acção (NBSAP) até 2017. 7.4.3. Actividade: Encorajar os países da SADC para priorizar a conservação da chita e mabeco na implementação do Programa de Trabalho para as Áreas Protegidas (POWPA) 7.4.4. Actividade: Encorajar os Estados Membros da SADC para priorizar a conservação da chita e mabeco nas suas alocações de Facilidade Global Ambiental (GEF). 7.5. Resultado: A capacidade das agências de enforçar a lei e ordem e judicial para implementar legislação, políticas e protoco los relevantes para a conservação da chita e mabeco é melhorada. 7.5.1. Actividade: Agências nacionais para identificar e alinhar com as redes de lei e ordem existentes, e priorizar ne cessidades de capacidade para enforçar a legislação, políticas e protocolos relevantes para a consrvação da chita e mabeco. 7.5.2. Actividade: Garantir recursos requeridos para melhorar a capacidade. 7.5.3. Actividade: Desenvolver capacidade de acordo com as prioridades preparadas pelas agências nacionais (no 7.4.1). 7.5.4. Actividade: Manter o engajamento progressive com as redes existentes que lidam com, inter alia, questões de carne de caça da caça furtiva, lei e ordem, comércio ilegal, control do problema animal relevante a conservação da chita e mabeco. 8. Planificação Nacional Objectivo 8: Para manter e implementar planos da acção nacional actualizado e utilizar outras estruturas relevantes para a con servação da chat e mabeco em todos os países. 8.1. Resultado: Planos de Acção National para cada país são revistos (ou onde necessário desenvolvido) para ser S.M.A.R.T e em linha com a estratégia, dentro de dois anos. 8.1.1. Actividade: Identificar intervenientes chave para facilitar o processo de revisão em cada país dentro de 6 meses. 8.1.2. Actividade: Rever os planos de acção em cada país dentro de dois anos. 8.2. Resultado: A implementação do plano de acção revisto é facilitado dentro de dois anos da revisão. 8.2.1. Actividade: Identificar mecanismos apropriados em cada país como promotores do processo de implementação dentro de 6 meses. 8.2.2. Actividade: Identificar constrangimentos e onde fôr possível providenciar meios para garantir a implementação da estratégia nacional revista dentro de um ano. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 41 8.2.3. Actividade: Encorajar todos os intervenientes para usarem o plano de acção revisto para orientar as suas acções de conservação a todo momento. 8.2.4. Actividade: Organizar um workshop entre governos para partilha de informação do processo de implementação do plano de acção nacional. 6.5 Conclusõess e planificação nacional O plano estratégico regional foi desenvolvido, e actualizado, no formato que pode facilmente ser adaptado para aplicação a nível na cional, através de um processo nacional de seminário participativo envolvendo todos os intervenientes nacionais, incluindo aqueles que participaram nos workshops estratégico regional/s. Na região da África Austral, esses workshops nacionais foram realizados em Botswana (2007), Malawi (2011), Moçambique (2010), Namíbia (2013), África do Sul (2007), Zâmbia (2009) e Zimbabwe (2009). O workshop na cional de Angola está prevista para Outubro de 2016. Os principais passos para traduzir a estratégia regional para uma estratégia nacional são as seguintes: • Apresente a estratégia regional, junto com a informação do contexto, e solicitar o mandato para usar a estratégia regional como um modelo para uma estratégia nacional. • Adicione comentários sobre a interpretação nacional da visão, metas e objetivos. • Dentro de cada objectivo, leva cada alvo e actividade, e decida se a adoptas ou não, tendo em conta que algumas das metas e ac tividades podem não ser relevantes para todos os países. • Se o alvo ou actividade for adoptado, em seguida, o texto poderá ser ajustado se necessário • Linhas de tempo, actores e indicadores verificáveis devem ser adicionados a cada actividade. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 42 REFERÊNCIAS Alexander, K.A., Kat, P.W., Munson, L.A., Kalake, A. & Appel, M.J.G. (1996). Canine distemper-related mortality among wild dogs (Lycaon pictus) in Chobe National Park, Botswana. 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Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 45 APÊNDICE 1 Participantes da Reunião de Revisão de 2015 País Nome Organização Título Endereço Electrónico Angola Ezequiel Fabiano Projecto Carnívoro de Angola Pesquisador Sénior e Gestor de Projecto fabianoezekiel@gmail.com Angola Iracelma Machado Ministério da Agricultura Veterinária, Instituto Nacional de Serviços Vet erinários iracelmamachado@yahoo.com.br Benin Audrey Ipavec Programa Alargado de Conservação do Chita e Mabeco Cordenador da África do Norte, Central e Ocidental, RWCP audrey-rwcp@zsl.org Botswana Jane Horgan Conservação do Chita Botswana Cordenador de Educação e Relações Públicas research@cheetahbotswana.com Botswana Michael Flyman Departmento da Fauna e Parques Nacionais Director Adjunto, Departa mento de Pesquisa mflyman@gov.bw Botswana Tico McNutt Botswana Predator Conservation Trust Fundador e Director tico@bpctrust.org Malawi Chiza Manda Departmento de Parques Nacionais e Fauna Director Adjunto, Serviços de Conservação dpw@wildlifemw.net Malawi Emma Stone Projecto do Macebo Malawi Fundador e Pesquisador Sénior emma.stone@bristol.ac.uk Moçambique Abel Nhabanga Administrador Nacional das Áreas de Conservação ANAC Ecologista Carnívoro arnhabanga@gmail.com Moçambique Leah Andresen Projecto de Predador Transfron teiriço do Limpopo Fundador e Pesquisador Principal wildedens@gmail.com Moçambique Oraca Cuambe Administrador Nacional das Áreas de Conservação Departmento de Gestão da Fauna, ANAC & Veterinária oracacuambe@gmail.com Moçambique Pedro Periera Administrador do Parque, Parque Nacional de Zinave ANAC & Administrador do Parque Nacional de Zinave pemape2001@gmail.com Namíbia Anne Schmidt-Küntzel Fundo de Consevação do Chita Pesquisa Genética genetics@cheetah.org Namíbia Joerg Melzheimer Leibniz Instituto do Zoo e de Pes quisa da Fauna (IZW) Gestor de Projecto melzheimer@web.de Namíbia Laurie Marker Fundo de Conservação do Chita Fundador e Director Executivo cheetah@iway.na Namíbia Lise Hanssen Projecto Carnívoro do Caprivi Gestor do Projecto carnivores@iway.na Namíbia Ortwin Aschenborn Ministério do Ambiente e Turismo Veterinária e Gestora do Projecto de Conservação Carnívoro oaschenborn@met.na Namíbia Paul Funston Panthera Director do Programa do Chita PFunston@panthera.org Namíbia Rachel Futter Fundação da Natureza da Namíbia Principle Investigador, Projecto do Macebo da Namíbia rachelfutter.namibia@gmail.com Namíbia Rudie van Vuuren Naankuse Director Geral, Naankuse naankuse@me.com Namíbia Uakedisa Muzuma Ministério do Ambiente e Turismo Ecologista, Ministério do Ambiente e Turismo umuzuma@gmail.com África do Sul Angela Gaylard SAN Parks Ecologista Regional, Fron tier, Serviços Científicos, Parques Nacionais Áfricado Sul (SANParks) angela.gaylard@sanparks.org África do Sul Charlene Bissett SAN Parks Ecologista Regional: Arid Parks, Serviçoss Científicos, Parques Nacionais África do Sul (SANParks) charlene.bissett@sanparks.org África do Sul Deon Cilliers Cheetah Outreach Gestor, Animais do Ter ritório Leste Proteção do Macebo deoncilliers@vodamail.co.za Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 46 País Nome Organização Título Endereço Electrónico África do Sul Harriet Davies Mostert Fiduciário da Fauna em Risco de extermínio Responsável de Con servação harrietd@ewt.org.za África do Sul John Werth PAAZA Director Executivo da As sociação Pan-Africana de Zoos e Aquários (PAAZA) johnw@zoosafrica.com África do Sul Kelly Marnewick Fiduciário da Fauna em Risco de extermínio Gestor, Programa de Con servação Carnívoro kellym@ewt.org.za África do Sul Lizanne Roxburgh GIS ESPECIALISTA- Fiduciário da Fauna em Risco de extermínio GIS Especialista - GIS e Gestora de Banco de Dados da EWT lizanner@ewt.org.za África do Sul Nopasika Malta Qwathekana CMS and DEA (África do Sul) CMS Ponto Focal & Direc tor: Departamento de Bio diversidade Internacional e Património de Assuntos Ambientais mqwathekana@environment.gov.za África do sul Vincent van der Merwe SCRIBE - Fiduciário da Fauna em Risco de extermínio Redator - (e Cordanador Metapopulação do Chita do EWT) vincentv@ewt.org.za Suiça Christine Breiten moser IUCN Especialista do Grupo Cat Co-Presidente, IUCN Espe cialista do Grupo Cat ch.breitenmoser@kora.ch Tanzânia Nick Mitchell Programa Alargado de Conservação do Chita e Macebo África Oriental e Líder Cordenador, RWCP nick-rwcp@zsl.org Reino Unido Rosie Woodroffe Programa Alargado de Conservação do Chita e Macebo & IUCN Espe cialista do Grupo Canid Director do Programa Mac ebo, RWCP rosie.woodroffe@ioz.ac.uk Reino Unido Sarah Durant Programa Alargado de Conservação do Chita e Macebo Director do Programa Chita, RWCP sdurant@wcs.org EUA Adrienne Crosier Smithsonian Institution & AZA Biologista Pesquisador; Cordenadora, AZA Plano de Sobrevivência da Espécie Chita ® Programa (SSP) crosiera@si.edu EUA Cheryl Morris Omaha's Henry Doorly Zoo & AZA Directora de Nutrição Comparativa; Vice Presidente, AZA Felid Taxon Advisory Group clmorris@iastate.edu EUA Debi Luke AZA Vice Presidente Sénior – Conservação e Ciência dluke@aza.org EUA Don Goff Connecticut's Beardslee Zoo & AZA Director Adjunto; Presi dente, AZA Felid Taxon Advisory Group dgoff@beardsleyzoo.org EUA Joel Merriman AZA Director – Plano de Ação de Conservação jmerriman@aza.org Zâmbia Ian Stevenson Conservation Lower Zambezi Director Executivo, Conser vation Lower Zambezi ian@conservationlowerzambezi.org Zâmbia Jackson Katampi Zambian Wildlife Authority Ecologista Regional, Autori dade da Fauna da Zâmbia jacksonzozo10@gmail.com Zâmbia Johnathan Merkle Programa Carnívoro da Zâmbia Gestor de Projecto Lu angwa johnathanmerkle@gmail.com Zâmbia Kim Young-Overton Panthera Director, Panthera Pro grama do Chita kyoung-overton@panthera.org Zimbabué Esther van der Meer Projecto de Conservação do Chita Zimbabué Fundador e Pesquisador Principal esther@cheetahzimbabwe.org Zimbabué Greg Rasmussen Fudiciário de Pesquisa do Macebo Fundador e Pesquisador Principal greg@painteddogresearch.org Zimbabué Hillary Madzikanda Conservação do Macebo Conselheiro Científico, Conservação do Macebo hillary@painteddog.org Zimbabué Jess Watermeyer Fundo Africano de Conservação da Fauna Director-Adjunot de Projec tos jess@africanwildlifeconservation fund.org Zimbabué Rosemary Groom Range Wide Programa Alargado de Conservação do Chita e Macebo Cordenador da África Aus tral, RWCP rosemary-rwcp@zsl.org Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 47 APÊNDICE 2 Agenda HEIA SAFARI RANCH - 9 AO DIA 13 DE AGOSTO DE 2015 DOMINGO, 9 DE AGOSTO DE 2015 Chegada dos Participantes no Heia Safari Ranch (Autocarros partem do Aeroporto Internacional de JNB em horas diferentes variadas durante todo o dia) 18:30 Bebidas servidas no bar Todos participantes 19:30 JANTAR SEGUNDA-FEIRA, 10 DE AGOSTO 8:45 Boas Vindas e Discurso Oficial de abertura Christine Breitenmoser 9:00 Boas Vindas do hospedeiro do workshop (Heia Safari Ranch) Funcionários do Local 9:05 Boas vindas e breve introdução do RWCP Sarah Durant 9:15 Introdução do AZA e SAFE – incluindo os detalhes organizacionais e operacionais do programa de gestão de espécies cooperativo equipa da AZA team 9:30 Introduções Todos participantes 9:50 Background Presentation – A Estratégia Regional de Conservação da Chita e Macebo, e da necessidade de análise; para incluir metas e objetivos da reunião 10:10 INTERVALO Apresentações das autoridades da fauna dos países presentes sobre o progresso alcançado relativamente aos objectivos da Estratégia Regional das Autoridades Nacionais da Fauna Representadas x8 (15 minutos para cada apresentação) 10:45 Botswana Michael Flyman 11:00 Moçambique Abel Nhabanga, Pedro Periera e Oraca Cuambe 11:15 Malawi Chiza Manda 11:30 Angola Iracelma Machado 11:45 Namíbia Ortwin Aschenborn & Uakedisa Muzuma 12:00 Zimbabué Colum Zhuwau 12:15 Zâmbia Clive Chifunte & Chuma Simukonda Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 48 12:30 Conservação transfronteiriça: CMS e a sua importância para a chita e macebo Nopasika Malta Qwathekana 12:45 ALMOÇO Apresentação de Projectos: (10 minutos por apresentação) 14:00 Fundo de Espécies em Extinção (África do Sul) Kelly Marnewick / Harriet Davies-Mostert 14:10 Programa de Apoio à Chita (South Africa) Deon Cilliers 14:20 Fundo de Conservação da Chita (Namíbia) Laurie Marker / Anne Schmidt-Küntzel 14:30 Naankuse (Namíbia) – Projecto do Macebo da Namíbia Rudie van Vuuren 14:40 IZW (Namibia) Joerg Melzheimer 14:50 Projecto Carnívoro de Caprivi (Namíbia) Lise Hansen 15:00 Pesquisa Carnívora Angola (Angola) Paul Funston 15:10 Projecto Carnívoro Angola (Angola) Ezequiel Fabiano 15:20 Fundo de Conservação de Predador Botswana (Botswana) Tico McNutt 15:30 Conservação da Chita Botswana (Botswana) Jane Horgan 15:40 Panthera (Zâmbia / KAZA) Kim Overton 15:50 Programa Carnívoro da Zambia (Zambia) Johnathan Merkle 16:00 Conservação do Baixo Zambeze (Zâmbia) Ian Stevenson 16:10 INTERVALO 16:40 Fundo Africano de Conservação da Fauna (Zimbabwe) Jessica Watermeyer 16:50 Conservação do Macebo (Zimbabwe) Hilary Madzikanda 17:00 Projecto de Conservação do Chita Zimbabwe (Zimbabwe) Esther van der Meer 17:10 Consórcio de Pesquisa do Macebo (Zimbabwe) Greg Rasmussen 17:20 Projecto Transfronteiriço de Predador Limpopo (Moçambique) Leah Everatt Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 49 17:30 Projecto do Macebo Malawi (Malawi) Emma Stone 17:40 Sumário do dia Sarah Durant and Christine Breitenmoser 18:00 FIM DO DIA 1 18:30 Recepção Bebidas 19:30 JANTAR TERÇA-FEIRA, 11 DE AGOSTO 8:30 Plano para o dia Sarah Durant and Christine Breitenmoser 8:45 África do sul Angela Gaylard & Charlene Bissett 9:00 Comercialização ilícita da chita Nick Mitchell 9:10 Mapas – Apresentação de Mapas da Região da Chita e do Macebo (ambos actualizados em 2014 / princípios de 2015) Lizanne Roxburgh 9:30 Grupos de Trabalho: Um grupo de trabalho da chita e outro do Macebo para deliberar sobre quaisquer mudanças ou actualização do dois mapas Lizanne Roxburgh / Nick Mitchell 10:30 INTERVALO (informal) 11:00 Continuação das discussões sobre mudanças ou actualização dos mapas – finalizar até ao interval do almoço 12:30 ALMOÇO 14:00 Sumário do Progresso relativamente à Estratégia Regional até a presente data (compilação de dados dos quadros lógicos – e realizações até a presente data) Rosemary Groom 14:40 Um exame da árvore de problema – continua válido? Apresentação e esclarecimento dos problemas identificados na primeira reunião regional. Sumário para a continuar e novos desafios e obstáculos para a conservação da chita e do macebo Discussão Plenária: Será que a árvore de problema continua a resolver todos os problema que confrontam a conservaçaõ da chita e do macebo? Existem novos problemas que devem ser resolvidos? Facilitado por Christine Breitenmoser e Sarah Durant 15:40 Revisão da estratégia regional de 2007: Plenário de revisão dos Objectivos. Ainda continuam válidos ou necessitam de mudanças? Facilitado por Christine Breitenmoser e Sarah Durant 16:00 INTERVALO 16:30 Revisão da estratégia regional de 2007: Metas e actividades Grupos de Trabalho – Rever as metas e as actividades no âmbito de cada um dos 8 objectivos Estratégia Regional para actualizar aplicação de mudanças onde fôr necessário (cada grupo de trabalho (x4) leva dois temas) Facilitado por Christine Breitenmoser e Sarah Durant 17:30 CONCLUSÃO 19:00 JANTAR Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 50 19:45 Mudanças climáticas e a sua relevância para a chita e o macebo Rosie Woodroffe 20:05 Conjunto de ferramentas para o Conflito Homem Animal Nick Mitchell 20:15 FIM DO DIA 2 QUARTA-FEIRA, 12 DE AGUSTO 8:15 Plano do dia Sarah Durant e Christine Breitenmoser 8:30 Continuação do trabalho em grupos para a actualização das metas e actividades da estratégia regional 10:30 INTERVALO (informal) 11:00 Plenário – cada grupo de trabalho deve apresentar as suas actualizações e metas sugeridas no quadro da Estratégia Regional Facilitado por Christine Breitenmoser e Sarah Durant 13:00 ALMOÇO 14:00 Plenário (cont.) 15:00 Returno ao trabalho em grupo para rever e actualizar as metas e actividades de acordo com as discussões do plenário 16:00 INTERVALO 16:30 TRABALHO EM GRUPOS (cont.) OS Grupos efectuam a entrega das metas e actividades revistas aos facilitadores 17:30 FIM DO DIA 3 19:00 JANTAR QUINTA-FEIRA 13 DE AGOSTO 8:15 Plano do dia Sarah Durant e Christine Breitenmoser 8:30 Plenário – apresentação e revisão dos mapas de distribuição finalizados Facilitado por Rosemary Groom 9:20 Plenário – apresentação e revisão e actualização do quadro da estratégia regional Facilitado por Christine Breitenmoser e Sarah Durant 11:00 Término da reunião e a rota futura 11:45 Discurso de encerramento 12:00 TÉRMINO DA REUNIÃO e ALMOÇO 13:45 & 15:00 Autocarros partem para o Aeroporto Internacional OR Tambo Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 51 APÊNDICE 3 Metodologia de Mapeamento e Definições de Categorias de Faixas (áreas) Mapas de alcance foram produzidos durante o Workshop Regional de 2007 e foram posteriormente atualizados após cada Workshop Nacional de Planeamento de Ações. Durante o workshop de 2015, tanto a chita como o mabeco foram mais uma vez completamente revistos e atualizados, aproveitando ao máximo a riqueza de especialistas de espécies da região, numa única sala. Ambos os polígonos de alcance e as tabelas de metadados associados foram atualizados no workshop e, posteriormente, foram analisadas pelos participantes de país por país para garantir a mais alta precisão possível. Os mapas apresentados neste documento representam, portanto, os melhores mapas de distribuição disponíveis para ambos o macebo e a chita em 2015. A3.1 Actualização de Definições de Categorias de Faixas (áreas) Após extensas discussões plenárias, as categorias de alcance foram eventualmente atualizadas para o seguinte: (1) Faixa Residencial: A área ainda conhecida como residência das espécies. Este reconhecido conhecimento de que tanto a chita e o mabeco têm excelentes capacidades de dispersão, o que significa que nem todos os pontos de localização indicam a presença de uma população residente; al guns podem indicar dispersão transitória de animais. A faixa residencial foi definida como área em que (i) as espécies foram detectadas regularmente ao longo de um período de vários anos; (Ii) havia provas da criação de animais (por exemplo filhotes da chita avistados, cachorros ou tocas de mabeco registados); e (iii) para o mabeco, foram avistadas matilhas completas (grupos que contêm membros de ambos os sexos, geralmente> 3 animais) em vez de pequenos grupos (≤ 3 animais), ou grupos do mesmo sexo, que são susceptíveis de ser grupos de dispersão (2) Possível Faixa Residencial*: As áreas onde as espécies ainda podem ser residentes, mas onde a residência não tinha sido confirmada nos últimos 10 anos. Normal mente, estas seriam as áreas que contêm habitação e presa adequadas, mas que tiveram pouca ou nenhuma inspeção nos últimos anos (inspeção aéreas não são susceptíveis de detectar qualquer espécie). Algumas áreas foram consideradas como constituindo possíveis faixas porque só relatórios não confirmados (por exemplo, relatórios de observadores inexperientes) ou apenas esparsas, observações irregulares estavam disponíveis ou havia apenas relatórios de indivíduos ou grupos em trânsito. Isto também inclui uma pesquisa única que detectaram a presença, mas comportamento reprodutivo * Na tabela de atributo, é clarificado se a faixa é possível residência com a presença registada (ou seja, de uma pesquisa única ou ob servações esporádicas, excluindo cachorros) ou onde a presença não foi registada, mas a opinião de especialistas é do consenso que haveria mabecos ou chitas lá residentes (devido ao habitat adequado e a disponibilidade de presas) (3) Faixa Transitória*: Habitat utilizado de forma intermitente por mabeco ou chita, mas conhecido como não sendo utilizado regularmente, mas sem conexão com áreas de residência, possíveis ou faixas desconhecidas, e improvável que seja adequado para que seja usado pelo macebo ou popu lações da chita residentes através de qualquer forma razoável de gestão. Tais áreas são susceptíveis de serem habitats naturais que são apenas marginalmente adequados para a chita ou mabeco (por exemplo deserto), ou profundamente modificadas / ou áreas com impactado humano. Faixas de trânsito também inclui áreas que têm sido utilizados de forma esporádica por dispersão de animais (por exemplo, a partir de dados de colar). * A categoria da faixa transitória foi recentemente definida no workshop de 2015, mas é uma variação ‘marginal’ da categoria da faixa descrita para macebos apenas em 2007* (4) Faixa de Conexão: A área onde as espécies são conhecidas de não serem residentes, mas onde os animais dispersantes podem usar para se deslocar entre áreas ocupadas, ou para recolonizar faixa extirpada. Tais conexões podem ter a forma de “corredores” de habitat contínuo ou “con tribuem” para fragmentos de habitat (5) Faixa Recuperável*: A área onde os mabeco e a chita são atualmente conhecidos de ser extirpados, mas onde o habitat e as presas permanecem em áreas suficientemente grandes que, ou a recuperação natural ou assistida das espécies pode ser possível dentro dos próximos 10 anos, se a acççoes de conservação razoável forem realizadas Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 52 * Ao designar áreas de faixa recuperável, os participantes foram convidados a ter em mente que ambas as espécies vivem em baixas densidades e viajam extensivamente, por isso eles raramente seriam recuperáveis nas áreas pequenas (<3,000km2) a menos que uma gestão intensiva (por exemplo cercas à prova de predador e gestão de população activa) pode ser implementado (6) Faixa extirpada: As áreas onde a espécie foi extinta, e onde o habitat foi profundamente modificado ou fragmentado (por exemplo, através de cultivo ou urbanização) a ser inabitável por animais residentes num futuro previsível. (7) Faixa Desconhecida: A área onde o estado das espécies é actualmente desconhecido e não pode ser inferido usando o conhecimento do estado local de habitat e presas. A3.2 Usando Mapas Estes mapas são úteis am vários aspectos. • Constituem a base para a lista vermelha actualizada do IUCN para distribuição e números de ambos a chita e o mabeco em África • Providenciam uma história documentada de mudanças do conjunto de duas espécies ao longo do tempo • Podem ser usados para priorizar diversos formas de intervenção de conservação Em princípio, as atividades de conservação para estas espécies (por exemplo, gestão de intervenções, pesquisas, acompanhamento) pode ser realizadas em qualquer um destes tipos de faixas de distribuição geográfica. Mesmo em faixas irrecuperáveis (extirpados), atividades de educação e sensibilização pode ser vitais para os esforços de conservação a longo prazo das áreas vizinhas. A fim de melhorar a nossa compreensão da distribuição e abundância tanto da chita como do mabeco’, as pesquisas devem ser priorizadas nas áreas actualmente designadas como faixas possíveis ou desconhecidas. Empenhos directos de conservação devem ser centrados em torno de áreas da faixa de residência e áreas de conexão das faixas. O trabalho nas áreas designadas como faixas recuperáveis deve concentrar-se em identificar e eliminar ou mitigar os fatores que levaram a extirpação local das espécies, tendo em vista uma eventual recuperação da população. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 53 A PÊ N D IC E 4 O Q ua dr o Es tr at ég ic o Re vi st o e A ct ua liz ad o da E st ra té gi a Re gi on al d e C on se rv aç ão d a C hi ta e M ab ec o na Á fr ic a A us tr al d e 20 15 So ut he rn A fr ic an C on se rv at io n St ra te gy fo r C he et ah a nd A fr ic an W ild D og s, 20 15 Pa ge 7 5 A PÊ N D IC E 4 O Q ua dr o Es tr at ég ic o Re vi st o e A ct ua liz ad o da E st ra té gi a Re gi on al d e Co ns er va çã o da C hi ta e M ab ec o na Á fr ic a A us tr al d e 20 15 V IS Ã O : P ro te çã o, v iá ve l d a po pu la çã o da c hi ta e d o m ab ec o at ra vé s de u m a ga m a de e co ss is te m as q ue c oe xi st em c om s uc es so e s ão v al or iz ad os p el os p ov os d a Á fr ic a A us tr al O B JE C TI V O : m el ho ra r o e st ad o da c hi ta e d o m ab ec o e, p ro te ge r p op ul aç õe s ad ic io na is v iá ve is a o at ra vé s de s ua s fa ix as n a Á fr ic a A us tr al Te m a O bj ec ti vo R es ul ta do s A ct iv id ad es D es en vo lv im en to de c ap ac id ad es 1. Pa ra d es en vo lv er a s ca pa ci da de s em to do s os a sp ec to s de co ns er va çã o da c hi ta e do m ab ec o na Á fr ic a A us tr al 1. 1 Id en tif ic ad as e d oc um en ta da s na r eg iã o as la cu na s de c ap ac id ad es d e co ns er va çã o em to da s as á re as d a ch ita e d o m ab ec o a ní ve l N ac io na l. 1. 1. 1 Es ta be le ce r a si tu aç ão a ct ua l e id en tif ic ar la cu na s de t od as a s co m po ne nt es d e ca pa ci da de s (f az er c um pr ir as l ei s, m on ito ria e p es qu is a, e du ca çã o ab ra ng en te , ge st ão d as á re as p ro te gi da s, po lit ic al , e tc .) em c ad a pa ís 1. 1. 2 In te gr ar r el at ór io s na ci on ai s de nt ro d a sí nt es e re gi on al 1. 2 E st ra té gi a re gi on al é d es en vo lv id a pa ra o de se nv ol vi m en to d e ca pa ci da de s (c om b as e do re la tó rio d a sí nt es e re gi on al ) a t od os n ív ei s 1. 2. 1 Id en tif ic ar u m m em br o do c om ité d e ca da p aí s pa ra o d es en vo lv im en to d a es tr at ég ia re gi on al d e de se nv ol vi m en to d e ca pa ci da de s 1. 2. 2 D es en vo lv er o s re su lta do s e ac tiv id ad es r eq ue rid as p ar a o de se nv ol vi m en to d e ca pa ci da de s a ní ve l n ac io na l e r eg io na l, al in ha do s em pr e qu e po ss ív el c om a s in ic ia tiv as in te rn ac io na is 1. 2. 3 Id en tif ic ar e e ng aj ar c om a s in st itu iç õe s de t re in o w ith a pr op ria da s 1. 2. 4 A ct iv ar e or ig in ar fu nd os pa ra im pl em en ta çã o da es tr at ég ia de de se nv ol vi m en to de ca pa ci da de s a ní ve l n ac io na l o u re gi on al , s em pr e qu e fô r ap ro pr ia do 1. 3 A E st ra té gi a R eg io na l d e D ee nv ol vi m en to de C ap ac id ad es é i m pl em en ta da e a va lia da 1. 3. 1 Im pl em en ta r as a ct iv id ad es i de nt ifi ca da s pe la E st ra té gi a R eg io na l de D es en vo lv im en to d e C ap ac id ad es ( no 1 .2 .2 a ci m a) 1. 3. 2 U til iz ar o po rt al da in te rn et do R W C P pa ra di ss em in ar a Es tr at ég ia R eg io na l de D es en vo lv im en to d e C ap ac id ad es e d e re cu rs os r el ev an te s e, fa ci lit ar a s re de s de c om un ic aç ão 1. 3. 3 Es ta be le ce r m ec an is m os pa ra av al ia r a ef ec tiv id ad e da Es tr at ég ia R eg io na l de D es en vo lv im en to d e C ap ac id ad es 1. 3. 4 A va lia r a ef ec tiv id ad e da E st ra té gi a R eg io na l d e D es en vo lv im en to d e C ap ac id ad es u sa nd o os m ec an is m os e st ab el ec id os n o 1. 3. 3. C on he ci m en to e In fo rm aç ão 2. P ar a m el ho ar o co nh ec im en to e g er ar in fo rm aç ão p ar a a co ns er va çã o da c hi ta e d o m ab ec o na Á fr ic a A us tr al . 2. 1 U m a m el ho r pe rc ep çã o do e st ad o, di st rib ui çã o, b io lo gi a e ec ol og ia d o m ac eb o e da c hi ta é o bt id o 2. 1. 1 C on tin ua çã o de e st ud os n o te rr en o so br e a d is pe rs ão d e am ba s es pé ci es , i nc lu in do f ac to re s qu e in flu en ci am o s uc es so d a di sp er sã o. 2. 1. 2 C on tin ua çã o de e st ud os d a ec ol og ia a lim en ta r da c hi ta e d o m ab ec o na s di fe re nt es á re as e m re la çã o a fa ix a to p ot en ci al . 2. 1. 3 A va lia r a vi ab ili da de e c on ec tiv id ad e da s po pu la çõ es d e ca ch or ro s do m ab ec o e da c hi ta . 2. 1. 4 C on tin ua r a c on tr ib ui r pa ra o a tla s pr og re ss iv o da c hi ta e d o m ab ec o 2. 1. 5 C on tin ua r co m a r ea liz aç ão d e pe sq ui sa s da s fa ix as d es co nh ec id as e p os sí ve is p ar a av al ia r o es ta do d a po pu la çã o e da d is tr ib ui çã o da c hi ta e d o m ab ec o. 2. 1. 6 A va lia r as f ai xa s re cu pe rá ve is d e fa ct or es q ue p od er ão in flu en ci ar a re co lo ni za çã o (n at ur al ou a rt ifi ci al ) d ur an te d oi s an os . 2. 1. 7 M an te r e ex pa nd ir pr og ra m as d e m on ito ria a l on go t er m o da s po pu la çõ es d a ch ita e d o m eb ec o na s fa ix as d e re si dê nc ia ; p ro gr es si vo . 2. 1. 8 Pe sq ui sa , co nf er ir e ap lic aç ão d e bo as d ire ct riz es p rá tic as e c on si de ra çõ es é tic as p ar a a pe sq ui sa c on se rv aç ão d a ch ita e d o m ab ec o, t ur is m o e re in tr od uç ão . 2. 1. 9 C on tin ua r co m a p es qu is a co m m ét od os n ov os e m el ho ra do s de p es qu is a e m on ito ria d a ch ita e d o m ab ec o 2. 2 Pa dr on iz ad os , c on he ci m en to s qu an tit at iv os 2. 2. 1 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e m el ho re s pr át ic as p ar a a ge st ão c ap tiv a do m ab ec o Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 54 So ut he rn A fr ic an C on se rv at io n St ra te gy fo r C he et ah a nd A fr ic an W ild D og s, 20 15 Pa ge 7 6 de a m ea ça s e a su a m iti ga çã o sã o ge ra do s e di ss em in ad os n a Á fr ic a A us tr al , i nc lu in do d a ca ça fu rt iv a de a ni m ai s nã o co ns id er ad os c om o de c aç a, q ue br a do h ab ita t e fr ag m en ta çã o, co m ´é rc io il le ga l, ge st ão c ap tiv a, m ud an ça s cl im át ic as e t ur is m o irr es po ns áv el , e m d oi s an os . e ch ita p ar a pr ev en ir a pa ss ag em a p ar tir d o m at o e o co m ér ci o ill eg al a ss oc ia do . 2. 2. 2 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e am ea ça s ac tu ai s e e m er ge nt es d e co ns er va çã o da ch ita e d o m ab ec o do c om ér ci o de a ni m ai s nã o co ns id er ad os d e ca ça . 2. 2. 3 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e am ea ça s ac tu ai s e e m er ge nt es d e co ns er va çã o da ch ita e d o m ab ec o de a ct iv id ad es d e tu ris m o irr es po ns áv el . 2. 2. 4 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e am ea ça s ca us ad as p el as fa ze nd as . 2. 2. 5 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e am ea ça s de q ue br a e fr ag m en ta çã o do h ab ita t da ch ita e / o u m ab ec o. 2. 2. 6 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e m od el os d e co ns er va çã o e ilu st ra r os p ot en ci ai s be ne fíc io s de c on se rv aç ão c om o um a al te rn at iv a as fa ze nd as . 2. 2. 7 C ol et a e di ss em in aç ão d e in fo rm aç ão d e ge st ão d e m et a po pu la çã o. 2. 3 Pa dr on iz ad o, c on he ci m en to q ua nt ita tiv o de m iti ga çã o do c on fli to h um an o ca rn ív or o at ra vé s da Á fr ic a A us tr al é g er ad o em d oi s an os . 2. 3. 1 Es ta be le ce r um g ru po t éc ni co d e tr ab al ho i nc or po ra nd o to da s as fa ix as d os E st ad os . 2. 3. 2 G ru po de Tr ab al ho Té cn ic o pa ra di ál og o co m to da s as O N G s re gi on ai s re le va nt es , pe sq ui sa do re s e go ve rn os p ar a so lic ita r o se u en vo lv im en to e d ad os /i nf or m aç ão p ar a co nt rib ui r no m an ua l de m el ho re s p rá tic as d e m iti ga çã o de c on fli to s pa ra p re da do re s (a té O ut ub ro d e 20 15 ). 2. 3. 3 O N G s R eg io na is , p es qu is ad or es e g ov er no s pa ra co m pi la r da do s e in fo rm aç ão d is po ní ve is de q ue st õe s de c on fli ct o e so lu çõ es d e m iti ga çã o. 2. 3. 4 G ru po d e Tr ab al ho T éc ni co d ev e de se nv ol ve r um b an co d e da do s in te ra ct iv o on lin e on de a in fo rm aç ão p od e se r ca rr eg ad a e co m pi la da . 2. 3. 5 O N G s, p es qu is ad or es e g ov er no s pa ra a n ív el n ac io na l c on fe rir em s ua in fo rm aç ão e c ar re gá la n o ba nc o de d ad os in te ra ct iv o/ ou p ôr à d is po si çã o do G ru po d e Tr ab al ho T éc ni co ( at é M ar ço de 2 01 6) . 2. 3. 6 G ru po d e Tr ab al ho T éc ni co d ev e tr ab al ha r co m a i nf or m aç ão p ro vi de nc ia da e c ria r um do cu m en to v iv o, p rá tic o e út il pa ra o p úb lic o (a té J un ho d e 20 17 ). Es te s er á co m pl et ad o at ra vé s de u m w or ks ho p se h ou ve r fin an ci am en to . 2. 3. 7 G ru po d e Tr ab al ho T éc ni co d ev e de se nv ol ve r um a e tr at ég ia p ar a a en tr eg a do d oc um en to ao p úb lic o. 2. 3. 8 G ru po d e Tr ab al ho T éc ni co d ev e ob te r ca rt as d e ap oi o da s pa rt es in te re ss ad as . 2. 3. 9 M er ca do e e nt re ga d o do cu m en to a o pú bl ic o (a s er co m pl et ad o do is a no s ap ós d at a do in íc io ). Tr an sf er ên ci a de In fo rm aç ão 3. A um en ta r o ac tiv o co m pr om is so da s pa rt es in te re ss ad as e se ns ib ili za çã o do p úb lic o em g er al c om a tr an sf er ên ci a de in fo rm aç ão r el ev an te a co ns er va çã o da c hi ta e d o m ab ec o 3. 1 In fo rm aç ão s ob re o s be ne fíc io s re le va nt es da c hi ta e d o m ab ec o às c om un id ad es lo ca is , go ve rn os e p ro pr ie ta rie s de t er ra d ev e co nt in ua r a se r co m pa rt ilh ad a 3. 1. 1 R ea liz ar r eu ni õe s e w or ks ho ps c om a s co m un id ad es , p ro pr ie ta rie s de t er ra e g ov er no , p ar a a tr oc a de c on he ci m en to e in fo rm aç ão r el at iv am en te a in ce nt vo s e be ne fíc io s; p ro gr es si vo . 3. 2 Pr oj ec to s de M ul tim ed ia c on tin ua m a s er de se nv ol vi do s at ra vé s de t od as a s fa ix as d os es ta do s re gi on ai s, c on st ru in do c om c om o m el ho r m at er ia l e xi st en te . 3. 2. 1 C on tin ua r a de se nv ol ve r m ec an is m os d e re po rt ag em i nt er ac tiv a de o bs er va çã o, d ad os , de sc ob er ta s e ac tiv id ad es r el ev an te s a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o co m b as e na in te rn et . 3. 2. 2 C on tin ua r a de se nv ol ve r e ut ili za çã o de c ar ta ze s, f ol he to s, r ad io , T V , v id eo , f ot os e g ru po s de t ea tr o pa ra d is se m in ar in fo rm aç ão n a vi zi nh an ça . 3. 2. 3 G ar an tir p ad rõ es m ín im os d e co le ta d e da do s pe la r eg iã o, e m e sp ec ia l n as á re as o nd e nã o há in fo rm aç ão . 3. 3 A um en ta r a se ns ib ili da de n ac io na l d e am ea ça s lo ca is d a ch ita e m ab ec o at ra vé s da s fa ix as d s es ta do s. 3. 3. 1 C on tin ua r a es ta be le ce r co m pe tiç õe s, t es te s, e tc . na s es co la s e gr up os p ar a in te ns ifi ca r e re al ça r a ed uc aç ão d e co ns er va çã o. 3. 3. 2 C on tin ua r a de se nv ol ve r o cu rr íc ul o re m r el aç ão a c hi ta e m ab ec o e in te gr á lo c om a s ac tiv id ad es d e cl ub es d e co ns er va çã o da ju ve nt ud e. 3. 3. 3 C on tin ua r a en co ra ja r o pa tr oc ín io d e eq ui pa s de sp or to , c lu be s e gr up os c om n om e da c hi ta e m ab ec o a to do s os n ív ei s. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 55 So ut he rn A fr ic an C on se rv at io n St ra te gy fo r C he et ah a nd A fr ic an W ild D og s, 20 15 Pa ge 7 7 3. 4 Si m pó si os n ac io na is d e pe sq ui sa pr om ov id os e m t od as a s fa ix as d os e st ad os re gi on ai s. 3. 4. 1 Pr om ov er w or ks ho ps s ob re a c hi ta e o m ab ec o no s si m pó si os c ie nt ífi co s an ua is . 3. 4. 2 C on tin ua r a pa rt ic ip ar e m v ár ia s re un iõ es e n os g ru po s de in te re ss e da s pa rt es in te re ss ad as (e xe . A qu el es n ão d ire ct am en te e nv ol vi do s na c on se rv aç ão ) pa ra d is se m in ar in fo rm aç ão s ob re a co ns er va çã o da c hi ta e d o m ab ec o 3. 5 U m a gr an de s en si bi liz aç ão d e qu es tõ es re la ci on ad as c om a c on se rv aç ão d a ch ita e d o m ab ec o ju nt o da s pa rt es in te re ss ad as e m t od as as fa ix as d os e st ad os . 3. 5. 1 C on tin ua r a de se nv ol ve r e d is se m in ar a e du ca çã o e se ns ib ili za çã o m at er ia l, co ns tr ui nd o co m o m el ho r m at er ia l e xi st en te , p ar a am bo s a du lto s e cr ia nç as e m t od as a s fa ix as d os e st ad os . 3. 5. 2 C on tin ua r a cr ia r e im pl em en ta r pr og ra m as d e m ul tim ed ia p ar a au m en ta r a se ns ib ili da de e en te nd im en to d e co ns er va çã o da c hi ta e d o m ab ec o em t od as a s fa ix as d os e st ad os . 3. 5. 3 Se ns ib ili za r líd er es s ob re o v al or d e co ns er va çã o da c hi ta e d o m ab ec o; p ro gr es si vo . 3. 5. 4 C on ex ão co m in ic ia tiv as ex is te nt es e pr ov id en ci ar in fo rm aç ão re le va nt e e m at er ia l in te rp re ta tiv e pa ra a po ia r as a gê nc ia s ju di ai s e de le i e o rd em . C oe xi st ên ci a 4. P ro m ov er a co ex is tê nc ia d a po pu la çã o co m a c hi ta e o m ab ec o at ra vé s da Á fr ic a A us tr al 4. 1 A m at an ça d el ib er ad a da c hi ta e d o m ab ec o é re du zi da 4. 1. 1 C on tin ua r a m on ito ria d a di m en sã o da m at an ça d el ib er ad a da c hi ta e d o m ab ec o em t od as a s fa ix as d os e st ad os , e c om pa ra r os d ad os a nu al m en te a o ní ve l n ac io na l, e de t rê s em t rê s an os p ar a a re gi ão . 4. 1. 2 C la rif ic ar e e fe ct ua r ad vo ca ci a pa ra e nf or ce r as l ei s pe rt in en te s a m at an ça d a ch ita e d o m ab ec o at ra vé s da s fa ix as d os e st ad os , n um a ba se p ro gr es si va . 4. 1. 3 Id en tif ic ar á re as d e c on fli ct e c la rif ic ar a d im en sã o do a ct ua l ve rs us o s da no s no ta do s ca us ad os p el a ch ita e m ab ec o, n um a ba se p ro gr es si va . 4. 1. 4 Se ns ib ili za r as p ar te s r el ev an te s in te re ss ad as s ob re a s pr át ic as d e ag ric ul tu ra e cr ia çã o de ga do p ro va da s na r ed uç ão d a de pr ad aç ão , n um a ba se p ro gr es si va . 4. 1. 5 D es en vo lv er e i m pl em en ta r pa dr ão n ac io na l de p ro ce di m en to s de o pe ra çõ es d e re ac çã o ac ei tá ve is a s itu aç õe s de c on fli to d ur an te u m a no e e nc or aj ar t ro ca s en tr e as f ai xa s do s es ta do s (e xe . P ro ce di m en to s de c ap tu ra s, t ra ns lo ca çã o, c on tr ol le ta l e tc ). 4. 1. 6 Im pl em en ta r eq ui pa s de r ea cç ão r áp id a do c on fli to h om em a ni m al p ar a re ag ire m c om pr on tid ão e e fe ct iv id ad e as s itu aç õe s de c on fli to , a tr av és d e to da s as f ai xa s do s es ta do s em d oi s an os . 4. 1. 7 In ic ia r e da r co nt in ui da de d e pr og ra m as d e co m ba te a pe rc ep çõ es n eg at iv as d a ch ita e d o m ab ec o em t od as a s fa ix as d os e st ad os d ur an te u m a no . 4. 2 O s ní ve is d e m or ta lid ad e in ci de nt al d a ch ita e m ab ec o sã o re du zi do s em t od as a s fa ix as d os es ta do s du ra nt e ci nc o an os . 4. 2. 1 C on tin ua r a m on ito ria d a di m en sã o de m or ta lid ad e in ci de nt al d ac c hi ta e m ab ec o em t od as as f ai xa s do s es ta do s, e c om pa re r os d ad os a nu al m en te a n ív el n ac io na l, e de t rê s em t rê s an os a ra a re gi ão . 4. 2. 2 R ed uz ir a m or ta lid ad e de a rm ad ilh as d a ch ita e m ab ec o at ra vé s de i ni ci at iv as t ai s co m o o em pe nh o co nt ra a c aç a fu rt iv a, r em oç ão d e ar m ad ilh as d e ar am e, e a i nt eg ra çã o da p op ul aç ão co m b as e de c om un id ad es , i ni ci at iv as d a sa úd e e am bi en te , n um a ba se p ro gr es si va . 4. 2. 3 In ic ia r pr og ra m as p ro va do s de s er em e fe ct iv os n a ge st ão d e do en ça s qu e am ea ça m a vi ab ili da de d as p op ul aç õe s da c hi ta e m ab ec o, n um a ba se p ro gr es si va . 4. 2. 4 Im pl em en ta r pr og ra m as c om o bj ec tiv os , pr og ra m as o br ig at ór io s do s qu ai s re du ze m a m or ta lid ad e da c hi ta e m ab ec o na s es tr ad as n um a ba se p ro gr es si va . 4. 2. 5 R ed uz ir Su bs ta nc ia lm en te a m or ta lid ad e po r en ve ne na m en to d a ch ita e m ab ec o at ra vé s de en fo rç ar a le i e c am pa nh as d e se ns ib ili za çã o. 4. 3 O v al or e co nó m ic o in er en te e e nt en di do d a ch ita e m ab ec o au m en ta si gn ifi ca tiv am en te pa ra t od as a s pa rt es in te re ss ad as d ur an te c in co an os . 4. 3. 1 Q ua nt ifi ca r e m on ito ria o v al or e co nó m ic o in er en te e e nt en di do d a ch ita e m ab ec o a to da s as p ar te s in te re ss ad as ; p ro gr es si vo . 4. 3. 2 Pr om ov er a ct iv id ad es e co nó m ic as c om b as e da f au na d as q ua is p ro m ov em a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o ao b en ef íc io d ire ct o da s co m un id ad es e o ut ra s pa rt es in te re ss ad as , e m t od as a s fa ix as d os e st ad os d ur an te c in co a no s. 4. 3. 3 In ve st ig ar e e r ea lç ar o s ig ni fic ad o cu ltu ra l d a ch ita e m ab ec o em t od as a s fa ix as d os e st ad os ; pr og re ss iv o. Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 56 So ut he rn A fr ic an C on se rv at io n St ra te gy fo r C he et ah a nd A fr ic an W ild D og s, 20 15 Pa ge 7 8 4. 3. 4 D es en vo lv er e sq ue m as d e au to s us te nt o da s co m un id ad es q ue c om pe ns am o s cu st os d e e, in te rn al iz a as r es po ns ab ili da de s do c on fli to , n um a ba se p ro gr es si va . 4. 3. 5 D es en vo lv er g er aç ão d e re nd im en to s e pr oj ec to s de d es en vo lv im en to d e ca pa ci da de s lig ad os a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o, n um a ba se p ro gr es si va . 4. 4 C on du to re s So ci o ec on óm ic os pa ra en co ra ja r a co ex is tê nc ia do s ut ili za do re s da te rr a co m a c hi ta e m ab ec o sã o re so lv id os . 4. 4. 1 Id en tif ic ar e en ga ja r as pa rt es in te re ss ad as e pe rit os na so lu çã o de am ea çã s so ci o ec on óm ic as a c hi ta e m ab ec o du ra nt e 5 an os . 4. 4. 2 Id en tif ic ar f ac to re s s oc io e co nó m ic os r el ev an te s pa ra a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o du ra nt e do is a no s. 4. 4. 3 D es en vo lv er e st ra té gi as a o en co nt ro d e so lu çõ es d e am ea ça s so ci o ec on óm ic as p ar a o ch ita e m ab ec o dr an te c in co a no s. 4. 4. 4 En co ra ja r as f ai xa s do s es ta do s a de se nv ol ve r um a e st ra té gi a bi o ec on óm ic a pa ra a pr om oç ão d a co ex is tê nc ia c om a c hi ta e m ab ec o. U til iz aç ão da te rr a 5. P ro m ov er a s m el ho re s pr át ic as d e ut ili za çã o da te rr a pa ra a c on se rv aç ão da c hi ta e m ab ec o e m in im iz ar o s ef ei to s ad ve rs os d e de se nv ol vi m en to d a te rr a 5. 1 Te nd ên ci as a tu ai s e pr op os ta s de u til iz aç ão da t er ra s ão a va lia da s co nt ra a s ne ce ss id ad es de c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o 5. 1. 1 D es en vo lv er e m an te r re la çõ es c om a s pa rt es i nt er es sa da s da r eg iã o re sp on sá ve is d a de te rm in aç ão d e es tr at ég ia s de u til iz aç ão d a te rr a at ua is e f ut ur as , d ur an te u m a no . 5. 1. 2 C om bi na r di re ct riz es c om b as e no e st ud o de c as os d e es tr at ég ia s de u til iz aç ão d e te rr a as so ci ad as c om o s uc es so d e co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o de c ad a pa ís d a re gi ão , d ur an te d oi s an os . 5. 1. 3 En ga ja m en to c on st ru tiv o co m a in dú st ria , p ro vi de nc ia r ap oi o na f or m a de m el ho re s pr át ic as de g es tã o e p ro cu re r op or tu ni da de s em b en ef íc io d a ch ita e m ab ec o 5. 2 G es tã o in te gr ad a e in ov ad or a de u til iz aç ão da t er ra , p la ne am en to e d es en vo lv im en to al in ha do c om a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o é fa ci lit ad a. 5. 2. 1 Id en tif ic ar e r ec om en da r di re ct riz es e m c ol ab or aç ão c om o g ov er no e s ec to r pr iv ad o pa ra a re sp on sa bi lid ad e so ci al e a m bi en ta l al in ha da c om a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o, e xe . IU C N N eg óc io G lo ba l e P ro gr am a de B io di ve rs id ad e. 5. 2. 2 C oo rd en ar a c om un ic aç ão s ec to ria l e nt re t od os a ct or es p rin ci pa is in cl ui nd o o se ct or p riv ad o pa ra fa ci lit ar a c oo pe ra çã o e in ic ia tiv as d e co la bo ra çã o em b en ef íc io d a ch it a e m ab ec o 5. 2. 3 Pr om ov er a p ar tic ip aç ão s ec to ria l n o Pr og ra m a A br an ge nt e de C on se rv aç ão d o ha bi ta t 5. 3 A fo rm aç ão d e un id ad es d e ge st ão d a es ca la d a su pe rf íc ie d a fa un a (e xe . co ns er va çã o, p ar qu es c om un ita rio s et c. ) é pr om ov id o o au m en to d a se ns ib ili za çã o do s po te nc ia is b en ef íc io s de u til iz aç ão d es sa t er ra du ra nt e do is a no s. 5. 3. 1 Pr om ov er a s en si bi liz aç ão d e op or tu ni da de s de p ar ce ria s pa ra a g es tã o da s ár ea s da f au na qu e be ne fic ie a c hi ta e m ab ec o 5. 3. 2 M on ito ria d o de se nv ol vi m en to d as u ni da de s de g es tã o da e sc al a da s up er fíc ie d a fa un a (e xe . ex te ns as , u so m úl tip lo d as á re as q ue in cl ue m d e co ns er va çã o, p ar qu es e á re as c om un itá ria s d e pa st o) e s ua in flu ên ci a na c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o, p ar a pe rm iti r a ge st ão a da pt áv el 5. 3. 3 O pt im iz ar a f ai xa a tu al d e re si dê nc ia , m an te r e re cu pe ra r os c or re do re s e a co ne ct iv id ad e e ga ra nt ir qu e pe lo m en os 2 0% d e fa ix as r ec up er áv ei s e po ss ív ei s du ra nt e ci nc o an os p ar a fa ci lit ar a ex pa ns ão d as p op ul aç õe s da c hi ta e m ab ec o. 5. 3. 4 Pr om ov er o m ab ec o e a ch ita c om o pr in ci pa is e sp éc ie s de in ic ia tiv as d e co ns er va çã o ao n ív el de g ra nd es s up er fíc ie s do h ab ita t da s re de s e co rr ed or es d e ár ea s pr ot eg id as , i nc lu in do a s A TF C s, . 5. 4 A s fa ix as da ch ita e do m ab ec o sã o ex pa nd id as na Á fr ic a A us tr al at ra vé s da re in tr od uç ão d e es pé ci es n as á re as a pr op ria da s da s fa ix as r ec up er áv ei s 5. 4. 1 Id en tif ic ar fa ix as a pr op ria da s. 5. 4. 2 En ga ge p ar tn er o rg an is at io ns a nd r el ev an t go ve rn m en t au th or ity p er so nn el i n es ta bl is hi ng re in tr od uc tio n pl an s. 5. 4. 3 G ar an tir q ue p la no s re in tr od uç ão o be de ça m a s di re ct riz es d e R ei nt ro du çã o da p la ns IU C N . 5. 4. 4 Id en tif ic ar f on te s da p op ul aç ão d a ch ita e m ab ec o, in cl ui nd o, o nd e fô r po ss ív el , a tr av és d e liv ro s de n ot as d e lin ha ge m r eg io na l e in te rn ac io na l pa ra i de nt ifi ca r po pu la çõ es d e vi ab ili da de ge né tic a vi áv el . 5. 4. 5 M on ito ra r os e fo rç os d e re in tr od uç ão e a ni m ai s in di vi du ai s pe lo m en os c in co a no s ap ós so ltu ra . 5. 5 U til iz aç ão d a te rr a co m b as e da fa un a e pa rt ic ip aç ão d a co m un id ad e na g es tã o de re cu rs os n at ur ai s sã o pr om ov id os n as á re as 5. 5. 1 Id en tif ic ar e pr io riz ar a s á re as c om p ot en ci al p ar a re cu rs os n at ur ai s ba se ad o na u til iz aç ão da t er ra q ue le va a c on se rv aç ão d a ch ita e d o m ab ec o pa ra c ad a pa ís a nu al m en te . 5. 5. 2 V in cu la r ca pa ci da de l oc al , re cu rs os , se rv iç os e p er íc ia p ar a m ax im iz ar o po rt un id ad es d e Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 57 So ut he rn A fr ic an C on se rv at io n St ra te gy fo r C he et ah a nd A fr ic an W ild D og s, 20 15 Pa ge 7 9 co m p ot en ci al p ar a a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o. pa rc er ia p ar a m el ho ra r co m p ot en ci al p ar a a ch ita e m ab ec o. 5. 5. 3 A va lia r a ef ec tiv id ad e da d e ut ili za çã o da t er ra c om b as e da fa un a e os s eu s re su lta do s pa ra a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o pa ra p er m iti r um a ge st ão a da pt iv a. 5. 5. 4 Fo rt al ec er e o in cr em en to (d e 20 % ) d e zo na s de t am pã o em r ed or d as á re as c om p ot en ci al pa ra a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o at ra vé s da p ro m oç ão d a pa rt ic ip aç ão d as c om un id ad es e op or tu ni da de s de p ar ce ria . 5. 6 C ria çã o ef ec tiv a e ad eq ua da d o ga do , ge st ão d a ex te ns ão e a gr ic ul tu ra c on si st en te co m a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o é pr om ov id a ra ng e m an ag em en t. 5. 6. 1 Pr om ov er e li ga r a ag ric ul tu ra e p ro gr am as d e ge st ão d e ex te ns õe s pa ra a s ár ea s re le va nt es . 5. 6. 2 C oo rd en ar c om o s pr ov ed or es d e pr og ra m as d e tr ei no p ar a in cr em en ta r a ca pa ci da de d as co m un id ad es a gr íc ol as p ar a a pr át ic a de g es tã o de e xt en sõ es s us te nt áv el . 5. 6. 3 A va lia r a ef ec tiv id ad e de g ad o no vo e e xi st en te e p ro gr am as d e ge st ão d e ex te ns õe s co nt ra as n ec es si da de s de c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o e d is se m in ar r es ul at ad os a nu al m en te p ar a in fo rm ar a s es tr at ég ia s de g es tã o ad ap tiv a. C om pr om is so Po lít ic o 6. A dv og ar p ar a o au m en to d o co m pr om is so po lit ic o pa ra a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o 6. 1 U m a co rd o re gi on al d e co la bo ra çã o de co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o na Á fr ic a A us tr al é a pr ov ad o po r to do s go ve rn os 6. 1. 1 A rt ic ul ar c om a s or ga ni za çõ es lo ca is e in te rn ac io na is d e ad vo ga ci a, t ai s co m o a In te rn at io na l C on se rv at io n C au cu s Fo un da tio n IC C F, a o al ca nc e de r es ul ta do s tr aç ad os n es ta e st ra té gi a 6. 1. 2 El ab or ar u m a co rd o, e m co la bo ra çã o co m e ss as o rg an iz aç õe s de a dv og ac ia , pa ra a s ex te ns õe s es ta ta is d o go ve rn o re la tiv am en te a o co m pr om is so d e co ns er ve r a ch ita e m ab ec o. 6. 1. 3 A pr es en ta r o ac or do a s ag ên ci as n ac io na is a s qu ai s irã o en ca m in ha r pa ra a os m in is tr os , du ra nt e se is m es es a pó s a el ab or aç ão d o ac or do . 6. 1. 4 O rg an iz ar u m a re un iã o r eg io na l d os p aí se s on de o a co rd o se rá f or m al m en te a ss in ad o pe lo s oi to p aí se s. 6. 2 A co rd os t ra ns fr on te iri ço s re le va nt es e m be ne fíc io d e co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o é pr om ov id o. 6. 2. 1 D ev el op a nd p ro m ot e fu rt he r ag re em en ts a nd s tr at eg ie s th at w ill b en ef it ch ee ta h an d w ild do g. 6. 2. 2 A rt ic ul ar e c ria r um a pa rc er ia c om a s or ga ni za çõ es lo ca is e in te rn ac io na is d e ad vo ca ci a, p or ex em pl o o IC C F, a o al ca nc e do s es fo rç os d e co ns er va çã o tr an sf ro nt ei riç os . Po lít ic as e Le gi sl aç ão 7. A dv og ar p ar a um a le gi sl aç ão lo ca l, na ci on al e in te rn ac io na l fo rt e, po lít ic as e p ro to co lo s pa ra ap oi ar a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o 7. 1 A r el ev ân ci a e ef ic iê nc ia d e ac tu ai s po lít ic as na ci on al , r eg io na l e in te rn ac io na l, pr ot oc ol os e le gi sl aç ão r el at iv e a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o é av al ia da . 7. 1. 1 Id en tif ic ar e st ru tu ra s de l eg is la çã o na ci on al e i nt er na ci on al e xi st en te s da s qu ai s po de rã o ap oi ar n a pr om oç ão d e co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o. 7. 1. 2 Pr og ra m a A la rg ad o de C on se rv aç ão d e Ex te ns õe s irá c on tr at ar u m c on su lto r pa ra a va lia r a ef ic âc ia e s us te nt ab ili da de d es sa s es tr ut ur as (i de nt ifi ca da s no 7 .1 .1 ), e co m pi la r r ec om en da çõ es . 7. 2 A c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o es tá al in ha da a s ex is te nt es p ol íti ca s na ci on al e in te rn ac io na l d e co ns er va çã o, p ro to co lo s e le gi sl aç ão , e lo bb is s ão e fe ct ua do s on de fô r ap ro pr ia do . 7. 2. 1 Fa ze r o us o da s re co m en da çõ es d o co ns ul to r( 7. 1. 2) p ar a al in ha r as a cç õe s re gi on ai s às in ic ia tiv as n ac io na is e in te rn ac io na l 7. 2. 2 Im pl em en ta r e pr om ul ga r es ta s no va s e /o u po lít ic as a lin ha da s, p ro to co lo s e le gi sl aç ão 7. 2. 3 Id en tif ic ar p ol íti ca s, p ro to co lo s e le gi sl aç ão q ue ir á im in en te m en te s er s ub m et id a á re vi sã o, e en vi ar r ep re se nt at es d o Pr og ra m a A la rg ad o de C on se rv aç ão d e Ex te ns õe s pa ra a dv og ar p ar a a re vi sã o ne ss as r eu ni õe s 7. 2. 4 Pa ra a l eg is la çã o qu e nã o ve la d ev id am en te d as n ec es si da de s de c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o, e d a qu al n ão h aj a um a re vi sã o pl an ea da , , a dv og ar p ar a m ud an ça s, in cl ui nd o a ut ili za çã o da s re de s ex is te nt es (e xe . M em br os d o IU C N S A e tc ). 7. 3 Ex te ns õe s es ta ta is d a ch ita e m ab ec o sã o en co ra ja do s a pa rt ic ip ar a ct iv am en te n os ac or do s am bi en ta is m ul tir at er ai s re la ci on ad os a bi od iv er si da de (M EA s, e xe . C M S, C B D , C IT ES , pr ot oc ol os d a SA D C , W EN SA ) e o ut ro pr oc es so s in te rn ac io na is . 7. 3. 1 In ve st ig ar c om o as M EA s ex is te nt es p od em f ac ili ta r a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o e, fa ze r re co m en da çõ es d e ac çã o. 7. 3. 2 A do pt ar a s re co m en da çõ es id en tif ic ad as n o 7. 3. 1 7. 3. 3 A dv oc ac ia pa ra qu e as ex te ns õe s es ta ta is fa ça m pa rt e da C on ve nç ão de Es pé ci es M ig ra tó ria s e ou tr as c on ve nç õe s re le va nt es . 7. 3. 4 In ve st ig at e an d ob ta in s up po rt fo r th is s tr at eg y fr om C M S an d ot he r M EA s. 7. 3. 5 D es en vo lv er e /o u id en tif ic ar p ro po st as r el ev an te s ex is te nt es p ar a a su a su bm is sã o ao IU C N C on gr es so M un di al d e C on se rv aç ão . 7. 4 A e st ra té gi a ac tu al iz ad a pa ra a c on se rv aç ão da c hi ta e m ab ec o na Á fr ic a A us tr al é 7. 4. 1 A n ív el r eg io na l, so lic ita r qu e o Pr es id en te d a SA D C li de re n a ga ra nt ia q ue a E st ra té gi a de C on se rv aç ão d a C hi ta e M ab ec o ac tu al iz ad a é in co rp or ad a na E st ra té gi a e Pl an o de A cç ão Estratégia para a Conservação da Chita e Mabeco da África Austral Pagina 58 So ut he rn A fr ic an C on se rv at io n St ra te gy fo r C he et ah a nd A fr ic an W ild D og s, 20 15 Pa ge 8 0 in co rp or ad a em a m bo s pl an os d e co ns er va çã o N ac io na l e R eg io na l d a SA D C a té 2 01 7 R eg io na l d e B io di ve rs id ad e da (R B SA P) , a té 2 01 6 7. 4. 2 A n ív el n at io na l, ca da P aí s M em br o da S A D C d ev e in co rp or ar o s eu p la no d e ac çã o na ci on al de c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o na s su as r es pe ct iv as E st ra té gi as N ac io na is e P la no d e A cç ão d e B io di ve rs id ad e (N B SA P) a té 2 01 7 7. 4. 3 En co ra ja r os p aí se s da SA D C p ar a pr io riz ar em a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o na im pl em en ta çã o do P ro gr am a de T ra ba lh o pa ra a s Á re as P ro te gi da s (P O W PA ) 7. 4. 4 En co ra ja r os E st ad os M em br os d a SA D C p ar a pr io riz ar a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o na s su as a lo ca çõ es d a Fa ci lid ad e G lo ba l d o A m bi en te (F G A ) ( G EF ) 7. 5 A c ap ac id ad e da s ag ên ci as ju di ci ai s e de en fo rç ar a le i e o rd em p ar a im pl em en ta re m a le gi sl aç ão , p ol íti ca s e pr ot oc ol os r el ev an te s pa ra a ch ita e m ab ec o, a c on se rv aç ão é m el ho ra da . 7. 5. 1 A gê nc ia s na ci on ai s de ve m id en tif ic ar e a lin ha r co m a s re de s ex is te nt es d e en fo rç ar a le i e , pr io riz ar as ne ce ss id ad es de ca pa ci da de s pa ra en fo rç ar a le gi sl aç ão , po lít ic as e pr ot oc ol os re le va nt es p ar a a co ns er va çã o da c hi ta e m ab ec o. 7. 5. 2 G ar an tir r ec ur so s ne ce ss ar ie s pa ra m el ho ra r a ca pa ci da de . 7. 5. 3 D es en vo lv er c ap ac id ad es d e ac or do c om a s pr io rid ad es p re pa ra da s pe la s ag ên ci as n ac io na is (n o 7. 4. 1) . 7. 5. 4 M ai nt er o e ng aj am en to p ro gr es si ve c om a s re de s ex is te nt es q ue l id am c om , in te r al ia , qu es tõ es d e ca ça f ur tiv a de a ni m ai s nã o co ns id er ad os d e ca ça , en fo rc er a l ei , co m ér ci o ill eg al , co nt ro l d o pr ob le m a an im al r el ev an te a c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o Pl an ea m en to N ac io na l 8. P ar a m an te r e im pl em en ta r pl an o na ci on al d e ac çã o ac tu al iz ad o e ut ili za nd o ou tr os s is te m as r el ev an te s de c on se rv aç ão d a ch ita e m ab ec o em t od as a s fa ix as d os e st ad os . 8. 1 Pl an o N ac io na l d e A cç ão p ar a ca da p aí s sã o re vi st os (o u on de fô r ne ce ss ár io d es en vo lv id o) pa ra s er S .M .A .R .T e a lin ha do c om e st a es tr at ég ia , d ur an te d oi s an os 8. 1. 1 Id en tif ic ar a s pa rt es in te re ss ad as p ar a fa ci lit ar o p ro ce ss o de r ev is ão e m c ad a pa ís d ur an te 6 m es es . 8. 1. 2 R ev er o s pl an os d e ac çã o em c ad a pa ís d ur an te d oi s an os . 8. 2 A im pl em en ta çã o do p la no d e ac çã o ac tu al iz ad o é fa ci lit ad o du ra nt e do is a no s da re vi sã o. 8. 2. 1 Id en tif ic ar m ec an is m os ap pr op ria do s em ca da pa ís do s qu ai s se rã o a fo rç a de im pl em en ta çã o do p ro ce ss o w du ra nt e se is m es es . 8. 2. 2 Id en tif ic ar c on st ra ng im en to s e on de f õr po ss ív el p ro vi de nc ia r m ei os p ar a ga ra nt ir a im pl em en ta çã o da e st ra té gi a na ci on al a ct ua liz ad a, d ur an te u m a an o. 8. 2. 3 En co ra ja r to da s as p ar te s in te re ss ad as a u sa r o pl an o na ci on al d e ac çã o ac tu al iz ad o pa ra or ie nt ar a s su as a ct iv id ad es d e co ns er va çã o at od o o m om en to . 8. 2. 4 O rg an iz ar um w or ks ho p en tr e go ve rn os pa ra tr oc a de in fo rm aç ão do pr oc es so de im pl em en ta çã o do p la no d e ac çã o n ac io na l.

Regional Conservation Strategy for the Cheetah and African Wild Dog in Southern Africa · Nelum