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قوانين موزمبيق

Decree No. 8/2016 revising duties and norms related to the National Administration of Conservation Areas (ANAC)

صدر في 2016-04-15 · النص بتاريخ 2026-10-01

القانون العام والإرشادات الرسمية منشورة بوصفها أبحاثاً. ليست مشورة قانونية أو ضريبية أو مالية.

البحث نفسه مكتوب بالإنجليزية. العناوين والوسوم مترجمة؛ أما النتائج والاقتباسات فغير مترجمة.

عن هذا القانون

العنوان الأصلي
Decreto n. 8/2016 - Revisão das atribuições e normas relativas à Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).
اللغة
Portuguese
النوع
لائحة
المنظمة
Zambezi Watercourse Commission (ZAMCOM)
الدولة
موزمبيق
الموضوعات
Wild species and ecosystems
الكلمات المفتاحية
institution, protected area, ecosystem conservation, legal proceedings/administrative proceedings, management/conservation, hunting authorization/permit, tourism, governance, hunting/capture

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  1. BOLETIM DA REPÚBLICA PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE SUMÁRIO A V I S O A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser remetida em cópia devidamente autenticada, uma por cada assunto, donde conste, além das indicações necessárias para esse efeito, o averbamento seguinte, assinado e autenticado: Para publicação no «Boletim da República». IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P. Conselho de Ministros: Decreto n.º 8/2016: Decreto de revisão do Decreto n.º 9/2013, de 10 de Abril, e revoga o Decreto n.º 9/2013, de 10 de Abril. I SÉRIE — Número 45Sexta-feira, 15 de Abril de 2016 CONSELHO DE MINISTROS Decreto n.º 8/2016 de 15 de Abril Tornando-se necessário proceder à revisão do Decreto n.º 9/2013, de 10 de Abril, de forma a responder aos novos desafios que se impõem ao sector que superintende as áreas de conservação, ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 82 da Lei n.º 7 /2012, de 8 de Fevereiro, o Conselho de Ministros decreta: Artigo 1 (Natureza e Sede) 1. A Administração Nacional de Áreas de Conservação é um instituto público, dotado de autonomia administrativa. 2. A ANAC tem a sua sede na Cidade de Maputo podendo, sempre que se justifique, abrir delegações ou outras formas de representação em qualquer parte do território nacional, mediante decisão do Ministro que superintende o sector das Áreas de Conservação, ouvido o Ministro que superintende a área das finanças. Artigo 2 (Tutela) 1. A ANAC é tutelada pelo Ministro que superentende o sector das Áreas de Conservação. 2. A tutela compreende a prática dos seguintes actos: a) Homologação dos programas, planos de actividades, orçamentos bem como aprovação do relatório Anual; b) Nomeação e exoneração dos membros do Conselho Directivo da ANAC, com excepção do Director-Geral; c) Aprovação de inspecções, inquéritos e sindicâncias ao funcionamento da ANAC; d) Aprovação do Regulamento interno da ANAC; e) Exercício de quaisquer outros poderes concedidos por lei. Artigo 3 (Objectivos) A Administração Nacional das Áreas de Conservação tem como objectivos os seguintes: a) Assegurar a implementação das políticas de conservação da biodiversidade e administrar as áreas de conservação; b) Promover a conservação e garantir a gestão da fauna bravia em todo o território nacional; c) Assegurar a conservação da diversidade biológica, das paisagens e do património associado, através do Sistema Nacional das Áreas de Conservação; d) Definir os mecanismos para administração e uso sustentável das áreas de conservação; e) Estabelecer nas áreas de conservação as infra-estruturas para a gestão da diversidade biológica e para actividades económicas de forma a garantir a sua auto-suficiência. Artigo 4 (Atribuições) São atribuições da ANAC: a) Administrar os Parques e Reservas Nacionais, as Coutadas Oficiais, as Fazendas de Bravio e demais áreas de conservação criadas legalmente e colocadas sob sua administração; b) Proteger, conservar e garantir a gestão da fauna bravia em todo o território nacional; c) Implementar a componente da Política de Conservação respeitante às áreas de conservação; d) Assegurar o papel das áreas de conservação na manutenção do funcionamento dos ecossistemas, protegendo a flora, a fauna bravia e o habitat, através da garantia da integridade do Sistema de Áreas de Conservação; e) Promover actividades de conservação em conformidade com a polí t ica do ordenamento terr i torial e de desenvolvimento local, nacional e internacional; f) Propor a emissão de licença especial pela entidade competente para o exercício de actividades nas áreas de conservação; g) Licenciar a actividade cinegética e de ecoturismo nas áreas de conservação; h) Garantir a gestão efectiva das áreas de conservação, com vista a trazer impactos positivos na qualidade de vida e fazer face as mudanças climáticas; i) Gerir, formar e treinar técnico-profissionalmente o pessoal das áreas de conservação; I SÉRIE — NÚMERO 45234 j) Estimular a pesquisa científica e usar informação gerada para orientar as acções de exploração e utilização sustentável dos recursos naturais incluindo o desenvolvimento de caça; k) Assegurar a articulação e a cooperação com entidades nacionais e internacionais com interesses convergentes; l) Definir normas e monitorar o desempenho das áreas de conservação, garantindo que o objectivo primário de conservação da biodiversidade seja alcançado; m) Assegurar a criação e funcionamento dos Conselhos de Gestão, como órgãos consultivos das áreas de conservação, contribuindo na elaboração de planos de negócios, planos de maneio e no desenvolvimento de parcerias com operadores privados e com as comunidades locais; n) Celebrar contratos e acordos no âmbito de parcerias público-privadas e comunitárias e garantir a sua implementação; o) Submeter à aprovação pelo Ministro que superintende o Sector das Áreas de Conservação os planos de maneio das áreas de conservação; p) Implementar os planos de maneio, programas de inventariação dos recursos, e sua monitoria; q) Fiscalizar o uso dos recursos e integrar sistemas de informação modernos; r) Submeter ao Ministro que superintende o sector das Áreas de Conservação, propostas de declaração de novas áreas de conservação e expansão ou extinção das existentes. Artigo 5 (Orgãos) São órgãos da ANAC: a) Conselho Directivo; b) Comité de Conservação. Artigo 6 (Natureza e Composição do Conselho Directivo) 1. O Conselho Directivo é o órgão de gestão da ANAC, constituído pelo Director-Geral, que o preside e pelos Directores de Serviços e Chefes de Departamentos Autónomos. 2. O Director-Geral da ANAC é nomeado e exonerado pelo Primeiro-Ministro, sob proposta do Ministro que superintende o Sector das Áreas de Conservação. 3. O mandato do Director-Geral da ANAC é de 4 anos renováveis duas vezes. 4. O Director-Geral é substituído nas suas ausências por um dos membros do Conselho Directivo, por si indicado. 5. Nos casos em que a ausência for por tempo superior a trinta dias, o substituto é dentre os membros do Conselho Directivo designado pelo Ministro que superintende o Sector das Áreas de Conservação. 6. Os Directores de Serviços e os Chefes de Departamento Autónomos são nomeados e exonerados por Despacho do Ministro que superintende o sector das Áreas de Conservação, sob proposta do Director-Geral da ANAC. Artigo 7 (Competências do Conselho Directivo) Compete ao Conselho Directivo: a) Assegurar a gestão e manter as áreas de conservação de forma a cumprirem com os objectivos descritos na Política de Conservação e demais Políticas e legislação relevantes, e usar as receitas para esses propósitos; b) Deliberar sobre as propostas de programas, planos de actividades, orçamentos, balanço, bem como do relatório anual; c) Deliberar sobre a contração de empréstimos junto a entidades públicas ou privadas, nos termos das normas financeiras do Estado; d) Propor o quadro do pessoal da ANAC; e) Propor a tabela remuneratória do pessoal da ANAC aos órgãos competentes; f) Propor o Regulamento Interno da ANAC ao Ministro que superintende o Sector das Áreas de Conservação; g) Propor a concessão de exploração de espaços, infraestruturas sob gestão da ANAC a terceiros nas condições acordadas; h) Assegurar a realização integral dos objectivos e atribuições da ANAC. Artigo 8 (Natureza e composição do Comité de Conservação) 1. O Comité de Conservação é um órgão de consulta e acompanhamento que visa prestar o suporte técnico ao funcio namento da ANAC. 2. O Comité de Conservação é composto pelos seguintes membros: a) Representante do Ministério que superintende o sector de segurança e ordem pública; b) Representante do Ministério que superintende o Sector das Áreas de Conservação; c) Representante do Ministério que superintende o Sector do Turismo; d) Representante do Ministério que superintende o Sector das Pescas; e) Dois representantes da Sociedade Civil. 3. O Comité de Conservação é presidido pelo Director-Geral da ANAC. 4. Sempre que necessário, o Director-Geral pode convidar outros técnicos a tomarem parte nas sessões do Comité de Conservação. Artigo 9 (Competências do Comité de Conservação) Compete ao Comité de Conservação: a) Pronunciar-se e assistir tecnicamente a ANAC Directivo em matérias ligadas ao desenvolvimento das áreas de conservação e gestão da fauna bravia; b) Apreciar o grau de implementação de políticas e estratégias das áreas de conservação e de gestão da fauna bravia; c) Propor medidas estratégicas para o desenvolvimento das áreas de conservação, da fauna bravia e actividades conexas; d) Pronunciar-se sobre os projectos de investimento, investigação e outras matérias relacionadas as áreas de conservação e fauna bravia; e) Pronunciar-se sobre qualquer outro assunto que o Conselho Directivo achar conveniente submetê-lo à sua apreciação. Artigo 10 (Receitas) Constituem receitas da ANAC, as seguintes: a) Legados, doações, donativos e subsídios concedidos a ANAC; 13 DE ABRIL DE 2016 235 b) Dotações do Orçamento do Estado; c) Quaisquer outras resultantes que por dispositivo legal lhe sejam atribuídas. Artigo 11 (Despesas) São despesas da ANAC: a) As que resultem de encargos com o respectivo funcio namento; b) Os custos de aquisição, manutenção e conservação de bens ou serviços necessários ao prosseguimento das suas atribuições e execução das suas competências. Artigo 12 (Gestão Patrimonial) 1. O património da ANAC é constituído por bens próprios e por bens do Estado à ela afectos. 2. A gestão do património da ANAC é feita aplicando as regras legalmente estabelecidas e de acordo com a natureza dos bens. Artigo 13 (Estatuto Orgânico) O Ministro que superintende o Sector das Áreas de Conservação submete para aprovação da Comissão Interministerial da Administração Pública a proposta de Estatuto Orgânico da ANAC, no prazo de 30 dias a partir da entrada em vigor do presente Decreto. Artigo 14 (Norma Revogatória) É revogado o Decreto n.º 9/2013, de 10 de Abril. Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 15 de Março de 2016. Publique-se. O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário. Preço — 9,30 MT IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P.

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